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Blocos tradicionais preservam história do Carnaval de Brasília


Da redação

Apesar de sua juventude, Brasília possui blocos carnavalescos tradicionais que mantêm viva a cultura e a identidade local há décadas. Essas manifestações atravessaram diferentes períodos históricos e conquistaram gerações de foliões. O secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, Claudio Abrantes, destaca o compromisso do governo: “Os blocos tradicionais do nosso Carnaval guardam histórias, afetos, ritmos e identidades que atravessam gerações (…) reafirma seu compromisso com a cultura popular, ocupação democrática dos espaços públicos e um Carnaval plural, seguro e acessível”.

O DF Folia abre espaço para essas agremiações, reconhecendo a importância dos blocos antigos, como o Galinho de Brasília, criado em 1992 por amigos pernambucanos impossibilitados de viajar para Recife e Olinda devido ao confisco da poupança. Miriam Brasiel, fundadora do grupo, relata: “A nossa primeira saída, em 1992, foi um sucesso. Foi na 203 Sul. Assim nasceu o Galinho de Brasília e o Grêmio de Expressões Nordestinas (GREM)”. Ela afirma que o bloco oferece animação, frevo, saudade e segurança.

A servidora Maria Bernadete, 55 anos, olindense radicada em Brasília há 20 anos, diz: “Aqui encontro minhas raízes, o frevo de bloco que eu canto desde pequena… Brasília abraça muitas culturas e é muito generosa com quem quer gostar dela”.

A Baratona, outro bloco tradicional, surgiu em 1976, quando o pai de Daniel Lima promovia uma maratona de bar em bar pela Asa Sul. “Ao longo de todos esses anos, nós adquirimos a expertise do que a criança e sua família precisam. E é muito simples: diversão e alegria”, afirma Daniel, presidente do bloco, que proíbe álcool e cigarros no evento.

O Bloco dos Raparigueiros também faz parte dessa história, tendo origem em jovens que animavam o Carnaval com instrumentos emprestados e hoje é símbolo da folia local. “Brasília é uma cidade jovem, mas já construiu uma tradição carnavalesca plural e enraizada”, resume Dorival Brandão, coordenador do DF Folia. A edição de 2026 investirá R$ 10 milhões, com programação disponível no site e redes sociais do evento.