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Benito di Paula morre aos 84 anos e deixa uma trajetória marcada por clássicos da música brasileira

Por Alex Blau Blau

Cantor e pianista faleceu em São Paulo após enfrentar um câncer por cerca de um ano; artista marcou gerações com sucessos que uniram samba e romantismo

O Brasil se despede de uma das vozes mais marcantes de sua música popular. O cantor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista enfrentava um câncer havia aproximadamente um ano, e a morte foi confirmada por sua assessoria de imprensa.

Conhecido por transformar histórias de amor, saudade e sentimentos cotidianos em canções populares, Benito construiu uma carreira de grande reconhecimento nacional, especialmente pela maneira como aproximou o samba da música romântica.

Seu estilo, marcado pela presença do piano e por interpretações carregadas de emoção, conquistou admiradores em diferentes regiões do país e fez de suas composições parte da história da música brasileira.

Nascido Uday Vellozo, em Nova Friburgo, no interior do Rio de Janeiro, Benito começou a cantar profissionalmente ainda jovem, apresentando-se em hotéis e casas noturnas da capital fluminense.

Foi em São Paulo, cidade que escolheu para viver, que o músico consolidou sua trajetória artística e alcançou projeção nacional, tornando-se um dos nomes conhecidos da música popular brasileira.

Ao longo da carreira, lançou dezenas de trabalhos e reuniu um repertório de sucessos que permaneceram populares mesmo após décadas de suas primeiras gravações.

Entre as músicas mais lembradas estão “Retalhos de Cetim”, “Ah! Como Eu Amei” e “Do Jeito Que a Vida Quer”, composições que ajudaram a definir sua identidade musical e conquistaram espaço nas rádios brasileiras.

A combinação de letras românticas, melodias envolventes e influências do samba tornou-se uma das principais características de Benito di Paula, que manteve uma relação próxima com o público durante sua trajetória.

Em 2025, o cantor recebeu uma homenagem da escola de samba Águia de Ouro, durante o Carnaval de São Paulo. O reconhecimento destacou sua contribuição à cultura nacional e proporcionou um momento de grande emoção ao artista.

Na ocasião, Benito agradeceu o carinho recebido e demonstrou satisfação por ver sua história lembrada em uma das maiores manifestações culturais do país.

A música também marcou sua relação familiar. Seu filho Rodrigo Vellozo seguiu os passos do pai e construiu carreira como cantor e pianista. Os dois chegaram a dividir apresentações, mantendo uma parceria artística entre gerações.

Com a confirmação da morte, Rodrigo publicou uma mensagem de despedida nas redes sociais.

“Te amo, papai! Obrigado!”, escreveu o músico em homenagem ao pai.

Benito também teve outro filho, André Vancellote Vellozo, que morreu em 2019, aos 36 anos, no Rio de Janeiro.

A partida do artista encerra uma trajetória de décadas dedicada à composição e à interpretação de músicas que se tornaram referências do samba romântico.

Seu legado permanece nas gravações, nas apresentações que marcaram sua carreira e nas canções que continuam presentes na memória de diferentes gerações de brasileiros.