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Covid-19: PF deflagra operações para apurar contratações em 3 estados

Polícia Federal deflagra operação contra organização que fraudava o auxílio emergencial em Manaus

Investigações abrangem São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais

© Divulgação/PF-AM

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (21) duas operações para investigar contratações feitas em 2020 na cidade de Guarulhos (SP) dentro do contexto de combate à pandemia. Na Operação Covil-19 são investigadas suspeitas de irregularidades na contratação de empresas privadas e organização social para a prestação de serviços de vários tipos relacionados ao hospital de campanha instalado na cidade em março do ano passado, com custo de mais de R$ 53 milhões.

Na Operação Florença, segunda fase da Operação Veneza, a PF aprofunda a investigação sobre fraudes na aquisição de máscaras pela prefeitura da cidade, com a utilização de recursos federais repassados para o combate ao novo coronavírus. Parte desses valores foi repassada para uma microempresa sediada em Minas Gerais, mas os valores se mostravam incompatíveis com sua capacidade econômica, informou a Polícia Federal.

Os mandados foram cumpridos em residências, empresas e órgãos públicos nas cidades paulistas de Artur Nogueira, Campinas, Guarulhos, São Paulo, Monte Mor, São Caetano do Sul, (SP), e em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, e Teófilo Otoni, em Minas Gerais. Os crimes apurados são os de fraude ao caráter competitivo da licitação, de dispensa irregular e fraude à licitação para causar prejuízo à fazenda pública, associação criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Empresas fictícias

“Os seis contratos tinham como objeto serviços diversos desde montagem da estrutura, fornecimento de serviços médicos, alimentação, locação de equipamentos, unidades móveis e transporte, dentre outros. As principais irregularidades eram fraudes nas licitações, já que todos os contratos foram firmados por dispensa de licitação, o que traz indício de direcionamento e participação de empresas fictícias e sem capacidade econômica, expertise, técnica mínima para funcionar, sobrepreço e sobreposição de contrato”, explicou o delegado de repressão a corrupção e crimes financeiros, Fabricio Alonso Martinez.   

Segundo ele, o próximo passo é aprofundar a análise para verificar o caminho do dinheiro, descobrir e responsabilizar os participantes. Na Operação Covil-19 foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e na Florença, dois. Foram apreendidos veículos, documentos, bens, celulares, computadores. 

O delegado de investigação e combate ao crime organizado da superintendência da PF de São Paulo, Márcio Magno, explicou que as duas operações foram deflagradas ao mesmo tempo porque havia alvos comuns. 

“As operações visaram o combate ao desvio de verbas federais [usadas em ações para reduzir] a pandemia. Além dos mandados de busca e apreensão – 21 na Operação Covil-19 e dois na Operação Florença – foram cumpridas medidas cautelares como proibição de contratação de serviços para a administração pública. Para as pessoas físicas foi determinada a proibição de deixar o país, com a entrega de passaportes”, disse Magno.

Fonte: Agência Brasil

Governo vai desbloquear orçamento de todos os ministérios, diz Bolsonaro

Presidente Jair Bolsonaro disse ter conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre desbloqueio no Orçamento

Imagem: Evaristo Sá/AFP

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou hoje que o Ministério da Economia vai “descontingenciar” todos os recursos do orçamento dos ministérios por causa do recente crescimento da arrecadação federal.

“Conseguimos no dia de ontem aqui com Paulo Guedes e vários outros ministros também, como a arrecadação tem aumentado assustadoramente, estou até preocupado positivamente, óbvio né, a arrecadação subiu assustadoramente, nós resolvemos descontingenciar todos os recursos previstos no orçamento dos ministérios, todos”, disse em entrevista à Jovem Pan Itapetininga.

De acordo com o Ministério da Economia, restam R$ 4,5 bilhões bloqueados do orçamento dos ministérios. Esse valor ficou bloqueado até agora para cumprimento do teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas do governo.

O bloqueio foi feito no início do ano para garantir o cumprimento das metas fiscais diante das incertezas do efeito econômico da pandemia do novo coronavírus.

Nos últimos meses, puxada pelo aumento do preço das commodities (produtos básicos, como alimentos, petróleo e minério de ferro, que são exportados pelo Brasil), a economia vem dando sinais de melhora e a arrecadação segue em alta.

Reajuste do Bolsa Família

Na entrevista, o presidente ainda comentou novamente sobre a intenção de reajustar o benefício do Bolsa Família para no mínimo R$ 300 e compensar o aumento da inflação do último ano.

“Estamos agora com um problema, que interessa a 22 milhões de pessoas, que é o Bolsa Família. Estamos aqui propensos, bastante interessados, com toda responsabilidade, sem falar em furar teto, a chegar no mínimo em R$ 300, porque houve uma inflação durante a pandemia no alimento da cesta básica. Teve aí o gás de cozinha, teve o arroz, o óleo, a carne, entre outras coisas.”

Bolsonaro voltou a falar sobre o Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões que prometeu vetar, e responsabilizou o Congresso pelo valor que será estabelecido para as campanhas eleitorais de 2022. Em seguida, listou obras que poderiam ser realizadas com os recursos aprovados para o “fundão” pelo Congresso.

“Esse novo fundão, a gente não tem alternativa. Até eu falei, imagina essa grana nas mãos do Rogério Marinho (ministro do Desenvolvimento Regional). Ele completa a transposição do São Francisco, entre outras transposições da região, e você acaba com a seca do Nordeste. Esse dinheiro nas mãos, por exemplo, do ministro Tarcísio (de Freitas, da Infraestrutura), ele dá uma recapeada em grande parte das rodovias federais no Brasil. Da minha parte, eu vou fazer aquilo que minha consciência manda fazer, eu vou vetar, e fica na mão do Parlamento derrubar o veto ou não”.

Fonte: UOL

Eleições 2022: não existe terceira via hoje, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou a possibilidade de um candidato de terceira vencer as eleições presidenciais de 2022 e garantiu que a disputa será entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não existe terceira via, não vai dar certo, não vai atrair a simpatia da população”, disse na manhã desta terça-feira (20) em entrevista à Rádio Itatiaia.

Ainda sem definir a qual partido se filiará para a disputa do pleito, Bolsonaro, que chegou a aventar a possibilidade de não concorrer à reeleição, se queixou da dificuldade de encontrar sigla com a qual possa estabelecer relação de confiança. “É difícil, realmente, porque a gente está valendo muito”, disse.

O presidente pretende repetir o feito das eleições de 2018, quando elegeu 52 deputados federais pelo PSL, do qual se desfiliou após atritos internos. Ele citou desempenho de empresas estatais ao dizer que sua gestão é bem avaliada pela população, apesar de pesquisas eleitorais apontarem enfraquecimento do governo perante a opinião pública.

Fonte: Terra

Roubo de veículos em Goiás recua 32% nos seis primeiros meses de 2021

Média diária da modalidade criminosa passou de 27,7 casos em 2018, para 5,7 em 2021. Número de automóveis recuperados chega a 72% dos furtos e roubos registrados. Dados refletem trabalho desempenhado, de forma integrada, pelas forças de segurança do Estado. “É o resultado de uma polícia eficiente, competente, que hoje está totalmente articulada”, reconhece o governador Ronaldo Caiado

O roubo de veículos em Goiás apresentou queda de 32% no primeiro semestre de 2021, em comparação com igual período de 2020. Os registros desta modalidade criminosa saíram de uma média diária de 27,7 casos em 2018, para 5,7 neste ano. É o que revelam os dados do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO).

Os números comprovam a tendência de redução, que vem sendo verificada desde o início de 2019. Na série histórica, a diminuição fica ainda mais expressiva, com -58% de roubos de veículos em todo ano de 2019 contraposto com as ocorrências de 2018; -40% em todo ano 2020 equiparado a 2019; e -32% nos seis primeiros meses 2021, comparado com igual período de 2020. Se levado em consideração os furtos de veículos nos seis primeiros meses deste ano e o mesmo período de 2020, a queda foi de 15,49%.

“Isso realmente é o resultado de uma polícia eficiente, competente, que hoje está totalmente articulada”, reconheceu o governador Ronaldo Caiado, que relembrou a insegurança vivida pela população nas gestões passadas. “Os criminosos tinham total conforto de agir em Goiás. No meu governo não se passa a mão na cabeça de bandido, tenha a estatura que tiver”, reforçou.

Além da redução contínua, o trabalho das forças policiais vem contribuindo para, cada vez mais, reaver os automóveis subtraídos. De janeiro a junho de 2021, foram 2.642 veículos recuperados. Isso quer dizer que 72% de todos os automóveis roubados ou furtados em Goiás nesse período foram apreendidos e devidamente restituídos aos seus proprietários.

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Rodney Miranda, as estratégias adotadas para desmantelar as organizações criminosas contribuem para o saldo positivo. “O trabalho de repressão qualificada que foi feito, identificando quais são os reais comandantes desses crimes e ir em cima deles, tem auxiliado nesses resultados”, afirmou.

Segundo o chefe da SSP-GO, a meta é reduzir, cada vez mais, as ações criminosas. “Nós temos cidades e um Estado mais seguros. Vamos continuar trabalhando com a mesma seriedade e o mesmo empenho, para alcançar zero em todos os crimes. Esse sempre foi o nosso objetivo e vai continuar sendo”, destacou o titular da pasta.

Operações de destaque
Ao longo do primeiro semestre de 2021, diversas operações foram deflagradas para desarticular grupos criminosos que agiam no roubo de veículos. Durante uma delas, da Polícia Civil (PCGO), 21 pessoas foram presas no Estado. As detenções foram realizadas entre os dias 1º e 11 de junho, na capital, em Aparecida de Goiânia, Bela Vista, Quirinópolis e Brasília. A Operação Muggers (assaltantes em inglês), realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), contribuiu para a elucidação de ao menos 15 crimes.

Em uma ação integrada entre as Polícias Civil e Rodoviária Federal, cinco pessoas foram detidas, suspeitas de integrar uma organização criminosa especializada em roubos de veículos de cargas, em Aparecida de Goiânia. As equipes ainda resgataram uma das vítimas, que era mantida em cárcere privado. Durante as diligências, foi apreendida uma arma de fogo, munições, um veículo de luxo e outros objetos. Os cinco indivíduos foram autuados em flagrante por roubo majorado, sequestro, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Outro destaque de 2021 foi a Operação Trajeto Seguro, da DERFVRA. A ação teve como objetivo reprimir os crimes de furto e roubo de veículos, praticados contra motorista de aplicativo, durante o período de pandemia da Covid-19. Ao todo, 24 pessoas foram presas ao longo das diligências, que contaram com o apoio da Polícia Militar de Goiás (PMGO).

Fonte: Secretaria de Estado da Segurança Pública – Governo de Goiás

Ex-distrital, Eliana Pedrosa, diz que não irá disputar o GDF: ‘eu quero é participar da política’

A afirmação foi feita durante entrevista ao Programa Conectado ao Poder da rádio Metrópoles neste domingo (18)

Em entrevista exclusiva ao programa Conectado ao Poder, da Rádio Metrópoles, neste domingo (18/7), a ex-deputada distrital, Eliana Pedrosa (PROS), afirmou que aguarda a decisão sobre a reforma política para decidir sobre os rumos que irá tomar para o pleito de 2022. Segundo Pedrosa, sem haver uma decisão sobre essa reforma no âmbito político, é praticamente impossível se posicionar no campo político, pois “não sabemos quais serão as regras do jogo”.

“Nosso caminho está sendo o de buscar pessoas com afinidades e também por acreditarmos que as palavras das pessoas também contam muito. Nós temos uma sinergia, mas queremos ver como fica depois que a regra do jogo for apresentada”, disse.

A ex-deputada também ressaltou que ainda se mantém filiada ao Partido Republicanos da Ordem Social (PROS) e que, no momento, não vê motivo para deixar o partido, uma vez que teria sido especulada sua saída para ingressar no Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Segundo Pedrosa, ela já teve conversas com lideranças políticas sobre as eleições do próximo ano. Um deles foi o ex-deputado federal, Alberto Fraga (DEM), a quem a ex-distrital chamou de “pessoa de palavra”. Porém, ela destacou que ainda “é cedo” para o estabelecimento de qualquer aliança.

“Para nós não é o discurso que vale, é a prática. Não adianta um candidato chegar para nós, com a experiência política que nós temos de Câmara Legislativa, de Executivo, e de população, e a pessoa vir só apenas contar uma história, não vai valer”, explica Pedrosa.

Em um determinado momento da entrevista, a ex-distrital disse não concordar com a reeleição, e defende que a saída para esse assunto seria a extensão do mandato no Executivo. “Quando você repete o mandato, você recebe tanta pressão que não são necessárias. Reeleição é um erro”, classifica.

Na opinião da ex-distrital, a população precisa de obras públicas, mas precisa também atenção no segmento social. Segundo Pedrosa, o momento pelo qual o país passa exige dos agentes públicos uma capacidade de diálogo maior do que a que se exigia antes da pandemia de covid-19, já que a doença devastou não só a vida das pessoas – no Brasil são mais de 500 mil mortos – com também a economia.

Eu não tenho mais idade para ficar brincando de política. Nós precisamos dar um basta nisso, chega de donos da verdade absoluta. Chega de mito, não aguento mais mito, porque quem é mito não pisa no chão e não anda junto com a gente”, afirma Pedrosa.

Depois, em certa altura da entrevista, a ex-distrital disse que não será candidata ao Palácio do Buriti, mas que participará do debate e das tratativas políticas. “Eu não penso em GDF e nem sei se vou disputar as eleições, o que eu quero é participar da política”, afirma.

Fonte: DF Soberano

Secretaria de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, diz que está unida junto às mulheres pelo fim da violência de gênero

Secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, falou sobre os projetos da pasta e destacou o papel dos programas ‘Sua vida vale muito’ e do ‘Sejus mais perto cidadão’

Neste domingo, a secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), Marcela Passamani, foi entrevistado pelo jornalista Sandro Gianelli do programa Conectado ao Poder da rádio Metrópoles, a secretária iniciou sua fala relatando sobre os programas da pastas, em especial, o ‘Sua vida vale muito’ – que busca realizar ações itinerantes nas diversas Regiões Administrativas voltadas à promoção da cidadania – e o ‘Sejus mais perto cidadão’ – que tem a finalidade de levar serviços públicos até o cidadão por meio das Carreata Itinerante.

“Tudo o que a gente faz na Secretaria de Justiça é para amenizar o impacto dentro da pasta. É diário nosso trabalho de melhoria das condições de vida da população, em qualquer aspecto”, disse Passamani.

Sobre o desafio de comandar a pasta, que trata inclusive de assuntos relacionados à violência contra a mulher, a secretária foi enfática ao dizer que “nós, mulheres, juntas, podemos fazer a diferença, e isso, sim, no meu espaço de fala eu me junto a outras mulheres para que a gente zere esse tipo de crime”.

Fonte: DF Soberano

Bolsonaro diz que talvez não participe da eleição em 2022: ‘Com essa urna?’

Ainda de acordo com o presidente, ele ‘entrega a faixa para qualquer um’, caso a eleição seja ‘limpa’

Para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), se não tiver voto impresso ‘não é eleição, é fraude’

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o voto impresso e auditável, nesta segunda-feira (19/07). De acordo com ele, é difícil participar de uma eleição “com essa urna eletrônica”. 

De acordo com Bolsonaro, o pleito sem voto auditavél “não é eleição, é fraude”.

“Eu entrego a faixa para qualquer um, caso eu dispute a eleição, mas tem que ser uma eleição limpa”, disse o chefe do Executivo federal para apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.
Segundo o presidente, “participar de uma eleição com essa urna eletrônica é complicado”, afirmou.
“O povo fala… ‘nossa, o Bolsonaro foi eleito tantas vezes com essa urna eletrônica’. É igual banco que, se usasse a tecnologia dos anos 2000, não ia ter segurança nenhuma o sistema bancário. Eles se aperfeiçoam no dia a dia”, afirmou.


Bolsonaro ainda citou esquema de hackers e “ataques cibernéticos”.  “É matar a pau, né? Você viu o hacker de Minas? Invadiu o TSE. O Barroso disse que o TSE não sofre ataques. Tá preso por quê? Se não cometeu crime?”, disse.

Ainda de acordo com Bolsonaro, “as evidências” sobre fraude são “incontestáveis’. 
Nos últimos meses, o presidente vem falando para apoiadores que ganhou as eleições em primeiro turno. De acordo com ele, o pleito de 2018 foi fraudado para que Fernando Haddad (PT) tivesse a oportunidade de enfrentá-lo em segundo turno.
Em 2018, Bolsonaro foi eleito o 38º presidente da República com 57.797.847 votos (55,13% dos votos válidos).  

Fonte: Site Estado de Minas

Pedro Castillo eleito: como Bolsonaro pode usar a seu favor vitória da esquerda no Peru

Esquerdista Pedro Castillo teve vitória confirmada na segunda-feira (19/7), mais de um mês após batalha judicial aberta pela oponente Keiko Fujimori. Para analistas, resultado mostra que esquerda e direita seguem competitivas na América Latina e que instabilidade ainda é palavra-chave para descrever cenário político da região.

Castillo foi proclamado vencedor da eleição presidencial peruana nesta segunda-feira (19/7)
Foto: EPA / BBC News Brasil

Apesar da margem estreita, a vitória de Pedro Castillo (Perú Libre) na eleição presidencial peruana se soma a conquistas recentes da esquerda na América do Sul, resultando em uma nova correlação de forças políticas na região, segundo especialistas em relações internacionais entrevistados pela BBC News Brasil.

Ou seja, o 0,25 ponto percentual que Castillo teve de vantagem em relação à oponente, Keiko Fujimori (Fuerza Popular), não são suficientes para dizer que o Peru, ou mesmo a América do Sul, estão aderindo de forma consistente e homogênea a projetos da esquerda.

Mas vitórias recentes ali, na Bolívia, Argentina e Chile, mostram que foi revertida, ao menos parcialmente, o que parecia ser uma onda conservadora protagonizada por Mauricio Macri em 2015 na Argentina e Jair Bolsonaro em 2018 no Brasil, entre outros.

Castillo teve 50,125% dos votos e Keiko Fujimori, 49,875%. Ele foi proclamado presidente pelo tribunal eleitoral do Peru apenas na segunda-feira (19/7), mais de um mês após a realização do segundo turno (6/6) e a conclusão da contagem de votos (15/6). Nesse meio tempo, Keiko abriu uma batalha judicial por acusar a eleição de fraude.

“Quando eleito (em 2019, na Argentina), Alberto Fernández não tinha um interlocutor na América do Sul. A primeira viagem dele foi ao México, porque ele não tinha um interlocutor na região. Agora, Fernández já tem dois interlocutores, no Peru e na Bolívia”, afirma Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP), referindo-se à escolha de Luis Arce no pleito boliviano de 2020.

“E hoje os ventos estão mudando no Chile, com altas chances de um candidato de esquerda substituir (o presidente Sebastián) Piñera”, acrescenta Stuenkel, mencionando a vitória recente de candidatos afeitos a pautas de esquerda na formação de uma assembleia constituinte.

“A gente não pode falar do fim da onda dos presidentes de direita — porque ainda tem o Equador, Uruguai, Paraguai, Brasil e Colômbia (respectivamente com Guillermo Lasso, Luis Alberto Lacalle Pou, Mario Abdo Benítez, Jair Bolsonaro e Iván Duque). A Colômbia, aliás, pode ser um dos próximos países a virar, pois Duque está muito impopular. Mas claramente aquela percepção de que a ‘onda rosa’ tinha acabado, não parece ser o caso. A esquerda continua tendo candidatos competitivos”, completa Stuenkel, doutor em ciência política pela Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha.

Foi chamado de “onda rosa” o período de eleição ou reeleição de diversos nomes de esquerda na região no início dos anos 2000, como na Venezuela, Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia, Peru, Nicarágua e Equador.

Evidentemente, o presidente Bolsonaro representa o avesso desta onda rosa. Por estar rodeado de países que estão voltando a eleger a esquerda, ele pode justamente se valer disso em sua campanha à reeleição em 2022, na avaliação de Stuenkel.

Doutor em história latino-americana pela Universidade de Emory e professor na Universidade de Denver, ambas nos Estados Unidos, Rafael Ioris concorda.

“O que acontece no Brasil tende a influenciar mais a região do que o contrário, mas de todo modo, Bolsonaro fica mais isolado do ponto de vista diplomático quanto simbólico. Agora, isso não muda a narrativa dele: inclusive talvez reforce. Ele pode vir a dizer que precisa ser eleito porque a região está caminhando para o comunismo — o que não deixa de ser uma confirmação do seu isolamento”, aponta Ioris.

Impacto na relação Brasil-Peru

Para Oliver Stuenkel, as consequências diplomáticas da nova relação que se impõe, entre países comandados por Bolsonaro e Castillo, só não serão muito grandes pois o Planalto já não tinha uma política regional.

“O governo Bolsonaro não tem uma visão para a região, projetos de integração… Já os outros países precisam manter laços cordiais com o Brasil porque não têm outra opção”, diz o professor da FGV-SP.

Dawisson Belém Lopes, professor de política internacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lembra da importância do Brasil para a região, detendo boa parte de sua economia e território.

“As fontes de dentro do governo trazidas na imprensa brasileira indicavam que o governo brasileiro torcia muito pela vitória de Keiko Fujimori, e o argumento é sempre o mesmo: que as relações comerciais vão se degradar com um governo esquerda. Eu não compro essa narrativa, depois desses anos todos lidando com relações internacionais, sobretudo com o comércio exterior. Você vê que essa pauta ideológica corre muito à margem, há um pragmatismo enorme (no comércio). Então não creio em nenhum impacto direto e imediato”, avalia Lopes.

Por outro lado, ele reconhece a possibilidade do Peru de Castillo abandonar o Grupo de Lima, criado em 2017 para buscar soluções para a crise venezuelana — segundo o professor da UFMG, tendendo a uma posição dura contra Caracas.

“Um eventual impacto na relação bilateral Brasil-Peru não me parece ser algo calcado em fatos. É mais torcida, porque parece que tem de fato um reposicionamento da esquerda na América Latina. As últimas notícias parecem um alento para a esquerda”, diz Lopes, doutor em ciência política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais.

“Isso não quer dizer que a direita esteja enfraquecida na região. Não é o caso. Nessas eleições todas, a direita competiu forte.”

Quatro presidentes em três anos

Antes de fazer conexões entre a situação política no Peru e a do Brasil, é importante falar das particularidades do país vizinho.

Os entrevistados explicaram que o Peru não costuma eleger presidentes esquerdistas — eleito como tal, Ollanta Humala fez na verdade um governo com perfil mais direitista entre 2011 e 2016.

Os sucessores, Pedro Pablo Kuczynski e Martín Vizcarra, consolidaram uma orientação liberal em Lima. Por isso, a escolha de Castillo representa uma guinada à esquerda particularmente marcante para o Peru.

“Castillo representa uma ruptura maior do que se alguém vencesse na Argentina, ou até no Equador, México, que têm passados recentes de políticos mais à esquerda. E a eleição dele muda o equilíbrio da América Latina porque o Peru tinha se tornado, ao longo dos últimos anos, o queridinho dos mercados internacionais. O país seguiu as recomendações de modernizar a economia, de se tornar competitivo — e de fato demonstrou taxas de crescimento bastante altas”, aponta Stuenkel.

Entretanto, nos últimos anos, o Peru tem vivido também uma forte crise política. Desde 2018, o país já teve quatro presidentes, incluindo neste período a renúncia de Pedro Pablo Kuczynski e o impeachment de Martín Vizcarra.

“Nos últimos anos, o sistema político peruano teve vários problemas parecidos com o o Brasil. Investigações, escândalos de corrupção revelados diariamente, ex-presidentes presos, a percepção popular de uma elite completamente corrupta”, enumera Stuenkel.

Pistas para entender o cenário político no Brasil

Rafael Ioris acrescenta que a “profunda crise institucional” vivida pelo Peru nos últimos anos se refletiu nesta eleição na contestação aos resultados e na fragmentação partidária — entre muitos candidatos, Castillo e Keiko passaram para o segundo turno com menos de 20% dos votos cada.

“Isso reflete uma polarização profunda da sociedade peruana, e problemas sociais, econômicos e institucionais também profundos. Essa divisão deve continuar, porque a eleição mostrou que o país está dividido”, diz o professor da Universidade de Denver.

Dawisson Belém Lopes menciona, por exemplo, a divisão entre eleitores do litoral peruano versus selva amazônica, ou das áreas urbanas versus interior. O mapa de votos por região mostra de forma muito evidente uma preferência da área costeira por Keiko, e da interioriana por Castillo.

Para o professor da UFMG, a eleição peruana foi definida pela bipolaridade — e em países da América Latina com profundas divisões, como o Brasil, isso pode ser uma pista de que candidaturas alternativas, que tentam se apresentar como uma terceira via, dificilmente funcionam nesse cenário.

Remetendo a um termo catapultado pelas eleições presidenciais no Brasil em 2018, pode-se dizer também que o vencedor no Peru, Pedro Castillo, é um outsider na política — sem experiência em cargos no Executivo ou Legislativo do país, e sim como sindicalista e professor do ensino fundamental.

Keiko, por outro lado, leva no sobrenome um dos nomes mais importantes da história recente peruana. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, atualmente preso por abusos de direitos humanos, ela já teve outros cargos políticos e candidaturas.

Na disputa eleitoral, Castillo pode ter se beneficiado não por representar um campo ideológico, mas simplesmente por ser uma novidade, diz Rafael Ioris. “Não sei se o resultado é tão baseado em ideologias, ou é mais uma questão do cansaço do status quo. Por exemplo, no Brasil, se um candidato da oposição da Bolsonaro se eleger, não vai ser necessariamente porque o Brasil retomou uma agenda de esquerda como sociedade, como embarcou no inicio dos anos 2000, mas muito mais uma fadiga com a realidade atual.”

Para Dawisson Belém Lopes, esta insatisfação com o status quo pode explicar, em parte, o recuo da direita na América Latina — que há alguns anos ascendeu como novidade, e agora é testada pela realidade, como a da pandemia de coronavírus. “Os outsiders, logo que são incluídos no sistema, têm que arcar com o ônus de governar. Então, eles são depois punidos nas urnas por seu desempenho. Por exemplo, na pandemia, governantes que falharam em contê-la ou mitigá-la estão sendo punidos”, diz o professor da UFMG, acrescentando que a América do Sul é uma das partes do mundo que mais está sofrendo com a covid-19.

Democracia segue em risco

Considerando os últimos anos da política peruana e as divisões que persistem, antes e depois do resultado eleitoral, analistas alertam que a vitória de Castillo não garante um mandato estável — a história recente no país, e mesmo no continente, mostra que os pedidos de impeachment são quase uma constante a rondar os presidentes.

E segundo Oliver Stuenkel, o próprio Castillo representa um risco para a democracia, assim como sua oponente derrotada — que acusou a eleição de fraudulenta já nas primeiras horas de apuração das urnas.

“Tem várias perspectivas para analisar esse resultados das eleições. Certamente uma delas é a esquerda versus direita. Mas outra é que se trata de mais uma grande vitória de um outsider que representa o fracasso da política tradicional”, diz o professor da FGV.

“Quem mais perde com isso é a democracia, porque você tem dois candidatos que avançaram para o segundo turno cuja retórica contém vários elementos autoritários.”BBC News Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC News Brasil.

Fonte: Terra

10 min de chuveiro por dia deixam conta de luz bem mais cara; veja quanto

As últimas semanas não foram boas para o bolso de quem usa chuveiro elétrico. O frio chegou, o que obriga a banhos na potência máxima do chuveiro, e a conta de luz ficou mais cara por causa do novo valor da bandeira vermelha e do reajuste na tarifa de várias distribuidoras.

Segundo cálculos da Enel SP (distribuidora que atende 18 milhões de pessoas em 24 municípios na região metropolitana de São Paulo), usar o chuveiro elétrico na potência máxima durante dez minutos por dia custa agora R$ 28,93 por mês.

Uma família em São Paulo com quatro pessoas em que todas tomem banhos de dez minutos pagaria R$ 115,72 todo mês só pelo uso do chuveiro elétrico.

O cálculo leva em consideração um chuveiro de 5.400 watts na chave inverno, que usa a potência máxima —algo comum para quem convive com o frio em São Paulo desde o final de junho.

Energia ficou ainda mais cara em julho

Desde 4 de julho está valendo a nova tarifa da Enel, aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O reajuste foi de 11,38% para clientes residenciais.

Também em julho entrou em vigor o novo valor da bandeira vermelha patamar 2: de R$ 6,243 por 100 kWh consumidos, subiu para R$ 9,49 por 100 kWh (um aumento de 52%).

As bandeiras tarifárias são cobradas na conta de luz dependendo das condições de geração de energia no país. Quando a situação é favorável, não há cobrança (bandeira verde). Quando há problemas, são cobradas as bandeiras amarela, vermelha ou vermelha patamar 2, a mais alta.

O Brasil enfrenta uma seca histórica no Sudeste e no Centro-Oeste, o que afetou a maior parte da geração hidrelétrica. Por isso, desde dezembro de 2020 estão sendo acionadas bandeiras amarelas e vermelhas, que são anunciadas mês a mês.

Pelos cálculos da Enel, dez minutos de chuveiro por dia custariam hoje R$ 26,29 por mês na bandeira verde —R$ 2,64 a menos do que o valor na bandeira vermelha patamar 2. Em uma família com quatro pessoas, a diferença só pela bandeira tarifária chega a R$ 10,56 por mês.

A conta de luz é um dos itens que mais pesam na inflação atual. A energia elétrica residencial acumula alta de 14,2% em 12 meses no IPCA de junho (inflação oficial calculada pelo IBGE). Em São Paulo, a inflação acumulada da eletricidade é ainda maior: 17,33%.

Dicas para economizar

Confira a seguir recomendações da Enel para reduzir gastos com o chuveiro elétrico.

  • Fique o mínimo de tempo possível com o chuveiro ligado
  • Programe-se para usar o chuveiro em horários mais quentes do dia. Na chave “verão” (ou “morno”), a economia é de aproximadamente 30%
  • Procure chuveiros de baixo consumo de energia, de preferência com selo A do Procel (nacionais) ou Energy Star (importados)

Fonte: UOL

Governo de Goiás doará 1,7 mil cestas básicas e 135 mil máscaras faciais recebidas em semana solidária

Donativos são destinados a famílias em situação de vulnerabilidade e entidades atendidas pela OVG e pelo Gabinete de Políticas Sociais. Diretoria Geral de Administração Penitenciária, Tribunal Regional do Trabalho e embaixada de Taiwan no Brasil fizeram as doações

O presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Goiás, desembargador Daniel Viana, repassa 900 cestas básicas à presidente de honra da OVG e coordenadora do GPS, primeira-dama Gracinha Caiado | Fotos: Aline Cabral

A Campanha de Combate à Propagação do Coronavírus, do Governo de Goiás, reforçará a atuação no Estado com cerca de 1,7 mil cestas básicas e 135 mil máscaras faciais de camada tripla. Os alimentos e equipamentos de proteção individual serão encaminhados a famílias em situação de vulnerabilidade e entidades sociais atendidas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) e pelo Gabinete de Políticas Sociais (GPS).

Os donativos chegaram à OVG e ao GPS entre os dias 13 e 16 de julho, fruto das parcerias sociais firmadas com diversas instituições. As doações das cestas foram realizadas pela Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) e pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Já as máscaras foram encaminhadas pela embaixada de Taiwan no Brasil.

Os alimentos refletirão na vida de famílias em situação de vulnerabilidade social em todos os 246 municípios goianos e se somarão a outras 750 mil cestas já entregues, pelo Governo Estadual, na Campanha de Combate à Propagação do Coronavírus.

“Eu não me canso de dizer que a fome sempre tem pressa. Uma mãe que vê o filho com fome e não tem o alimento para oferecer àquela criança não consegue deixar essa necessidade para depois. Sabendo dessa realidade que, infelizmente, atinge tantas famílias, o governador Ronaldo Caiado sempre diz que não medirá esforços para ajudar e mudar a realidade dessas pessoas. Com as 1,7 mil cestas doadas pela DGAP e pelo TRT, temos a felicidade em saber que 1,7 mil famílias goianas terão comida na mesa nos próximos dias e nenhuma delas terá fome”, destaca a presidente de honra da OVG e coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais, primeira-dama Gracinha Caiado.

Ainda de acordo com ela, tão importantes quanto garantir a segurança alimentar por meio das cestas básicas são a saúde e o bem-estar de todo o povo goiano. “Nós sabemos que a pandemia ainda não acabou e que nosso trabalho não pode parar. Para muitas famílias que pouco ou nada têm em casa, ter dinheiro suficiente para comprar máscaras chega a ser um luxo. E máscara hoje em dia não é luxo, é necessidade. Por isso tenho também um agradecimento especial a destinar ao embaixador de Taiwan no Brasil, Chang Tsung-Che, que nos doou 135 mil máscaras faciais. Com essa doação, ajudaremos muita gente a se proteger da Covid-19. Essa é uma ação importantíssima e somos imensamente gratos ao povo taiwanês”, pontua Gracinha Caiado.

União e solidariedade

Responsável pelo repasse de quase dez toneladas de alimentos, equivalentes a 800 cestas básicas, a Diretoria Geral de Administração Penitenciária arrecadou os donativos através da Campanha Doe Esperança. Todas as nove coordenações regionais e gerências da DGAP, assim como os grupos especiais da Polícia Penal, empresários e a comunidade em geral, se uniram para contribuir com a ação.

Segundo o diretor-geral de Administração Penitenciária, tenente-coronel Franz Augusto Marlus Rasmussen, este é um momento de união e todos precisam fazer sua parte. “A Polícia Penal está honrada em contribuir com as ações sociais da OVG. O governador Ronaldo Caiado e a primeira-dama Gracinha Caiado estão trabalhando para ajudar as famílias que contam com o apoio do Estado para se manter, e nós temos o compromisso de dar nossa contribuição”.

Já no Tribunal Regional do Trabalho de Goiás (TRT), contravenções trabalhistas se transformaram em solidariedade. Fruto de um processo indenizatório originado por ação civil pública da Justiça do Trabalho, outras 900 cestas básicas foram adquiridas com o objetivo de serem doadas a quem mais precisa.

De acordo com o presidente do TRT Goiás, desembargador Daniel Viana, “a OVG é a principal referência em assistência social no Estado, por isso parte do montante de cestas adquiridas por meio de multa trabalhista aplicada pelo Tribunal é direcionada, com grande alegria e confiança, à Organização. Sabemos que todos esses alimentos serão repassados a quem precisa com maestria e matarão a fome da população carente”, comenta.

A união de esforços em prol da solidariedade não se resumiu apenas às cestas básicas. Através da relação diplomática nutrida entre o Governo de Goiás e a embaixada de Taiwan no Brasil, 150 mil máscaras foram destinadas ao Estado. Segundo o embaixador taiwanês, Chang Tsung-Che, serão 135 mil unidades para a OVG, cinco mil para a Assembleia Legislativa, cinco mil para a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e cinco mil para a Secretaria de Educação.

“Taiwan é um país muito caridoso e que se preocupa com os demais. No ano passado, trouxemos 70 mil máscaras, esse ano trazemos mais 150 mil, sendo 135 mil para a OVG e GPS. Essa é uma ajuda que oferecemos a Goiás também em reconhecimento ao trabalho tão bonito que é realizado aqui. As pessoas simples precisam se proteger do coronavírus, essas máscaras são para ajudar nessa proteção. Taiwan está de braços dados com Goiás”, pontua o embaixador.

Campanha

Desde que teve início, em março do ano passado, a Campanha de Combate à Propagação do Coronavírus já levou mais de 700 mil cestas básicas a todos os 246 municípios de Goiás, além de assentamentos rurais, acampamentos e comunidades quilombolas. Também foram doados 462 mil frascos de álcool 70% e mais de um milhão e meio (1.521.197 unidades) de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como máscaras de tecido ou descartáveis, capotes, aventais, luvas, macacões, protetores faciais, óculos de proteção, propés, toucas e visores de proteção.

Segundo a diretora-geral da OVG, Adryanna Melo Caiado, o trabalho não para. Além das doações recebidas ao longo desta semana, a segurança alimentar e nutricional dos goianos em vulnerabilidade social é prioridade para o Governo de Goiás. “O governador Ronaldo Caiado autorizou recentemente a compra de mais 250 mil cestas para a realização de uma 4ª etapa da Campanha. Com isso, até novembro deste ano, o Governo de Goiás terá somado mais de 1 milhão de cestas básicas entregues como ajuda emergencial. Esse é o maior número de donativos adquiridos com recursos próprios por um estado brasileiro, desde que teve início a crise sanitária”.

Fonte: Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) – Governo de Goiás

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