Da redação
Estimativa do Instituto Baleia Jubarte, que monitora os animais há quase 40 anos, aponta que a população no Brasil passou de cerca de 1,5 mil para mais de 35 mil em três décadas, com recorde em 2022 e recuperação após a proteção legal de 1987.
O cálculo da população ainda está em andamento e deve ficar um pouco abaixo do recorde, variação atribuída a ciclos naturais. A espécie saiu da lista de ameaçadas em 2014. Enrico Marcovaldi, fotógrafo e um dos fundadores, disse: “A população se recuperou de verdade”.
A caça das jubartes, praticada desde o período colonial para extração de óleo, foi proibida em 1987. Em 1988, pesquisadores encontraram uma pequena população sobrevivente em Abrolhos, na Bahia. A descoberta levou à criação do Projeto Baleia Jubarte, formalizado como instituto em 1996.
Eduardo Camargo, diretor-executivo, apontou microplásticos e mudanças climáticas como desafios. Expedições anuais coletam biópsias; o estágio recebeu mais de 700 estudantes e apoiou cerca de 60 projetos de mestrado e doutorado. Mais de 130 artigos foram publicados; a Petrobras é a principal financiadora desde 1996.



