As eleições ainda estão distantes, porém os partidos que não estão se organizando terão grandes dificuldades para eleger seus filiados. A nova legislação separou os profissionais dos sonhadores
Encontro do MDB no Núcleo Bandeirante. Foto: Assessoria.
O Movimento Democrático Brasileiro do Distrito Federal (MDB-DF) visita às regiões administrativas do DF para prestar contas, ouvir a comunidade, e debater as metas e ações do partido.
O partido, histórico no DF, tendo tido em seus quadros lideres políticos como Joaquim Roriz e hoje o governador Ibaneis Rocha vive dias de glória de volta ao comando da cidade.
Em seus quadros além de Ibaneis, o partido conta com o presidente da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente, o líder do governo na Câmara Legislativa, deputado Hermeto, Tadeu Filippelli, Erica Filippelli, Gustavo Aires, entre outros.
Na noite de ontem (26), foi realizada a 11° reunião do MDB Mulher, no Núcleo Bandeirante. O encontro foi realizado com os moradores, lideranças e emedebistas do Núcleo Bandeirante, Park Way, Guará I e II, Riacho Fundo I e II, e Candangolândia. O deputado Hermeto, morador da região chegou carregado nos braços da militância. “Quero agradecer mais uma vez a presença de todos e ratificar meu compromisso com toda a região!”, disse Hermeto.
O MDB trabalha na construção da melhor nominata das eleições de 2022. Nas eleições de 2018, o PSB, partido que governava o DF, foi o mais votado nas urnas, mesmo com a reprovação do governo Rollemberg.
O cenário atual é bem diferente, Ibaneis conta com aprovação de boa parte da população e os pré-candidatos do MDB formam uma das nominatas mais fortes do DF.
Com as novas regras eleitorais, alguns partidos que atingirem o quociente eleitoral, podem eleger boas bancadas. E o MDB sai na frente com bons nomes, políticos experientes e testados, o que tem feito vários políticos quererem se filiar à sigla. Casa forte, nominata forte, e com certeza mais possibilidades de vitória.
Nomes influentes como do neto de Roriz, Joaquim Roriz Neto, professor Jordenes e Tabanez, devem vir compor a sigla, outros parlamentares campeões de voto, aguardam serem aceitos no partido.
Só quem teve votos suficientes para ser eleito e ficou de fora por estar num partido com nominata fraca, sabe o quanto é importante fazer parte de um time forte.
O Facebook anunciou nesta terça-feira (26) que, a partir das próximas semanas, vai inserir rótulos em postagens sobre eleições com redirecionamento de usuários para a página da Justiça Eleitoral na internet. A medida também valerá para o Instagram, rede social que pertence ao conglomerado controlado pelo Facebook. A novidade faz parte de um trabalho conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater desinformação e ameaças à integridade do processo eleitoral.
“A integridade das eleições é uma prioridade para nós e temos trabalhado nos últimos anos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Brasil para proteger o processo democrático, identificando e agindo contra ameaças e ajudando as pessoas a terem acesso a informações confiáveis sobre a votação. Como parte do nosso trabalho com o TSE para a eleição presidencial de 2022, iremos direcionar as pessoas usando o Facebook e o Instagram no Brasil para informações oficiais sobre o sistema de votação e artigos rebatendo desinformação sobre o processo eleitoral”, diz o comunicado.
Segundo a plataforma, nas próximas semanas, usuários no Brasil começarão a ver um rótulo em postagens nas plataformas que tratam de eleições e serão direcionados a uma página do site da Justiça Eleitoral.
De acordo com a empresa, desde 2016 o número de funcionários que atuam na área de segurança e integridade das plataformas foi quadruplicado, passando para mais de 40 mil pessoas. As redes sociais atuaram no ano passado, durante as eleições municipais, estabelecendo regras de transparência da publicidade de candidatos.
“Removemos mais de 140 mil peças de conteúdo do Facebook e do Instagram no Brasil pela violação de nossas políticas de interferência na votação antes do primeiro turno da eleição e cerca de 3 milhões de pessoas com mais de 16 anos elegíveis ao voto no país clicaram para ver mais informações sobre a eleição nos dias que antecederam a votação. Em 2018, lançamos no Brasil nossas ferramentas de transparência para propaganda política e eleitoral e, desde 2020, qualquer pessoa ou organização precisa passar por um processo de autorização confirmando identidade e endereço no país para veicular anúncios sobre esses temas. Desde então, anúncios sobre política ou eleições ficam armazenados publicamente na nossa Biblioteca de Anúncios por um período de sete anos”, informou o comunicado.
Ainda segundo o comunicado, durante a campanha eleitoral de 2020 foram rejeitados cerca de 250 mil anúncios sobre política ou eleições que não continham o rótulo “Propaganda Eleitoral” ou “Pago por” direcionados a pessoas no Brasil, os chamados conteúdos impulsionados.
O comunicado informa ainda que o WhatsApp, outra plataforma pertencente ao Facebook, já havia lançado, no ano passado, em parceria com o TSE, um chatbot (conta automatizada) para ajudar na circulação de dados oficiais sobre o processo eleitoral e a votação. Além disso, o aplicativo de mensagens disponibilizou um canal de comunicação específico com o TSE para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que não é permitido nos Termos de Serviço do aplicativo e nem pela legislação eleitoral.
Pesquisa aponta queda na taxa de desemprego para 17,7%, em setembro; e sinaliza aquecimento da economia com as compras de fim de ano
Entre os segmentos em destaque, o do comércio teve crescimento de 7,6%, contribuindo para o aumento da população economicamente ativa em setembro de 2021 | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
O ingresso de 10 mil novos trabalhadores no serviço público foi um dos fatores que puxaram a economia local no último ano. Os setores de serviços, comércio e construção civil também contribuíram para que, mais uma vez, o Distrito Federal registrasse queda no número de desempregados.
A constatação é da última Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), apresentada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), na manhã desta terça-feira (26), durante live nas redes sociais.
“Tivemos uma queda de quatro pontos percentuais na taxa de desemprego desde o auge da pandemia, um dado muito positivo. Além do mais, com a ampliação da vacinação, a tendência é de que a taxa de desemprego continue diminuindo”Jean Lima, presidente da Codeplan
O estudo mostra que, entre setembro de 2020 e o mesmo mês de 2021, os índices de desemprego passaram de 18,4% para 17,7%. Além do segmento da administração pública, que cresceu 5,8%, o da construção civil registrou aumento de 10,8% no número de contratações e do comércio e do setor reparação, de 7,6%.
A PED mostrou ainda que o número de assalariados, que foi de 1,2 milhão, em 12 meses pulou para 1,3 milhão. Já a população economicamente ativa passou de 1,5 milhão, em setembro de 2020, para 1,6 milhão em 2021.
A perspectiva é que o cenário melhore ainda mais nos próximos meses. “Tivemos uma queda de quatro pontos percentuais na taxa de desemprego desde o auge da pandemia, um dado muito positivo. Além do mais, com a ampliação da vacinação, a tendência é de que a taxa de desemprego continue diminuindo”, explicou o presidente da Codeplan, Jean Lima.
“Essa tendência de crescimento da ocupação no DF deve se manter nos próximos meses, período de sazonalidade positiva do mercado de trabalho tanto em outubro, por conta do Dia da Criança, quanto em dezembro, pelas festas de fim de ano”Jusçânio Umbelino de Souza, gerente de Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan
A PED aponta para um movimento de recuperação mais significativo do mercado de trabalho local, com redução da taxa de desemprego total, resultante do expressivo aumento do nível ocupacional em praticamente todos os setores da economia do DF.
“Essa tendência de crescimento da ocupação no DF deve se manter nos próximos meses, período de sazonalidade positiva do mercado de trabalho tanto em outubro, por conta do Dia da Criança, quanto em dezembro, pelas festas de fim de ano”, esclareceu Jusçânio Umbelino de Souza, gerente de Pesquisas Socioeconômicas da Codeplan.
Para o secretário de Trabalho, Thales Mendes, a redução do desemprego ainda é pequena, mas faz parte do processo de reaquecimento da economia e mostra tendência de melhoria. “Com a proximidade do final do ano, as empresas se preparam para mais contratações que, mesmo que sejam temporárias, proporcionam aquecimento na economia no segundo semestre. Como consequência, há uma redução ainda maior da taxa de desemprego”, aposta.
14 mil novos empregos
O estudo da Codeplan – realizado em parceria com o Dieese – mostra ainda que a inserção no mercado de trabalho também teve destaque entre profissionais sem carteira assinada no setor privado (6,5% ou 6 mil pessoas) e empregados domésticos (3,4% ou 3 mil novos contratos). No período de 12 meses, o quantitativo de desempregados diminuiu, devido ao acréscimo de 14 mil postos de ocupação, que superaram a entrada de 7 mil pessoas no mercado de trabalho.
Medida passa a valer a partir de 3 de novembro. Proteção facial segue obrigatória em ambientes fechados como no transporte público e em escolas
A partir do dia 3 de novembro não será mais obrigatório no Distrito Federal o uso de máscaras de proteção individual em ambientes abertos. A nova regra está no Decreto nº 42.656, do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, publicado nesta terça (26), em edição especial do Diário Oficial. No entanto, a proteção facial e respiratória continua sendo obrigatória em locais fechados, como transporte público coletivo, estabelecimentos comerciais, industriais, áreas comuns em condomínios, entre outros.
O subsecretário de Vigilância Epidemiológica, Divino Valero, afirma que a medida será monitorada pela saúde pública. “Com a flexibilização vamos fazer uma avaliação técnica do comportamento do vírus na população. Vamos analisar como vai se comportar a taxa de transmissão e o índice de casos graves da infecção, que hoje estão em queda no DF”, explicou.
Segundo ele, como a doença ainda é muito nova, as contemporizações também são necessárias. “Com relação à covid não existe receita preestabelecida. A flexibilização está sendo feita com muita cautela, tanto que apenas em ambientes públicos ao ar livre que estamos liberando”, completa o subsecretário.
Educação
Os protocolos e medidas de segurança previstos no novo decreto não se aplicam às escolas da rede pública de ensino. Para elas, o regramento continuará sendo definido por ato próprio da Secretaria de Educação, como já acontece desde o início da pandemia.
Quanto às escolas da rede privada, o novo decreto estabelece que não seja mais necessário o distanciamento de dois metros entre as cadeiras dos alunos e acaba com a obrigatoriedade de que as atividades esportivas ocorram apenas em ambientes abertos.
Os novos protocolos orientam para que as atividades sigam acontecendo “preferencialmente” em ambientes abertos. O decreto também reforça que os estabelecimentos comerciais funcionem conforme seus alvarás preveem.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou hoje (26) o julgamento de duas ações que pedem a cassação da chapa vencedora das eleições de 2018, formada pelo presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente, Hamilton Mourão.
Até o momento, três dos sete ministros da Corte votaram contra a cassação. Após as manifestações, o julgamento foi suspenso e será retomado na quinta-feira (28), às 9h.
A Corte eleitoral iniciou o julgamento de duas ações protocoladas pela coligação que foi formada pelo PT, PCdoB e PROS. As legendas pedem a cassação da chapa formada por Bolsonaro e Mourão pelo suposto cometimento de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. De acordo com os partidos, teria ocorrido o impulsionamento ilegal de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha eleitoral de 2018.
Está prevalecendo o voto do relator, ministro Luís Felipe Salomão. O ministro reconheceu que houve uso da ferramenta para “minar indevidamente candidaturas adversárias”, mas afirmou que faltam provas sobre o alcance dos disparos e a repercussão perante os eleitores.
“Não há elementos que permitam afirmar, com segurança, a gravidade dos fatos, requisito imprescindível para a caracterização do abuso de poder econômico e do uso indevido dos meios de comunicação social”, disse o relator.
O entendimento foi seguido pelos ministros Mauro Campbell e Sérgio Banhos.
Defesa
Durante o julgamento, a advogada Karina Kufa, representante de Bolsonaro, disse que as acusações foram fundamentadas apenas em matérias jornalísticas e não foram apresentadas provas que tenham relação com a atuação da campanha.
“Com base em tudo o que está nos autos e a comprovação que nada foi feito pela campanha de Jair Messias Bolsonaro e Hamilton Mourão é que a gente pleiteia a improcedência das ações”, afirmou.
Karina Fidelix, representante de Mourão, também reforçou a falta de comprovação das acusações. De acordo com a advogada, “não houve qualquer comprovação de abuso de poder econômico ou de abuso dos meios de comunicação pelos investigados”.
Relator disse ser contra tais fundos, mas defendeu a moralização do uso dos recursos
Deputado Kim Kataguiri, relator da proposta na CCJ | Gustavo Sales/Câmara dos Deputados
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que caracteriza como ato de improbidade administrativa a utilização irregular do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral.
Com relação ao texto original, a principal modificação foi a inclusão, entre os dispositivos citados na Lei de Improbidade, dos itens enriquecimento ilícito e lesão ao erário. A proposta original citava apenas a violação a princípios da administração pública. Mas, segundo Kataguiri, o “enquadramento cabe ao juiz do caso concreto, não cabendo ao legislador limitar, de forma prévia e objetiva, a possível subsunção dos fatos ao disposto nesses artigos”.
Segundo o texto, são atos de improbidade administrativa as ações ou omissões praticadas com dolo ou culpa grave por dirigentes partidários que importem enriquecimento ilícito, lesão ao erário ou violação de princípios constitucionais da administração pública, em decorrência da gestão e aplicação irregular do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos (Fundo Partidário) ou do Fundo Especial de Financiamento de Campanhas (Fundo Eleitoral).
Para o deputado Kim Kataguiri, os fundos não deveriam nem existir. Mas, já que existem, ele defendeu a proposta. “A ideia é justamente moralizar o uso desses recursos. Eu pessoalmente sou contra a própria existência de fundo partidário e de fundo eleitoral, acredito que cada partido ou cada parlamentar deveria financiar sua própria campanha, suas próprias atividades partidárias com voluntários, com doações voluntárias. Mas, já que o recurso existe, que, no mínimo aqueles que utilizem o recurso de maneira desonesta, de maneira a distorcer a sua finalidade que sejam responsabilizados na seara administrativa, por improbidade administrativa”, avalia o deputado.
Autonomia parlamentar
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também defendeu o projeto, porém discordou quanto à existência dos fundos. “Nós temos que ter muita preocupação e transparência. O Brasil está abandonando em muitos sentidos o tema da transparência, mas não há democracia sem transparência. Eu discordo daqueles que acreditam que o recurso não deveria ser colocado na atividade em si do processo político e democrático porque acredito que os recursos colocados significam a autonomia do parlamentar. Não pode haver dívida de parlamentar com quem quer que seja”, afirmou a deputada.
O relatório final de Renan Calheiros foi aprovado com sete votos favoráveis e quatro contrários \ Marcos Oliveira/Agência Senado
Na véspera de completar seis meses de atividades, a CPI da Pandemia aprovou, nesta terça-feira (26), seu relatório final. Prevaleceu o texto do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que recebeu sete votos favoráveis e quatro contrários. Com isso, os votos em separado apresentados por outros parlamentares não chegaram a ser analisados.
Votaram a favor do documento os senadores Omar Aziz (PSD-AM), Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Renan Calheiros (MDB-AL), Tasso Jereissati (PSDB-CE) e Otto Alencar (PSD-BA). Votaram contra os senadores Eduardo Girão (Podemos-CE), Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Luis Carlos Heinze (PP-RS).
O parecer da comissão parlamentar de inquérito agora será encaminhado a diferentes órgãos públicos, de acordo com a competência de cada um. Será enviado à Câmara dos Deputados, à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), a ministérios públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI).
A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela prática de nove infrações. Os três filhos do presidente também não foram poupados pelo relator, que os acusou da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).
Além deles, Renan Calheiros identificou infrações penais cometidas por duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog, e por outras 74 pessoas. Entre elas, deputados, empresários, jornalistas, médicos, servidores públicos, ministros e ex-ministros de Estado.
Mudanças na lista de indiciados
Os parlamentares que não concordaram com o relatório final do senador Renan Calheiros apresentaram propostas alternativas: Eduardo Girão (Podemos-CE), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Marcos Rogério (DEM-RO) leram trechos de seus trabalhos por pouco mais de 20 minutos cada um.
Após ouvir a leitura do voto de Heinze, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu ao relator Renan Calheiros a inclusão do nome do colega na lista com as propostas de indiciamento por disseminação de fake news, pedido que foi inicialmente aceito pelo relator.
— Essa CPI teve a coragem de pedir o indiciamento do presidente da República, de outros parlamentares e do líder do governo na Câmara [deputado Ricardo Barros], e não pode fechar os olhos ao comportamento do senador [Heinze], que reiteradamente repete mentiras para desinformar o cidadão — justificou Alessandro.
Parlamentares governistas saíram em defesa de Heinze e apelaram ao relator para que ele reavaliasse a decisão. O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse que Renan, desde o início da CPI, trabalhou para tentar incriminar o presidente Bolsonaro e deveria também estar na lista. Segundo Jorginho, o relator “não tem condições morais de indiciar ninguém”.
— O senhor [dirigindo-se a Renan] tentou construir uma narrativa desde o primeiro dia. Se está dizendo que Heinze construiu uma narrativa lá de trás, o senhor também o fez só para condenar o presidente Bolsonaro. Então, o senhor tinha que ser indiciado também — alegou Jorginho.
Ao saber do ocorrido, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, chegou a publicar uma nota, considerando o pedido de indiciamento do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) um excesso: “Nunca interferi e não interferirei nos trabalhos da CPI. Mas, pelo que percebo, considero o indiciamento do Senador Heinze um excesso. Mas a decisão é da CPI”.
No início da noite, o próprio Alessandro Vieira (Cidadania-SE) pediu a retirada do nome de Heinze da lista. Ele alegou motivos formais e materiais para o recuo.
— Ele manifestou os desvarios usando a tribuna da comissão. Formalmente, me rendo ao argumento de que a imunidade parlamentar teria percepção alargada, embora pessoalmente não concorde com isso. Pelo mérito, uso o dito popular: ‘”não se se gasta vela boa com defunto ruim”. Não posso colocar em risco o bom trabalho da CPI por conta de mais um parlamentar irresponsável — declarou Alessandro.
Crise no Amazonas
Na última versão de seu relatório, Renan incluiu no texto o pedido de indiciamento do governador do Amazonas, Wilson Lima, e do ex-secretário estadual de Saúde do Amazonas Marcellus Campêlo. O acréscimo foi feito por sugestão de Eduardo Braga (MDB-AM), que anunciou a retirada de um voto em separado que ele havia apresentado.
Essa decisão provocou reação do senador Eduardo Girão, que reivindicou a inclusão de outros governadores de estados onde houve desvios de verbas públicas “por questão de coerência, isonomia e justiça”.
— Tivemos em Santa Catarina casa de massagem recebendo dinheiro de respiradores que nunca chegaram. No Distrito Federal, houve loja de brinquedo vendendo testes. Também deve ser incluído o governador do Distrito Federal, por uma questão de coerência, e o governador da Bahia, que comprou respiradores do Consórcio Nordeste numa empresa que vende produtos ligados à maconha — afirmou Girão.
O presidente Omar Aziz (PSD-AM) negou que tivesse ocorrido acordos políticos sobre os nomes escolhidos. Segundo ele, todos os nomes foram discutidos a partir de fatos apurados pelo colegiado.
— Não é acordo, é fato. Senão pode parecer que estamos protegendo alguém. Não é isso. O senador Renan Calheiros sabe muito bem que não há acordo para tirar ou colocar nomes. Os fatos são maiores — afirmou.
Debates
O último grande debate realizado na CPI repetiu o que foi visto ao longo dos seis meses de comissão. Demonstrando apoio ao relatório de Renan Calheiros (MDB-AL), os oposicionistas não pouparam críticas à atuação do governo federal na pandemia e acusaram o presidente Jair Bolsonaro de ter contribuído para o elevado número de mortes no país. Até esta terça-feira, já haviam falecido mais de 600 mil no Brasil em decorrência da covid-19.
O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que a CPI conseguiu chamar a atenção da população, trouxe luzes sobre os fatos e conseguiu provar que a estratégia do governo federal foi a busca pela imunidade coletiva sem vacinação (a chamada imunidade de rebanho), o que representa um crime doloso:
— Daí o crime de epidemia que resulta em mortes, atribuído a Bolsonaro. Espero que a justiça seja feita, pois o governo federal, o tempo inteiro, só se preocupou com a economia por conta do desejo de reeleição do presidente. O governo federal subestimou a gravidade da doença, negou-se a estimular a testagem, demorou a providenciar vacinas — criticou Humberto.
Esses senadores destacaram que, mesmo com o término da CPI, não vão encerrar seus esforços. Para isso, defenderam a criação da Frente Parlamentar de Observatório da Pandemia e prometeram entrar em contato com o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos e o Tribunal Penal Internacional de Haia.
Os senadores governistas, por sua vez, continuaram criticando o que eles chamam de investigação seletiva da comissão, que, segundo eles, preocupou-se somente em desgastar o governo. Além disso, para eles, a CPI se omitiu ao não investigar o destino das verbas federais enviadas a estados e municípios.
Marcos Rogério disse que a CPI se revelou um estelionato político; e o relatório final, uma fake news processual. Segundo ele, a comissão protegeu acusados de corrupção. Para Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), a comissão é o maior atestado de idoneidade do governo federal, pois, de acordo com ele, o maior escândalo levantado foi o de uma vacina não adquirida e que não custou um real aos cofres públicos. O relatório, segundo Para ele, é um “relatório político e sem base jurídica”.
Fake news
Antes da votação do relatório, a CPI da Pandemia aprovou seus últimos dois requerimentos. O primeiro, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pede a quebra de sigilo telemático das redes sociais do presidente Jair Bolsonaro e a suspensão de acesso aos seus perfis — o pedido foi feito após declarações que o presidente fez em uma live associando a vacina contra a covid-19 ao desenvolvimento do vírus da aids.
A pedido do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a CPI também aprovou o encaminhamento de informações sobre esse episódio ao ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito das fake news.
Omar Aziz esteve entre os parlamentares que criticaram Bolsonaro pelas declarações.
— A Presidência da República é uma instituição. Não é um cargo de boteco em que você fala o que quer tomando cerveja ou comendo churrasquinho. O presidente da República se reporta ao povo brasileiro baseado num estudo que não tem cabimento nenhum e fala uma coisa dessas, quando nós estamos implorando para a população se vacinar — protestou o senador.
Agência Senado – Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado
Governador Ibaneis Rocha viaja a Portugal para negociar edições da Web Summit; um dos objetivos é apresentar polo de inovação da Biotic a investidores
O Governo do Distrito Federal (GDF) negocia a realização em Brasília do maior evento de tecnologia e inovação do mundo. A Web Summit ocorre no próximo mês em Lisboa, Portugal, para onde o governador Ibaneis Rocha viaja, dando prosseguimento às tratativas de sediar a conferência por pelo menos cinco anos no Brasil a partir de 2023.
Detentora do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), a capital do país disputa com o Rio de Janeiro e Porto Alegre a quarta sede mundial da conferência, que já passou por Toronto, no Canadá, e Hong Kong, na China, além da capital portuguesa. Após o encontro com o governo do DF em Lisboa, os diretores do evento virão à cidade conhecer as possíveis instalações para realização do evento.
Além da rede hoteleira centralizada, com acomodações de quatro e cinco estrelas, a segurança qualificada e o hub aeroportuário do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek colocam Brasília no páreo para sediar um evento mundial. Cidades com planejamento e alto índice de qualidade de vida, inclusive, são as com maior potencial de desenvolvimento de indústrias tecnológicas, geradoras de emprego e ambientalmente menos poluentes.
“A nossa visita não tem o propósito de apenas trazer uma conferência dessa magnitude para Brasília – o que já seria muita coisa -, mas também apresentar todo o potencial do nosso parque tecnológico, gerando investimentos de grande porte em nossas fábricas da Biotic”, afirma o governador Ibaneis Rocha.
7,6 milpostos de trabalho devem ser gerados pelo Parque Tecnológico de Brasília (Biotic)
Impacto econômico milionário
A edição deste ano em Portugal espera reunir, em três dias de novembro, pelo menos 40 mil visitantes, entre especialistas em tecnologia e investidores. CEOs, ou diretores executivos, de grandes startups como Waze, Uber e Stripe marcam presença por lá. Uma parte significativa do sucesso da Web Summit deve-se ao impacto econômico do evento em Portugal – tornando-se o maior do país, superando os musicais e desportivos.
Em 2017, o governo português estimou um movimento anual superior a € 300 milhões (o equivalente a R$ 1,977 bilhão). Muitos parceiros da conferência, inclusive, decidiram estabelecer operações no país, como a Google, BMW, Amazon, Mercedes, Pipedrive, Cloudflare e Revolut. Já o turismo movimentou mais de € 200 milhões (cerca de R$ 1,318 bilhão) entre voos, compras, alimentação, passeios e acomodações durante a semana da feira.
“A Web Summit virou a chave para o desenvolvimento econômico de Portugal e pode fazer o mesmo por aqui”, acredita a diretora técnica do Sebrae-DF e secretária executiva do Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF, Rose Rainha. “Além de fomentar a economia, um evento desse porte nos dá visibilidade para que muitas empresas reconheçam o potencial da nossa capital e invistam aqui, gerando emprego e, consequentemente, mais renda”, reforça o governador Ibaneis.
Com foco na inovação em Biotecnologia e Tecnologia da Informação e Comunicação, o Biotic será o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do DF. O projeto viabilizará a instalação de diversas empresas, além de instituições de pesquisa e centros de inovação. Para essa finalidade, estão disponíveis 95,9 hectares de propriedade da Terracap, com possibilidade de expansão, na Granja do Torto.
A estimativa é abrigar 794 empresas e mais de 2 mil estações de coworking (trabalho colaborativo), com geração de 7,6 mil postos de trabalho e 9,5 mil moradores no local, que será uma smart city onde as pessoas possam viver, estudar e trabalhar no mesmo local.
Integração das pastas
No Governo do Distrito Federal, as secretarias trabalham em uma articulação integrada para trazer a Web Summit a Brasília. Confira as avaliações de alguns secretários empenhados nesse processo:
“O Parque Tecnológico de Brasília sai do papel e passa a ser uma realidade. Voltar os olhos do mundo para o Distrito Federal por meio da Web Summit é atrair investimentos para a cidade inteligente que vamos construir, fazendo daqui um dos polos de tecnologia e inovação da América Latina, aos moldes do Vale do Silício, no Estados Unidos. Junte-se a isso a movimentação milionária que esse evento impacta na economia da cidade” – Gilvan Máximo, secretário de Ciência e Tecnologia
“A negociação para sediar a Web Summit é importante pois coloca o DF na rota dos grandes eventos mundiais. A localização geográfica de Brasília facilita o recebimento de pessoas de todo o país e o aeroporto internacional bem estruturado reforça nosso potencial para turistas de outras partes do mundo. Sem contar com a nossa vocação para o desenvolvimento de negócios, tanto pequenos quanto grandes, para a indústria da tecnologia e inovação no Biotic” – Márcio Faria, secretário de Desenvolvimento Econômico
“A Web Summit é um dos principais eventos de inovação do mundo, do qual participam CEOs das maiores gigantes da tecnologia, startups, autoridades, empreendedores e investidores de peso. Trazer para Brasília uma iniciativa capaz de atrair milhares de visitantes e de gerar negócios de grande escala significa transformar o potencial cosmopolita de nossa moderna capital em uma realidade inovadora e de impacto inédito na vida dos cidadãos” – Renata Zuquim, secretária de Relações Internacionais
“O Aeroporto Internacional de Brasília é o terceiro maior em movimentação de passageiros e o maior hub doméstico do Brasil, segundo dados da Inframerica. Temos o terceiro polo gastronômico do país e a nossa rede hoteleira é diversificada e está pronta para acolher com muita qualidade públicos variados! Portanto, estamos prontos para sediar o Web Summit em 2022, o que será fundamental para consolidar o Distrito Federal como o melhor destino para turismo de eventos, além de impactar positivamente a economia local e a geração de empregos” – Vanessa Mendonça, secretária de Turismo
“O Distrito Federal tem potencial para ser o centro tecnológico da América Latina. A participação do GDF no evento insere-se nas ações estratégicas para atingir esse fim e trazer crescimento econômico e qualidade de vida” – André Clemente, secretário de Economia
Segunda edição do seminário será transmitida pelo canal do TSE, das 9h às 18h, e contará com diversas mesas de debates
Nesta terça-feira (26), das 9h às 18h, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza o II Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections, com transmissão ao vivo pelo canal do TSE no YouTube. O seminário conta com especialistas e representantes do Brasil e do exterior de instituições públicas e entidades da sociedade civil, além de veículos de comunicação. O objetivo é levantar formas de impedir ou minimizar a divulgação de desinformação nas Eleições Gerais de 2022.
A abertura do evento, às 9h, será feita pelo professor da Harvard Law School Lawrence Lessig, que dará uma palestra sobre “O impacto da desinformação em processos democráticos”. Lessig é fundador da Equal Citizens – organização sem fins lucrativos que se dedica a reformas que buscam alcançar a igualdade dos cidadãos – e membro do conselho fundador do Creative Commons, que criou um conjunto de licenças para que se possa compartilhar qualquer tipo de produção intelectual de forma livre e gratuita na internet. Ele foi citado pela revista The New Yorker como “o pensador mais importante sobre propriedade intelectual na era da internet”.
Além de Lessig, a mesa de abertura será composta pelo presidente e pelo vice-presidente da Corte Eleitoral, ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, respectivamente, além da secretária-geral da Presidência do Tribunal, Aline Osorio.
Na sequência, acontecerá a conferência magna do encontro, com o tema “A emergência da desordem informacional: tendências, lições e perguntas remanescentes”. A exposição será feita pela cofundadora e diretora executiva da First Draft, Claire Wardle. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, será o moderador.
Das 11h às 12h30, ocorrerá a primeira mesa do seminário, sobre o tema “Como se estruturam as campanhas de desinformação”, com a codiretora da Partnership for Countering Influence Operations, Carnegie Endowment for International Peace, Alicia Wainless; a repórter especial e colunista da Folha de S. Paulo, Patrícia Campos Mello; e o fundador e presidente da ONG SaferNet Brasil, Thiago Tavares, além de outros convidados. A moderadora será a secretária-geral do TSE, Aline Osorio.
A segunda mesa de debates, prevista para as 14h, trará o tema “Como enfrentar a desinformação eleitoral?”, com participação da pesquisadora associada do Digital Forensics Research Lab (DFRLab) Luiza Bandeira; do diretor de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV/DAPP), Marco Ruediger; e do editor do Estadão Verifica e presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Daniel Bramatti, entre outros.
Em seguida, a mesa 3 abordará a temática “Respostas de Organismos Eleitorais à Desinformação Eleitoral”. Participarão desse debate a presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador, Diana Atamaint; o conselheiro presidente do Instituto Nacional Eleitoral (INE) do México, Lorenzo Córdova Vianello; e a especialista global em redes sociais e desinformação do International Foundation for Electoral Systems (IFES), Lisa Repell. A mesa terá moderação do ministro do TSE e diretor da Escola Judiciária Eleitoral (EJE/TSE), Carlos Horbach.
Por fim, o encerramento do seminário será às 16h30, com a mesa “Respostas das Redes Sociais à Desinformação Eleitoral”. Participarão do debate a diretora de Assuntos Governamentais e Políticas Públicas para as Américas e Mercados Emergentes do YouTube/Google, Alexandra Veitch; o diretor do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Affonso; a vice-presidente de Políticas Públicas para as Américas do Twitter, Jessica Herrera-Flanigan; o vice-presidente de Políticas Públicas do Facebook, Neil Potts; e o head do WhatsApp, Will Cathcart, além de outros. O presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, também atuará como moderador dessa discussão.
O II Seminário Internacional Desinformação e Eleições – Disinformation and Elections tem como principais objetivos reunir dados, compartilhar experiências, colher sugestões e enriquecer o conhecimento geral sobre medidas viáveis de enfrentamento das notícias falsas.
Ao final dos debates, pretende-se atribuir ao evento a condição de fonte de estudos. Além disso, as propostas que surgirem no encontro serão encaminhadas à Justiça Eleitoral e ao Congresso Nacional.
Com investimentos de R$ 3,5 milhões, unidade da Vila Buritizinho tem área de 870 metros quadrados e capacidade para atender até 300 pessoas por dia
A nova unidade abrange uma população estimada em 20 mil habitantes, referente à região de Sobradinho II | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília
O Governo do Distrito Federal (GDF) amplia a oferta de serviços na atenção primária ao abrir, nesta segunda-feira (25), a Unidade Básica de Saúde (UBS) 7 em Sobradinho II, na Vila Buritizinho. Com o novo posto, inaugurado pelo governador Ibaneis Rocha, a comunidade de 6 mil habitantes passa a contar com serviços médicos mais perto de casa. O investimento total na obra foi de R$ 3,5 milhões, sendo R$ 1 milhão de emenda parlamentar do deputado distrital Jorge Viana e o restante de recursos próprios da Secretaria de Saúde.
Essa é a oitava unidade entregue pelo GDF desde 2019, que fecha 2021 com mais duas até dezembro: a da QNR 2, em Ceilândia, e a do Vale do Amanhecer, em Planaltina. Em menos de dois meses, o governo entregou novas UBSs no Riacho Fundo II e no Paranoá Parque, e em quase três anos ampliou o atendimento em São Sebastião, Jardins Mangueiral, Samambaia, Planaltina, Santa Maria e Recanto das Emas.
A área de abrangência da UBS 7 de Sobradinho II cobre uma população de aproximadamente 20 mil pessoas e tem capacidade de até 300 atendimentos por dia, entre vacinações, consultas médicas e de enfermagem, procedimentos curativos, visitas domiciliares, atividades coletivas e práticas integrativas com a comunidade.
Para o governador Ibaneis Rocha, construir e abrir novas UBSs é primordial, já que 85% dos problemas de saúde de quem procura o serviço público são resolvidos nesses locais, fazendo com que grande parte da população não precise recorrer às unidades de pronto atendimento (UPAs) ou aos hospitais. “Estamos trabalhando o máximo possível em entregas como essa e na formação de equipes de Saúde da Família para que eles possam atender os pacientes em casa, diminuindo a incidência de pessoas na rede hospitalar”, afirma.
Com a meta de facilitar esse atendimento, a Secretaria de Saúde (SES) vai remanejar para o novo posto cinco das nove equipes de Saúde da Família que atuam na UBS 1. A redistribuição possibilitará maior proximidade com os moradores da Vila Buritizinho, facilitando o deslocamento desses especialistas e garantindo mais acesso aos serviços oferecidos.
Instalações
A UBS Sobradinho II tem 870 m2 de área construída com quatro consultórios médicos, quatro de enfermagem e dois de odontologia. Conta também com salas de atividades coletivas, de vacinas, dos agentes comunitários de saúde, de coleta de exames e de curativos, além de sala de inalação coletiva, copa e um vestiário para funcionários.
A auxiliar de serviços gerais Janaína Rodrigues, 32 anos, mora bem em frente à nova UBS. Mãe de quatro filhos, ela se sente aliviada com o atendimento mais perto de casa. “Antes, se acontecia alguma emergência ou mesmo em dias de chuva, eu dependia de carro para buscar atendimento”, conta. “Agora dá um alívio pensar que é só atravessar a rua”.
O secretário de Saúde, general Manoel Pafiadache, diz que a construção de mais uma UBS em Sobradinho II demonstra o empenho do GDF em expandir o atendimento de saúde primária a quem precisa. “É a preocupação do governo em aproximar a saúde da população”, resume.
Participaram da solenidade de inauguração, além do governador Ibaneis e do titular da SES, os secretários de Governo, José Humberto Pires, e de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani; os deputados federais Celina Leão e Júlio César e os distritais Agaciel Maia e Jorge Viana, entre outras autoridades políticas.
Confira aqui os locais e horários de atendimento de todas as unidades básicas de saúde do Distrito Federal.
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