Da redação
Agências humanitárias atuam na Ucrânia para responder ao aumento de ataques das forças russas, incluindo uma das maiores ofensivas já registradas em Kiyv. Segundo relatos, 18 pessoas morreram na capital, onde áreas residenciais densamente povoadas sofreram danos e bairros precisaram ser evacuados.
De acordo com Mathias Schmale, coordenador humanitário da Organização das Nações Unidas na Ucrânia, operações de busca e salvamento seguem em andamento para localizar sobreviventes sob escombros de prédios residenciais, entre eles uma menina de 15 anos e sua família. Quase 90 pessoas ficaram feridas, incluindo crianças, profissionais de saúde e motoristas de ambulância. Schmale afirmou que três milhões de moradores passaram até 11 horas em abrigos antiaéreos ou protegidos em casa, “escutando o som aterrorizante da guerra”.
Segundo a Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia, o número de vítimas civis aumentou 40% entre dezembro de 2025 e maio deste ano na comparação com o mesmo período anterior. Schmale ressaltou que “os civis em Kiyv e em todo o país não deveriam estar sempre se preparando para mais um ataque; eles deveriam estar protegidos pelo direito internacional humanitário”. Ele apontou que os bombardeios em áreas densamente povoadas seguem um “padrão mortal contínuo”. Ao mesmo tempo, ataques com drones atribuídos às forças ucranianas provocaram transtornos em instalações petrolíferas e no fechamento de aeroportos em Moscou e na Crimeia.
Organizações humanitárias oferecem apoio a quase um milhão de pessoas afetadas pelos ataques russos desde a invasão iniciada em 24 de fevereiro de 2022. O auxílio inclui primeiros socorros, abrigo, proteção, assistência financeira e apoio à saúde mental, considerada uma das consequências mais comuns, porém frequentemente invisíveis, do conflito.




