Saúde atualizou as regras para utilização de doses remanescentes do imunizante
Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF
A Secretaria de Saúde atualizou as regras para aplicação das doses remanescentes, popularmente chamadas de “xepa”, para a vacina Pfizer-BioNTech. De acordo com a pasta, para evitar o desperdício de doses e considerando que nesta terça teve início a vacinação do grupo de 18 e 19 anos, a partir de agora as doses remanescentes desta vacina poderão também ser aplicadas nos adolescentes de 12 a 17 anos.
A secretaria ressalta que somente poderá ser aplicada nesse grupo a vacina da Pfizer-BioNTech, tendo em vista que é a única no momento que possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicada nessa faixa etária.
Intenção do governador Ibaneis Rocha é ampliar iniciativa para outras frentes, tornando o acesso a recursos e o controle dos gastos mais fáceis
Cada escola e cada regional de ensino terá acesso a um cartão para administrar os recursos recebidos pelo PDAF e também pelas emendas parlamentares destinadas ao PDAF| Foto: Renato Alves/Agência Brasília
O Governo do Distrito Federal (GDF) lança nesta quarta-feira (18) o Cartão PDAF, uma plataforma para tornar a execução de serviços nas escolas mais ágil e a prestação de contas mais simples e transparente. A regulamentação do projeto ocorre por meio de decreto assinado pelo governador Ibaneis Rocha e será publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), fruto de parceria das secretarias de Educação e de Economia com Banco de Brasília (BRB) e Sebrae-DF.
O cartão chega para tornar toda a operação de recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira ( PDAF) mais eficiente e desburocratizada. Ele vai permitir que as escolas contratem diretamente serviços e reparos junto a fornecedores credenciados pelo governo. Ou seja, as escolas vão ter acesso prévio a preços cobrados pelos fornecedores e poderão contratá-los diretamente.
“Estamos publicando hoje o decreto que regulamenta o Cartão PDAF, que será um instrumento muito forte para as escolas direcionarem os reparos que elas precisam. Queremos evoluir para que esse seja um instrumento de Estado”, afirma o governador Ibaneis Rocha. “Todos os órgãos podem ter um gestor com acesso a um cartão destinado a pequenos reparos para manter as estruturas em funcionamento. É uma forma de desburocratizar e agilizar os serviços nos órgãos públicos”, completa.
“O Cartão PDAF será um instrumento muito forte para as escolas direcionarem os reparos que precisam”Governador Ibaneis Rocha
Cada escola e cada regional de ensino terá acesso a um cartão para administrar os recursos recebidos pelo PDAF e também pelas emendas parlamentares destinadas ao PDAF. Segundo a Secretaria de Educação, a grande mudança é a forma de utilização do recurso, que se tornará mais simples. E essa mudança vai trazer um outro grande ganho: transparência e mais controle.
“Hoje, o gestor da escola gasta muito tempo em busca de parceiros, fazendo levantamento de preços no mercado e acaba que o pedagógico, que é o nosso foco mais importante, a garantia do aprendizado dos nossos estudantes, fica prejudicado. O cartão vem para ajudar nesse sentido e também melhorar a transparência da prestação de contas, torná-la pública”, explica a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.
O novo cartão vai permitir que as escolas contratem diretamente serviços e reparos junto a fornecedores credenciados pelo governo
O Banco de Brasília (BRB) é um dos parceiros no projeto de modernização da aplicação dos recursos do PDAF. Por meio de uma conta e um cartão, o gestor da escola vai ter acesso e controle dos gastos e, ainda, terá ajuda do banco na prestação de contas.
“O BRB está muito feliz em atuar em mais uma missão que o governador Ibaneis Rocha nos passa. O banco chega para ajudar na modernização do processo de gestão de recursos do PDAF. Traz mais controle, eficiência e segurança ao programa. Os recursos serão creditados no cartão e assim teremos mais facilidade na prestação de contas e a Secretaria de Educação estará mais próxima dos gastos”.
Agente de planejamento e orçamento do governo, a Secretaria de Economia também colaborou na viabilização do projeto. “Os R$ 240 milhões destinados ao PDAF nas escolas contam agora com uma nova ferramenta, um novo modelo de gestão, com mais transparência e agilidade e uma melhor entrega desses recursos para a população nas quase 700 escolas de todo o DF”, complementa o secretário André Clemente, titular da pasta.
O Sebrae-DF também está na ação e vai colaborar com o governo ao trazer pequenos empreendedores para participar dos reparos nas escolas. “Teremos o pequeno empreendedor prestando serviços dentro da escola. A escola, por sua vez, fará a compra pública daquele equipamento que precisa ser consertado, contratando também o pequeno empreendedor. Assim, a gente faz os recursos circularem na comunidade local”, explica Rose Rainha, diretora de Administração e Finanças do Sebrae-DF.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitou o pedido do Instituto Butantan para o uso da vacina CoronaVac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos.
Em reunião extraordinária realizada nesta quarta-feira (18), a diretoria colegiada da agência avaliou que, com as informações apresentadas pelo Butantan, não é possível concluir sobre a eficácia e a segurança da dose nessa faixa etária.
“Os dados de imunogenicidade deixam incertezas sobre a duração da proteção conferida pelo imunizante”, informou a Anvisa, por meio de nota.
De acordo com a agência, o perfil de segurança da vacina também não permite concluir quais os riscos para crianças e adolescentes – em grande parte, devido ao número considerado insuficiente de participantes nos estudos.
“Faltaram ainda dados que considerassem a vacinação em faixas etárias específicas. Também não é conhecida a eficácia ou a capacidade de indução de resposta imune pela vacina em crianças com comorbidades e imunossuprimidas.”
Para prosseguir com a solicitação de inclusão da faixa etária de 3 a 17 anos, o Butantan, segundo a Anvisa, precisa apresentar informações pendentes e submeter um novo pedido à agência.
A CoronaVac recebeu autorização temporária de uso de emergencial por parte da Anvisa em janeiro. A aprovação das doses sob essa condição permanece enquanto perdurar a situação de emergência em saúde pública decorrente da pandemia de covid-19 no Brasil.
Atualmente, a vacina da Pfizer é a única aprovada para crianças e adolescentes de 12 a 17 anos. Já a farmacêutica Janssen, que oferece imunização contra a doença em dose única, recebeu autorização para a condução de estudos com menores de 18 anos no Brasil.
Terceira dose
Durante a reunião extraordinária, a diretoria colegiada da Anvisa decidiu recomendar ao Ministério da Saúde que considere a possibilidade de indicar uma dose de reforço, em caráter experimental, para grupos que receberam duas doses da CoronaVac, priorizando pacientes imunossuprimidos e idosos, entre outros.
“A decisão sobre a utilização da dose de reforço ou uma terceira dose deve ser centralizada e coordenada pelo Programa Nacional de Imunização (PNI)”, destacou a agência. “Antes de avançar nos debates sobre doses adicionais, porém, é preciso alertar para a necessidade de ampliação e integralidade da cobertura vacinal a todos os cidadãos aptos”.
Até o momento, a Anvisa recebeu dois pedidos de autorização para pesquisa clínica a fim de investigar os efeitos de uma dose adicional da vacina contra a covid-19 – um da Pfizer e um da Astrazeneca.
Dados de imunogenicidade
A diretoria colegiada da Anvisa recomendou ainda que o Butantan apresente dados complementares de imunogenicidade, importantes para avaliar a capacidade da CoronaVac de estimular a produção de anticorpos no organismo, além de verificar por quanto tempo essas moléculas permanecem ativas.
“Embora a CoronaVac tenha demonstrado proteção significativa contra a hospitalização por covid-19 e óbitos pela doença, a prevalência de diferentes variantes do coronavírus ao longo do tempo e em locais diferentes pode impactar potencialmente a eficácia observada em ensaios clínicos”, destacou a agência.
O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o Projeto de Lei 1.419/2019, que proíbe a aquisição de arma de fogo por quem praticar violência contra mulheres, idosos ou crianças. O texto, que altera o Estatuto do Desarmamento, também determina a perda do registro de armas já existentes em nome do agressor e prevê a apreensão imediata de armas de fogo que estejam de posse do agressor, mesmo que elas não tenham sido utilizadas na agressão.
Os senadores aprovaram um texto alternativo (um substitutivo) proposto pela senadora Leila Barros (Cidadania-DF) ao projeto da senadora Rose de Freitas (MDB-ES). O projeto foi aprovado por unanimidade e segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Atualmente, a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê a suspensão da posse ou porte de arma de fogo, mas apenas como medida protetiva de urgência e é restringida a atos de violência que ocorram no âmbito familiar. Com o projeto, a medida poderá ser aplicada independentemente de onde ocorra a violência.
Para a senadora Rose de Freitas, a proteção da vítima deve sempre estar um passo à frente do agressor. “O preço da nossa liberdade é a eterna vigilância. Temos que construir, temos que debater, temos que emendar. Quero dizer que o Brasil ainda vai melhorar. Vai melhorar quando a educação dada nas escolas falar sobre direitos humanos e cidadania e mostrar o respeito que se tem que ter com seu próximo, e muito mais se esse próximo for uma mulher”, disse a senadora.
Segundo um relatório do Instituto Sou da Paz, as armas de fogo foram os principais meios utilizados nos assassinatos de mulheres entre 2000 e 2019, sendo utilizadas em 51% dessas mortes.
Luiz Fux e Ciro Nogueira seguram Constituição em encontro no STFI magem: reprodução/redes sociais
Na audiência que teve com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, nesta quarta-feira (18), o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou que fará novas ofensivas para demover o presidente Jair Bolsonaro da ideia de apresentar os pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso.
Segundo apurou a coluna, Ciro ainda não desistiu da ideia de fazer o presidente recuar, mas admite nos bastidores que a missão não é fácil.
Pelo menos uma coisa – até o momento – Ciro e outros ministros palacianos já conseguiram: impedir que Bolsonaro amplie a crise entre os poderes levando pessoalmente os pedidos de impeachment ao Senado. Segundo auxiliares do presidente, pelo menos até o momento, Bolsonaro concordou em não criar mais um desgaste com o Congresso.
Em agenda no Pará, nesta quarta-feira (18), Bolsonaro afirmou que tem “conselheiros” e que procura “ouvir os mais velhos, os mais experientes, porque bem sei que da minha caneta tudo pode acontecer“, disse em evento com evangélicos.
No encontro desta quarta-feira no STF, Ciro disse a Fux que apesar do empenho do presidente de levar adiante os pedidos de impeachment, a intenção do governo não é acirrar a crise institucional. E reforçou que ainda tentaria dissuadir Bolsonaro da ideia.
Apesar de se colocar aberto ao diálogo e dizer que nunca rompeu com o Executivo, Fux salientou que é preciso avaliar e aguardar os movimentos futuros do presidente para que a crise seja estancada, justamente por isso não garantiu que retomará a agenda com Bolsonaro e com chefes de outros poderes.
Em nota, a assessoria do Supremo informou que o encontro durou 30 minutos e foi uma “visita de cortesia” pedida pelo ministro logo após a posse dele na Casa Civil.
“No encontro, os dois conversaram sobre a importância do diálogo entre os poderes, e Ciro Nogueira pediu que seja remarcada a reunião entre os chefes de Poder. O Ministro Fux respondeu que reavaliaria a questão”, diz a nota.
Ciro, por sua vez, usou as redes sociais para se manifestar publicamente sobre o encontro e afirmou que no encontro houve “consenso sobre o que nos une a todos: Executivo, Legislativo e Judiciário. O Brasil, o nosso futuro, a harmonia entre os Poderes, sintetizados no símbolo que é a nossa Constituição”, escreveu na mensagem que postou com uma foto em que ele e o presidente do STF seguram a Constituição.
Na manhã da terça-feira (17/08), a Enfermagem de todo Brasil compareceu mais uma vez na Marcha da Enfermagem organizada pelo SINDATE/DF com o apoio do deputado Distrital que também é profissional de Enfermagem, Jorge Vianna, que continua na luta pela aprovação do PL 2564/2020, de autoria do Senador da República, Fabiano Contarato, que institui o Piso Salarial da categoria, além das 30h semanais.
A 2ª Marcha da Enfermagem mostrou mais uma vez que os profissionais continuam mobilizados e empenhados na luta em prol da valorização da categoria. Cerca de mil colegas da Enfermagem, de vários estados, atenderam ao chamado e vieram pra luta com a esperança, de que aprovando o PL 2564, a mudança finalmente aconteça.
O deputado Distrital e um dos maiores apoiadores do evento fala que estamos em tempo de despertar. “A dor une, e a dor uniu a Enfermagem. Nós estamos sofrendo, estamos morrendo, mas a Enfermagem precisa muito mais que um piso salarial”, afirma.
Durante o percurso, Vianna agradeceu as palmas e os abraços que todos os profissionais de enfermagem receberam, mas explicou que apesar do reconhecimento isso infelizmente não ajuda os profissionais a pagarem as contas, que estes precisam de valorização profissional. “A enfermagem vive pro trabalho, vive para salvar vidas e parece que ninguém se importa”, diz o parlamentar.
A marcha contou com a participação dos deputados Distritais Leandro Grass e Fábio Felix, além dos conselheiros do Coren de vários estados, entidades sindicais, e comitivas da enfermagem….
Para o deputado distrital Jorge Vianna o maior legado que a pandemia pode deixar para o Brasil é a permanência dos equipamentos que foram adquiridos para o combate a Covid-19 pondo um fim a falta de UTI’s no Brasil
O deputado distrital Jorge Vianna em entrevista ao programa Conectado ao Poder, da rádio Metrópoles, falou sobre a flexibilização das normas de combate contra a Covid-19, do avanço das vacinas e da condução do presidente Bolsonaro durante a crise causada pelo novo Coronavírus.
Conectado ao Poder – No DF praticamente toda a população adulta já tomou pelo menos com a 1ª dose da vacina contra a Covid-19. Você acredita que já é o momento para darmos uma relaxada?
Jorge Vianna – Penso que sim, porque devemos fazer o parâmetro ao nível nacional, então não podemos pensar que o DF é algo isolado. Como estamos vendo no resto do País está tendo uma queda considerável na taxa de ocupação, porque a minha preocupação nunca foi contaminação e sim taxa de ocupação dos hospitais. E o que estive ocupado que não fosse grave, ou seja de UTI’s, que é o nosso maior gargalo no país, foi e pelo jeito sempre será. Não há investimento na questão secundária e terciária nesse quesito.
Conectado ao Poder – Você tocou em um ponto interessante, falou que foi sempre um gargalo, após essa pandemia você acredita que vai ficar um legado de pelo menos mais UTI’s para termos equilíbrio na ocupação?
Jorge Vianna – Vai, se os órgãos controladores, as entidades, a sociedade civil continuar cobrando, porque os governos investiram bastante em respiradores. O problema é que quando vai relaxando eles vão descontratando e com isso eles pegam os recursos que tinham para a saúde e começam a investir em outras áreas. Temos que impedir que eles tirem os recursos da saúde. Temos que abrir na saúde e nunca fechar, então se conseguimos abrir e contratar, se conseguimos algo a mais temos que manter. Espero que nós consigamos sempre estar cobrando e permanecer com as UTI’s.
Isso seria o sonho de todo mundo, e até comentei com o governador: “Imagina um dia, você está no governo e as pessoas falam assim — olha não falta UTI no DF”. Seria inédito em Brasília, não faltar UTI, porque sempre faltou, estou há 20 anos na saúde e sempre ouvi falar que faltam UTI’s. Seria um marco do governador e de qualquer governador, ele falar em toda a entrevista — em nosso estado não faltam UTI’s.
O que custa, o dinheiro já está lá, não vamos remanejar e deixar esse dinheiro quieto e investir mais na saúde, o legado da pandemia é justamente melhorar a saúde.
Conectado ao Poder – Como você avalia o comportamento da população que de certa forma continua se aglomerando?
Jorge Vianna – A população tem um comportamento baseado na orientação dos seus representantes e essa onda de aglomeração no nosso país parte muito e não como não dizer, de uma falta de orientação do próprio governo federal. Nós não temos uma unicidade de pensamentos, enquanto tem várias manifestações promovidas pelo próprio presidente que não há uma importância desses controles de população e aglomeração, acaba incentivando ou deixando as pessoas mais tranquilas e com menos medidas em relação às aglomerações. Não tem como nós assegurarmos isso e já perdemos o controle, penso que nem um governador consegue mais segurar a onda de aglomerar, ou seja, com essas notícias que estamos vendo do Brasil das taxas de contaminação e morte caindo e com a vacinação aumentando, a questão da aglomeração é uma coisa sem volta.
Conectado ao Poder – Você julga que está havendo excessos nessas prisões como a do Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB?
Jorge Vianna – Eu particularmente achei um excesso a prisão, por essa prisão ser uma atitude mais severa no processo. Eu julgo que naquele caso, uma condução à autoridade policial para fazer um termo coercitivo e acredito que poderia já dar o recado, e ser ouvido pelas autoridades policiais e a prisão ficou muito pesada. Desconsiderando a vida perversa dele, mas eu falo dessa apologia que ele está fazendo, não só ele quem faz, artista também está fazendo festas, clipes e incentivando de certa forma algo e não há esse tipo de conduta, então assim, o momento está tenso nos poderes e todos estão querendo mostrar. O presidente é o chefe maior do estado, tem as forças armadas para poder usar na hora que quer, o Congresso Nacional pode demitir o presidente, então tem uma força. O Senado tem o poder de prender tanto o Congresso quanto o presidente, o Congresso tem condições de tocar um impeachment de um ministro do Supremo, ou seja, cada um deles tem a sua força. Nem uma força é maior que a outra, entretanto está tão tenso, e penso que o público tem um grande equívoco em não apaziguar isso. Um presidente em uma corte não pode tomar uma dor tão forte ao ponto de querer romper a conversa com os outros poderes. E acredito que está bem tenso, tem que entrar uma figura mais parcimônia que possa fazer essa harmonia voltar, se é que isso tem volta, né?
Conectado ao Poder – Na sua opinião o presidente Jair Bolsonaro cometeu algum crime que justifique um processo de impeachment?
Jorge Vianna – Cometeu, quando ele atentou contra a saúde pública, cometeu e continua no curso cometendo esse crime que é justamente não respeitar as orientações sanitárias.
Como estou falando, se você tem um chefe do Executivo que não recomenda e não orienta os seus comandados, subordinados, ou seja, a Nação brasileira, ele está incentivando que isso pode causar e pode elevar a morte de um cidadão.
Eu diria não à prisão, diria um processo de impeachment baseado em improbidade do Executivo, atentando contra a saúde pública, está na constituição é crime federal.
Conectado ao Poder – O sr. pensa que o Congresso está lavando as mãos em não abrir o processo de impeachment?
Jorge Vianna – O presidente tem vários pedidos (mais de 100) de impeachment, e muitos deles baseados no que eu falei. Agora você sabe como funciona o impeachment, né, sabemos que o presidente da Câmara é um aliado do presidente, a não ser que role algum desentendimento igual aconteceu com o Lula e a Dilma, não vai sair impeachment, nem de um lado e nem do outro. A Dilma vacilou em não ter o controle nas casas, o presidente ainda tem um pouco de controle, não vejo os presidentes da Câmara e do Senado 100% aliados do presidente, mas estão aliados.
Quando eu falo que a Dilma vacilou, foi porque vacilou no geral, quando deixou de eleger o presidente da Câmara e do Senado que não fossem 100% deles, na política não pode ser 50%, ou ele é 100%, ou leva rasteira.
Eu já vi muitas vezes aquela história do Shakespeare, é amiguinho do cara, ele te coloca na cadeira das mais importantes do país e te dá a caneta, se ele não for muito amigo seu, muito amigo, eles dão a rasteira. Então o PT deixou o Congresso ser comandado por uma turma que não é 100%, o MDB e o resultado está aí, por isso eu digo que foi um vacilo.
No segundo lugar no ranking nacional que mais aplicaram doses contra a Covid, o governador do DF anuncia vacinação para adolescentes de 12 anos e dá um tchau à oposição agorenta
Atrás apenas do estado de São Paulo, o Distrito Federal aparece no segundo lugar, entre os entes da federação, no ranking da vacinação contra covid no país.
A capital federal já imunizou 83% da população adulta.
O feito só foi possessível, após as exigências feitas pelo governador, junto ao Ministério da Saúde, das 290 mil doses de vacinas que a União devia ao Distrito Federal.
O número representa a marca de 83,34% dos habitantes adultos vacinados com a primeira dose, o que leva o DF ao segundo lugar no ranking nacional de imunização, segundo último levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, nesta terça-feira (17).
Desde ontem, que jovens de 18 e 19 anos começaram a ser imunizados.
No primeiro dia destinado ao público, foram vacinadas 28.191 pessoas.
Os novos dados do avanço da vacinação no Distrito Federal, foi mais um estímulo para que o governador Ibaneis Rocha (MDB), anunciasse durante e a solenidade de assinatura da ordem de serviço para a drenagem pluvial em uma das quadras do Lago Sul, o início da vacinação contra covid para adolescentes a partir dos 12 anos.
O chefe do executivo local, acredita que, até o fim desta semana, o Ministério da Saúde envie uma nova remessa de vacinas.
A posição confortável do Distrito Federal, entre os estados (São Paulo/ Rio Grande do Sul) que mais avançaram na guerra contra a covid 19, doença que dizimou milhões de brasileiros deste o primeiro registro, ocorrido em fevereiro do ano passado, no país, serviu para calar a boca da oposição política agorenta do DF que durante todo esse período torceu para o “quanto pior, melhor”.
Nas redes sociais, a turma que tentava se qualificar na corrida eleitoral do próximo ano, com o discurso da “vacina estocada”, se calou por falta de argumentos.
A última pá de cal, em cima dos “coveiros de plantão“, foi colocada por determinação da justiça.
Com uma “martelada” o judiciário proibiu o movimento paredista, organizado pela pelegada sindical de impedir que a população de Brazlândia fosse atendida pelo Hospital público da cidade.
Ação do Ministério Público buscou documentos sobre contratações firmadas com empresas entre março e outubro de 2020
Todas as informações sobre contratos firmados pelo Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do Distrito Federal (IGESDF) estão sendo prestadas aos órgãos de controle externo, como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal. Foi o que informou, em nota oficial, a diretoria do instituto sobre a ação realizada na manhã desta quarta-feira (18) nas dependências do IGESDF pelo Ministério Público do DF.
A ação, conforme a diretoria, buscou documentos que pudessem identificar supostas irregularidades em contratos com empresas fornecedoras de produtos e prestadoras de serviços firmados no período de março a outubro de 2020, em gestões que antecederam a atual administração do IGESDF, que assumiu em março de 2021.
“A Diretoria atual do IGESDF vem adotando todas as medidas cabíveis para prevenir, detectar e corrigir eventuais irregularidades”, afirma nota oficial do instituto. “Esse rigoroso trabalho vem sendo feito pela Controladoria Interna, que tem promovido auditorias e analisado todos os contratos firmados pela instituição. Caso irregularidades sejam identificadas, providências serão tomadas imediatamente para resolvê-las”.
A nota conclui: “Transparência, lisura, eficiência e respeito ao bem público são valores que pautam a Diretoria do IGESDF. É assim que vamos manter e reforçar o nosso compromisso de salvar vidas”.
Conheça os mais comuns e o que fazer em caso de manifestação de evento adverso. E lembre-se: o risco da reação é menor do que o de contrair a doença
Normalmente, as principais reações provocadas pelas vacinas são febre, dor e edema no local da aplicação | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde
Com a campanha de imunização contra a covid-19, as reações provocadas pelas vacinas passaram a ser muito comentadas. Trata-se do chamado Evento Adverso Pós-Vacinação (EAPV) que pode ocorrer com qualquer imunizante e estar relacionado a causas variadas.
Segundo a gerente de Doenças Imunopreveníveis Renata Brandão, as reações podem estar ligadas ao tipo de vacina aplicada e sua forma de produção, à pessoa que recebeu a dose e suas condições físicas, tais como se possui alguma doença alérgica, deficiência imunológica ou algum outro fator que predisponha ao EAPV, bem como ao modo como foi administrado o imunizante (via intradérmica, subcutânea ou intramuscular).
As principais reações ocasionadas pelas vacinas em geral são febre, dor e edema no local da aplicação. Especificamente quanto aos imunizantes contra a covid-19, a gerente destaca que as reações mais comumente relatadas são dor no local da aplicação, fadiga, febre baixa, mialgia (dor muscular), diarreia, náusea e dor de cabeça.
Mesmo com a possibilidade de apresentar alguma reação, os riscos são bem menores do que contrair a doença, seja a covid-19 ou qualquer outra para a qual já exista vacina
“Eventos incomuns também foram apresentados e incluem vômito, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, tosse, perda de apetite, hipersensibilidade cutânea (reações na pele), pressão arterial elevada, diminuição da força muscular, coloração anormal no local da aplicação, entre outros”, elenca Renata Brandão.
Mesmo com a possibilidade de apresentar alguma reação, os riscos são bem menores do que contrair a doença, seja a covid-19 ou qualquer outra para a qual já exista vacina. “Antes de serem disponibilizadas para a população, os imunizantes percorrem um rigoroso processo até obter registro pelas agências reguladoras”, reforça a gerente. Assim, a vacinação é recomendada como qualquer imunobiológico em uso no Brasil, pois todos são seguros e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Ela aponta também que a vacina contra a covid-19 representa importante instrumento para o controle da pandemia junto com as demais medidas como uso de máscara, distanciamento social e higienização constante das mãos.
“O usuário deve ser orientado para que, caso apresente qualquer sinal ou sintoma após a vacinação, retorne para ser atendido e avaliado em qualquer serviço de saúde, onde deverá ser realizada a notificação EAPV”Renata Brandão, gerente de Doenças Imunopreveníveis
O que fazer quando apresentar alguma reação?
Em geral, os eventos adversos são leves e passam em poucos dias. Os profissionais que realizam a vacinação são orientados a fornecer todas as informações ao público em relação a possíveis reações e, em caso de algum evento adverso, qual a conduta a ser adotada, como por exemplo, onde buscar ajuda.
“O usuário deve ser orientado para que, caso apresente qualquer sinal ou sintoma após a vacinação, retorne para ser atendido e avaliado em qualquer serviço de saúde, onde deverá ser realizada a notificação EAPV”, alerta a gerente. Ela ressalta ainda que, preferencialmente, a pessoa busque a unidade básica de saúde (UBS) do seu território, ainda que tenha tomado a dose em outro local, para que possa receber o acompanhamento adequado.
Notificação
Desde janeiro de 2021, todos os eventos adversos pós-vacinação relacionados aos imunobiológicos do Calendário Nacional de Vacinação devem ser notificados no e-SUS Notifica. “O profissional de saúde deve possuir login e senha para ter acesso ao e-SUS Notifica e o cadastro no sistema é feito pelo próprio profissional de saúde”, explica Renata.
São unidades notificadoras, ainda segundo Renata, as unidades básicas de saúde, as unidades de pronto atendimento (UPA), os prontos-socorros, os hospitais e qualquer outra unidade de saúde pública ou privada.
Casos no DF
De acordo com o boletim nº 27 da Campanha de Vacinação contra a covid-19, desde o início da campanha de vacinação no Distrito Federal, em 19 de janeiro, até o dia 9 de agosto, foram notificados no sistema 3.412 casos de EAPV associados temporalmente às vacinas contra o coronavírus. Os dados são preliminares e sujeitos à alteração.
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