Da redação
Pela primeira vez desde sua fundação, o PT não terá candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul. Sob pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ameaça de intervenção, o partido decidiu apoiar a ex-deputada Juliana Brizola, do PDT. O acordo ocorreu após exigência do PDT, que condicionou o apoio à campanha de Lula ao aval petista a Juliana Brizola. Edegar Pretto, ex-presidente da Conab, desistiu de sua candidatura após protestos internos e críticas ao comando do Palácio do Planalto.
A tendência agora é que Pretto seja vice na chapa liderada por Juliana, neta do ex-governador Leonel Brizola, mas o acerto aprofundou a crise com o PSOL, aliado do PT, que ameaça deixar a coligação. A frente de oposição no Estado é composta por PDT, PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede. Segundo resolução aprovada na terça-feira, a política petista no Rio Grande do Sul será definida em conjunto com o PDT e lideranças aliadas.
“No momento, nada é mais importante que a reeleição do presidente Lula”, afirma o documento endossado pela Executiva Nacional do PT. “Vamos nos apresentar, a partir de agora, como uma frente política, e não individualmente”, declarou Pretto ao anunciar sua desistência.
O PT já governou o Rio Grande do Sul entre 1999 e 2003, com Olívio Dutra, e de 2011 a 2015, com Tarso Genro, além de comandar a prefeitura de Porto Alegre por 16 anos consecutivos. Um dos motivos da resistência petista à aliança com Juliana foi a participação do PDT no governo Eduardo Leite (PSD), da direita, que só entregou seus cargos recentemente.
Na disputa eleitoral, pesquisa Real Time Big Data do dia 17 de março aponta o deputado Luciano Zucco (PL), aliado de Jair Bolsonaro, na liderança com 31%. Juliana Brizola aparece com 24%, Pretto com 19% e Gabriel Souza (MDB), vice de Leite, com 13%.














