Da redação
Augusto Cury, escritor e psiquiatra, participou de debate entre pré-candidatos à Presidência no estúdio da Band, no qual Renan Santos (Missão) o chamou de “canalha” ao criticar eleitores de Lula. Cury rebateu: “Você tem um nível de agressividade que me assombra. Nós estamos em uma democracia, e a beleza dela está na divergência”, justificando a entrada no confronto por respeito ao jornalista Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Bandeirantes.
No evento, ao lado de Ronaldo Caiado (PSD) e Santos, Cury buscou se apresentar como alternativa à polarização entre grupos liderados por Lula e Flávio. Ele destacou não declarar apoio a nenhum candidato em eventual segundo turno e rejeitou posicionar-se no centro do espectro ideológico, afirmando que “o centro está no limbo entre ser neutro, estar em cima do muro”.
Segundo pesquisas nacionais compiladas até a sexta-feira (21/8) pelo Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil — que considera dados de Datafolha, Quaest, AtlasIntel, MDA e Gerp —, Cury aparecia com 1% das intenções de voto para o primeiro turno, atrás de Lula (39%), Flávio (35%) e Caiado (5%). O Tribunal Superior Eleitoral registra que votos brancos e nulos somaram 4,41% em 2022, enquanto a abstenção foi de 20,9%.
Cury afirma que sua candidatura não busca carreira política, mas ampliar o nível do debate. Ele propõe rever o sistema prisional, defender direitos humanos e promover reformas no Supremo Tribunal Federal, como fim da vitaliciedade e escolhas por juízes de carreira. O escritor se apresenta como “terceira via”, com o lema de “mente capitalista e coração social”.




