Da redação
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,4 bilhões em agosto, resultado 23,8% maior em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O resultado foi impulsionado pelo desempenho das exportações de petróleo, soja, cobre e café.
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, com US$ 8,3 bilhões exportados, alta de 16,4%. Já a indústria de transformação embarcou US$ 17,2 bilhões, avanço de 10,2%, enquanto a agropecuária somou US$ 7,4 bilhões, incremento de 11,4%. Destacam-se minérios de cobre e concentrados, que cresceram 223,1%, e soja, com elevação de 14%.
Apesar do crescimento geral, as exportações de minério de ferro recuaram 10,8%, influenciadas por queda de 4,4% no preço médio e de 6,7% no volume. Exportações de carne bovina caíram 19,7% devido ao atingimento da cota estabelecida pela China, seu principal destino, que limitou a importação a 1,106 milhão de toneladas com sobretaxa de 55% para volumes excedentes.
A corrente de comércio, soma das exportações e importações, atingiu US$ 58,9 bilhões, maior valor para agosto na série histórica. No acumulado de janeiro a agosto, o saldo comercial foi de US$ 55,3 bilhões, segundo maior para o período desde 1989. Em julho, o ministério elevou a projeção de superávit para US$ 90 bilhões em 2026, enquanto estimativas do setor financeiro são de US$ 78 bilhões para este ano, conforme boletim Focus do Banco Central.




