Início Política Associações de juízes pedem ao STF prorrogação das novas regras sobre penduricalhos

Associações de juízes pedem ao STF prorrogação das novas regras sobre penduricalhos


Da redação

Associações de juízes e membros do Ministério Público solicitaram nesta segunda-feira, 27, ao Supremo Tribunal Federal, a prorrogação por 30 dias do início das novas regras que restringem o pagamento de benefícios adicionais à categoria, conhecidos como “penduricalhos”. O pedido foi protocolado após decisão da Corte no dia 25 de março.

Na ocasião, o STF extinguiu 15 benefícios e manteve apenas oito verbas de caráter indenizatório, destinadas ao ressarcimento de despesas. Ficou determinado que a soma desses valores não pode ultrapassar 35% do subsídio dos magistrados, respeitando o teto do funcionalismo público, atualmente em R$ 46.366,19, podendo elevar remunerações até R$ 78,7 mil.

A decisão definiu a aplicação imediata das restrições pelos órgãos do Judiciário e do Ministério Público. Diante disso, a Associação dos Magistrados Brasileiros e outras entidades encaminharam pedido ao ministro Flávio Dino, relator do caso, alegando dificuldades dos tribunais para dar “fiel cumprimento” ao entendimento.

As entidades destacaram que a ausência de publicação do acórdão impede os magistrados de serem prejudicados pela implementação imediata das novas regras. Solicitaram, portanto, a prorrogação da aplicação até que o texto seja oficialmente publicado pelo Supremo Tribunal Federal.

O envio do documento ocorreu em contexto de uma ação que inicialmente atingia apenas procuradores municipais da Praia Grande, em São Paulo. Segundo a decisão do ministro Flávio Dino, o tema já foi amplamente debatido e exemplos de pagamentos irregulares motivaram a ampliação do alcance para outros poderes, inclusive o governo federal. Dino argumentou que o STF costuma ampliar decisões judiciais em temas que afetam contextos similares.

Representantes do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público formam um grupo de trabalho responsável por implementar as diretrizes do STF. O objetivo é garantir uniformidade na aplicação das novas regras e fortalecer mecanismos de controle e transparência no pagamento de subsídios e vantagens aos servidores públicos.