Da redação
Pelo menos 51 pessoas morreram em 24 horas após uma série de ataques israelenses no Líbano, segundo autoridades do país. O Ministério da Saúde do Líbano relatou que dois profissionais da área estão entre as vítimas, em incidentes registrados no distrito de Bint Jbeil, nesta quinta-feira (9).
A pasta informou que estruturas ligadas ao atendimento médico foram atingidas. Em nota, afirmou: “O inimigo israelense continua a violar leis internacionais e normas humanitárias, somando mais crimes contra paramédicos, ao mirar diretamente dois pontos da Autoridade de Saúde em Qalawiya e Tibnin, no distrito de Bint Jbeil, em dois ataques”.
Os bombardeios ocorrem apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em vigor desde 16 de abril, e marcam a intensificação dos enfrentamentos entre Israel e Hezbollah. Segundo autoridades locais, essa foi a ação mais intensa desde o início da trégua na região sul do Líbano.
O Exército de Israel orientou a saída de moradores de nove vilarejos para “agir com firmeza” contra o Hezbollah, mas os locais atacados nesta semana não estavam entre os indicados. A agência NNA informou também dois ataques na rodovia de Sadiyat, ao sul de Beirute, e um terceiro nas imediações.
Os ataques atingiram inclusive equipes de emergência. Conforme o acordo, Israel mantém o direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em curso”. Na manhã de ontem (9), o Exército israelense afirmou ter atacado mais de 85 alvos de infraestrutura do Hezbollah.
Desde 2 de março, o governo libanês contabiliza ao menos 2.846 mortos e mais de 1,2 milhão de deslocados devido à ofensiva israelense. A ONU reporta que 103 profissionais de saúde morreram e 230 ficaram feridos em mais de 130 ataques contra o setor no período.







