Início Brasil Avaliação negativa do governo Lula atinge 46% entre deputados federais

Avaliação negativa do governo Lula atinge 46% entre deputados federais

Da redação do Conectado ao Poder

Pesquisa revela que apenas 27% dos deputados avaliam a gestão Lula de forma positiva, mostrando insatisfação crescente em 2025.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2 de julho de 2025, revelou que 46% dos deputados federais avaliam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como negativo. Este é o percentual mais alto de desaprovação registrado desde o início do atual mandato em janeiro deste ano.

O levantamento, realizado entre 7 de maio e 30 de junho de 2025, ouviu 203 deputados, o que representa 40% da composição da Câmara. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e mostra que 27% dos parlamentares consideram a gestão Lula positiva, enquanto 24% a avaliam como regular. Já 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta.

Os dados também demonstram uma tendência de queda na aprovação do governo. Em maio, os índices eram melhores, com 42% de avaliação negativa e 32% positiva. Naquele momento, 26% dos deputados classificavam o desempenho do governo como regular. Portanto, a avaliação negativa cresceu 13 pontos percentuais desde então.

  • Negativo: 46% (em maio, 42%)
  • Positivo: 27% (em maio, 32%)
  • Regular: 24% (em maio, 26%)
  • Não sabem/Não responderam: 3% (em maio, 1%)

O aumento na avaliação negativa pode atrapalhar a governabilidade de Lula, refletindo a frustração de muitos deputados com a condução da política nos primeiros meses de governo. A pesquisa foi realizada de maneira a garantir representatividade em diversas regiões do país, bem como pela orientação ideológica dos partidos.

O cenário político atual evidencia um momento de tensão, onde a insatisfação dos parlamentares pode sinalizar desafios futuros para a aprovação de reformas e projetos essenciais na pauta do governo. A taxa de desaprovação não apenas revela a percepção dos deputados, mas também pode influenciar a opinião pública e o desempenho do governo nos próximos anos.