Por Alex Blau Blau
Empresa afirma que continuará fortalecendo sua atuação após decisão judicial que interrompeu divulgação de estudo eleitoral
A suspensão de uma pesquisa eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral provocou reação imediata da direção da AtlasIntel. Nesta segunda-feira, o diretor executivo da empresa, Andrei Roman, afirmou que o instituto seguirá ampliando sua presença no mercado mesmo diante das críticas e questionamentos enfrentados ao longo de sua trajetória.
A manifestação ocorreu após decisão do presidente da Corte Eleitoral, ministro Nunes Marques, que determinou a interrupção da divulgação de um levantamento relacionado ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como possível candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A pesquisa indicava redução nas intenções de voto do parlamentar.
Em publicação nas redes sociais, Roman afirmou que a empresa já enfrentou diversos ataques ao longo dos últimos anos e destacou que os questionamentos surgiram em diferentes momentos do cenário político. Segundo ele, a credibilidade da companhia foi construída por meio de trabalho contínuo e resultados apresentados em diversos países.
O dirigente ressaltou ainda que a empresa pretende manter suas atividades normalmente e declarou que episódios semelhantes acabaram contribuindo para ampliar a visibilidade e a consolidação da marca no setor de pesquisas de opinião.
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral foi tomada após pedido apresentado pelo Partido Liberal. Na avaliação do ministro, existem indícios que justificam uma análise mais aprofundada sobre a metodologia utilizada no levantamento.
Entre os pontos observados estão a sequência das perguntas apresentadas aos entrevistados e a utilização de conteúdos que poderiam influenciar as respostas coletadas. O magistrado destacou que a discussão não se restringe a divergências técnicas, mas envolve a possibilidade de que determinados elementos do questionário tenham interferido na formação da opinião dos participantes.
A pesquisa foi divulgada após a repercussão de conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro relacionadas ao financiamento de uma produção cinematográfica. Durante a análise inicial do caso, o presidente da Corte considerou que alguns fatores poderiam comprometer a neutralidade necessária para a obtenção dos resultados.
Apesar da suspensão, o ministro esclareceu que a medida possui caráter cautelar e não representa uma conclusão definitiva sobre a validade do levantamento. Segundo ele, a decisão busca preservar a lisura do processo até que todas as questões sejam devidamente examinadas.
Ao justificar a medida, o magistrado observou que outros levantamentos registrados anteriormente pela mesma empresa apresentaram estrutura diferente da pesquisa questionada. A comparação reforçou a necessidade de uma avaliação mais detalhada sobre os critérios adotados no estudo que acabou sendo alvo da ação judicial.
O caso segue em análise e deverá permanecer no centro do debate político e eleitoral nos próximos dias, especialmente diante da proximidade do calendário que antecede a disputa presidencial de 2026.





