Início Site Página 4051

Domingão da Metrópoles com Eduardo Smith e Jonathan Leão

Domingão da Metrópoles, da rádio Metrópoles – 104,1 FM, deste domingo (31/10), entrevistou o Publicitário e Especialista em BITCOINS Eduardo Smith e o Gestor de Tráfego e CEO da Agência NEXTLEVEL Jonathan Leão.

Ouça abaixo o programa na íntegra:

Bolsonaro é aconselhado a consultar TCU sobre auxílio

Possibilidade de prorrogação do auxílio voltou ao debate diante das dificuldades políticas para aprovação da PEC dos precatórios

Bolsonaro, durante evento em Brasília | REUTERS/Ueslei Marcelino | Foto: Reuters

Sem garantia de aprovação da PEC dos precatórios, que libera espaço para o pagamento de ao menos R$ 400 às famílias do Auxílio Brasil até dezembro de 2022, o presidente Jair Bolsonaro tem sido aconselhado a fazer uma consulta formal ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial.

A ideia está no cardápio de alternativas que vêm sendo analisadas por lideranças do Congresso e integrantes do governo para contornar o revés imposto pela falta de quórum na votação da PEC na quarta-feira, 27. A proposta abre ao menos R$ 83 bilhões para gastos no Orçamento de 2022, parte destinada à ampliação do Auxílio Brasil. Há promessa de nova votação após o feriado, mas lideranças estão céticas de que o governo terá os 308 votos necessários para aprovação. O assunto precisa ser liquidado até a segunda semana de novembro para viabilizar os pagamentos.

Outra opção defendida nos bastidores é uma nova decretação de calamidade pública, o que abriria caminho ao pagamento de benefícios sociais sem as travas fiscais que existem hoje. As duas medidas podem inclusive vir combinadas, pois há uma dúvida jurídica se é necessário decretar estado de calamidade para então prorrogar o auxílio emergencial.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, conversas informais sobre a extensão do benefício já ocorreram, mas a consulta ainda não foi formalizada ao TCU. Uma fonte da ala política do governo reconhece que, caso a PEC não seja aprovada, dificilmente Bolsonaro “vai ficar sentado sem fazer nada”.

O auxílio emergencial atual acaba no próximo domingo, 31, e hoje paga parcelas que vão de R$ 150 a R$ 375. Pouco mais de 39 milhões de famílias são beneficiadas. Há nos bastidores a discussão se a prorrogação alcançaria todos os atuais beneficiários, como é o desejo da ala política, ou se ficaria restrita às 17 milhões de famílias que farão parte do Auxílio Brasil.

As alternativas ganharam força nesta quinta-feira, 28, em um ambiente de confusão, marcado por vaivém de declarações de autoridades e muita incerteza sobre qual será a fórmula final adotada pelo governo para contemplar os vulneráveis.

O ministro da Cidadania, João Roma, disse ao Estadão/Broadcast que o governo está focado na votação. “Não há plano B. O que nós estamos focados é na aprovação da PEC”, disse. Ele descartou a prorrogação do auxílio e explicou que, mesmo que houvesse decisão nesse sentido, não há mais tempo hábil para pagar esse benefício no mês de novembro. “Essa história de prorrogar auxílio emergencial acabou. Não há mais como fazer isso. Em novembro, será pago o Auxílio Brasil”, disse Roma.

Lideranças governistas mudaram de discurso ao longo do dia. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), disse no início da tarde ao Estadão/Broadcast que não haveria nem prorrogação do auxílio, nem decretação de calamidade. “Vai passar precatório. Já está tudo certo, tem dia para votar e a mobilização está feita”, disse. Horas depois, Barros admitiu a hipótese de extensão do benefício. “Se não tiver Auxílio Brasil, haverá auxílio emergencial. O governo não deixará de pagar o auxílio aos mais pobres”, afirmou o líder, segundo relatou o jornal Valor Econômico.

Para levar adiante a proposta de prorrogar o auxílio emergencial, o argumento é que os efeitos econômicos e sociais da pandemia de covid-19 persistem. A extensão do benefício social se daria por meio de crédito extraordinário, fora do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação.

 Calamidade

O mesmo argumento da pandemia valeria para a calamidade. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, lideranças discutiram a possibilidade em uma reunião na quarta-feira, 27, com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e ministros do governo.

Para as lideranças favoráveis a esse caminho, a PEC já está “contaminada” por uma série de disputas em torno do texto e também pelo espaço fiscal aberto com sua aprovação. Já os contrários veem uma tentativa de “chantagem” política. Ao acenar com calamidade, o governo colocaria pressão pela aprovação da PEC.

Entre técnicos, a cautela é maior. Na equipe econômica, a resistência é grande e há a visão de que “seria uma calamidade fazer uma calamidade”. No entanto, mesmo que isso ocorresse, a avaliação é que a calamidade por si só não desobriga o governo a seguir o limite do teto de gastos. Para escapar da regra, seria preciso abrir créditos extraordinários, e esses técnicos não veem embasamento hoje para justificar a imprevisibilidade.

Fonte: Terra

Confira as alterações no trânsito devido ao Dia de Finados

Detran-DF atuará no controle do tráfego nas regiões de Brazlândia, Gama, Planaltina e Taguatinga

A partir de sábado (30), em virtude do Dia de Finados (2), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) fará o controle do tráfego nas vias próximas aos cemitérios de Brazlândia, Gama, Planaltina e Taguatinga. As equipes do Detran-DF realizarão as intervenções necessárias para garantir a fluidez e a segurança no trânsito, atuando principalmente na travessia de pedestres e na fiscalização de estacionamento irregular.

O controle de acesso aos cemitérios será feito pelos funcionários da empresa administradora, que estarão identificados com coletes. Para evitar que no Dia dos Finados ocorra grande concentração de veículos nas proximidades dos cemitérios, o Detran-DF orienta que os visitantes procurem ir aos locais em outros dias.

Brazlândia

A via de acesso ao cemitério de Brazlândia será sinalizada com o objetivo de coibir a prática de estacionamento irregular. O cemitério não dispõe de estacionamento interno, por isso, o Detran-DF orienta que os condutores estacionem em local apropriado, a fim de não prejudicar a circulação do trânsito. Os vendedores ambulantes deverão ficar às margens da via de acesso.

Gama

O Detran-DF atuará no controle de tráfego e na travessia de pedestres na Via Contorno do Gama, com o objetivo de garantir segurança à população que visitará o cemitério. Além disso, as equipes de fiscalização do Detran-DF darão apoio ao DER na via de acesso à DF-475, auxiliando no embarque e desembarque de pessoas e no estacionamento de veículos.

Planaltina

A via de acesso e o estacionamento em frente ao cemitério de Planaltina ficarão parcialmente fechados para os veículos, sendo permitido o acesso às viaturas e aos portadores de mobilidade reduzida. Os vendedores ambulantes ficarão às margens da via de acesso, devendo manter a circulação livre para os veículos autorizados.

Taguatinga

O estacionamento em frente ao cemitério de Taguatinga servirá de área de embarque e desembarque. A circulação dos veículos no local ocorrerá em sentido único para facilitar a fluidez. Em razão disso, a via de acesso ao cemitério pelo Setor de Oficinas ficará parcialmente interditada. Os agentes de trânsito farão o controle do tráfego e auxiliarão na travessia de pedestres na Avenida Hélio Prates.

*Com informações do Detran-DF

Fonte: Agência Brasília

Deputado Francischini é cassado por propagar desinformação contra a urna eletrônica

Decisão da Corte Eleitoral é inédita e cria jurisprudência para casos semelhantes a partir das próximas eleições

Por seis votos a um, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato e tornou inelegível o deputado estadual eleito pelo Paraná, em 2018, Fernando Destito Francischini, por divulgar notícias falsas contra o sistema eletrônico de votação. A decisão ocorreu na manhã desta quinta-feira (28) e condenou o deputado por uso indevido dos meios de comunicação, além de abuso de poder político e de autoridade, práticas ilegais previstas no artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990 (Lei de Inelegibilidade).

Francischini ocupava o cargo de deputado federal naquele ano e foi o candidato mais votado para deputado estadual, com quase 428 mil votos. No dia da eleição, ele fez uma live para espalhar notícia falsa de que duas urnas estavam fraudadas e aparentemente não aceitavam votos no então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro. Na transmissão, ele também afirmou que urnas tinham sido apreendidas e que ele teria tido acesso a documentos da Justiça Eleitoral que confirmariam a fraude. 

O boato propagado pelo parlamentar surgiu depois que começaram a circular na internet dois vídeos que tentam mostrar suposta dificuldade em votar em Bolsonaro, quando o eleitor chega à urna e tenta, de imediato, apertar as teclas do número 17. Ocorre que os vídeos evidenciaram erro do eleitor e foram prontamente esclarecidos pela Justiça Eleitoral, sendo desmentido também o rumor sobre a suposta apreensão de urnas, que nunca ocorreu. Quando a urna eletrônica apresentou a tela para votar no cargo de governador, o eleitor apertou as teclas 1 e 7 para votar para presidente. É visível nos vídeos a palavra GOVERNADOR, na parte superior da tela da urna eletrônica. O Tribunal Regional Eleitoral paranaense (TRE-PR) julgou improcedente a ação movida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que recorreu ao TSE e reverteu o resultado.

O julgamento foi iniciado na terça-feira passada (19), quando o relator, ministro Luis Felipe Salomão, decidiu pela cassação e pela inelegibilidade de Francischini por oito anos, a contar da data da eleição. Na ocasião, Salomão destacou que, diferentemente do apontado pelo parlamentar, inexistiu  qualquer apreensão, mas  apenas  substituição  de  poucas  urnas  por  problemas  pontuais. “Cabe lembrar  que  o  recorrido,  delegado  de  polícia licenciado  do  cargo,  inequivocamente conhece a terminologia técnica do vocábulo “apreensão” e os reflexos dessa afirmativa naquele contexto fático”, afirmou.

Acompanharam o relator os ministros Mauro Campbell, Sérgio Banhos, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Eles entenderam que Francischini cometeu crimes ao utilizar o perfil pessoal no Facebook para promover ataques contra as urnas eletrônicas. Ficou vencido o ministro Carlos Horbach.

Da  análise  das  provas  dos  autos,  observo  que  inexistiu  qualquer apreensão,  mas  apenas  substituição  de  poucas  urnas  por  problemas  pontuais.  Cabe lembrar  que  o  recorrido,  delegado  de  polícia licenciado  do  cargo,  inequivocamente conhece a terminologia técnica do vocábulo “apreensão” e os reflexos dessa afirmativa naquele contexto fático.

Condenação histórica

Fachin salientou que a análise do caso merecia toda a cautela necessária por se tratar da expressão da soberania popular, representada pelo mandato parlamentar. Contudo, diante da gravidade da denúncia e da falsa narrativa de que uma suposta fraude estaria comprovada, o recurso deveria ser aceito. “A transmissão configurou o abuso de autoridade e o uso indevido dos meios de comunicação. Aqui está em questão, mais que o futuro de um mandato, o próprio futuro das eleições e da democracia”, disse.

Em seguida, o ministro Alexandre de Moraes acompanhou na íntegra o voto do relator. Para ele, “ficou caracterizada a utilização indevida de veículo de comunicação social para a disseminação de gravíssimas notícias fraudulentas, com repercussão de gravidade no pleito eleitoral e com claro abuso de poder político”.

Palavras têm poder

Já o ministro Barroso falou sobre o momento crucial pelo qual passa a democracia brasileira, em que há um esforço de restabelecer o mínimo de veracidade e compromisso com o que se fala. Para ele, “as palavras têm sentido e poder. As pessoas têm liberdade de expressão, mas elas precisam ter responsabilidade pelo que falam”.

Ao concordar com a condenação imposta a Francischini, Barroso lembrou que a estratégia mundial de ataque à democracia é procurar minar a credibilidade do processo eleitoral e das autoridades que o conduzem. “É um precedente muito grave que pode comprometer todo o processo eleitoral se acusar, de forma inverídica, a ocorrência de fraude e se acusar a Justiça Eleitoral de estar mancomunada com isso”, justificou.

Divergência

O ministro Carlos Horbach foi o único a divergir e negar provimento ao recurso. Apesar de concordar com a preocupação acerca dos ataques ao sistema eletrônico de votação e à democracia, o ministro achou importante ressaltar outros argumentos antes da condenação. “É preciso considerar que o espectador da transmissão era apto a votar no estado do Paraná. Não tinha, ainda, exercido o voto, assistiu ao vídeo e, a partir do conteúdo veiculado, convenceu-se a votar no candidato investigado”, ponderou.

Horbach afirmou que o uso indevido dos meios de comunicação não pode ser presumido e requer que se demonstre a gravidade em concreto da conduta, especialmente pela gravidade das sanções previstas.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

GDF deposita o ‘DF Sem Miséria’ para 73.580 famílias

Pagamentos do programa superam R$ 9 milhões neste mês

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) creditou o pagamento do DF Sem Miséria referente a outubro no fim da tarde desta quinta-feira (28). O programa vai beneficiar neste mês 73.580 famílias, que podem conferir o saldo em suas contas bancárias. O montante dos pagamentos soma R$ 9.799.120,00.

“O DF Sem Miséria é uma forma de complementar o Bolsa Família do brasiliense. Nesse momento de pandemia, ele tem se mostrado como uma importante ferramenta de enfrentamento à crise”, destaca a secretária Mayara Noronha Rocha, ao lembrar que, atualmente, 90.980 famílias integram o programa Bolsa Família no DF.

Um benefício exclusivo do Distrito Federal, o DF Sem Miséria é variável. As famílias inseridas no Bolsa Família que, após o recebimento da verba, apresentarem renda per capita inferior a R$ 140, recebem um complemento até atingirem esse valor por membro.

Os valores a serem suplementados podem variar de R$ 20 a R$ 1.045, conforme composição e renda de cada família.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

Fonte: Agência Brasília

Dose de reforço passa a ser aplicada seis meses após a segunda

Medida vale a partir desta sexta-feira (29), contemplando os grupos de idosos com 60 anos ou mais e de trabalhadores da saúde

Em coletiva de imprensa, os gestores da Secretaria de Saúde informaram que cerca de 400 mil brasilienses já estão aptos a serem vacinados com a segunda dose | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

A Secretaria de Saúde anunciou, nesta quinta-feira (28), a aplicação da dose de reforço da vacina contra a covid-19 em idosos com 60 anos ou mais e profissionais de saúde que completaram o ciclo vacinal há pelo menos seis meses. Até o momento, a dose de reforço já foi aplicada em 108.866. pessoas.

São aproximadamente 85 mil pessoas que englobam esse público. Idosos devem levar documento de identidade com foto e o cartão de vacina. Os profissionais de saúde também devem comparecer com um documento que comprove o vínculo, como crachá, carteira de trabalho ou contracheque, além do comprovante de vacinação.

“Este é um apelo que a gente faz: que as pessoas possam verificar o seu cartão de vacina e fazer o cálculo. Se você já tomou a vacina há pelo menos dois meses, está apto a tomar a segunda dose”Fabiano dos Anjos, diretor de Vigilância Epidemiológica

Em coletiva de imprensa, os gestores da pasta também informaram que cerca de 400 mil brasilienses já estão aptos a serem vacinados com a segunda dose. Isso ocorre porque o intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas Pfizer-BioNTech e AstraZeneca passou a ser de oito semanas (56 dias).

“Este é um apelo que a gente faz: que as pessoas possam verificar o seu cartão de vacina e fazer o cálculo. Se você já tomou a vacina há pelo menos dois meses, está apto a tomar a segunda dose”, afirmou o diretor de Vigilância Epidemiológica, Fabiano dos Anjos. Para quem tomou a primeira dose do imunizante CoronaVac, está mantido o período de até 28 dias para a segunda dose.

Adolescentes

Os adolescentes também são aguardados nas salas de vacina. Entre o público de 12 a 17 anos do Distrito Federal, são cerca de 60 mil que ainda não tomaram a primeira dose. Até o momento, 77,73% desses jovens já tomaram a primeira dose.

Na coletiva de imprensa, a Secretaria de Saúde alertou para a baixa adesão dos imunossuprimidos para a dose adicional. “Até agora, só nos procuraram 7.891 deste grupo de 26 mil. Então a gente faz aqui um apelo: os imunossuprimidos devem nos procurar e tomar. Todas as vacinas já estão disponíveis”, explicou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero.

As pessoas que se enquadram nas comorbidades listadas no site da Secretaria de Saúde devem procurar um local de vacinação 28 dias após a segunda dose ou dose única. Não é preciso agendar: basta levar o cartão de vacina, documento de identidade com foto e laudo ou relatório médico. Para esse público, a vacina CoronaVac também está disponível para pacientes com indicação médica desse imunizante.

Com disponibilidade de doses, a Secretaria de Saúde planeja um dia de vacinação em larga escala, quando estarão disponíveis imunizantes para atendimento de todos os públicos. A ação deve ocorrer em novembro e mais detalhes serão divulgados em breve.

Dose para viajantes

O Ministério da Saúde anunciou a aplicação de uma dose de reforço para pessoas que tenham viagem marcada para países que não aceitem a vacina recebida pelo cidadão brasileiro. Por exemplo: a Alemanha exige a vacina da Pfizer-BioNTech, então uma pessoa que tomou duas doses da AstraZeneca e tenha passagens compradas poderá receber uma dose de reforço de Pfizer para realizar sua viagem.

O DF já tem 87,15% da sua população acima de 12 anos com a primeira dose e 63,21% já tomaram as duas doses ou a dose única

Porém, para o início dessa vacinação, a Secretaria de Saúde aguarda o envio de doses específicas para o atendimento desse grupo, uma vez que o próprio ministério orienta que não haja desvio de finalidade das vacinas já disponíveis.

Cobertura vacinal

O DF já tem 87,15% da sua população acima de 12 anos com a primeira dose e 63,21% já tomaram as duas doses ou a dose única. Ao todo, foram aplicadas até agora quase 4 milhões de vacinas, sendo 2.246.992 como primeira dose; 1.571.501 como segunda dose; 58.313 dose única (Janssen); 104.213 dose de reforço para os idosos e trabalhadores da saúde e 7.891 como dose adicional para os imunossuprimidos.

Nesta quinta-feira (28), foram recebidas mais 5.850 doses da vacina da Pfizer, que serão utilizadas para a segunda dose, e 200 mil doses da CoronaVac divididas entre primeira, segunda e reforço.

O secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno, ressaltou que a vacinação fez com que o DF vivesse um cenário bem melhor do que o estimado quando houve a chegada da variante delta ao Brasil.

“Nós vamos trabalhar para que haja leitos com folga, promovendo sempre a economia de recursos”Manoel Pafiadache, secretário de Saúde

“A imunização protege de um possível aumento na transmissão comunitária da variante delta”, explicou o médico. Segundo ele, o Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) tem registrado uma queda na proporção de testes positivos. “A vacinação é o caminho mais eficiente, de fato”, afirmou.

Flexibilização e cuidado

O secretário de Saúde, Manoel Pafiadache, foi questionado a respeito das novas flexibilizações das regras no DF, como o fim da exigência do uso de máscaras em ambientes abertos. O gestor informou que as decisões ocorrem com a análise de todas as variáveis, como os números da pandemia, a taxa de transmissão e a ocupação dos leitos.

Pafiadache ressaltou que a Secretaria de Saúde tem atuado para garantir a existência de leitos para a população, inclusive para promover a retomada de procedimentos eletivos que ficaram suspensos durante a pandemia. “Esses leitos são retaguardas para que a gente interne pacientes com covid e possa liberar leitos dos hospitais da rede, aumentando, assim, nossa capacidade cirúrgica”, explicou o secretário.

No caso da covid-19, com base na experiência do que ocorreu entre 2020 e 2021, o secretário diz que é fundamental atuar com prudência para reforçar o atendimento em caso de necessidade. “Ninguém pode afirmar categoricamente que vamos ter ou não uma terceira onda. Torcendo para que não haja nada de mais grave, nós da Secretaria vamos trabalhar para que haja leitos com folga, promovendo sempre a economia de recursos”, garantiu.

*Com informações da Secretaria de Saúde do DF

Fonte: Agência Brasília

Criada frente parlamentar para acompanhar desdobramentos da CPI da Pandemia

A senadora Zenaide Maia foi a relatora do projeto que criou a frente | Waldemir Barreto/Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (28) o projeto de resolução que cria a Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19 (PRS 53/2021). Seu objetivo é acompanhar os desdobramentos das investigações e do relatório final da CPI da Pandemia. Os autores do projeto são os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Omar Aziz (PSD-AM), que foram, respectivamente, vice-presidente e presidente da CPI. O texto segue para promulgação.

Randolfe afirmou que esse grupo também vai monitorar as políticas públicas de enfrentamento da pandemia no país. E que a frente parlamentar não acarretará custos extras ao Senado.

A ideia dos autores é que a frente poderá, de certa forma, dar continuidade aos trabalhos da CPI da Pandemia, que encerrou suas atividades nesta semana. A frente irá acompanhar as providências judiciais que resultarem das informações apresentadas pelo relatório final da CPI — como pedidos de investigação e indiciamento.

Além disso, a frente deverá manter um canal aberto para receber novas denúncias sobre a condução do combate à pandemia no país. A partir delas, o grupo poderá sugerir iniciativas legislativas para corrigir falhas de gestão da saúde pública.

A relatora do projeto foi a senadora Zenaide Maia (Pros-RN). Ela havia sugerido a criação de um observatório da pandemia logo após a CPI ouvir o relato de Tadeu Frederico Andrade, ex-paciente da Prevent Senior que foi internado com covid-19 e teve o tratamento interrompido sem autorização da família.

— A covid-19 já atingiu mais de 21 milhões de pessoas e causou mais de 607 mil óbitos no Brasil. No entanto, os efeitos dessa pandemia, que é considerada a pior crise sanitária e social da história do país, foram agravados, de acordo com a CPI da Pandemia, em razão da inoperância do governo federal, que demorou para adquirir os imunizantes para a covid-19, além de disseminar tratamentos comprovadamente ineficazes contra a doença. Isso, fora os crimes, as omissões, as fraudes e as ilicitudes que foram praticados no decorrer desse processo. Por essas razões, a criação da Frente Parlamentar Observatório da Pandemia de Covid-19 merece todo o nosso apoio, pois será um instrumento efetivo para monitorar e fiscalizar os desdobramentos das investigações e assegurar a responsabilização de todos os envolvidos — afirmou Zenaide nesta quinta.

Essa frente parlamentar não terá número definitivo de membros: todos os senadores que assinarem a ata de criação farão parte dela. Posteriormente, será permitida também a participação de entidades da sociedade civil.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Notícias

TSE julga improcedentes ações contra Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão

No entanto, Tribunal fixou tese segundo a qual promover desinformação pode configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (28), pela improcedência e arquivamento de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pediam a cassação dos diplomas e a consequente inelegibilidade por oito anos do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do vice, Hamilton Mourão, por suposto abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação na campanha eleitoral de 2018. A acusação era de impulsionamento ilegal de mensagens em massa via WhatsApp durante a campanha, bem como uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular utilizados para garantir os disparos.

Na mesma sessão, por maioria de votos (6×1), o colegiado fixou nova tese segundo a qual “o uso de aplicações digitais de mensagens instantâneas visando promover disparos em massa contendo desinformação e inverdades em prejuízo de adversários e em benefício de candidato pode configurar abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, nos termos do artigo 22 da LC 64/1990 [Lei de Inelegibilidade], a depender da efetiva gravidade da conduta, que será examinada em cada caso concreto”. A tese deve balizar os julgamentos de ações envolvendo o uso de redes sociais e aplicativos de mensagens nas futuras campanhas eleitorais. Apenas o ministro Carlos Horbach ficou vencido neste ponto.

Tanto o resultado quanto a fixação da tese seguiram o posicionamento do relator, ministro Luis Felipe Salomão, que apresentou o voto na sessão do dia 26 de outubro. Mesmo reconhecendo a ilicitude do uso de disparo em massa em benefício da campanha de 2018, entendeu que as provas contidas nas Aijes não são suficientes para atestar a gravidade dos fatos, o que é requisito para a cassação da chapa. Salomão ressaltou que cabia ao autor do processo, no caso a coligação O Povo Feliz de Novo, proceder à busca e à juntada de elementos de prova que efetivamente pudessem servir à comprovação dos ilícitos e de sua gravidade.

Na ocasião, os ministros Mauro Campbell Marques e Sérgio Banhos seguiram o entendimento do relator. Hoje, votaram no mesmo sentido os ministros Carlos Horbach, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

Decisão para o futuro

Ao proclamar o resultado, Barroso destacou que a maioria expressiva do Tribunal entendeu que ocorreram condutas ilícitas relacionadas a disparos em massa e à difusão de desinformação contra os adversários. Mas não houve comprovação suficiente de ligação dessas irregularidades com a chapa vencedora nem a comprovação de compra dos disparos por pessoas ligadas à campanha presidencial em 2018.

Barroso disse que essa é uma decisão para o futuro, uma decisão para demarcar os contornos que vão pautar a democracia brasileira e as eleições do próximo ano, buscando formas de enfrentar e coibir a desinformação, os discursos de ódio, as mentiras e as teorias conspiratórias nas mídias e redes sociais.

Já o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a Justiça Eleitoral se preparou para casos semelhantes e que esse julgamento deixa isso muito claro. “Nós já sabemos como são os mecanismos, nós já sabemos agora quais provas rápidas [podem ser obtidas], em quanto tempo e como devem ser obtidas e não vamos admitir que essas milícias digitais tentem novamente desestabilizar as eleições, as instituições democráticas a partir de financiamentos espúrios não declarados, a partir de interesses econômicos também não declarados e que estão também sendo investigados”, asseverou.

Segundo ele, “se houver repetição do que foi feito em 2018, o registro será cassado, e as pessoas que assim fizerem irão para a cadeia por atentarem contra as eleições e a democracia no Brasil”.

Acompanhe como votou cada ministro na sessão de hoje:

O ministro Carlos Horbach acompanhou o relator na conclusão, pela improcedência das provas, mas divergiu quanto à fixação de tese. Para ele, não se justifica a criação de jurisprudências com base na defasagem da legislação eleitoral. Ele lembrou que o texto da Lei de Inelegibilidade, neste ponto, está inalterado há 21 anos. Ou seja, defendeu que a tese proposta pelo relator pode ensejar uma boa discussão, mas não pode indicar um juízo nos moldes da lei.

Conforme salientou o ministro, para que a conduta seja vista como abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação sociais, seria necessário incluir tal irregularidade em lei, uma vez que a legislação eleitoral tem sido constantemente atualizada para fazer incluir em seus preceitos os novos meios digitais à disposição das campanhas políticas. “Basta-se pensar na questão do crowdfunding, regulado pela Lei 13488/2017, todas as inovações trazidas na Lei das Eleições quanto a e-mails e disparos de e-mails, e a questão da propaganda na internet”.

Edson Fachin

O ministro Edson Fachin acompanhou integralmente o voto e a tese fixada pelo relator, mas divergiu em alguns pontos. Ele não concorda, por exemplo, que as provas do STF tenham sido descartadas na fase preliminar, uma vez que “não é possível antecipar que o resultado da prova, e não a sua relação de pertinência com o objeto da demanda, é inservível para informar ou modificar o julgamento da causa”.

O próximo presidente do TSE ainda falou sobre o papel essencial da Justiça Eleitoral como garantidora da normalidade e legitimidade das eleições, mesmo diante dos inovadores desafios tecnológicos. “Há um descompasso entre os avanços tecnológicos empregados em campanhas eleitorais e os marcos normativos que regem a atuação do Estado-Juiz em matéria eleitoral. Entretanto, isso não significa que eventuais condutas que se valem desse descompasso estão além do campo de atuação do Poder Judiciário”, destacou.

Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes também acolheu a tese proposta pelo relator. Ele ressaltou a importância do julgamento para a definição de regras claras quanto ao uso de serviços de mensagens instantâneas e de plataformas digitais na seara eleitoral, uma vez que as mídias sociais se tornaram uma fonte primária de informação para grande parte dos brasileiros.

O magistrado foi categórico ao afirmar que a subestimação das redes ocorrida no passado, quando o país e a Justiça Eleitoral foram surpreendidos pelos disparos em massa coordenados por milícias digitais, não se repetirá nas Eleições Gerais de 2022.

Luís Roberto Barroso

Último a votar, o ministro Luis Roberto Barroso acompanhou integralmente o voto do relator, ressaltando que a tese jurídica produzirá impacto relevante e necessário para a preservação da democracia brasileira. “Não tenho nenhuma dúvida em equiparar as mídias sociais aos meios de comunicação social, porque essa é a realidade contemporânea”, enfatizou.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral

Número de inadimplentes cai em setembro, mas valor de dívidas aumenta

Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora

São 62,21 milhões de brasileiros inadimplentes, informa Serasa


© Marcello Casal JrAgência Brasil

O número de inadimplentes no Brasil chegou a 62,21 milhões de pessoas em setembro, o que representa uma ligeira retração (0,06%) ante o mês anteriorSegundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil divulgado hoje (29) pela Serasa, esse é o valor mais baixo desde abril, quando foram registrados 62,98 milhões de brasileiros nessa situação.

De acordo com o estudo mensal, o número de dívidas totais no Brasil também é o menor registrado no período, com queda de 0,16% em relação a agosto, totalizando 208,46 milhões de contas..

Segundo o levantamento, apesar da queda na inadimplência, o valor total de dívidas em setembro teve alta de 0,34% na comparação com agosto, somando R$ 245,3 bilhões. A média dos valores da dívida é de R$ 3.944 por pessoa e de R$ 1.177 por dívida.

O segmento de bancos e cartões de crédito continua liderando a lista das contas responsáveis pela inadimplência, representando 28,7% delas, seguido das dívidas de contas básicas como água e luz (23,5%) e varejo com 13%.

“Os números revelam que os brasileiros estão buscando oportunidades de renegociar com condições diferenciadas e que as empresas credoras entendem cada vez mais a importância de oferecer essas condições para os brasileiros renegociarem: só em setembro, foram mais de R$ 3,27 bilhões de descontos concedidos em renegociações pelo Serasa Limpa Nome”, disse a gerente da Serasa, Nathalia Dirani.

Recorte regional

Os estados onde há mais inadimplentes são: São Paulo (14,67 milhões), Rio de Janeiro (6,18 milhões), Minas Gerais (5,82 milhões), Bahia (4 milhões) e Paraná (3,29 milhões).

Esses também são os estados onde há maior número de negociações de dívidas. Segundo Nathalia, para muitos brasileiros o primeiro passo para o recomeço é estar com o nome limpo e o Serasa promove ações com essa finalidade durante o ano todo.

Fonte: Agência Brasil

“Como é que ele vai negociar com o Parlamento”, diz Bolsonaro sobre Moro

O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), participou de uma solenidade no Palácio Iguaçu, em Curitiba, na tarde desta sexta-feira (10), em sua primeira visita à cidade desde que tomou posse. No mesmo dia, poucas horas antes, esteve em Foz do Iguaçu, assinando a ordem de serviço para a construção de uma nova ponte entre o Brasil e Paraguai.Na capital paranaense, onde chegou por volta das 16h40, a missão de Bolsonaro foi dar início ao funcionamento do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da Região Sul (CIISP-Sul), estrutura inaugurada em dezembro do passado pelo então ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.
“Ele (Moro) sabe o que está fazendo. Acho que o Podemos sabe o que está fazendo também”, disse Bolsonaro sobre eventual candidatura do ex-juiz.| Foto: Jonathan Campos/Arquivo Gazeta do Povo

O presidente Jair Bolsonaro citou a curta passagem do ex-ministro Sergio Moro pelo seu governo durante entrevista na quarta-feira (27) para o programa Pânico, da Jovem Pan, e comentou sobre a eventual candidatura de ex-juiz para a presidência nas eleições do próximo ano. Ontem, Moro criticou o presidente da República, afirmando que Bolsonaro preferiu o retrocesso ao sancionar as alterações na Lei de Improbidade, aprovada pelo Congresso.

Segundo Bolsonaro, Moro não tem experiência política e encontraria dificuldades em lidar com o Parlamento. “O Sergio Moro veio trabalhar comigo, no meu entender, bem intencionado. Eu sempre falei para os ministros que eles têm liberdade, mas eu tenho o poder de veto. O ministro tal indicou uma pessoa. Eu falo: essa pessoa não. Olha aqui a vida pregressa dela. Vai dar problema. Essa pessoa eu não quero. São 30 mil cargos em comissão somando tudo. Eu não tenho como saber o que tá acontecendo. Agora, ele assumiu a Justiça como se fosse algo particular dele, trouxe toda a República de Curitiba para o ministério dele. E tinha alguns problemas. Ele tinha uma vontade de ir para o Supremo Tribunal Federal”, comentou o presidente, sobre o período em que teve Moro em seu governo.

“Ele é uma pessoa que não tinha experiência de política. É muito fácil. Ele viveu 23 anos de magistratura, dava uma sentença e cumpra-se. Você vai pra política, você vê que não é assim. Eu fico imaginando o Moro, chefe do executivo federal, estadual ou municipal, negociando com o Parlamento. Fico imaginando como é que ele vai negociar com o Parlamento, conversar. Está lá o Parlamento e você tem que conversar com os caras. Eles têm poder, foram escolhidos pelo povo. Imagina negociar com 600 pessoas”, enfatizou Bolsonaro, afirmando em seguida que seria bom se todos os partidos lançassem um candidato. “Parece que ele está indo para o Podemos. Ele sabe o que está fazendo, acho que o Podemos sabe o que está fazendo também. Seria bom se cada partido lançasse um candidato. Seria muito bom”, disse o presidente.

Fonte: Gazeta do Povo

- Publicidade -