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Reinauguração do Estádio Luizinho em Novo Gama é marcada por homenagem e jogo beneficente

O evento iniciou às 15h e contou com a presença de diversas autoridades da região e entorno

Na tarde deste sábado (19), foi realizada a reinauguração do Estádio Municipal Luiz Alfredo – Luizinho. O evento iniciou às 15h e contou com jogo beneficente para arrecadar alimentos para o projeto ‘Natal sem Fome’.

De acordo com o Prefeito Carlinhos do Mangão, a organização contou com apoio de todas as secretarias municipais, além de converter as doações em cestas básicas para a população.

“Fizemos tudo planejado, decidimos fazer um futebol beneficente onde as pessoas que pudessem vir, trouxessem 1 kg de alimento não perecível, esses alimentos serão transformados em cestas básicas, que serão doadas para famílias carentes do município agora no Natal Sem Fome”.

A cerimônia contou com a participação da banda da Polícia Militar de Luziânia e também foi entregue homenagem simbólica à filha do Luizinho.

O jogo beneficente aconteceu entre a Seleção de Novo Gama e Vila Nova Futebol Clube. A partida terminou empatada, com o placar de 1×1. O secretário de Desporto e Cultura, Eliel Miranda, agradeceu a presença de todos e parabenizou o desempenho de ambos os times.

“Tenho muita admiração pelo compromisso dos nossos jogadores e agradeço a nossa comissão técnica que se empenhou em equilibrar e preparar essa seleção para representar a reinauguração do nosso tão sonhado estádio. Agradeço ao prefeito por cumprir essa promessa de campanha. É uma grande honra estar a frente da pasta. Parabéns às equipes pelo ótimo jogo!”.

Estiveram presentes no evento o secretário de Esportes de Planaltina, Júnior; vereador Tel; diretor de Esportes, Felipe; vereador de Valparaíso, Flávio Lopes; prefeito da cidade Ocidental, Fábio Corrêa; prefeito de Alexânia, Allysson Lima; deputados estaduais, Wilde Cambão e Ricardo Quirino; deputado distrital eleito, Rogério da Cruz; vereadores e secretários municipais e demais autoridades. 

Fonte: Governo de Novo Gama-GO

Secretária de Economia de Goiás é cotada para integrar equipe de Tarcísio de Freitas em SP

A aproximação de Cristiane Schmidt está sendo feita com ajuda do ministro da Economia, Paulo Guedes

Cristiane Schmidt, titular da pasta de Economia em Goiás (Foto: divulgação/Governo de Goiás)

A secretária de Economia de Goiás, Cristiane Schmidt, é cotada para integrar equipe do governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A economista compõe o governo Ronaldo Caiado (UB) desde o início da gestão, em 2019, e atuou ativamente para a entrada do Estado no Regime de Recuperação Fiscal do governo federal.

Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, a aproximação de Cristiane Schmidt está sendo feita com ajuda do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele é amigo do coordenador da equipe de transição do governo de São Paulo, Guilher Afif Domingos.

O governador Ronaldo Caiado deve iniciar a reforma administrativa para o próximo mandato. Cristiane Schmidt é um nome técnico e entregou resultados considerados satisfatórios pelo Palácio.

Nascida em 2 de janeiro de 1971, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt é nascida no Rio de Janeiro. Ela é mestre e doutora em Ciências Econômicas pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV/RJ), com pós-doutorado na Universidade de Columbia (USA).

Em 2021, ela recebeu o Título de Cidadã Goiana da Assembleia Legislativa.

Fonte: Mais Goiás

Focus: Mercado prevê elevação da inflação e dos juros em 2023

Expectativa para alta do IPCA de 2023 voltou a subir após quatro meses | Imagem: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

Em meio às discussões do governo eleito sobre aumento de gastos em 2022 e que vêm trazendo receios ao mercado financeiro, a expectativa para a alta do IPCA – índice de inflação oficial – de 2023 voltou a subir após quatro meses. A projeção para este ano também continuou subindo, enquanto a mediana para 2024 ficou estável.

A projeção para 2022 avançou de 5,82% para 5,88%, contra 5,60% há um mês. A previsão para 2023 subiu de 4,94% para 5,01% – o primeiro aumento desde a pesquisa Focus divulgada no dia 15 de agosto. Para 2024, a mediana permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, as estimativas eram de 4,94% e 3,50%, nessa ordem.

Considerando somente as 113 estimativas atualizadas nos últimos 5 dias úteis, a mediana para 2022 passou de 5,82% para 5,89%. Para 2023, avançou de 4,94% para 5,01%.

As medianas na Focus para a inflação oficial em 2022 e 2023 estão acima do teto da meta referentes a esses horizontes (de 5,0% e 4,75%, nessa ordem), apontando para três anos de descumprimento do mandato principal do Banco Central. Para 2024, a projeção do mercado está acima do alvo central de 3,00%, mas aquém do limite superior de 4,50%.

Atualmente, o foco da política monetária está nos anos de 2023 e de 2024. Mas o BC tem dado ênfase ao horizonte de seis trimestres à frente, atualmente o segundo trimestre de 2024.

Na Focus, a previsão para 2025 permaneceu em 3,00%, porcentual igual ao de 71 semanas atrás. A meta para o ano é de 3,00%, com intervalo de 1,5% a 4,5%.

No Copom de outubro, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 5,8% em 2022, 4,8% em 2023 e 2,9% para 2024. O colegiado manteve a Selic em 13,75% ao ano pela segunda vez seguida.

Outros meses

Os economistas do mercado financeiro elevaram a projeção para o IPCA de novembro no Boletim Focus. O avanço da mediana foi de alta de 0,41% para 0,48%. Há um mês, era de 0,41%.

Para o IPCA de dezembro, a estimativa cedeu marginalmente, de 0,65% para 0,64%, contra 0,68% um mês antes. Já para janeiro de 2023, a previsão para o indicador passou de 0,54% para 0,56%. Era de 0,54% há quatro semanas.

A expectativa para a inflação suavizada para os próximos 12 meses saltou de 5,15% para 5,26% – há um mês, estava em 5,13%.

Selic no fim de 2023 sobe de 11,25% para 11,50% ao ano

Refletindo os temores com a expansão fiscal planejada pelo governo eleito, o mercado financeiro passou a projetar uma taxa Selic terminal maior em 2023 no Boletim Focus. A estimativa subiu de 11,25% para 11,50% ao ano após dez semanas de estabilidade. Da mesma forma, considerando apenas as 86 respostas dos últimos cinco dias úteis, a mediana avançou de 11,25% para 11,50% ao ano.

Para o fim deste ano, o mercado ainda espera 13,75% (pela 22ª semana), com expectativa de nova manutenção na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro. Considerando apenas as 86 respostas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa para o juro básico no fim deste ano também seguiu em 13,75%.

No Copom de outubro, o BC manteve pela segunda reunião consecutiva a taxa Selic em 13,75% ao ano. A autoridade monetária ainda voltou a indicar a estabilidade da Selic nesse patamar por “período suficientemente prolongado”. Mas também manteve o alerta de que, caso a desinflação não ocorra como o esperado, os juros podem voltar a subir.

O ciclo da Selic voltou à discussão devido aos planos de aumento de gastos do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na curva de juros, já há uma precificação de alta e, na última sexta-feira (18), o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que, se houver percepção de que o fiscal vai atrapalhar a convergência da inflação, a autoridade monetária vai reagir.

Atualmente, o horizonte relevante da política monetária considera os anos de 2023 e de 2024. Mas o BC tem dado ênfase ao horizonte seis trimestres à frente, atualmente o segundo trimestre de 2024.

Conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 21, a previsão para a Selic no fim de 2024 continuou em 8,00%, mesmo porcentual de um mês atrás. Já a mediana para o fim de 2025 permaneceu em 8,00%, contra 7,75% de quatro semanas antes.

Projeção do PIB de 2022 passa de 2,77% para 2,80%

O boletim mostrou nova alta no cenário de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022, mas estabilidade na projeção para 2023. A mediana para a alta do PIB em 2022 subiu de 2,77% para 2,80%, contra 2,76% há um mês. Já a estimativa para a expansão do PIB em 2023 continuou em 0,70% ante 0,63% um mês antes.

Considerando apenas as 73 respostas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa para o PIB no fim de 2022 passou de 2,76% para 2,81%. No caso de 2023, houve 73 atualizações nos últimos cinco dias úteis, com variação da mediana de 0,68% para 0,70%.

O Relatório Focus ainda mostrou queda na projeção para o crescimento do PIB em 2024, de 1,80% para 1,70%. Para 2025, a mediana foi mantida em 2,00%. Quatro semanas atrás, as taxas eram de 1,80% e 2,00%, nessa ordem.

O Relatório de Mercado Focus também indicou nova melhora na projeção para o superávit primário em relação ao PIB este ano, mas grande deterioração no déficit esperado para 2023 em meio a discussões fiscais do governo eleito.

A estimativa para o superávit primário em 2022 passou de 1,10% para 1,20% do PIB. Há um mês, a mediana era de 1,00% do PIB. Para 2023, a projeção de déficit primário saltou de 0,55% para 0,80% do PIB, de 0,50% quatro semanas antes.

Em relação ao resultado nominal, a mediana se manteve deficitária em 6,00% do PIB este ano e piorou de rombo de 7,75% para 7,88% do PIB em 2023. Há um mês, as medianas eram negativas em 6,30% e 7,70% do PIB, nessa ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Houve leve melhora na projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2022. A mediana caiu de 58,00% para 57,52%, contra 58,50% um mês atrás. Em relação a 2023, a estimativa para a dívida líquida em relação ao PIB passou de 61,40% para 60,70%, de 62,95% há um mês.

Os economistas do mercado financeiro aumentaram a estimativa de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos em 2022, conforme o Boletim Focus. A mediana deficitária passou de US$ 41,00 bilhões para US$ 42,70 bilhões, contra US$ 32,25 bilhões de um mês atrás.

Já para 2023, a projeção para o rombo em transações correntes passou de US$ 38,90 bilhões para US$ 39,45 bilhões. Há um mês, a expectativa era deficitária em US$ 34,00 bilhões.

Balança comercial

A estimativa para o superávit da balança comercial em 2022 continuou em US$ 55,00 bilhões, contra US$ 56,15 bilhões de um mês atrás. Para 2023, a projeção não sofreu mudanças e permaneceu em US$ 56,00 bilhões, mesmo valor esperado há quatro semanas.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o rombo em transações correntes nesses anos. A mediana das previsões para o IDP em 2022 permaneceu em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 68,00 bilhões de um mês atrás. Para 2023, ficou em US$ 75,00 bilhões, de US$ 70,00 bilhões há quatro semanas.

Após 16 semanas em R$ 5,20, mediana para câmbio em 2022 sobe a R$ 5,25

Após 16 semanas sem mudanças, o cenário da moeda norte-americana em 2022 e 2023 voltou a subir no Relatório de Mercado Focus, repercutindo a desvalorização do câmbio nos últimos dias e as incertezas fiscais. A estimativa para o câmbio este ano passou de R$ 5,20 para R$ 5,25, enquanto, para 2023, a variação foi de R$ 5,20 para R$ 5,24. Há um mês, as medianas eram ambas de R$ 5,20. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.

Mercado continua esperando 1º corte da Selic em junho

Apesar dos temores de forte expansão fiscal em 2023 gerados pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, o mercado financeiro continua esperando o primeiro corte da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. A estimativa para o fim do próximo ano, contudo, ficou mais alta, subindo de 11,25% para 11,50% após dez semanas de estabilidade.

Conforme a mediana do Sistema de Expectativas de Mercado, da onde são retiradas as informações para o Boletim Focus, agora a expectativa é de queda de 2,25 pontos porcentuais da Selic no ano que vem, contra 2,50pp antes.

Considerando as estimativas mais pessimistas, desde a semana anterior, os analistas passaram a considerar uma alta de juro na primeira reunião do Copom de 2023,com redução em junho para 13,75%, terminando o ano nesse patamar.

Fonte: UOL

Mais da metade dos candidatos aos cargos das Eleições 2022 se autodeclarou negra

Dados mostram que participação dessa população na política ainda necessita de avanços

Este domingo, 20 de novembro, é o Dia da Consciência Negra. A data reforça a importância de uma sociedade antirracista, o fomento do protagonismo negro e a conscientização para construir uma efetiva democracia racial no Brasil. E na democracia não pode ser diferente. Nas Eleições 2022, o número de candidatos negros, 14.712, superou o de brancos, o que representa 50,27% do total de inscrições (29.262). Em 2018, quando também houve eleição geral, as candidaturas negras foram 46,4% do total. Apesar disso, os dados mostram que ainda há muito a fazer para alcançar a equidade racial também entre os representantes do povo. 

Embora tenha sido registrado o aumento de 8,64% entre as candidaturas negras neste pleito em relação a quatro anos atrás e o incremento de 11,4% na quantidade de eleitos em comparação ao mesmo período, em 2022, somente 32,12% negros foram eleitos. O número ainda continua baixo, apesar de os negros serem a maioria da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação às candidaturas de autodeclarados negros, os cargos para presidente, deputado federal e governador registraram aumento em comparação a 2018. O incremento foi de 1,6%, 43,1% e 34,3%, respectivamente. Já os cargos de deputado estadual e distrital registraram queda, sendo 0,86% e 41%, na ordem.

Em relação às pessoas negras eleitas, houve aumento no pleito deste ano quando comparado com as eleições de 2018. Os cargos para deputado estadual, federal e governador registraram elevação de 23,7%, 9,8% e 28,6%, respectivamente. Para o cargo de deputado distrital, disputado somente no Distrito Federal, o número de negros eleitos permaneceu o mesmo, 11. 

Avanços

Em 2020, o TSE aprovou que a distribuição dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão deve ser proporcional ao total de candidatos negros que o partido apresentar para a disputa eleitoral. A partir disso, foram inseridos nas Resoluções TSE nº 23.605/2019 e nº 23.610/2019 artigos que tratam das candidaturas negras.

Em março de 2022, o TSE instituiu, por meio da Portaria nº 230/2022, a Comissão de Promoção de Igualdade Racial. O grupo é responsável por elaborar estudos e projetos para ampliar a participação da população negra nas eleições.

Luta constante 

No dia 8 de novembro deste ano, durante evento do projeto “Diálogos Democráticos” que abordou a importância das mulheres na política e o papel delas para o aprimoramento da democracia, a questão racial permeou os assuntos em pauta. O encontro foi organizado pela Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em parceria com a Escola de Formação Política Kátia Tapety, o Instituto Internacional Sobre Raça, Igualdade e Direitos Humanos e a Fundação Friedrich Ebert Siftung (FES Brasil).

Em um dos painéis, o coordenador executivo da Comissão de Igualdade Racial do TSE, Fábio Esteves, trouxe à reflexão os privilégios masculinos e afirmou que houve um baixo número de pessoas autodeclaradas pretas e pardas eleitas em 2022. Segundo ele, o racismo estrutural na sociedade e na política não melhorou, mas sim criou novas formas de segregação, o que faz muitas pessoas acreditarem que o cenário está diferente. Ele destacou ainda que, apesar de pessoas negras se candidatarem, a maioria não é eleita.

O ministro Benedito Gonçalves, que também é coordenador institucional da Comissão de Igualdade Racial do TSE, expressou a satisfação por ter participado de um evento dessa natureza no mês da Consciência Negra. “Consciência negra que nasceu em atos de violência que se tornaram atos de sucesso, de glórias e de superação de obstáculos”, pontuou, ao relacionar os avanços nas políticas de igualdade racial no Brasil a eventos de violência e discriminação que os precederam.

O evento foi concluído com as palavras do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes. Ele destacou que, apesar de muitas conquistas, o Brasil hoje vive um momento de grande desrespeito à diversidade. Mas, segundo Moraes, é em situações como a que vivemos atualmente que a luta cresce e os avanços são conquistados. “É uma luta constante. Nós vamos continuar avançando. Vamos continuar tendo problemas, mas vamos continuar avançando”, incentivou Moraes.

Fonte: TSE

Mulheres negras são maioria dos habitantes do DF

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou, nesta sexta-feira (18), o sumário executivo do estudo “Raça/cor: O perfil étnico-racial da população no Distrito Federal”. A publicação integra a segunda edição da série Retratos Sociais DF, que apresenta análises sociodemográficas e socioeconômicas dos seguintes recortes da população a partir de dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD 2021): crianças; jovens; mulheres; idosos; negros; pessoas com deficiência e LGBTQIA+.

Para o presidente do Instituto, Jean Lima, os estudos divulgados hoje demonstram que no DF, reproduzindo a lógica da sociedade brasileira, a desigualdade social tem cor. “Em geral, a população negra tem os menores índices de escolaridade e de renda, perpetuando a estratificação entre negros e não negros e homens e mulheres. É abissal os indicadores entre mulheres negras e homens brancos. De um lado, está a base da pirâmide social, do outro o topo. Somente com políticas públicas transversais, em todos os aspectos, educacional, profissional, de saúde, mobilidade, habitação, é que as desigualdades raciais poderão ser mitigadas. Sem um olhar específico para cada aspecto o ciclo vicioso da desigualdade racial jamais será superado”, afirma.

Perfil sociodemográfico – Em 2021, 40,9% da população do DF se declarava branca (1.232.276 habitantes), enquanto 57,3% se declarava negra (1.726.929), sendo 46,2% parda (1.392.435) e 11,1% preta (334.494). Além disso, 1,4% se declarava amarela (41.813) e 0,3% indígena (9.862). As mulheres negras representavam a maioria dos habitantes da capital federal (28,7%), seguidas pelos homens negros (28,4%), mulheres não negras (23,3%) e homens não negros (19,1%).

Na análise por renda de acordo com o Critério Brasil, observou-se que a população negra era maioria nas classes D-E (74,4%), C2 (66,9%), C1 (58,7%) e B2 (51,8%), enquanto nas duas classes mais altas, A e B1, a população não negra representava 64,4% e 56,4%, respectivamente.

A região administrativa do SCIA/Estrutural possuía a maior proporção de negros entre seus habitantes, enquanto a do Lago Sul tinha a menor proporção.

Escolaridade – Apesar de serem a maioria da população, somente 26,9% das mulheres negras com 25 anos ou mais tinham ensino superior completo, a menor proporção entre os quatro grupos nessa faixa etária: homens negros (28%), mulheres não negras (42,8%), homens não negros (46,4%). A proporção de mulheres negras sem instrução (5,1%) e com ensino fundamental incompleto (14,6%) era a maior entre os grupos. Entre os homens negros, registrou-se a maior proporção de pessoas com ensino médio incompleto (6%).

Mercado de trabalho – Analisando a população ocupada, é possível concluir que as pessoas negras ingressam mais cedo no mercado de trabalho local. Entre os ocupados na faixa etária dos 14 aos 17 anos, quase 70% eram negros. Entre os trabalhadores negros, 25% estavam em posição de informalidade, frente a 20% dos trabalhadores não negros. No setor público, as mulheres não negras tinham a maior taxa de participação (23,6%) e os homens negros, a menor taxa (13,2%).

Saúde – Entre a população negra, 29,3% estava em situação de insegurança alimentar, sendo 11,1% em insegurança alimentar moderada ou grave. Entre os não negros, esses percentuais eram inferiores: 18,1% estava em situação de insegurança alimentar, sendo 6,2% em insegurança alimentar moderada ou grave. A utilização exclusiva do Sistema Único de Saúde (SUS) é predominante entre os negros (75%) e considerável entre os não negros (58%).

Fonte: IPEDF

ABBP e portais de notícias são homenageados pelo Rotary Club pelo combate à poliomielite no DF

Foto: Divulgação/Rotary Club

Na noite da última quinta-feira (17), a Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) e 16 portais de notícias filiados a entidade foram homenageados pelo Distrito 4530, do Rotary Club International, juntamente com servidores da Secretaria de Saúde do DF, pelo apoio dado às ações realizadas pela instituição no combate à poliomielite na capital do país.

A ABBP, os veículos de comunicação e os profissionais da rede pública de saúde foram agraciados com o ‘Diploma de Mérito Rotário’ em reconhecimento a participação na campanha de conscientização no combate à pólio promovida pela entidade. Há 37 anos, o Rotary vem atuando em todo o mundo com o objetivo de erradicar a doença.

Durante a solenidade, a ABBP foi condecorada com a outorga da honraria rotária, que foi recebida pelo diretor-presidente da Associação, o jornalista José Fernando Vilela.

Ao agradecer a direção da instituição pela concessão do honraria, o presidente da ABBP parabenizou os rotarianos pelo empenho e engajamento voluntários dedicados a erradicar a poliomielite no mundo.

O dirigente ressaltou que a ABBP, por meio dos sites e portais de notícias associados a ela, não medirá esforços para ajudar a divulgar as ações e campanhas de vacinação promovidas pelo Rotary, bem como da Secretaria de Saúde do DF.

“Além de termos a função social de levar a informação à população, temos também a responsabilidade de ajudar a mobilizar a sociedade diante dos riscos de ter a volta dessa doença que é a poliomielite”, destacou Vilela.

Baixa cobertura vacinal

Preocupado com a baixa procura pela vacina contra a pólio no DF, o governador do Distrito 4530 – Rotary Club International, Washington Cardoso Alkmim, que exerce a função de líder máximo da instituição no DF, Goiás e Tocantins, lamentou a falta de interesse dos pais em levar suas crianças para serem imunizadas.

“Ficamos preocupados com a baixa procura pela vacina contra a pólio em todo o país durante a campanha promovida pelo Ministério da Saúde”, observou Alkmim.

Importância da imprensa

Para o presidente da subcomissão da Pólio e presidente do Rotary Club de Brasília, Saulo Campos Branquinho, sem a imprensa, em especial, dos veículos de comunicação que surgiram com a internet, a informação não chegaria para a população.

Veja abaixo a lista dos portais homenageados pelo Rotary Club International:

Expressão Brasiliense
Radar DF
Portal 84 Notícias
Jornal da 2C News
Conectado ao Poder
DF Soberano
Portal Foco Nacional
Portal DF Mobilidade
Acorda DF
Portal Newsblack Notícias
Portal Doa a quem doer
Portal Opinião Brasília
Portal Saúde & Direitos Sociais
Destaque DF
Estrutural on-line
Policiamento Inteligente
Tudo Ok Notícias

“Hermeto fez uma demonstração de amor, carinho e gratidão à Candangolândia”, diz Pablo Valente

Da redação do Conectado ao Poder

Entrevistado pelo jornalista Sandro Gianelli, no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, o administrador da Candangolândia, Pablo Valente, falou sobre os avanços na cidade, com apoio do deputado distrital Hermeto. O Conectado ao Poder vai ao ar toda quarta-feira, às 23h, na TV Cultura, canal 5.1.

Pablo destaca as comodidades encontradas na região. “É uma cidade muito bem centralizada, próxima à Rodoviária Interestadual, ao Aeroporto, do Park Shopping, do Plano Piloto, do Zoológico, então é muito próxima de tudo, com população diversificada. Nós temos jovens, pessoal da melhor idade, funcionários públicos, do comércio local. Um diferencial é que todo mundo se conhece pelo nome”, ressaltou.

O conceito da cidade, como comentou Gianelli, contribuiu para esse conhecimento geral da população. “A forma geográfica ajuda, porque é praticamente uma entrada e uma saída. Padrão cidade de interior”, disse.

O administrador reforçou a característica. “Todo mundo que entra na Candangolândia fala que parece mesmo uma cidade de interior, porque tem clima de cidade de interior, só que no centro de Brasília. Temos problemas de segurança pública, mas os índices são mínimos”, pontuou.

“Hoje, a Candangolândia é uma cidade que tem melhorado a cada dia e isso se deve muito ao trabalho que o deputado Hermeto tem feito. Ele foi, sem dúvida, o melhor administrador que a cidade teve e, como deputado, ele conseguiu realizar aquilo que eu acho que nenhum político faria por uma cidade de perspectiva de eleitores tão baixa. Realmente, o que ele fez foi uma demonstração de amor, carinho e gratidão à cidade que fez dele político”, expressou Pablo.

Algumas melhorias foram Iluminação de LED por toda a região, reforma em todas as escolas e reformulação por todos os espaços públicos, como a Praça do Bosque. “O mais bonito complexo esportivo do DF, tem churrasqueira de graça, com agendamento na administração, e a pessoa pode realizar a confraternização no espaço, temos quadra multiuso, parquinho infantil, quadra de areia, campo sintético, aparelhos de ginástica, então é um grande orgulho”, destacou.

Sobre esse importante espaço, Gianelli diz que “é muito bonito, não tenho palavras. As pessoas precisam ir lá ver o que é aquele lugar.”

Câmeras de monitoramento também foram colocadas na cidade, com previsão de expansão. “O deputado Hermeto já colocou, através de emendas parlamentares, 11 câmeras e nós queremos subir o número para mais de 30, para que a cidade seja totalmente monitorada e segura. Quero que a pessoa, quando chegar, veja uma placa dizendo ‘bem-vindo à Candangolândia, você está sendo filmado’. A partir disso, temos que fazer uma gestão humanizada. Ibaneis e Hermeto, quando fechar os próximos 4 anos, vão entregar a Candangolândia como o melhor lugar para se viver no DF”, concluiu.

Pedido do PSDB-DF para impedir reeleição da Mesa Diretora da CLDF é negado pelo STF

Da redação do Conectado ao Poder

Em dezembro de 2020, o PSDB-DF recorreu com ação direta de inconstitucionalidade ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir reeleição de membros da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Na época, o presidente do partido, Izalci Lucas, disse que as ações deveriam ocorrer de modo similar ao feito em contexto nacional. “A reeleição dos presidentes do Senado Federal e do Câmara dos Deputados não foram autorizadas. Sendo assim, como parte do Poder Legislativo, a CLDF deveria seguir as mesmas regras”, argumentou.

O ministro Kassio Nunes, relator do processo, afirmou que ouviria a CLDF e o Ministério Público antes de prosseguir com a ação. Passado o tempo, no último dia 16 de novembro, o STF negou o pedido do PSDB. Em relação ao Congresso, o STF entendeu que é impossível haver reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente, dentro da mesma legislatura.

Em maio deste ano, o STF declarou improcedente ação do procurador-geral da República, Augusto Aras, que permite a reeleição na mesma legislatura e na seguinte.

PEC da Transição é “desastrosa” e terá impacto nos juros e na dívida, dizem economistas

Especialistas que participaram do evento do prêmio Finanças Mais, do Estadão, mostraram preocupação com o rumo da política fiscal no governo Lula

Vice-presidente eleito e coordenador do governo de transição, Geraldo Alckmin entrega o texto da PEC para o relator geral do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI)
Foto: Wilton Junior/Estadão – 16/11/2022 / Estadão

As incertezas nos rumos da política fiscal brasileira provocadas pela apresentação da proposta da PEC da Transição preocupam fortemente os economistas que participaram do painel “Rumos do Brasil 2023: E agora?”, durante a sexta edição da premiação Finanças Mais, promovida pelo Estadão em parceria com a agência de classificação de risco Austin Rating.

Essas incertezas em relação à PEC aparecem não apenas na falta de previsibilidade da proposta, mas também em relação ao montante de despesas retirado do teto de gastos, avalia a economista-chefe do Credit Suisse no Brasil, Solange Srour.

Para a economista, a proposta para o arcabouço fiscal poderia ser diferente do que foi apresentado. “Se por 4 anos, 2% (estimados com os gastos sociais) do PIB ficarem fora do teto, o teto não existe mais, então não existe mais regra fiscal, arcabouço fiscal. Estamos perdendo a oportunidade de trazer outra regra, outro arcabouço, para além do pedido de waiver (uma espécie de licença para aumento temporário de gastos)”, afirma.

Srour também critica a proposta a ser apresentada pelo governo eleito. “Esse pedido de waiver parece bastante exagerado, se fosse para manter R$ 600 (para o Bolsa Família), poderíamos pensar em (um waiver de) R$ 52 bilhões, mas estamos falando em 2% de PIB para um país que está com divida/PIB bastante alta e juros bastante elevados, colocando o Brasil em uma trajetória insustentável em relação a sua dívida.”

Aumento da dívida

Para Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, a PEC da Transição poderia elevar a relação da dívida/PIB em mais de 10 pontos porcentuais ao longo do próximo governo. Nos seus cálculos, a relação dívida/PIB pode subir mais, caso sejam confirmadas as despesas permanentes fora do teto. “Fizemos as contas, se um salto inicial de despesas – que não é um waiver, porque é uma despesa permanente – fosse de R$ 175 bilhões e a despesa corresse um pouco acima do IPCA, a dívida subia mais de 10 pontos porcentuais, saindo de 78% e indo para acima de 90% (ao longo do mandato)”, disse o economista.

O rumo da política fiscal do futuro governo já está posto, na visão de Megale. “Está clara a direção que o novo governo quer tomar. O Congresso pode aprovar uma PEC diferente para lá ou para cá, mas está clara a direção, a vontade, o viés do ponto de vista da política fiscal, partindo de um momento em que a nossa dívida é muito alta”, afirmou.

O economista acredita que um cenário de descontrole das despesas pode repetir o quadro do governo Dilma Rousseff. “A sociedade e as empresas olham para essa tendência e falam o seguinte: ‘Se esse governo não consegue controlar os gastos, ou ele aumenta imposto, ou aumenta a inflação’. Foi o que assistimos entre 2012 e 2016, com a aceleração da divida e, naquele momento, as expectativas de inflação começaram a subir”, disse.

Megale avaliou que existe a possibilidade de equilíbrio entre dívida e obrigações sociais. O economista inclusive trabalhava com esse cenário antes da divulgação de mais informações sobre PEC. “É possível estabilizar o estágio da dívida com as obrigações sociais que temos no País? É. Nossa expectativa era de aumento de gasto entre R$ 80 bilhões e R$ 100 bilhões. Me parecia muito claro: deslocar o teto com esse valor e depois discute-se uma nova regra, com Congresso, (com) novas propostas. Minha preocupação é a tendência de dívida crescente por conta da pressão e expectativa de aumento de impostos ou inflação”, afirmou.

Juros mais altos

Carlos Kawall, sócio-fundador da Oriz, avaliou a PEC da Transição como “desastrosa”, e disse que possíveis alterações agora dependem da ação do Legislativo. “A única esperança parece ser que o bom senso venha do Congresso e adie uma discussão tão complexa e profunda para a próxima legislatura, e não a faça em toque de caixa meramente visando o interesse político, não fundamentado pelo lado técnico. A esmagadora maioria dos economistas que apoiaram o presidente Lula no segundo turno é contra os termos dessa proposta”, afirmou Kawall.

A continuidade da proposta também pode levar ao encurtamento dos leilões do Tesouro Nacional, seguindo tendência recente, na visão de Kawall. “Já vimos a necessidade de se reduzir as emissões, coisa que provavelmente vai acabar se repetindo nessa semana e nas próximas caso essa proposta prospere”, afirmou.

Kawall apontou também para o aumento da carga dos juros na dívida pública. “Se pegarmos o que aconteceu com a curva de juros desde a eleição, provavelmente isso está se acentuando. Para 2023, aos preços do fechamento de ontem, temos uma carga adicional de R$ 50 bilhões de juros a serem pagos na dívida pública, utilizando parâmetros definidos pelo Banco Central”, disse.

Fonte: Terra

Estado do Planalto Central | O DF tem que ter Municípios?

Da redação do Conectado ao Poder

Entrevistado pelo jornalista Sandro Gianelli, no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, o administrador da Candangolândia, Pablo Valente, comentou sobre a criação do Estado do Planalto Central. O Conectado ao Poder vai ao ar toda quarta-feira, as 23h, na TV Cultura, canal 5.1.

Gianelli cita que, caso a ação se concretize, Taguatinga deve ser a Capital. ” Quando tem discussões sobre a criação de novo Estado, com as Regiões Administrativas virando municípios, as pessoas sempre falam que a Capital tem que ser Taguatinga, que, se eu não estou enganado, tem a maior PIB da Região”, disse.

Pablo ressaltou que a questão vem desde a época de Benedito Domingos ” Benedito pensou, no passado, sobre o Estado do Planalto Central, com Taguatinga como Capital”, comentou.

Esta logística, para Gianelli, já era para ter sido resolvido há muito tempo. “Eu debato isso a quase uma década e, para mim, já passou da hora disso ocorrer. Não tem condições você deve ter, por exemplo, Taguatinga com mais de 300 mil habitantes e não ter um prefeito, um vereador e seus secretários”, expressou.

“A escola da política é um Município, com disputas internas dentro do partido, depois vem para vereador, mostra o trabalho, compõe governo de prefeito e começa a criar uma liderança local e depois vem a deputado distrital. Mas a política do DF é muito violenta, porque já vem direto para deputado distrital, sem falar que não tem nada de experiência no legislativo. Eu sou municipalista, a população ganharia bem mais”, falou Pablo Valente.

A eleição, no modelo em que o DF oferece, é desgastante. “Aqui no DF, para você conseguir ter um mandato, você perde uma, duas, três, para que, talvez na quarta vez, você consiga chegar ao Parlamento, então já passou da hora da gente discutir o Estado do Planalto”, completou Sandro Gianelli.

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