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Anvisa autoriza novo ensaio clínico de vacina contra a covid-19

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Imunizante está sendo patrocinado por biofarmacêutica canadense

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (8) um novo ensaio clínico de vacina contra a covid-19. O desenvolvimento do imunizante está sendo patrocinado pela empresa biofarmacêutica Medicago R&D Inc, sediada no Canadá, e pela empresa farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK), a responsável pelo desenvolvimento do adjuvante da vacina, que é uma substância adicional à formulação.

De acordo com a Anvisa, a vacina candidata usa tecnologia de partícula semelhante ao coronavírus (CoVLP). É composta da proteína S expressa em forma de partículas parecidas com vírus (VLPs), coadministradas com um adjuvante, em duas doses com intervalo de 21 dias entre as doses.

O ensaio clínico aprovado é de fase 2/3, randomizado, cego para observador, controlado por placebo, para avaliar a segurança, eficácia e imunogenicidade da vacina, em adultos com 18 anos de idade ou mais. O ensaio clínico é composto por três estágios e o Brasil participará do estágio 3, que corresponde à fase 2/3 do estudo.

Na fase 3 do estudo, o objetivo é incluir até 30 mil voluntários no Canadá, Estados Unidos, além da América Latina, Reino Unido e Europa. No Brasil, devem ser incluídos 3,5 mil voluntários na porção 3 do estudo de fase 2/3. A fase 1 e 2 do estudo está em andamento no Canadá e Estados Unidos.

A Anvisa explicou ainda que analisou os dados das etapas anteriores de desenvolvimento, e os resultados obtidos até o momento demonstraram um perfil de segurança aceitável do imunizante. Este é o quinto estudo de vacina contra a covid-19 autorizado no Brasil.

Em 2 de junho de 2020 foram autorizados os testes com a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a empresa Astrazeneca, seguido pela vacina da Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, em 3 de julho. Depois, a vacina da Pfizer/Wyeth, em 21 de julho, e o imunizante da Janssen-Cilag, em 18 de agosto. As vacinas Oxford/Astrazeneca e do Butantan têm autorização para uso emergencial no país e, para a da Pfizer, a Anvisa já concedeu registro definitivo para aplicação na população.

Os ensaios clínicos são os estudos realizados em seres humanos e servem para validar a relação de eficácia e segurança do medicamento e também para novas indicações terapêuticas. São três fases, onde são colhidas informações sobre atividade, funcionamento e segurança para que o produto possa ser liberado ao mercado e ser usado em pacientes.

Fonte: Agência Brasil

Presidente da Anac confirma venda de Santos Dumont e Congonhas em 2022

(foto: iStock)

Após o governo federal arrecadar R$ 3,302 bilhões com a venda de 22 aeroportos em 12 estados brasileiros, o presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Juliano Alcântara Noman, confirmou que os terminais Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, entrarão em leilão. Os aeroportos devem ser ofertados até o primeiro semestre de 2022.

Os terminais das duas grandes capitais brasileiras farão parte da sétima rodada de leilão. O presidente da Anac falou que o campo de aviação de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, pode entrar em venda. “Ainda estamos numa fase de trocar informações com o operador que está lá com a Infraero, a Inframérica”, contou para O Globo.

Viracopos, no Estado de São Paulo, também está em fase inicial de conversa. “A tendência é seguir essa ordem”, disse Noman. O desejo da Anac é leiloar esses pontos no ano que vem, apesar de 2022 ser época de eleições. Com a redistribuição dos terminais, a iniciativa privada passa a comandá-los por 30 anos.

Para Noman, o leilão efetuado ontem mostra que a Anac está no caminho certo para se recuperar da crise provocada pelo coronavírus em vários setores, incluindo aviação e turismo. “Não ficamos parados. Criamos um ambiente de negócios mais simples e tentamos reduzir o preço dos combustíveis com a ANP”, explicou.

O presidente da agência tem grandes expectativas para o país quando a pandemia acabar. “O Brasil está preparado para ser melhor no pós-crise”, falou. Novos entrantes no leilão também movimentaram positivamente os planos da Anac. “A gente vê isso com bons olhos. Não tem no mundo um país com a quantidade e a diversidade de operadores que nós temos”, disse.

Ainda sobre o alto valor arrecadado no repasse de ontem, Noman afirmou não ter tido erro de precificação, já que o modelo deles permite ao governo estabelecer um lance mínimo. “Mas os valores pagos têm uma parte diluída ao longo do contrato por meio de uma outorga variável que vai ser paga todo ano a partir do quinto ano, e sobe até o nono ano, quando se estabiliza”, completou.

Para a Anac, esse plano incentiva que empresas privadas ajam com lances agressivos e rende benefícios ao governo. “É um ganha-ganha. É um modelo sofisticado, não erramos”, falou o presidente.

Fonte: UOL

Câmara Legislativa vai doar ambulância para a Secretaria de Saúde

CLDF passará a ter contrato com empresa para atendimento de emergência sob demanda, o que vai gerar economia de recursos públicos

Foto: Carlos Gandra/CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal vai doar uma ambulância para a Secretaria de Saúde para auxiliar no combate à pandemia de Covid-19. O veículo pertence à CLDF e é utilizada no caso de emergências médicas ocorridas na Casa. A doação deve ser formalizada nesta quinta-feira (8).

Apesar da concessão do único veículo, o Segundo Secretário da Mesa Diretora, deputado Robério Negreiros (PSD), assegura que parlamentares e servidores da Câmara não ficarão desamparados medicamente.

“Resolvemos doar a ambulância de propriedade da CLDF para a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, para colaborarmos com o atendimento à população do DF. Ressaltamos ainda que firmamos contrato sob demanda com a empresa Vida Emergências Médicas, para atender os servidores do Poder Legislativo, com o objetivo de gerar mais economia e eficiência”, esclarece o parlamentar.

Fonte: Câmara Legislativa do Distrito Federal

Valparaíso inicia vacinação de pessoas a partir de 64 anos nesta quinta-feira (08)

Idosos podem ser imunizados nos três postos de imunização disponibilizados pelo município

Valparaíso de Goiás inicia nesta quinta-feira, 08 de abril, a vacinação de pessoas a partir de 64 anos de idade. Os idosos devem procurar de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, os seguintes postos: UBS Etapa C, UBS Jardim Céu Azul I A ou UBS Parque Santa Rita de Cássia.

No sábado e domingo, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), disponibiliza de 8h às 14h, a UBS Etapa C para imunizar a população-alvo (acima de 64 anos).

Para ser imunizado com a primeira ou a segunda dose da vacina, o idoso precisa apresentar um documento de identidade (RG ou CNH), CPF e comprovante de endereço do município.

Reforçando a informação

O plano de vacinação contra Covid-19 adotou um novo sistema de atendimento aos valparaisenses, sendo a partir de agora determinado por fases. Neste momento, Valparaíso de Goiás vacina pessoas acima de 64 anos de idade.

As demais fases ainda não possuem data prevista para iniciar, devido à baixa disponibilidade de doses enviadas pelo Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.

Serviço:

Vacinação Contra a Covid-19

Público-alvo: Pessoas a partir de 64 anos

Segunda a sexta – 8h às 17h

Locais: UBS Etapa C, UBS Jardim Céu Azul I A e UBS Parque Santa Rita de Cássia

Sábado e domingo – 8h às 14h

Local: UBS Etapa C

Fonte: Governo de Valparaíso

Restrições mostram que resultados e números da covid-19 caem no DF

Taxa de transmissão do vírus é de 0,86. Novos casos diários, média móvel, projeção de novos casos e pacientes com infecção ativa também estão em queda

As medidas de restrição ao horário de funcionamento do comércio adotadas pelo GDF, e o consequente recolhimento da população, se mostram efetivas para o combate à pandemia. A taxa de transmissão da covid-19 no DF vem caindo. O índice se manteve na casa dos 0.90 na semana passada e chegou a 0.86 na última segunda-feira (5). O número de casos diários, a média móvel de caso, a projeção novos casos e os pacientes com infecção ativa também estão em queda nos últimos dias.

A novidade foi anunciada em coletiva de imprensa dada pelo secretário de Saúde, Osnei Okumoto, e pelo secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha. A taxa de transmissão está muito próxima à taxa do final do ano passado e a dos primeiros meses de 2021, que era de 0.83. Na fase mais crítica da pandemia, em março deste ano, ela chegou a 1.38, ressalta Gustavo Rocha. “É reflexo das medidas tomadas ao longo do último mês que a gente começa a sentir os efeitos agora”, diz o chefe da Casa Civil.

“A gente sempre procura abrir novos leitos para atender nossos pacientes. Mas todos que estão internados estão assistidos, ou com suporte de oxigênio nas enfermarias ou com ventilação mecânica nas Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs)”Osnei Okumoto, secretário de Saúde

Segundo ele, outros dados importantes para a análise da propagação do coronavírus apresentaram melhora significativa. Como o número de casos diários, que caiu de 1.388 para 904; e a média de casos, que diminuiu de 1.565 para 1.279. “A projeção de casos também vem caindo. Chegou a 14,5 mil e agora está em 14,1 mil. E a quantidade de casos ativos, pessoas que podem transmitir o coronavírus, era em torno de 15 mil quando começamos a dar essas coletivas e hoje está em 12.979”, detalhou.

Toque de recolher mantido

Apesar da queda das taxas, o toque de recolher das 22h às 5h continua em vigor por tempo indeterminado. “É importante acompanhar nos próximos dias para ver se as taxas se estabilizam. As medidas foram exitosas e a gente pode ir retomando a normalidade com mais rapidez”, justifica Gustavo Rocha. “E é importante que as pessoas continuem mantendo as medidas de segurança, como evitar aglomeração, usar máscara e álcool gel”, completa.

O secretário de Saúde Osnei Okumoto afirma que, com a queda dos índices, o governo espera que a fila de pessoas à espera de um leito de UTI também reduza nos próximos dias. Ele ressaltou que a Secretaria de Saúde abriu 59 leitos em fevereiro, a maioria de UTIs; 539 em março, entre leitos de enfermaria e UTIs; e que vai entregar 84 leitos nos próximos 15 dias, além dos hospitais de campanha – desde segunda-feira, foram entregues oito leitos.

“A gente sempre procura abrir novos leitos para atender nossos pacientes. Mas todos que estão internados estão assistidos, ou com suporte de oxigênio nas enfermarias ou com ventilação mecânica nas Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs)”, ressalta. A Secretaria de Saúde espera receber 175 respiradores do Ministério da Saúde.

Doação de sangue

Durante a coletiva, Gustavo Rocha também pediu doação de sangue para repor os estoques do Hemocentro, em especial o B negativo.

A pandemia alterou o atendimento no Hemocentro. Para evitar aglomerações, doadores devem agendar atendimento por meio do site agenda.df.gov.br ou pelo telefone 160, opção 2. Para doar sangue, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 kg e estar saudável. Quem passou por cirurgia, exame endoscópico ou adoeceu recentemente tem a recomendação de consultar o site do Hemocentro para saber se está apto a doar sangue.

O atendimento a doadores segue de segunda a sábado, das 7h às 18h.

Por Freddy Charlson

Fonte: Agência Brasília

Prefeito italiano é preso por desvio de máscaras de asilos

Nucera deu os produtos desviados para familiares e amigos

Foto: ANSA / Ansa – Brasil

O prefeito da cidade italiana de Opera, Antonino Nucera, um dos diretores da prefeitura e três empresários foram presos nesta quinta-feira (8), em regime domiciliar, por terem desviado máscaras de proteção facial de asilos e de farmácias para entregá-las para familiares e amigos.

Os itens são usados como forma de proteção por conta da pandemia de covid-19.

“O prefeito de Opera, nos primeiros meses da pandemia, fez a distribuição para parentes próximos e para funcionários da prefeitura de duas mil máscaras cirúrgicas que eram destinadas aos RSAs [residências sanitárias assistenciais] e farmácias”, diz a nota divulgada pela polícia.

Todos foram acusados de peculato, corrupção por ato contrário ao ofício e por falha na contratação das empresas que vendiam o produto. A investigação foi liderada pelo comando da província de Milão e foi coordenada pelos procuradores do Tribunal de Milão.

Investigados entre fevereiro e outubro de 2020, os acusados tiveram conversas interceptadas pelas autoridades. Em uma delas, a ex-mulher do prefeito pede as máscaras porque os funcionários de sua residência estavam “indo fazer compras sem usá-las”.

Em outro telefonema, um colaborador da prefeitura pedia máscaras para os empregados de sua empresa em tom de deboche. “Escuta, prefeito. As máscaras, aquelas azuis, você roubou um pouco daquelas que iam para as RSAs não?”, dizia o homem.

Além do desvio, os agentes descobriram que a compra dos produtos era feita com empresários já escolhidos e que, em troca, havia uma troca de benefícios.

Entre o que foi descoberto, estão documentos que comprovam crimes ambientais dessas empresas no descarte de materiais usados pela prefeitura, por exemplo, no asfaltamento de ruas de Opera.

Nucera, 50 anos, foi eleito por uma união de direita que contava com o apoio dos partidos extremistas Liga e Irmãos da Itália (FdI). A ironia é que o prefeito era reconhecido pela província de Milão como um dos mais exigentes no início da pandemia de covid-19, mantendo um lockdown pesado na cidade.

O vice-prefeito de Opera, Ettore Fusco (Liga), disse que ficou “pasmo, surpreso e decepcionado” com o que soube e com a investigação.

“Eu li coisas absurdas, que não tem sentido na cidade de Opera. É surreal. O prefeito vai esclarecer tudo sobre o caso. Estamos obviamente muito decepcionados e muito surpresos. Não pensávamos que algo do tipo poderia acontecer. Se esclarecerá tudo e acredito que ele [Nucera] demonstrará estranheza aos fatos das pessoas envolvidas”, disse à ANSA.

Opera é uma pequena cidade da região da Lombardia, no norte da Itália, com cerca de 13 mil habitantes.

Fonte: Terra

Detran flagra veículo com 335 infrações de trânsito

O VW Gol acumula um débito de R$65 mil e foi flagrado em Taguatinga

Foto: Divulgação

Na noite de terça-feira (6), durante a operação “Cartas marcadas”, os agentes do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) flagraram mais um infrator contumaz, acumulador de infrações de trânsito. Flagrado na avenida Elmo Serejo, em Taguatinga, o veículo VW Gol possui 335 autuações, totalizando R$62.829,50 de multas em aberto.

Além das infrações de trânsito, o veículo acumulava débitos referentes a IPVA, licenciamento e seguro obrigatório. O total da dívida ultrapassa a R$ 65 mil.

Durante a abordagem, os agentes constataram que o último licenciamento do veículo era de 2015, além disso, o condutor era inabilitado.

O veículo foi removido para o depósito do Detran e só poderá ser liberado para circulação após quitação dos débitos. Caso o proprietário não faça a regularização em 60 dias, o automóvel poderá ir a leilão.

A ação faz parte da Operação Cartas Marcadas que visa tirar de circulação os veículos com altos débitos e infratores contumazes, com o objetivo de oferecer maior segurança no trânsito.

Flagrantes recentes

No último dia 1º, os agentes do Detran apreenderam, na via de acesso à Ponte JK, um Celta, ano 2009, com último licenciamento de 2017 e 26 infrações, totalizando um débito de R$ 21.522,28.

No mês de março, foram três grandes apreensões. No dia 23, o Detran flagrou, próximo à UBS 1 de Taguatinga, um Nissan Versa com 230 multas em aberto, sendo a maioria por excesso de velocidade, totalizando R$45.220,40 em débitos. No dia 16, foi localizada uma BMW com um débito de R$ 9 mil. E no dia 4, a fiscalização do Detran flagrou uma moto com aproximadamente 3.900 infrações de trânsito, acumulando 256 mil em débitos. O flagrante ocorreu próximo ao JK Shopping, na avenida Hélio Prates.

Fonte: DETRAN DF

DF poderá ter drive-thru de doação de sangue

Nos últimos meses o estoque de sangue do Hemocentro de Brasília está baixo. Esse é mais um problema causado pela pandemia. “A doença afastou os doadores e reduziu drasticamente os níveis dos estoques de sangue em todo o Brasil. Apesar dos hemocentros estarem preparados para receber as pessoas em condições seguras, o medo de se contaminarem no deslocamento ou ambiente hospitalar afastou os doadores”, explica o deputado distrital Eduardo Pedrosa (PTC).

Para tentar amenizar a situaçã Pedrosa fez uma sugestão ao Governo do Distrito Federal, a implantação de um sistema de drive-thru, em um local de fácil acesso para ajudar a melhorar os níveis dos estoques do Hemocentro. “Em São Paulo uma carreta leva o banco de sangue aos bairros da capital paulista, em Salvador a coleta itinerante acontece nos supermercados”, conta o parlamentar.

Eduardo lembra os hospitais seguem atendendo acidentes e outras necessidades de saúde, mesmo com a pandemia. Oferecer uma alternativa segura e de fácil acesso aos doadores pode ser a solução para reabastecer os estoques do Hemocentro.

Estreia no dia 19 de abril, às 12h, o programa MADE IN BRAZIL

O Programa acontecerá de segunda a sexta-feira, das 12 às 14 horas, com transmissão na rádio Mais FM 101,3. A edição diária de 2 horas tem como objetivo manter os ouvintes por dentro das principais novidades, com conteúdos inéditos e exclusivos. A ideia é trazer entrevistas com convidados especiais, quadros informativos com a participação de especialistas e a presença dos melhores blogueiros do Distrito Federal, além de muita música.

A rádio Mais FM tem um grande alcance geográfico e satisfatória audiência em Brasília e no entorno. A emissora possui notória expressividade dentro do cenário da Capital.

Apresentado pelo jornalista Withman Castro com vasta experiência na apresentação de programas no Rádio em Brasília e que já teve passagens pelas emissoras: Jornal de Brasília FM, Rádio Atividade FM e Cultura FM, e produzido pela jornalista Gláucia Oliveira, o Made in Brazil promete oferecer uma programação descontraída e informativa, tornando o horário de almoço dos ouvintes mais leve e prazerosa.

Conheça as redes sociais da Mais FM Brasília:
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Instagram: @maisfmbrasilia
WhatsApp: (61) 98212-2001

Artigo | Uma resposta ao desrespeito de Gilmar Mendes

Por Bispo Abner Ferreira

É inconstitucional o fechamento compulsório de templos religiosos, impedindo o livre exercício da fé. Começo com este tom, pois não há como ser conivente com essa ilegalidade. Aliás, jamais imaginei que um dia teria de fazer este tipo de defesa em nosso país, que sempre prezou pela liberdade religiosa.
 
Devo dizer que uma coisa é buscarmos recursos para que os nossos direitos constitucionais não sejam violados, outra coisa é defender aglomeração e reuniões que desrespeitam medidas sanitárias. Não somos negacionistas, como sugeriu o ministro Gilmar Mendes, demonstrando desconhecimento sobre o trato da igreja com a pandemia de covid-19.
 
Quero deixar de lado aqui a hipocrisia. Afinal, desconheço qualquer igreja que esteja militando em causas ideológicas absurdas, como negando o uso de máscaras ou a necessidade do álcool em gel, ou mesmo desconsiderando a necessidade de distanciamento social. Alguns líderes até mesmo optam por não se reunir, ainda que possam. Poder se reunir e não querer é uma coisa. Querer se reunir e não poder é outra. Eu explico: porque alguns não se deram conta que nossa luta é pela liberdade, nossa liberdade religiosa.
 
O imbróglio se deu pela grande confusão que virou o Supremo Tribunal Federal (STF). O Conselho Nacional de Pastores do Brasil (CNPB), sob liderança do Bispo Dr. Manoel Ferreira e Bispo Samuel Ferreira, já havia ingressado com ação junto à Corte para tentar reverter o fechamento indevido dos templos e as proibições de cultos presenciais. A ação caiu sob a tutela do ministro Gilmar Mendes, que não teve pressa em fazer sua análise.
 
Porém, depois que o ministro Kássio Nunes Marques decidiu seguir a Constituição, entendendo na ação movida pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) de que estados e municípios não poderiam impedir os cultos, inclusive apontando algumas medidas para permitir a retomada das reuniões presenciais, o ministro Gilmar Mendes decidiu analisar outra ação movida pelo Partido Social Democratico (PSD), desta vez em decisão contrária às atividades religiosas em São Paulo.
 
Para Gilmar Mendes, ainda que a Constituição seja clara ao afirmar ser “inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias” (art. 5º, VI), ao mesmo tempo em que estabelece uma proibição clara a União, Estados e Municípios de “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público” (art. 19. I, CF), o ministro ainda assim entende que esse direito é violável sob alegação de que o foco é a proteção da saúde do brasileiro.
 
Primeiro que, diante da alegação de que se faz necessária a restrição por conta da covid-19, espera-se no mínimo que sejam apresentadas comprovações científicas de que o fechamento compulsório de templos religiosos reduziria os riscos impostos pela doença, o que claramente não há. Qualquer ditador facínora poderia usar então a pandemia como desculpa para irromper direitos fundamentais e impedir a livre manifestação de pensamentos, liberdade religiosa e direito de ir e vir. É o que vemos!
 
O ministro então desce o nível, com seu jeito desrespeitoso de sempre: “Quer me parecer que apenas uma postura negacionista autorizaria resposta em sentido afirmativo. Uma ideologia que nega a pandemia que ora assola o país, e que nega um conjunto de precedentes lavrados por este Tribunal durante a crise sanitária que se coloca”.
 
Ora, não seria negar a existência da crise permitir o livre exercício religioso, mas reconhecer a já comprovada importância da fé para tempos como os que vivemos, quando igrejas somam a sociedade para sanar as suas mazelas, levar consolo e apoio emocional, além de tratar com a saúde espiritual. Cristãos são um povo ordeiro, que respeitam a lei e que seguem de forma disciplinada as orientações para os cultos em tempo de pandemia, tanto é que recorremos ao Judiciário para colocar no lugar os chefes executivos de estados e municípios.
 
Se o ministro não acompanha os trabalhos realizados pelas igrejas evangélicas, católicas e demais credos, que representam um enorme percentual da população, é preciso abrir os olhos para o que acontece neste país. Foram os evangélicos quem disponibilizaram os templos para servir de centros de apoio para o combate da covid. Que distribuíram alimentos para os que estavam passando necessidades. Também preparam kits de proteção contra essa doença, incluindo álcool gel e máscaras. Além de apoiar a União, Estados e Municípios para alcançar aqueles em lugares em que o Estado não consegue chegar. Mendes diz em sua decisão que a “tragédia” requer “colaboração de todos os entes e órgãos públicos”. Ninguém colaborou mais que as igrejas.
 
Quanto a tese refutada pelo ministro, onde afirma que “não há como se falar que o ato normativo impugnado viola, ao menos diretamente, o direito fundamental ao exercício da liberdade religiosa”, ele desconsidera que já há mais de um ano estamos nesta situação, onde a tal “excepcionalidade” vem virando regra, mesmo sem eficácia comprovada das tais “medidas restritivas de enfrentamento da pandemia”.
 
O advogado-geral da União, ministro André Mendonça, emitiu brilhantemente parecer favorável ao acolhimento da arguição de descumprimento de preceito fundamental, apontando decisões do próprio Supremo que estabelece que os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem observar o âmbito de suas competências constitucionais.
 
É, precisamente, o que dispõe o artigo 3º, § 1º, da Lei nº 13.979/2020, que diz:
 
Art. 3º (…) (…) § 1º As medidas previstas neste artigo somente poderão ser determinadas com base em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde e deverão ser limitadas no tempo e no espaço ao mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública.
 
Mendonça aponta justamente a falta de embasamento técnico e científico para a imposição de medidas que proíbam o livre exercício da fé, além de enfatizar que essas restrições, com base em critérios técnicos e científicos, deveria ser definida em teor temporal, ou seja, com prazo de vigência.
 
Por sua vez, o advogado-geral da União cita o dispositivo do Regulamento Sanitário Internacional, que estabelece o seguinte teor:

  1. A implementação deste Regulamento será feita com pleno respeito à dignidade, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais das pessoas. 2. A implementação deste Regulamento obedecerá à Carta das Nações Unidas e a Constituição da Organização Mundial da Saúde. 3. A implementação deste Regulamento obedecerá a meta de sua aplicação universal, para a proteção de todos os povos do mundo contra a propagação internacional de doenças. 4. Os Estados possuem, segundo a Carta das Nações Unidas e os princípios de direito internacional, o direito soberano de legislar e implementar a legislação a fim de cumprir suas próprias políticas de saúde. No exercício desse direito, deverão observar o propósito do presente Regulamento. (Grifou-se).
     
    Temos também o parecer do procurador-geral da República, Augusto Aras, que lembrou que o livre exercício dos cultos religiosos “visam a proteger, desde que asseguradas as medidas sanitárias indispensáveis para seu o exercício coletivo, a saúde mental e espiritual da população brasileira, que precisa de assistência religiosa para o enfrentamento de momento tão grave da epidemia do novo coronavírus”.
     
    O procurador-geral da República também lembra que “o culto, por externalizar e identificar o fenômeno religioso, representa elemento primordial da liberdade religiosa. Disso resulta que a liberdade de culto se insere no dever prestacional do Estado de assegurar a assistência religiosa, de que é exemplo disso a obrigação alternativa na escusa de consciência e as capelanias”.
     
    “O dever de o Estado assegurar a assistência religiosa por meio de medidas que viabilizem o exercício da liberdade de culto fica ainda mais evidente em situações de guerra, de pandemias/epidemias, ou de outras calamidades públicas que fragilizam sobremaneira a saúde mental e espiritual da população”, completa Augusto Aras.
     
    Neste contexto, cabe destacar que a decisão do ministro toma como argumento, além da própria negação de que o direito fundamental de liberdade religiosa está sendo violado, a ideia estapafúrdia de que possa haver “valor constitucional concorrente de maior peso” ao livre exercício de culto. Sugerindo que a proteção à vida seria concorrente de peso maior que o direito à liberdade religiosa. Sob que critérios? Quais argumentos comprovariam que os cultos cristãos estão colocando em risco de morte seus participantes?
     
    Além disso, o ministro desconsidera a argumentação exposta de que a liberdade de consciência também está sendo violada, mas é justamente em sua decisão que vemos uma clara imposição de ideias estapafúrdias, inclusive se envolvendo em questões de culto, como a própria consciência do indivíduo sobre a morte, que de acordo com o Cristianismo é superada através de Jesus Cristo, que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá”.
     
    Pois bem. Mesmo que venhamos a considerar que as alegações do ministro sejam sinceras, que ele realmente tem preocupações com a saúde do brasileiro e com sua sobrevivência diante da grave crise, preciso questioná-lo sobre alguns fatos que não testemunham desta preocupação: transportes públicos lotados, desemprego em massa, medidas que impedem o sustento e sobrevivência das famílias; acaso isso não é um atentado contra o direito à vida? Ou é possível viver sem se alimentar? A covid-19 não é transmissível no transporte público? Desemprego não afeta a saúde do trabalhador?
    Concluo afirmando que liberdade é o direito dos direitos. Não existe democracia sem liberdade. Inexiste Justiça se não houver liberdade. Neste sentido, não há motivos razoáveis para entendermos como constitucional ou legal as restrições que vêm sendo impostas, como o próprio direito de ir e vir, de trabalhar, de cultuar e, ao que tudo indica, de questionar a eficácia das medidas impostas.

*Bispo Dr. Abner Ferreira é 3° Vice presidente da CONAMAD (Convenção Nacional das assembleias de Deus ministério de Madureira), Presidente da convenção CONEMAD-RJ, Escritor, Advogado e Teólogo

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