Guilherme Campelo, líder da 3ª via, lidera a corrida da disputa deixando Thais Riedel e o atual presidente da OAB-DF, Délio Lins para trás. Até o governador Ibaneis parabeniza o candidato do movimento Inov OAB
Com grande adesão da maioria da classe dos advogados do DF, em torno da terceira via, liderada por Guilherme Campelo, os dois grupos que se alternam no comando da “Velha Ordem”, há quase duas décadas, começaram a perder força na corrida da presidência da OAB-DF.
Em pesquisas internas de monitoramento, realizadas no ambiente da comunidade advocatícia do Distrito Federal, Guilherme Campelo, da chapa criada pelo “Movimento InovOAB”, lidera a corrida pela presidência, deixando distante a sua concorrente Thais Riedel e mais ainda o candidato Délio Lins, atual presidente da instituição, que vai tentar a reeleição.
O crescimento de Guilherme Campelo, sobre os dois candidatos, que representam os grupos oligárquicos que dominam a instituição por quase duas décadas de mandonismo, está no fato de pregar uma radical mudança e quebra de paradigmas que há 18 anos deixam excluídos a maioria absoluta dos 70 mil advogados que atuam no DF.
O exército de excluídos ficou bem mais visível neste período de pandemia, que levou centenas de advogados, principalmente da jovem advocacia, a fecharem seus escritórios em face da crise financeira e terem que receber a humilhante cesta básica.
Muitos foram obrigados judicialmente pelo atual comando da OAB-DF a pagar sem ter, a escoante anuidade de R$ 850, 00.
O movimento InovOAB liderado por Guilherme Campelo chegou a sugerir que a OAB-DF isentasse todos os advogados do pagamento da última parcela da anuidade dado a situação econômica, que afetou a categoria neste período de pandemia.
Ele justificou que dezenas de escritórios de advocacia sofreram perdas de receita e continuavam arcando com aluguéis e salários de funcionários. No entanto, o pedido foi negado.
A firme atuação do líder do Movimento InovOAB rendeu cumprimentos por parte do ex-presidente da OAB-DF e governador Ibaneis Rocha.
Para ajudar os advogados a superarem os impactos da crise financeira, Guilherme Campelo, caso seja eleito no dia 21 de novembro, afirma que o seu primeiro compromisso é baixar, pela metade, o valor da anuidade em 2022 e abrir linhas de crédito para ajudar os profissionais que mais precisam se estabelecer no mercado.
O crescimento do movimento InovOAB vai muito além das boas propostas apresentadas à classe neste período de pré-campanha.
O desejo de mudança é visível entre os advogados desde a última eleição ocorrida em novembro de 2018, quando 12 mil operadores do direito se recusaram a comparecer às urnas.
Esse grande contingente de advogados vê em Guilherme Campelo, a oportunidade de dar um basta na “Velha Ordem”.
Projeto da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação prevê áreas de habitação, comércio, esporte e lazer ao longo da via
As laterais da Avenida MN-3 – Trecho 1 de Ceilândia terão novos lotes para habitação, comércio, esporte e lazer, além de equipamentos públicos comunitários e urbanos ao longo da via | Foto: divulgação / Seduh
Depois de 21 anos de espera, as laterais da Avenida MN-3 – Trecho 1 de Ceilândia terão novos lotes para habitação, comércio, esporte e lazer, além de equipamentos públicos comunitários e urbanos ao longo da via, que passa pela QNN 25, QNN 09, QNM 10, QNM 26, QNO 09, QNO 01 e QNO 02.
As melhorias são propostas no projeto de parcelamento do solo e revitalização aprovado pelo Decreto nº 42.582, assinado pelo governador Ibaneis Rocha e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal na quinta-feira (7). O projeto atende ao previsto do Plano Diretor de Ceilândia (Lei Complementar nº 314, de 1º de setembro de 2000).
Com a consolidação da malha urbana de Ceilândia, houve um aumento da demanda por esses espaços na região. O projeto elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) busca criar essas áreas ao longo da Avenida MN-3, que servirá de apoio e dinamização econômica da cidade.
A ideia é dividir cada trecho de área livre nas extremidades da Avenida em seis lotes para equipamentos públicos e 51 lotes para uso misto, que permitam comércio, prestação de serviços, instituições, indústria e residências. Por exemplo, a pessoa pode ter um comércio no térreo e a residência no andar superior.
“A aprovação do parcelamento, além de representar a concretização de um anseio da comunidade, permite que empresas se instalem dentro de uma ordem urbanística e de uma regularidade benéfica para todos os setores da economia e a cidade como um todo”, explicou a diretora de Parcelamento do Solo da Seduh, Eliane Monteiro.
No conjunto dos lotes terá ainda áreas com praças e bolsões de estacionamento público para atender a demanda de veículos. A proposta contempla também muitas áreas verdes comuns para ampliar a infiltração das águas pluviais.
Ao mesmo tempo, o projeto vem para consolidar a ciclovia já implantada no canteiro central, as calçadas laterais, bem como o mobiliário de lazer e esporte instalado no local, a exemplo dos parques infantis e do Ponto de Encontro Comunitário (PEC).
“Consideramos tudo isso, estamos propondo medidas qualitativas que incentivem a circulação de pedestres em todo o seu perímetro, eliminando o vazio urbano e criando áreas de convivência, tornando-se também um polo de atividades geradoras de emprego e renda”, ressaltou Eliane Monteiro.
Próximos passos
Após a publicação do decreto, a previsão é que a próxima etapa seja o registro cartorial das unidades criadas, feito pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Com o registro, o órgão pode abrir a licitação, que permite aos interessados a aquisição dos imóveis.
Melhoria está 60% executada e beneficia cerca de 80 mil motoristas
O trecho de cerca de quatro quilômetros, entre os viadutos de Samambaia e do Pistão Sul, sentido Plano Piloto/Samambaia, passa pelo serviço de fresagem descontinuada, recebendo uma nova camada de capa asfáltica | Fotos: Divulgação/DER-DF
O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) prossegue com o serviço de melhoria asfáltica na Estrada Parque Contorno (DF-001). O trabalho tem 60% do cronograma executado e vai beneficiar cerca de 80 mil motoristas que trafegam por dia no local.
Na última semana, a equipe de 20 colaboradores iniciou as ações no trecho de aproximadamente quatro quilômetros entre os viadutos de Samambaia e do Pistão Sul, sentido Plano Piloto/Samambaia.
“Essa obra faz toda a diferença para que milhares de motoristas que trafegam por este trecho tenham mais comodidade, conforto e segurança”Cristiano Cavalcante, superintendente de Obras do DER-DF
A melhoria consiste no serviço de fresagem descontinuada, em que acontece a retirada dos trechos deteriorados de asfalto, seguido do preenchimento dos espaços com uma nova camada de capa asfáltica.
“Essa obra faz toda a diferença para que milhares de motoristas que trafegam por este trecho tenham mais comodidade, conforto e segurança”, destacou o superintendente de obras do DER-DF, Cristiano Cavalcante.
Para o motorista de aplicativo, Hélio Maranhão, de 47 anos, o novo asfalto faz com que ele tenha mais segurança para desempenhar seu trabalho. “Como eu passo por aqui praticamente todos os dias, sentia a necessidade da realização desse serviço. Felizmente, no sentido Plano Piloto a pista já foi renovada e, em breve, o outro lado – Plano Piloto/Samambaia – ficará melhor para dirigir”, concluiu.
Os serviços no trecho da EPCT no sentido contrário, ao longo dos quatro quilômetros no sentido Samambaia/Plano Piloto, foram iniciados em 18 de agosto e concluídos em setembro.
O valor investido na obra, em seu total, é de aproximadamente R$1 milhão.
Indicação para vaga no Supremo aguarda apreciação do Senado desde julho; presidente vinha evitando criticar abertamente o senador do Amapá
Presidente Jair Bolsonaro e então ministro da Justiça, André Mendonça, em evento no Palácio do Planalto | REUTERS/Ueslei Marcelino
O presidente Jair Bolsonaro criticou o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) por não pautar a sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, primeira etapa para a análise do nome do ex-ministro da Justiça para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista coletiva no litoral de São Paulo, onde passa o feriado prolongado, Bolsonaro insinuou que o parlamentar estaria travando a apreciação por ter interesse em conduzir outro nome para a Corte. “A indicação é minha. Se ele quer indicar alguém para o Supremo (…), ele se candidata a presidente ano que vem”, afirmou Bolsonaro, que até agora vinha evitando criticar abertamente Alcolumbre.
O senador do Amapá, que preside a CCJ, disse na semana passada que ainda não pautou a sabatina de Mendonça por não haver “consenso” em torno da indicação. Bolsonaro, por sua vez, atribuiu a demora a um suposto jogo político por parte do senador. Segundo o presidente, o parlamentar estaria se antecipando ao plenário da Casa e impedindo a sabatina por não querer dar prosseguimento à indicação. “Ele pode votar contra, mas o que ele está fazendo não se faz”, reclamou.
Bolsonaro afirmou ainda que o parlamentar estaria rompendo com a boa relação que os dois tiveram no passado, sem retribuir inclusive o apoio que o presidente teria dado à eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG). “Está indo para três meses que está lá no forno o nome do André Mendonça. Quem não está permitindo a sabatina é o Davi Alcolumbre, uma pessoa que eu ajudei por ocasião das eleições dele (no Senado). Depois, ele pediu ajuda para eleger o Rodrigo Pacheco e eu ajudei. Teve tudo o que foi possível durante os dois anos comigo e de repente ele não quer o André Mendonça”, disse o presidente.
Bolsonaro encaminhou o nome de Mendonça para apreciação do Senado em julho. A indicação é importante no xadrez eleitoral do presidente por ser um aceno à sua base de apoio evangélica, que espera o cumprimento de sua promessa de levar à Corte um nome “terrivelmente evangélico”. Mendonça é pastor presbiteriano e, se confirmado no Supremo, na vaga aberta com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, pode fortalecer a imagem do presidente perante este grupo.
Seguindo os ritos constitucionais, Mendonça precisa do voto de pelo menos 41 dos 81 senadores para ser aprovado para a Corte. Já à época de sua indicação, o ex-advogado-geral da União sabia da resistência que enfrentaria na Casa. Um dia antes de oficializar seu nome, em julho, Bolsonaro afirmou que o pastor vinha fazendo “peregrinação no Senado Federal” em busca de apoio.
Em mensagem publicada nas redes sociais naquele mês, Mendonça confirmou o movimento. “De forma respeitosa, buscarei contato com todos os membros que têm a elevada missão de avaliar meu nome”, escreveu.
Mendonça foi ministro da Justiça e Segurança Pública entre abril de 2020 e março deste ano. À frente da Pasta, foi alvo de queixa-crime por supostos crimes de responsabilidade, acusado de utilizar o cargo para intimidar opositores do presidente Bolsonaro e recorrer à Lei de Segurança Nacional (LSN) como “instrumento de perseguição”.
Atual gestão assumiu Estado, em 2019, com receita de apenas R$ 370 milhões. Orçamento para 2022 tem previsão de mais de R$ 3 bilhões para investimentos. Governador atribui bons resultados ao trabalho de auditores, parcerias com instituições e “à coragem de combater a corrupção num Estado rico como Goiás”
O governador Ronaldo Caiado durante encontro com servidores do Fisco Estadual, em Goiânia: “Nós não tomamos nenhuma decisão, em Goiás, sem que todos poderes e órgãos independentes sejam chamados para debater”. | Foto: Wesley Costa
O governador Ronaldo Caiado participou, nesta sexta-feira (08), do encontro com auditores fiscais estaduais, em Goiânia. Em seu discurso, Caiado destacou que o déficit de R$ 6 bilhões herdados da gestão anterior e o desequilíbrio nas contas do Estado foram superados. “O orçamento que apresentamos na Assembleia Legislativa de Goiás é equilibrado, com previsão real de arrecadação e de gastos”, afirmou.
Na ocasião, o governador anunciou recursos para o Fisco Estadual da ordem de R$ 19.262.832, sendo R$ 7.493.395 destinados à convocação dos 28 aprovados no último concurso público, ainda na gestão anterior, e R$ 11.769.436 para o pagamento de progressões salariais da categoria.
Caiado atribuiu os bons resultados à “coragem de combater a corrupção de um Estado rico como Goiás”. Durante o encontro, que encerrou as atividades da Reunião da Superintendência de Controle e Fiscalização da Secretaria de Estado da Economia, na sede da pasta, no Setor Vila Nova, em Goiânia, o governador disse que o equilíbrio das contas públicas só foi possível graças à parceria entre os diferentes agentes envolvidos. “Nós não tomamos nenhuma decisão em Goiás, sem que todos os poderes e órgãos independentes sejam chamados para debater. Além disso, o trabalho dos auditores contribuiu para o aumento da arrecadação”, declarou.
A conferência reuniu auditores fiscais de 12 delegacias regionais no Estado, além da titular da pasta, Cristiane Schmidt. Segundo a secretária de Estado da Economia, o equilíbrio fiscal e financeiro foi construído a muitas mãos. “No passado, quando assumimos o Estado, tínhamos um déficit de R$ 6 bilhões e apenas R$ 370 milhões para investimentos. Em 2022, nosso orçamento será de mais de R$ 3 bilhões”, projetou.
Ainda segundo Schmidt, a ampliação de recursos está atrelada a um esforço conjunto da receita, tesouro e planejamento e orçamento. “Nós somos um time e temos um planejamento melhor. Se hoje eu apresentei um orçamento equilibrado, parte disso é porque temos um grupo de auditores fiscais dos quais eu agradeço profundamente. Quero agradecer em particular a vocês por todo este comprometimento que estão tendo”, refletiu ao se dirigir aos servidores presentes. A atual gestão investe em novas ferramentas e a provisão para 2022 é mais recursos para tecnologia artificial no combate à sonegação fiscal e concorrência desleal.
No encontro, foram citadas como positivas as medidas para incentivar o setor empresarial, com foco em levar maior desenvolvimento às regiões mais carentes do Estado. A exemplo da criação do ProGoiás, programa de incentivo do Executivo estadual, focado em fomentar e levar industrialização às regiões em maior vulnerabilidade social, como o Nordeste goiano, e municípios com índice muito baixo de desenvolvimento. O programa destina maiores alíquotas de incentivos fiscais às empresas que se instalam nessas regiões.
As ações do Governo de Goiás para reduzir multas e indicadores para reajustes de impostos foram citadas. Um exemplo foi a redução, em duas ocasiões, da multa por atraso no pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
O governador, atendendo uma sugestão do Fisco, também determinou a não aplicação do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), para reajustar os impostos estaduais, tendo em vista a alta do indicador superior a 30%. Foi adotado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou expansão bem menor, de 4,52%, em 2020.
Arrecadação
Com o avanço da vacinação contra a Covid-19 ao longo de 2021, um outro tema em evidência no encontro, foi a retomada do crescimento econômico do Estado. Tanto é que para 2021 Goiás deve viver um momento único na história em termos de aumento da arrecadação, com recordes históricos. “Neste ano, a gente iria entregar pelo menos uns R$ 2 bilhões. Esse número já passou de R$ 4 bilhões”, afirmou Marcelo de Mesquita Lima, superintendente de Controle e Fiscalização da pasta.
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos últimos nove meses, comparado ao mesmo período de 2020, teve arrecadação superior ao ano passado em R$ 4,056 bilhões. Considerando todos os tributos do Estado, o aumento na arrecadação chega a 36%, com valor bruto de R$ 4,7 bilhões. “Estamos vivendo a maior arrecadação de todos os tempos. Mesmo corrigindo as cifras, atualizando, ela é superior em grande número a todos os anos anteriores. Esse ano de 2021 é um ano histórico em termos de arrecadação”, afirma o subsecretário da Receita Estadual, auditor fiscal Aubirlan Borges Vitoi.
Segundo o subsecretário, é importante ressaltar que o Governo tem sido muito criterioso ao buscar equilibrar o interesse do Estado e as finanças com os objetivos do setor empresarial, sem prejudicá-lo. “Podemos ver que as medidas mais duras tomadas em 2019 e 2020 permitiram essa arrecadação alta agora e não tirou do setor empresarial goiano a competitividade necessária para ofertar seus produtos no mercado nacional. Do ponto de vista das questões locais aqui da Secretaria, do Fisco, o governador tem apoiado as nossas decisões no sentido de resguardar o entendimento nas questões da área tributária. Isso merece um destaque e um agradecimento da Secretaria para o governador pelo apoio”, ressalta Aubirlan.
Também participaram do evento o assessor especial da Governadoria, Livio Luciano; o ex-secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Adonídio Neto; o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Daniel Vinicius Toledo; além de superintendentes, delegados, gerentes, supervisores e auditores fiscais da Secretaria da Economia.
Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
Mudanças envolvem da data da posse à distribuição de recursos
TSE – Tribunal Superior Eleitoral Urna eletrônica
Falta pouco menos de um ano para as eleições de 2022 e os brasileiros irão às urnas com novas regras. Promulgada pelo Congresso Nacional na semana passada, as regras serão aplicadas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, de 27 governadores e vice-governadores de estado e do Distrito Federal, de 27 senadores e de 513 deputados federais, além de deputados estaduais e distritais.
O pleito será realizado em primeiro turno no dia 2 de outubro e, o segundo turno, ocorrerá no dia 30 do mesmo mês.
Conheça as regras:
Recursos
Para incentivar candidaturas de mulheres e negros, a nova regra modifica contagem dos votos para efeito da distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral nas eleições de 2022 a 2030. Serão contados em dobro os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas durante esse período.
Fundo eleitoral
Em 2022, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha – chamado de fundo eleitoral – terá R$ 5,7 bilhões. Esse é o valor previsto para o financiamento de campanhas políticas. Os recursos são divididos da seguinte forma:
2% dos recursos do fundo devem ser divididos entre todos os partidos, sendo o marco temporal a antecedência de seis meses da data do pleito.
35% dos recursos devem ser divididos entre os partidos na proporção do percentual de votos válidos obtidos pelas siglas que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, tendo por base a última eleição geral. Nos casos de incorporação ou fusão de partidos, os votos dados para o partido incorporado ou para os que se fundirem devem ser computados para a sigla incorporadora ou para o novo partido.
48% dos recursos do fundo serão divididos entre os partidos na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados na última eleição geral. Pela regra, partidos que não alcançaram a cláusula de barreira, contam-se as vagas dos representantes eleitos, salvo os deputados que não tenham migrado para outra legenda.
15% dos recursos do fundo devem ser divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado, contabilizados aos partidos para os quais os senadores foram eleitos.
Fundo Partidário
Já o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos ou fundo partidário é destinado às siglas que tenham seu estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral e prestação de contas regular perante a Justiça Eleitoral. Distribuído anualmente, o fundo partidário deve alcançar R$ 1,2 bilhão em 2022 e R$ 1,65 bilhão em 2023. A divisão é feita da seguinte forma:
5% do total do Fundo Partidário serão divididos, em partes iguais, a todos os partidos aptos que tenham seus estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral;
95% do total do Fundo Partidário serão distribuídos a eles na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
Nova data de posse
A emenda à Constituição modifica o dia da posse do presidente da República para 5 de janeiro e dos governadores para 6 de janeiro a partir de 2027. Atualmente, presidente e os governadores tomam posse no dia 1º de janeiro. No caso da próxima eleição, em 2022, a data de posse em 2023 permanecerá no primeiro dia do ano.
Fidelidade partidária
As novas regras permitirão que parlamentares que ocupam cargos de deputado federal, estadual e distrital e de vereador possam deixar o partido pelo qual foram eleitos, sem perder o mandato, caso a legenda aceite.
O texto permite ainda que partidos que incorporem outras siglas não sejam responsabilizados pelas punições aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais incorporados e aos antigos dirigentes do partido incorporado, inclusive as relativas à prestação de contas.
Antes da mudança, a lei eleitoral permitia que parlamentares mantivessem o mandato apenas nos casos de “justa causa”, ou seja, mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e se o desligamento fosse 30 dias antes do prazo de filiação exigido em lei para disputar a eleição.
A incorporação de partidos também foi disciplinada pela emenda. Pelo texto, a sigla que incorporar outras legendas não será responsabilizada pelas sanções aplicadas aos órgãos partidários regionais e municipais e aos antigos dirigentes do partido incorporado, inclusive as relacionadas com prestação de contas.
Plebiscitos
A emenda constitucional incluiu a previsão para a realização de consultas populares sobre questões locais junto com as eleições municipais. Essas consultas terão que ser aprovadas pelas câmaras municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral em até 90 dias antes da data das eleições. Os candidatos não poderão se manifestar sobre essas questões durante a propaganda gratuita no rádio e na televisão.
Federações partidárias
Apesar de não fazer parte da Emenda Constitucional 111, outra mudança nas regras eleitorais terá validade no próximo pleito. Ao derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro, o Congresso Nacional validou o projeto que permite a reunião de dois ou mais partidos em uma federação.
A federação partidária possibilita aos partidos, entre outros pontos, se unirem para atuar como uma só legenda nas eleições e na legislatura, devendo permanecer assim por um período mínimo de quatro anos. As siglas que integram o grupo mantêm identidade e autonomia, mas quem for eleito devem respeitar a fidelidade ao estatuto da federação.
Outras modificações
A Câmara dos Deputados aprovou ainda outra proposta com a revisão de toda a legislação eleitoral. A modificação do novo código consolida, em um único texto, a legislação eleitoral e temas de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A legislação eleitoral tem, ao todo, 898 artigos e reúne, entre outros pontos, a Lei das Eleições, a Lei dos Partidos Políticos, a Lei das Inelegibilidades e a Lei do Plebiscito.
Pelo texto aprovado na Câmara estabelece a quarentena de diversas carreiras. A proposta aprovada pelos deputados exige o desligamento de seu cargo, quatro anos antes do pleito, para juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares.
Entre as inovações da nova regra eleitoral está a autorização para candidaturas coletivas para os cargos de deputado e vereador. O partido deverá autorizar e regulamentar essa candidatura em seu estatuto ou por resolução do diretório nacional, mas a candidatura coletiva será representada formalmente por apenas uma pessoa.
No entanto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), avaliou que não havia tempo hábil para analisar as propostas de alteração ao código eleitoral a tempo de vigorar para as eleições de 2022. De acordo com o Artigo 16 da Constituição Federal, “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. A matéria ainda aguarda votação no Senado e não terá vigor nas próximas eleições.
Foi em meio a risadas de uma mãe em pleno trabalho de parto que veio ao mundo aquele que, para muitos, é o maior dos poetas do rock brasileiro. De tão inusitado, o caso chegou a ser analisado por um comitê de médicos, conforme lembra a própria mãe. “Ninguém acredita, mas eu dei a luz dando risadas, enquanto me dava conta de que o parto seria bem mais fácil do que dizia uma guria que fez curso de pré-natal comigo”, lembra Carmen Manfredini, dona Carminha – a mãe que trouxe ao mundo o pequeno Júnior, mais conhecido como Renato Russo.
Renato Manfredini Júnior morreu há exatos 25 anos, completados neste 11 de outubro. Sua obra, no entanto, continua viva e atemporal para aqueles que tanto se identificam com suas letras e reflexões sobre a “tchurma”, termo que ele costumava usar para o grupo de amigos com quem conviveu a adolescência e a juventude; sobre as cidades onde viveu, em especial, a musa Brasília dos anos 70 e 80; sobre o Brasil; e sobre os sentimentos que fazem, de cada um de nós, humanos.
Parte das lembranças e memórias deixadas por Junior a sua família e pelo Renato “Manfredo” aos amigos foram contadas com exclusividade à Agência Brasil por familiares, amigos, músicos e profissionais que tiveram o privilégio de conhecer, de perto, a pessoa, o artista e a obra de Renato Russo, líder da Legião Urbana.
Júnior
“Foi uma gravidez e um parto tranquilíssimos, apesar da minha inexperiência. Não tinha a menor ideia de nada sobre isso, motivo pelo qual fiz um curso de pré-natal. E me assustava quando diziam que eu sentiria muita dor e que seria necessário fazer muita força para o bebê nascer. No entanto, bastaram três ou quatro contrações para ele pular fora. Em meio às contrações, eu não parava de rir ao lembrar disso. Foi uma sensação muito boa”, conta dona Carminha ao recordar o marcante 27 de março de 1960.
A mãe do poeta que acabara de nascer diz que seu filho sempre foi “um menino fora de série”, que “não criava caso com nada”, a ponto de sequer precisar de babás ou empregadas. “Era um menino exemplar, excepcional no colégio, alegre, comunicativo e brincalhão, principalmente com os primos e com a irmã”, acrescenta. “E assim foi até entrar no bendito rock”, complementa em tom de brincadeira, uma vez que, até o final da vida, Renato continuava sendo, para a mãe, “o rapaz doce que sempre foi”.
O gosto pela música já se manifestava quando ele tinha seis ou sete meses de idade, ainda dentro do berço onde, entre os brinquedos, havia um pequeno rádio de pilha tocando “as músicas brasileiras de ótima qualidade da Rádio Tupi”.
“Um dia, me deparei com ele em pé, pulando e segurando na grade do berço. Eu fiquei preocupada, mas a cara dele era alegre. Descobri que era por causa da música porque, quando eu tirava o rádio da cama, ele chiava. O rádio foi a melhor babá que podia existir para meu filho”, recorda dona Carminha.
Livros e discos foram objetos muito presentes na vida do Júnior. “O pai [Renato Manfredini] também era intelectual. Aos domingos, ficávamos todos em uma saleta, cada um com um livro na mão. Escutávamos músicas clássicas e músicas americanas que estavam na moda, em uma vitrola baixa daquelas com pé palito”.
Um dia, os Manfredini foram surpreendidos ao verem o Júnior, aos 2 anos, tirando um disco da vitrola e, com todo cuidado, colocando-o certinho na capa correspondente.
“Não tinha nada na capa. Só nome de artista. Em seguida, ele pegou outro disco e o colocou na vitrola. Ficamos muito impressionados porque ele era muito pequenino para fazer aquilo. Dali em diante, sempre que queria ouvir música ele ia lá colocava o que queria. E sempre guardando na capa certa”, detalha dona Carminha.
“Nunca contei isso a ninguém da família porque achava chato esse negócio de historinha bonitinha de filho”, acrescentou.
“Opípero”
Aos 5 anos, o pequeno Renato escreveu seu primeiro livro. “Um livrinho com ilustração e índice. Era a história de um príncipe que tinha ido no castelo para um jantar ‘opípero’. Eu me surpreendi porque não conhecia essa palavra. O pai então me explicou que era um ‘jantar grandioso, com muita comida’. Aprendi essa palavra com meu filho”.
Uma outra pessoa que aprendeu muita coisa com o Júnior foi a irmã, Carmen Teresa. “A coisa mais marcante que tenho do meu irmão é o fato de ele gostar de me explicar as coisas. Principalmente a parte cultural: literatura, música, arte, teatro, cinema. Aprendi quase tudo com ele. E também as preocupações que ele tinha com relação à carreira que eu iria escolher. Aquela história do ‘o que você vai ser quando você crescer?’. Ele era muito atento ao que me interessava”, lembra Carmen Teresa que, hoje, é professora de inglês e cantora.
As primeiras lembranças que tem do irmão são de cuidados, proteções e as manifestações de afeto e carinho tanto com ela quanto com a mãe. “Mas ele sempre foi muito generoso com todas as pessoas. Tinha uma empatia fora do comum. Era uma pessoa boa, honesta e muito espiritualizada. Ouvia e seguia a própria consciência como ninguém. Inclusive com relação à música. Ele jamais faria música por dinheiro”.
Ainda é cedo, Mônica!
Essa personalidade “doce” se manifestava também na vida amorosa, principalmente com as namoradas. “Sim, ele namorou muito com mulheres, e sempre de uma forma muito respeitosa”, diz a irmã. Segundo Carmen Teresa, Renato tinha uma predileção por mulheres de personalidade forte, a exemplo da personagem Mônica, da música Eduardo e Mônica, e da personagem cantada na música Ainda é Cedo.
“Uma menina me ensinou Quase tudo que eu sei Era quase escravidão Mas ela me tratava como um rei.” Trecho de Ainda é cedo, da Legião Urbana
“Ele não se sentia atraído por mulheres submissas ou dependentes, e isso também pode ser percebido na música Submissa, dos tempos de Aborto Elétrico, quando ele usa a palavra ‘submissa’ até em tom depreciativo. As amigas e namoradas dele, em geral, eram mais velhas e inteligentes, já com personalidade e carreira própria”.
Na opinião da irmã, Renato gostava de se relacionar tanto com homens quanto com mulheres. “Meu irmão era, na verdade, bissexual. Essa impressão foi inclusive corroborada pelo psiquiatra dele, de que o Renato queria, até do ponto de vista artístico, levantar a bandeira em favor da liberdade de as pessoas serem o que quiserem ser”.
Marcelo Beré, o amigo
Um dos grandes amigos do Renato já dos tempos de Manfredo foi o ator e “palhaço muito sério”, integrante do premiadíssimo Circo Teatro Udi Grudi, Marcelo Beré, que atualmente faz pós-doutorado sobre “excêntricos musicais” na Universidade de Londres.
A exemplo da irmã de Renato, Beré diz que Renato levantava bandeiras que estavam à frente de seu tempo. “Renato sempre falava que era pansexual, e que transava com a natureza, com o rio, com homem e mulher ou com tudo que despertasse nele o tesão pela vida e por estar aqui e agora. Nunca tive problema nenhum com as opções que ele fez da vida. Desde que tivesse algum tipo de prazer ou até mesmo romance, eu acho que fazia bem a ele”.
Uma outra bandeira levantada por Renato foi contra alguns movimentos radicais de jovens que começavam a aparecer na capital do país. “O Renato era extremamente antifascista e sempre foi um lutador de causas antifascistas. Teve muitos problemas com skinheads e neonazistas da época. Era uma posição política que ele sempre teve, e uma clareza que quase anteviu o presente do Brasil. Tudo que está acontecendo hoje faz parte das piores previsões dele”, recorda Beré.
Os dois amigos se conheceram por meio da Léo Coimbra, irmã da Nice com quem Beré era casado à época. As duas irmãs foram, com seus respectivos maridos (Fernando Coimbra e Marcelo Beré), fonte de inspiração para a música Eduardo e Mônica.
Sábio, precoce e culto
A amizade entre Manfredo e Beré nasceu em uma noite conturbada. “Eu estava enamorado com uma mulher que estava em meio a um processo de separação. Estava na casa dela, quando o marido entrou e tive de sair quase como um fantasma. Cheguei no bar Adrenalina e encontrei o Renato. Passamos a noite juntos conversando sobre vida, morte e sobre o risco que eu havia acabado de correr. Falamos também sobre sexualidade, música, poesia. Vimos que tínhamos muito a ver. Foi ali que começou uma amizade que durou a vida inteira”.
Beré descreve o Renato como uma pessoa “extremamente gentil quando queria ser”, além de “sábio, precoce e culto”. “Tinha lido muito, tinha muitas referências e uma imaginação extremamente privilegiada, além de uma forma incrível de entregar e articular ideias. Desde o começo, nossa amizade foi regada a muitos papos cabeça e muitas trocas extremamente interessantes”.
Acrilic on Canvas
Esses “papos cabeça” entre Renato e Beré foram inclusive matéria-prima para alguns dos grandes sucessos da Legião Urbana. Em especial, Acrilic on Canvas, a música predileta da irmã de Renato e um dos grandes hits de Dois, o segundo disco da banda.
“Acrilic on Canvas, ele fez logo depois de uma noitada na minha casa. Eu morava no final da Asa Sul, em uma casa que ele adorava frequentar. Ficava mais lá do que na casa dos pais. A gente fazia comida juntos e ficava por ali a noite inteira. Eu pintava muito nessa época, e tinha vários cavaletes. Minha casa era um ateliê”, lembra o multiartista.
“Passamos a noite inteira conversando sobre a história da arte. Falamos de várias obras e de vários assuntos ao longo da noite inteira, com ele me vendo preparar tintas, têmpera e telas.”
Renato então pegou um táxi no meio da noite e saiu. “No dia seguinte, ele me liga e pede que eu ouça o que ele havia escrito. Leu a letra inteira de Acrilic on Canvas. Eu fiquei impressionado. Disse que ele foi fundo e que tinha pego o lado mais poético do nosso papo”, relata Beré.
Tempos depois, Renato mostrou a melodia colocada em cima da letra. “Eu imaginava que seria um rock pesado ou algo mais punk. Ele, pelo contrário, apresentou uma música extremamente melódica. Fiquei super emocionado porque astralmente havia, ali, uma parceria. Ele era uma esponja. Era capaz de absorver o momento e traduzi-lo em música e poesia”.
“Os traços copiei Do que não aconteceu. As cores que escolhi, Entre as tintas que inventei, Misturei com a promessa Que nós dois nunca fizemos De um dia sermos três.” Trecho de Acrilic on Canvas, da Legião Urbana
Processo de composição
A amizade entre os dois possibilitou a Beré conhecer a fundo o processo de composição de Renato Russo. “Ele pagava um preço muito alto para poder frequentar os abismos mais profundos e trazer à luz [o que vivenciava e sentia]”.
Renato era bastante metódico. Um hábito dele era o de carregar, o tempo todo, um caderninho de anotações. “Ele tinha a genialidade de pegar frases que os amigos falavam, ou o que escutava em uma mesa de bar; ou mesmo o que lia em um livro. Eu o vi compondo Pais e Filhos, no Rio de Janeiro. Ele me chamou para o estúdio, que era em Botafogo. Enquanto o Dado [Villa Lobos, guitarrista] e o Marcelo Bonfá [baterista] ensaiavam ritmos e passavam músicas, o Renato, em um balcão, pegava várias páginas picotadas desses caderninhos e fala assim: ‘quer ver como é que eu faço uma música?’ Foi colocando essas frases uma seguida da outra, quase em um processo dadaísta de construção e composição. Assim nasceu Pais e Filhos. Uma coletânea de anotações do dia a dia”.
“Quero colo, vou fugir de casa Posso dormir aqui com vocês? Estou com medo tive um pesadelo Só vou voltar depois das três Meu filho vai ter nome de santo Quero o nome mais bonito
É preciso amar as pessoas Como se não houvesse amanhã Por que se você parar pra pensar Na verdade não há” Trecho da música Pais e Filhos, da Legião Urbana
Ver a dimensão que as músicas e as poesias do amigo iam ganhando era algo que orgulhava Marcelo Beré. Mas a experiência que ele aponta como a mais emocionante ocorreu em uma atividade coletiva no Centro de Ensino Fundamental Caseb, escola onde Beré dava aula. “Os alunos cantaram Faroeste Caboclo, uma música imensa, inteira. Foi uma das experiências mais emocionantes que já tive porque eu ouvi uma das primeiras vezes que essa música foi cantada, na minha casa”, lembra Beré.
“Renato pegou um violão Gianinni vermelho que eu tinha, de criança e que acabou ficando com ele, e disse que fez uma música estilo Bob Dylan, com mais de 15 minutos. Eu disse que ele nunca ia conseguir gravar a música. Ele então sentou no jardim e começou a cantar. Um monte de vizinho foi chegando e sentando na grama. Ao final, todo mundo ficou pirado. Depois, a primeira vez que apresentou essa música em Brasília foi no teatro da Escola Parque. Quando começou a parte final, que vai esquentando, parecia que a escola ia desmoronar, tamanha comoção”.
“Não tinha medo o tal João de Santo Cristo Era o que todos diziam quando ele se perdeu” Trecho de Faroeste Caboclo, da Legião Urbana
Primeiro guitarrista
Primeiro guitarrista e fundador da Legião Urbana, Kadu Lambach – ou Eduardo Paraná, como Renato gostava de chamar, também tem muitas memórias com o parceiro musical e amigo.
Ele acaba de lançar o livro Música Urbana: O Início de uma Legião, onde, com a ajuda do jornalista André Molina, fala sobre o período de fundação da banda, além de apresentar composições e textos inéditos de Renato Russo, “guardados há mais de 30 anos em um baú”.
Entre as pérolas do livro, está a letra daquela que foi a primeira música da Legião Urbana, chamada Provençal das Quadras. Música que, segundo Paraná, só teve sua parte instrumental concluída após a morte do amigo.
O lançamento do livro será transmitido hoje (11) do palco do Hard Rock Cafe em Curitiba, via YouTube, Facebook e Instagram @kadulambachoficial, a partir das 19h30.
Instrumentista como poucos, “Paraná” foi citado nos quadrinhos do encarte do álbum Que País É Este como o “grande ídolo dos anos 70” que teria deixado a Legião “para estudar violão clássico em São Paulo” – e que, por isso, deveria ter “problema em casa”.
Sobre a saída, Paraná diz que precisava desenvolver sua musicalidade, mas que, naquela época, não encontrava professores em Brasília e que tinha ouvido falar de um “conservatório muito bacana” em Tatuí.
“Saí da banda porque eu queria tocar uma música chamada O Cachorro, um instrumental muito bom que tinha compasso 6/8 que depois virava um 4/4. Realmente não tinha nada a ver com a estética punk. Musicalmente, eu precisava me desenvolver como artista, mas lembro que, logo depois, já em Tatuí, meu pai enviou uma reportagem enorme falando da Legião Urbana. Ali eu senti que a Legião ia explodir para o Brasil inteiro”.
Influências
A Legião, mesmo com seu minimalismo, influenciou a formação do virtuoso Kadu Lambach. “Vi o Renato chegar em um nível tão alto que eu pensei, comigo, que, como instrumentista, eu preciso chegar também em um nível alto, inclusive para justificar minha saída da banda. Achei muito bacana ele ter colocado o sarrafo lá em cima. Essa foi a maior influência na minha vida”, disse à Agência Brasil o músico que já tocou com Belchior, Tunai, Márcio Montarroyos, Arthur Maia, Jane Duboc e Victor Biglione, entre outros. Uma de suas composições, inclusive, foram gravadas pelo ícone do jazz mundial Stanley Clarke.
As primeiras impressões sobre as músicas do Renato, no entanto, passam longe do aspecto técnico que desde cedo atraíam o musicista – o que, segundo ele, não tornou a experiência menos marcante.
“Conheci o Renato na banda Aborto Elétrico, na peça O Último Rango, na 308 sul. Depois, vi uma apresentação no Colégio Marista, onde eu estudava. Fiquei impressionado porque soava como o Sex Pistols da época. Os músicos não tinham técnica, mas tinham uma energia muito forte e equivalente à da banda inglesa. Lembro de ter ficado muito impactado ao ouvir Que País É Este”, recorda Kadu “Paraná” Lambach.
Dias depois, após uma apresentação no projeto Concertos Lago Norte, veio o convite de Renato, para que o ajudasse a formar uma nova banda. “Ele me chamou em um sábado e, na segunda-feira, já estava montando uma agenda de ensaios super profissional. Achei bacana da parte dele. Fizemos praticamente todos os 25 ensaios previstos, fora os ensaios a dois violões. Gravamos todos os ensaios, e ele não perdia uma ideia. Pegava as ideias, ia para casa e já trazia no outro ensaio as músicas prontas. Essa era a velocidade do Renato”.
Cafofo
Maestro, compositor e arranjador, Rênio Quintas também percebeu inquietude em um garoto que, ainda que de forma silenciosa, frequentava o bar Cafofo, do qual era proprietário. O subsolo era um espaço onde, à noite, havia muitas apresentações musicais. “E todas as tardes fazíamos reuniões de comissões temáticas, como resistência à ditadura”, lembra Quintas referindo-se aos núcleos de cinema, música, literatura, jornalismo, poesia e teatro.
“Eu dava aulas de harmonia e de qualquer assunto que fosse do meu conhecimento. Falávamos muito sobre resistência, agitações e manifestações na Universidade de Brasília, já que o local era muito frequentado por estudantes da UnB”, lembra o então coordenador do núcleo de música.
Rênio notava “um rapaz magrelo de uns 17 anos, tímido, que descia quase diariamente, durante dois ou três meses, ficando sentado, observando sem falar nada”. Era o Renato, que um dia disse ser baixista e que “queria fazer música”.
O jovem pediu para ter uma conversa com Rênio após uma das reuniões. Nela, disse ter observado que o espaço não era utilizado aos domingos, e queria saber se poderia tocar ali com uma banda chamada Aborto Elétrico.
“De imediato eu perguntei se não tinha nome melhor para dar. Renato então disse que era para ‘chocar a burguesia’. Aquela timidez desapareceu quando ele começou a defender as coisas em que acreditava. Eu disse que não tinha problema, se ele se comprometesse a não estourar o equipamento”.
Como Rênio não costumava ir ao Cafofo no domingo, encarregou um funcionário para receber a banda e seus convidados. “Quando voltei, o funcionário disse que muita gente foi ao local; que o evento foi muito agitado e muito legal; e que o som era ‘o maior barato e com muita gente tocando junto’. Foi ali que conheci, de fato, o Renato Russo”, disse Rênio.
O sobrenome artístico adotado por Renato dá uma amostra do quão erudito era aquele menino punk que frequentava as mesas de debate do Cafofo e tanto gostava de conversar sobre arte com Marcelo Beré. Trata-se de uma homenagem ao filósofos Bertrand Russell e Jean-Jacques Rousseau, e ao pintor Henri Rousseau.
Rock Brasília
Mergulhado na cena instrumental da cidade, Rênio Quintas ficou alguns anos sem encontrar Renato. Até que um dia, após uma apresentação no Bom Demais – bar brasiliense conhecido por ser celeiro de vários músicos de primeira linha da capital federal, como Cássia Eller, Zélia Duncan e Adriano Faquini –, o musicista foi abordado pelo “garoto da banda punk de nome esquisito”.
“Referindo-se à minha banda, a Artimanha [banda que tinha, entre seus integrantes, Toninho Maya, instrumentista idolatrado por Renato Russo, falecido em fevereiro de 2021 devido à covid 19], ele disse que nós éramos músicos de verdade, e que ele, Renato, usava a música como plataforma para poesias”.
“Notei então uma fila se formando na nossa frente, e pessoas entregando disco para ele autografar. Perguntei o que estava acontecendo, e ele perguntou se eu não sabia que ele estava fazendo sucesso com a Legião Urbana, após o lançamento de um disco”. Na medida em que a conversa ia se estendendo, a fila foi aumentando a ponto de dobrar a esquina.
“Naquela época não tínhamos ideia de que estávamos fazendo um movimento que ia se tornar o pop rock nacional. A gente sentia que aquilo ia dar em um movimento muito forte, mas nunca imaginamos que a gente ia escrever o pop rock nacional, e que todo aquele movimento ia se confundir com a história do país”, diz Kadu Lambach, o primeiro guitarrista da Legião, antes de Dado Villa-Lobos.
O rock produzido em Brasília ganhou o país, a ponto de a cidade passar a ser nacionalmente conhecida como “Capital do Rock”, após o estouro, em uma mesma leva, das bandas Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, que tinha à frente, nas guitarras, o também amigo do Renato, Philippe Seabra. Atualmente, o “rude plebeu” trabalha como produtor musical de trilhas sonoras.
O primeiro contato dele com Renato foi em um show de bandas locais – Aborto Elétrico, Metralhas e Blitz 64 – na lanchonete Foods, localizada na entre quadra 110/111 Sul. “Eu tinha uns 13 anos e esse show foi minha apresentação ao movimento punk. Achava engraçado aquelas figuras descabeladas, as roupas e a música agressiva e embolada. O som era tosco, mas legal porque a mensagem ressoava.”
Brasília
Se a Brasília recém-nascida fosse uma tela em branco prestes a ser assinada por vários artistas, o nome de Renato Russo estaria entre eles. Afinal foi ele, poeta e músico, o responsável por apresentar, ao Brasil, a efervescência de uma cidade recém-criada, na busca por uma identidade que tinha, como característica, tantos pedaços de Brasil trazidos por aqueles que começavam a povoá-la.
Brasília influenciou Renato, que influenciou Brasília. Essa troca de energia é percebida nas temáticas das letras de Renato, nas legiões de novos poetas e artistas que surgiram a partir da cena e, até mesmo, em monumentos e espaços que têm o artista como referência.
O antigo Teatro Galpão, espaço consagrado das artes na cidade, atualmente se chama Espaço Cultural Renato Russo. O nome do artista foi adotado também por sete brinquedotecas localizada em hospitais públicos da cidade, por meio de uma parceria da ONG Amigos da Vida com o Instituto CNP Brasil.
Além disso, o governo local criou o Rota Brasília Capital do Rock, projeto que colocou 41 placas na cidade, marcando locais que foram referências para a cena roqueira local. O projeto, que tem como curador Philippe Seabra, pode ser visitado também de forma virtual por meio do Google Earth.
“Eu sempre disse ao Renato que nada disso teria acontecido se não fosse Brasília. Claro que se alguém tem o ímpeto artístico, ele vai se manifestar de um jeito ou de outro. Mas por ter sido em Brasília, naquele espaço-tempo, saiu do jeito que saiu, com a força, a verve e a ressonância que teve”, diz o curador e guitarrista da Plebe referindo-se “ao momento e às experiências ímpares” que viveram na adolescência, em uma cidade descrita como “um entreposto burocrático no meio do nada”, com passagens aéreas caríssimas e culturalmente isolada.
“A gente cresceu em uma cidade que tinha praticamente a nossa idade. Ninguém da turma tinha nascido em Brasília. Fomos transplantados para cá. Enquanto tentávamos encontrar nossa própria personalidade, a própria cidade estava tentando encontrar a sua cara cultural. Olha que engraçado: foi essa turma que acabou dando a cara cultural da cidade, colocando ela no mapa cultural brasileiro”, acrescentou Seabra.
Show no Mané Garrincha
O fatídico show no Estádio Mané Garrincha mudou a relação entre a capital federal e Renato Russo, a ponto de fãs revoltados pintarem “Fora Legião” em um muro na frente do prédio onde Renato morava, na 303 Sul, região central da cidade.
Uma série de erros na organização, falhas técnicas e uma polícia que não soube lidar com uma plateia bem maior do que a estimada acabaram por fazer deste show, segundo a irmã do cantor, “uma espécie de Gimme Shelter do Planalto Central”, disse ela, referindo-se ao trágico show da banda Rolling Stones, que resultou no assassinato de um jovem nos EUA, em 1969.
“Não havia, em Brasília, uma cultura de grandes eventos. Sei que meu irmão errou em suas falas também. Enfim, foi um dia desfavorável”, resume Carmen Teresa ao confirmar que, no dia, o irmão “abusou de algumas substâncias”.
Após esse show, em que houve confusão, pessoas se machucaram e que o cantar acabou xingando a plateia e deixando o palco, Renato prometeu nunca mais voltar a fazer espetáculos na cidade. E isso acabou realmente ocorrendo.
Álcool e drogas
O integrante da Plebe Rude classifica Renato como “um cara muito bem versado e muito legal, que quase escondia a erudição porque falava com muita gíria”. “Era um cara bacana, mas nunca o vi como Messias, como as pessoas falam. Era um bom amigo. Um amigo fiel e muito engraçado. Mas, como qualquer bêbado, um bêbado chato quando bebia demais. E ele bebia muito”, disse referindo-se a um histórico problema do amigo: o alcoolismo.
Marcelo Beré também se preocupava com a relação do amigo com o álcool. “Ele sempre foi extremamente compulsivo. Era difícil controlar. Passava dos limites sempre. E eu também, então era duplamente complicado, porque tinha, ainda, a questão das drogas”.
A mãe do artista percebia os riscos que o filho corria. “Ele mudou quando começou a usar drogas de forma mais intensa. Chegava tarde, dormia o dia inteiro e acordava mau humorado. Era outra pessoa. Eu sabia o que estava acontecendo. Recorremos a um psiquiatra, que nos disse que o Renato era um cara inteligente, e que só pararia de fazer uso dessas substâncias caso realmente quisesse. Optamos por não interferir na vida dele e nos limitamos a mostrar as consequências que esse caminho poderia trazer. Mas ele já sabia disso”, lembra dona Carminha.
“O que mais nos preocupava era o álcool. Com relação às drogas, ele conseguia entrar e sair até facilmente. Já o álcool era problemático porque se enquadrava como doença crônica. Ao contrário do que dizem, ele morreu completamente limpo, sem nada. A verdade é que meu irmão não morreu em consequência da aids. Ele morreu de depressão, com taxas estáveis e controladas. Foi de desilusão com a vida e, em especial, com o amor idealizado que não encontrou.”
Filmes e livros
O interesse e a curiosidade por aquele que, para muitos, foi consagrado como mito estimulou a produção de vasto material, em especial livros e filmes. Entre eles, a biografia Renato Russo – O Filho da Revolução, escrito pelo jornalista Carlos Marcelo; O Diário da Turma 1976-1986: A História do Rock de Brasília, de Paulo Marchetti. No cinema, Renê Sampaio, um adolescente na década de 80 e fã do cantor, colocou, na tela, a história de João de Santo Cristo, no filme Faroeste Caboclo. O cineasta está prestes a lançar outro filme inspirado em uma música de Renato Russo: Eduardo e Mônica.
Como milhares de jovens brasileiros da época, Carlos Marcelo foi impactado pela sonoridade da Legião Urbana. “A banda encabeçou um movimento, o que me motivou a dar início aos planos de escrever a biografia do Renato. Eu queria entender um pouco sobre esse personagem que tinha me fascinado na adolescência e que continuava sendo muito marcante para mim e para tantos brasileiros”.
O Filho da Revolução
O livro Renato Russo – O Filho da Revolução entrelaça, segundo o próprio autor, a história do Renato, em Brasília, com a história da cidade e do país. “Como me disse um amigo, a biografia contrabandeia um livro de história porque conta muito sobre a história recente do país. Queria mostrar o crescimento de um jovem brasileiro durante a ditadura militar, e como ele foi influenciado por essa vivência em uma cidade adolescente, sendo que o Renato também era um adolescente. É muito raro ter uma geração de adolescentes tomando conta de uma cidade que também é adolescente”, argumenta.
Esses adolescentes citados por Carlos Marcelo foram também abordados no livro O Diário da Turma, de Paulo Marchetti. O livro apresenta depoimentos de diversos integrantes da cena que tinha, ao centro, o Renato, ainda nos tempos de Manfredo.
Como era também integrante da “tchurma”, Marchetti conviveu com Renato. “Ele sempre falava que um dia a Legião ia terminar, e que ele ia virar escritor. Dizia inclusive que o primeiro livro que ele gostaria de escrever seria sobre a ‘tchurma’, para contar histórias de Brasília”, lembra o escritor que é também diretor de TV.
“Quando o Renato morreu, liguei para alguns integrantes da turma, como o Dinho [vocalista do Capital Inicial], o Bonfá e o André Muller [baixista da Plebe Rude]. Ninguém estava pensando em escrever. Então resolvi escrever, após passar por uma síndrome de pânico que me fez pegar essa missão. Eu achava que o Brasil devia conhecer a história que vai além das bandas famosas”, detalha.
René Sampaio não conheceu pessoalmente Renato Russo. Mas se sente íntimo das obras do artista. “Renato Russo mudou minha vida várias vezes. Quando era moleque, escutando suas músicas, via em cada disco uma mensagem e uma reflexão diferente. Depois, já adulto, fazendo filmes sobre suas músicas. Ele me influenciou pessoalmente e influenciou, também, minha carreira. Mudou o meu rumo para uma grande virada”, diz o diretor de cinema.
Registros fotográficos
Outro que teve a carreira impulsionada pela cena e, em especial, por Renato Russo, foi o fotógrafo Ricardo Junqueira, ou “Bolinha”, como era conhecido na época.
“Após as fotos que fiz para divulgação do primeiro disco da Legião, vi que poderia ganhar dinheiro vivendo de fotografia. No dia seguinte pedi demissão do banco onde trabalhava, porque o que ganhei naquele trabalho era equivalente ao que ganharia em um mês de banco. Só tenho a agradecer à banda, à Fernanda [Vila-Lobos, produtora do primeiro disco] e ao Renato, que me proporcionaram isso”.
Ricardo Junqueira assina, ao lado do também fotógrafo Nick Elmoor, o livro Pós-New Brasília 1981-1989, a Biografia Fotográfica de um Tempo que Não Foi Perdido. Trata-se do maior registro fotográfico já feito das principais bandas brasilienses da época, em especial da Legião Urbana, uma vez que, além de fazer imagens para álbuns, Junqueira foi encarregado de registrar algumas das turnês da banda.
“O fato de estudar publicidade me aproximou do Renato, quando estudava jornalismo. Era bom conversar com ele, que tinha posições muito fortes. Era muito frontal com muita gente. Nunca foi uma pessoa muito simpática ou muito tranquila. Às vezes era até agressivo com algumas pessoas que tinham opinião muito diferente da dele”, lembra o fotógrafo que desde 2012 trabalha em Lisboa.
25 anos sem Renato
As lembranças que Junior (ou Manfredo, para os amigos) deixou àqueles com quem conviveu e o legado artístico de Renato Russo acabam por gerar uma sensação de “equilíbrio distante”, como dizia o artista, e de perda de noção de um tempo que, de fato, não foi perdido.
Após um quarto de século de sua morte, ele continua presente e “vivo” por meio de sua obra. Renato Russo deixa um legado que possibilitará, a várias outras gerações, entender parte do que foi este “nosso próprio tempo”.
Medida é necessária em virtude do impacto causado pela manutenção do banco de dados do cadastro eleitoral. A partir de segunda (11), funcionamento voltará ao normal
Neste sábado (9) e domingo (10), haverá um período de indisponibilidade de três sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que possuem interface com os partidos políticos. São eles: Sistema de Apoiamento a Partido em Formação (SAPF), Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias (SGIP) e Sistema de Filiação Partidária (Filia).
A medida é necessária em virtude do impacto causado pela manutenção do banco de dados do Cadastro Nacional de Eleitores. A partir de segunda-feira (11), o funcionamento desses sistemas voltará à normalidade.
O SAPF, instituído para os fins estabelecidos no artigo 13 da Resolução-TSE nº 23.465/2015, é usado por legendas em formação e permite aos representantes das agremiações realizarem o cadastramento de senhas, a inserção de dados e o envio à Justiça Eleitoral das informações referentes ao apoiamento mínimo de eleitores. Permite também aos interessados pesquisar se constam da relação de apoiadores de algum partido em formação, por exemplo.
O Filia, instituído pela Resolução TSE nº 23.596/2019, é composto por três módulos: Interno, Externo e Consulta Pública. O módulo Interno é de uso exclusivo da Justiça Eleitoral e tem como objetivo o gerenciamento das informações relativas a filiações partidárias. O Externo, por sua vez, é de uso das legendas e permite o cadastramento de usuários credenciados das respectivas esferas partidárias, a inserção dos dados dos filiados e a submissão deles à Justiça Eleitoral.
Em setembro, a Bolsa brasileira viu os investidores estrangeiros retirarem R$ 4,8 bilhões. A quantia supera o que tinha sido até então a maior saída deste ano, em março, quando eles sacaram R$ 4,6 bilhões. No ano, por enquanto, o saldo ainda é positivo: eles investiram em torno de 72 bilhões na Bolsa até o final de setembro.
A instabilidade interna, com riscos políticos e fiscais, tem deixado os investidores receosos, segundos especialistas. Entenda abaixo os motivos da saída de recursos estrangeiros da Bolsa e como isso afeta os investimentos aqui no Brasil.
Na próxima semana, será oferecido o workshop de Efeitos Visuais e Estética de Animação. Inscrições estão abertas para jovens e adultos com idade entre 13 e51 anos
Alice Lira, arte-educadora
Estão abertas as inscrições para a oficina de Efeitos Visuais e Estética de Animação, do Projeto Cultura In Movimento. As aulas começam na próxima segunda, dia 11, e seguem até 15 de outubro, das 14 às 17 horas. O curso é gratuito e 100% on-line. A capacitação é oferecida pelo INSTITUTO CULTURAL MENINO DE CEILÂNDIA, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal. Ao todo, foram disponibilizadas 60 vagas, para se inscrever, basta acessar a página www.culturainmovimento.com.br.
O projeto tem como objetivo formar jovens e adultos, com idade entre 13 e 51 anos, para atuar no mercado de comunicação audiovisual, ampliando as possibilidades de emprego e renda em um dos segmentos que mais crescem: o universo digital. O único pré-requisito é ter acesso à internet, por meio de um celular, tablet ou computador.
O Cultura In Movimento teve início no mês de julho e as oficinas são semanais. A programação vai até 19 de novembro e, ao término do curso, os alunos produzirão um documentário, colocando em prática tudo aquilo que aprenderam. A expectativa é formar 900 pessoas. Para obter o certificado, é cobrada a presença em 100% das aulas.
Confira a programação completa:
• 11/10 a 15/10 – Efeitos Visuais e Estética de Animação; • 18/10 a 22/10 – Sonoplastia e Prática do Som; • 25/10 a 29/10 – Tópicos em Libras: Surdez e Inclusão / Transcrição e Legendagem; • 01/11 a 12/11 – Captação de Imagem; e • 15/11 a 19/11 – Linguagem Cinematográfica – Língua Portuguesa.
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