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Assim como não reconhece o Hamas, o governo Lula insiste em não enquadrar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas

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Luciano Lima

As facções criminosas crescem em praticamente todas as regiões do Brasil sem serem incomodadas. Não existe nenhuma política pública que tenha se mostrado eficiente para impedir o avanço territorial que extrapola as fronteiras do tráfico de drogas. O Comando Vermelho e o PCC estão operando em praticamente todas as regiões do Brasil.

Essas organizações criminosas dominam territórios, impõem regras próprias, matam, aterrorizam inocentes e desafiam o Estado. Elas dominam as infraestruturas das comunidades e os serviços de utilidade pública. Isso é ou não é terrorismo? É ou não é, por exemplo, o modus operandi do Hamas, grupo terrorista que escraviza e tortura o povo palestino? Não podemos esquecer que o Governo Lula não reconhece o Hamas como grupo terrorista.

Fato é que o narcoterrorismo no Brasil avança e impõe o medo. Classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas não tem nada a ver com SOBERANIA NACIONAL ou com debate entre “ESQUERDA” e “DIREITA”. É preciso sufocar e impor medidas mais duras para impedir que o nosso país se transforme em um narcoestado. E o aumento de penas é de extrema importância.

Hoje, os traficantes que “escravizam” as comunidades mais carentes do Brasil são enquadrados na Lei das Organizações Criminosas (Lei nº 12.850), que prevê, por exemplo, uma pena de três a oito anos para quem fizer parte desse tipo de grupo.

A Lei Antiterrorismo, sancionada no governo de Dilma Rousseff, do PT, prevê penas bem mais duras, que começam com doze e quinze anos e vão até trinta anos de prisão, tanto para quem praticar quanto para quem ajudar de alguma forma.

Resumindo: ou o Brasil declara guerra definitivamente contra essas facções ou elas vão continuar controlando ativos financeiros e fundos de investimentos na Bolsa de Valores, vão comprar mais postos de gasolina, mais lojas, vão aumentar o controle dos portos até estar definitivamente dentro da estrutura do Estado.

*Luciano Lima é historiador, jornalista e radialista

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