Da redação
Aliados do governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), atribuem ao ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino as dificuldades enfrentadas por Orleans Brandão (MDB), sobrinho de Carlos e candidato ao governo, para melhorar seu desempenho na disputa pela sucessão estadual. Segundo integrantes do núcleo do governo, recentes decisões de Dino influenciam diretamente o cenário político local e atrapalham a candidatura de Orleans, que integra um grupo político que era aliado e depois rompeu com Dino.
No episódio mais recente, a defesa de Carlos Brandão recorreu ao Supremo Tribunal Federal para questionar a abertura de investigação sigilosa contra aliados, determinada de ofício por Flávio Dino, sem pedido da Procuradoria-Geral da República e sem a livre distribuição do processo. Aliados também se queixam do que chamam de “dobradinha” entre Dino e o ministro Alexandre de Moraes, responsável por ordenar busca e apreensão contra um ex-secretário apontado como fonte de reportagens críticas ao ministro maranhense.
Ainda conforme aliados, a atuação de Dino não beneficia diretamente os candidatos próximos ao ex-governador. Felipe Camarão (PT), nome apoiado pelo grupo vinculado a Flávio Dino, ocupa a terceira posição nas intenções de voto. Orleans Brandão, mesmo com o apoio do tio, encontra dificuldades para avançar.
O Maranhão pode definir a eleição para o governo no primeiro turno, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest. O levantamento mostra Eduardo Braide (PSD) na liderança, com 44% das intenções de voto, seguido por Orleans Brandão, com 25%, e Felipe Camarão, com 6%.




