Da redação
Uma delegação do Banco Mundial esteve na Venezuela nesta semana, na primeira visita ao país desde a retomada das relações entre as instituições em abril. A missão ocorreu em Caracas, com o objetivo de discutir possíveis parcerias após anos de suspensão dos vínculos.
O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional restabeleceram o contato com o governo venezuelano após a queda da administração anterior, o que levou à suspensão das relações em 2019. A visita simboliza o esforço das instituições para reaproximação e eventual apoio ao país.
A comitiva do Banco Mundial foi liderada por Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente da instituição para a América Latina e o Caribe. Durante a passagem pela capital venezuelana, ela se reuniu com a presidente interina Delcy Rodríguez para tratar das condições econômicas atuais e possíveis áreas de cooperação técnica.
Segundo comunicado divulgado, “as conversas, que se desenvolveram em um ambiente cordial e construtivo, permitiram a ambas as partes trocar pontos de vista sobre os recentes acontecimentos econômicos na Venezuela e explorar possíveis áreas de colaboração para assistência técnica”. As instituições também sinalizaram a intenção de aprofundar o diálogo.
Ainda de acordo com o comunicado, Banco Mundial e autoridades venezuelanas concordaram em continuar trabalhando juntas para identificar as necessidades do país, considerando a possibilidade de apoio financeiro futuro. A reaproximação abre portas para novas formas de colaboração internacional.
A reabertura dos contatos ocorre em um contexto de mudanças políticas e econômicas na Venezuela. Desde a alteração do governo, os Estados Unidos vêm pressionando o país a ampliar o acesso de investimentos estrangeiros, especialmente no setor de energia, além de suspenderem gradualmente sanções e retomarem voos comerciais desde 1º de maio.






