Início Economia Banco Will: entenda como funciona a liquidação e os impactos da medida

Banco Will: entenda como funciona a liquidação e os impactos da medida


Da redação

A liquidação extrajudicial voltou ao centro das atenções após os casos recentes do Banco Master e do Will Bank, que pertenciam ao mesmo conglomerado financeiro. O Banco Master teve sua liquidação decretada em novembro de 2025, enquanto o Will Bank foi liquidado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (21), causando questionamentos entre investidores e correntistas sobre o intervalo entre as decisões.

Após a liquidação do Master, o BC colocou o Will Bank em regime especial de administração temporária para tentar preservar as operações e buscar alternativas, como uma possível venda a novos investidores. Segundo nota oficial, o BC informou que tentou “uma solução que preservasse o funcionamento de sua controlada Will Financeira”, mas não detalhou se houve tentativa de vender o banco digital do grupo.

Durante o regime especial, a situação financeira do Will Bank piorou, com aumento dos passivos e dificuldades operacionais. O fator determinante para a liquidação foi o descumprimento de compromissos com a Mastercard, o que causou o bloqueio do banco no sistema da bandeira e a suspensão dos cartões, caracterizando insolvência na avaliação do BC.

Com a liquidação, as operações do banco foram interrompidas, clientes perderam acesso imediato aos serviços e passam a ser considerados credores. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está pagando cerca de R$ 40,6 bilhões a 800 mil investidores do Banco Master, e o impacto total das liquidações deve chegar a R$ 46,9 bilhões, segundo o FGC.

A liquidação extrajudicial é conduzida pelo BC e visa proteger depositantes, credores e o sistema financeiro. Ela não elimina dívidas dos clientes e pode levar ao bloqueio dos bens de ex-administradores. O FGC cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em depósitos elegíveis, e a recomendação é que os clientes acompanhem apenas comunicados oficiais para evitar golpes.