Da redação
Em comunicado divulgado nesta terça-feira, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, expressou perplexidade diante do aumento da violência em protestos pelo Irã. Informações disponíveis apontam que centenas de pessoas foram mortas e milhares detidas durante as manifestações, que se espalham por diferentes regiões do país.
Volker Turk pediu o fim imediato de toda violência e repressão contra manifestantes pacíficos, além da restauração completa do acesso à internet e aos serviços de telecomunicações. Ele destacou que os iranianos têm o direito de protestar pacificamente e classificou como inaceitável o uso do termo “terroristas” para justificar a violência contra manifestantes. “O assassinato de manifestantes pacíficos tem de parar”, declarou.
Segundo Turk, amplos setores da população voltaram a exigir mudanças na governação, semelhante ao ocorrido em 2022. No entanto, a resposta das autoridades teria sido a repressão violenta. O alto comissário enfatizou que “o ciclo desta violência horrível não pode continuar” e que reivindicações por justiça, igualdade e equidade devem ser ouvidas.
O comunicado aponta ainda que vários hospitais no Irã estão superlotados devido ao alto número de feridos, inclusive crianças. Há também relatos de mortes entre membros das forças de segurança. Nacionalmente, a interrupção da internet prejudica a verificação independente dos acontecimentos e dificulta o acesso a serviços de emergência.
A ONU manifestou preocupação sobre declarações de autoridades que sugerem a possibilidade de punição com pena de morte a manifestantes, em julgamentos acelerados. Desde 8 de janeiro, o corte generalizado da internet impõe sério obstáculo à liberdade de expressão e ao acompanhamento da situação dos direitos humanos no Irã.






