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“Não passamos a mão em cabeça de bandido, tem que trabalhar”, defende Caiado no Presídio Feminino de Orizona

Nova unidade colocou fim às prisões mistas na região e, além de contar com 102 vagas exclusivas para mulheres, possui polo de confecção para produção de uniformes e máscaras de proteção contra coronavírus. Governador ainda entregou 10 viaturas à DGAP e lembrou que penitenciárias eram verdadeiros “quartéis generais de facções criminosas” em gestões passadas. “Hoje, avançamos muito e temos presídios de alta segurança e modelo, a exemplo de Águas Lindas, Anápolis, Formosa, Planaltina”

O governador Ronaldo Caiado durante solenidade na Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona: presídio, que entrou em funcionamento recentemente, tem 102 vagas exclusivas para mulheres e estrutura que possibilita o uso de mão de obra carcerária

“Não passamos a mão na cabeça de bandido. Tem que reeducar as pessoas, sim, mas tem que trabalhar e cumprir pena”, defendeu o governador Ronaldo Caiado em solenidade na Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona, nesta quarta-feira (30/09). O presídio, que entrou em funcionamento recentemente, tem 102 vagas exclusivas para mulheres e estrutura que possibilita o uso de mão de obra carcerária. Na ocasião, Caiado ainda entregou 10 viaturas para as unidades locais, com investimento de R$ 725.188,00, parte de verba estadual e outra de convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

“Estado gasta uma fábula de dinheiro para manter essas pessoas encarceradas. Bandido já deu prejuízo demais à população”, argumentou o governador. Ele explicou que há casos em que o custo de manutenção dos detentos chega a ser maior que o valor investido em uma educadora. “É inadmissível que essa responsabilidade fique nos ombros da população goiana”, frisou.

Diretor-geral de Administração Penitenciária, coronel Agnaldo Augusto da Cruz ressaltou que a unidade feminina de Orizona é um modelo a ser implementado em todo Estado e afirmou que, pela primeira vez, a reestruturação do sistema prisional é prioridade na gestão pública estadual. “Hoje é mais um marco do governo Ronaldo Caiado no sistema prisional. E que já produz frutos, como podem ver com os próprios olhos”, citou.

O coronel Agnaldo Augusto referiu-se ao polo de produção, local onde 15 detentas trabalham na confecção de uniformes para a população carcerária de Goiás – desde o início das atividades, em agosto, já foram produzidas mil unidades. Também há fabricação de máscaras de proteção individual contra o coronavírus, que são são distribuídas a hospitais públicos, parceiros e servidores da segurança pública.

“Os reeducandos são tratados como gente aqui dentro do sistema prisional, de forma respeitosa e, além do mais, trabalham. Desde quando foi inaugurado o presídio, essa confecção jamais parou”, observou o prefeito de Orizona, Joaquim Augusto Marçal.

“Quartéis de facções”
Em Orizona, o governador Ronaldo Caiado lembrou que as penitenciárias eram verdadeiros “quartéis generais de facções criminosas” durante os governos anteriores. “De dentro, mandavam matar, assaltar, sequestrar”, comentou. Neste sentido, reconheceu a atuação da DGAP na melhoria da eficiência e ocupação do sistema, com diminuição de custo e aumento do número de vagas. “Avançamos muito. Hoje temos presídios de alta segurança, penitenciárias modelo, a exemplo de Águas Lindas, Anápolis, Formosa, Planaltina”, exemplificou.

Goiás avançou também no processo de reorganização da gestão penitenciária. Um exemplo é que a entrega do presídio de Orizona pôs fim, na região, à existência dos presídios mistos – com detentos de ambos os sexos –, o que é uma das principais metas do Plano Estadual de Atenção às Mulheres Privadas de Liberdade e Egressas do Sistema Penitenciário Goiano. “Era uma excrescência que havia quando recebemos o governo, em 2019”, criticou o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda.

Segundo o coronel Agnaldo Augusto, estão previstas mais duas inaugurações de presídios femininos ainda em 2020, nos municípios de Serranópolis e Hidrolândia. “Lá vamos tirar 110 presas que estão juntas com os detentos da CPP de Aparecida [Casa de Prisão Provisória]”, projetou o diretor-geral da DGAP. “Vamos manter a obrigação do Estado: separar homens de mulheres. Isso era inaceitável”, assegurou o governador Ronaldo Caiado.

Em seu discurso, o secretário Rodney Miranda destacou a integração do trabalho da Segurança Pública no Estado e lembrou que defendeu a permanência da DGAP vinculada à SSP. “Não há controle efetivo da violência na rua se não houver sistema prisional devidamente organizado”, explicou. E fez questão de registrar que as quedas nos índices de criminalidade, que fazem de Goiás um destaque nacional, têm participação decisiva da administração penitenciária.

Representante do Legislativo no evento, o deputado federal José Nelto foi enfático: “o crime não compensa. Quem comete, terá que pagar por seus erros”. E completou: governo de Caiado está promovendo uma verdadeira “revolução”, ao devolver Goiás aos goianos.

Polícia Penal
O secretário Rodney Miranda citou, em sua fala, que é determinação do governador que o processo de promoção de agentes de forças de Segurança, em andamento, seja concretizado o mais rápido possível. Tudo será feito com respeito às responsabilidades fiscais do Estado. “Os direitos que vocês têm serão reconhecidos por mim e [um projeto] será encaminhado à Assembleia Legislativa”, explicou o governador Ronaldo Caiado.

“Esse assunto será tratado desta maneira por nós, autorizei o secretário [Rodney Miranda] a entrar em contato com nossa secretária da Economia [Cristiane Schmidt] e, a partir daí, vamos elaborar algo que seja possível cumprir. “Não estou fazendo aqui nenhuma proposta eleitoreira”.

Nova estrutura física
Para a abertura da Unidade Prisional de Orizona, seguindo as novas demandas, foi necessária ampla reforma com investimento total de mais de R$ 9 mil, além de doações recebidas por meio de parcerias locais. Este é o nono presídio voltado especificamente para a população carcerária feminina, o terceiro inaugurado somente em 2020. Agora, o local passa a oferecer salas de aula e de videoconferência, confecção, consultórios médicos e odontológicos, entre outros setores.

A penitenciária feminina de Orizona também é a primeira a contar com uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), com observância das normas de preservação ambiental. A água que seria descartada pela unidade, após tratamento adequado, é reutilizada pela Prefeitura nos jardins do município.

Também participaram do evento a primeira-dama de Orizona, Mara Marçal; o coordenador regional prisional, Leopoldo de Castro; a diretora da Unidade Prisional Regional Feminina de Orizona, Alexandra Rezende de Oliveira; o ex-prefeito João Bosco Mesquita; os comandantes coronel Rejânio Mendes Lopes (9° Comando Regional de Polícia Militar), major Kelver Alcântara Vieira Melo (11° Batalhão de Polícia Militar), coronel Pablo Lamaro (5° Comando Regional do Corpo de Bombeiros), tenente Willian Carlos Pereira (14ª Companhia Independente do Corpo de Bombeiros).

Estiveram presentes, ainda, o presidente do Sindicato Rural, Geovando Vieira; o escrivão Selmo Antônio Canedo (representando o Poder Judiciário); o oficial de Promotoria de Justiça, Marcelo Caetano, a coordenadora regional de Educação de Pires do Rio, Joana D’Arc Correia, o assessor Victor Hugo (representando o deputado federal Zé Mário Schreiner), o empresário Josmar Fernandes, além de policiais penais, policiais militares e bombeiros.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Deputado quer gratuidade nos Restaurantes Comunitários para população de baixa renda

Da redação

Cerca de R$ 50 mil famílias teriam direito ao benefício, que custaria R$ 6 milhões mensais ao GDF

O deputado Fernando Fernandes (Pros) conseguiu a aprovação de projeto que prevê gratuidade para famílias de baixa renda nos Restaurantes Comunitários do Distrito Federal (DF). De acordo com o texto da proposta, beneficiários de programas sociais não vão precisar pagar R$ 1 referente ao valor da refeição.

Durante entrevista ao Programa Conectado ao Poder, da TV União, o distrital disse que a Câmara Legislativa do DF aprovou o projeto e, agora, falta apenas a sanção do governador Ibaneis Rocha.

“De acordo com o IBGE, o DF tem cerca de 50 mil famílias nessa condição. A estimativa é de um custo diário de R$ 200 mil e mensal na casa dos R$ 6 milhões”, projeta o parlamentar.

Na opinião de Fernandes, “o GDF tem condições e trata-se de um dinheiro muito bem empregado”. “Quem tem fome, tem pressa”, enfatiza o deputado.

Daniel de Castro anuncia saída do PSC

Da redação

Administrador de Vicente Pires pretende ingressar no PP

Conhecido por sempre coordenar o segmento evangélico dentro da política, o Pastor Daniel de Castro anuncia que pretende deixar o PSC nos próximos dias. Em entrevista ao Programa Conectado ao Poder, da TV União, o político vê o PP, de Celina Leão, como uma possibilidade real.

“Nem o Zenóbio Rocha e nem o Iolando sabem disso, mas essa é minha vontade. Estou anunciado aqui que não fico no PSC”, crava o administrador regional de Vicente Pires.

De acordo com Daniel, Celina tem sido uma parceira minha e de Vicente Pires. “Tem ajudado a cidade com emendas e articulações políticas”, explica.

No entanto, o pastor enfatiza que a palavra do governador Ibaneis Rocha é a final. “Tudo depende dele, se ele falar que é para eu ficar, eu fico; se é para sair, eu saio; se não é para concorrer a nada, eu não concorro”, garante.

Para ele, se em 2018, tivesse ficado com Ibaneis, seria deputado hoje. “O PSC coligou com o Solidariedade, que apoio o Rogério Rosso (PSD), e ficamos sem as vagas”, lamenta.

Conectado ao Poder com Fernando Fernandes

O Conectado ao Poder, na TV União Brasília – canal 11.1, desta quarta-feira (30/09) entrevistou o com o deputado distrital delegado Fernando Fernandes.

Eleições nos EUA: Quem ganhou o debate entre Trump e Biden?

No equivalente político de uma lavagem de roupa suja, o vencedor foi o homem que saiu menos coberto de sujeira.

Em um debate que foi o equivalente político a uma lavagem de roupa suja, o vencedor foi o homem que saiu menos coberto de sujeira.

Na terça-feira à noite, esse homem foi Joe Biden — apenas porque seu principal objetivo era provar aos americanos que ele podia aguentar a pressão, que não estava fora de ritmo devido à sua idade avançada. Ele tinha que provar que podia levar uma torta na cara, metaforicamente falando, e manter sua calma.

Em geral, ele manteve esse padrão ao longo do debate, com um pouco de ajuda de Donald Trump, que, com constantes intimidações e interrupções, deu poucas chances para o ex-vice-presidente dizer algo que prejudicasse a si mesmo.

Joe Biden se empenhou em demonstrar que pode suportar pressão
Joe Biden se empenhou em demonstrar que pode suportar pressão – Foto: Reuters / BBC News Brasil

Trump em seu modo “Twitter” — a faceta não-convencional, bombástica, ofensiva e fomentadora — esteve em plena ação durante o debate que durou uma hora e meia.

Infelizmente para o presidente, muitos americanos, até mesmo seus próprios apoiadores, consideram sua personalidade na redes sociais um de seus atributos menos atraentes.

Trump precisava desse debate para sacudir uma corrida eleitoral que está se virando cada vez mais contra ele — e que tem sido notavelmente estável, mesmo em meio a adversidades econômicas, de saúde e sociais.

Nada nesta campanha eleitoral “vale-tudo” parece até agora mostrar que haverá uma mudança de curso, com um em cada dez eleitores americanos ainda se declarando indecisos.

‘Você pode calar a boca, cara?’

Trump interrompeu Biden 73 vezes, segundo a CBS News
Trump interrompeu Biden 73 vezes, segundo a CBS News – Foto: Reuters / BBC News Brasil

Ficou claro desde o início que tipo de “debate” seria. O objetivo de Donald Trump era abalar Joe Biden — e ele planejava fazê-lo interrompendo constantemente o ex-vice-presidente.

Pelas contas da CBS News, Trump interrompeu Biden um total de 73 vezes.

Isso gerou uma série de intervenções caóticas de ambos os lados, que incluiram Trump questionando a inteligência de Biden, e o democrata chamando o republicano de palhaço, reclamando para Trump ficar quieto e perguntando, indignado: “Você pode calar a boca, cara?”

De tempos em tempos, Trump disparava na direção de Biden, fazendo o democrata rir e balançar sua cabeça.

Quando o moderador Chris Wallace anunciou que o coronavírus seria o próximo tópico e que ambos os candidatos teriam dois minutos e meio ininterruptos para responder, Biden brincou: “Boa sorte com isso.”

Moderar este prestigioso evento em horário nobre deve ter sido o pior trabalho nos Estados Unidos na noite de terça-feira.

Biden fala para câmera

O coronavírus sempre seria um terreno difícil para o presidente — e o assunto surgiu logo no início do debate. Trump teve que defender a resposta de seu governo à pandemia que até agora já matou mais de 200 mil americanos. Ele disse que as medidas que tomou evitaram mais mortes e sugeriu que Biden teria piorado ainda mais as coisas.

A resposta de Biden foi falar diretamente para a câmera, perguntando aos telespectadores se eles podiam acreditar em Trump (as pesquisas indicam que a maioria dos americanos desaprova a forma como Trump lidou com a pandemia).

Joe Biden acusa Trump de mentir sobre a covid-19
Joe Biden acusa Trump de mentir sobre a covid-19 – Foto: Reuters / BBC News Brasil

“Muitas pessoas morreram e muitas outras vão morrer, a menos que ele fique muito mais esperto, seja muito mais rápido”, disse Biden.

Em uma troca de farpas, Trump se gabou do tamanho de seus comícios de campanha, realizados em espaços abertos porque é isso que os “especialistas” — com ênfase nessa palavra — sugerem. Ele então disse que Biden realizou comícios menores porque não consegue atrair multidões maiores.

“As pessoas querem que seus estabelecimentos sejam abertos”, disse Trump.

“As pessoas querem estar seguras”, rebateu Biden.

Essas idas e vindas demonstraram uma diferença fundamental na forma como os dois candidatos veem a pandemia e se a situação está melhorando — ou piorando.

Raça, supremacia branca e subúrbios

O formato do debate colocou no mesmo bojo questões raciais e de violência urbana. Isso provocou discussões agressivas que deixaram claro uma coisa: Biden se sentia mais confortável falando sobre as questões raciais, enquanto Trump queria discutir violência urbana.

Biden acusou o presidente de fomentar divisões racistas, enquanto Trump atacou o apoio que Biden deu a um projeto de lei de 1993 que levou a taxas de encarceramento mais altas para negros.

Mais adiante, Biden atacou Trump por dizer que a política habitacional apoiada pelos democratas e destinada a aumentar a diversidade ameaçava destruir os subúrbios das cidades americanas.

“Não estamos em 1950, todos esses apitos de cachorro (uma gíria da política americana, em que uma linguagem política é usada para passar uma mensagem a um determinado grupo, sem que outros entendam o significado real) e racismo não funcionam mais”, disse Biden. “Os subúrbios estão amplamente integrados.”

Trump atacou os antifas, uma ampla união de esquerdistas
Trump atacou os antifas, uma ampla união de esquerdistas – Foto: Reuters / BBC News Brasil

Ele acrescentou que a verdadeira ameaça para os subúrbios é a covid-19 e as mudanças climáticas.

Trump teve a chance no debate de condenar diretamente a violência de grupos de direita — desde defensores da supremacia branca a milícias.

Ele disse que condenaria, mas não condenou, e em vez disso disse a um grupo de extrema direita, os Proud Boys, para “recuar e aguardar” (o grupo Proud Boys, que reúne ativistas de extrema direita, comemorou a menção de Trump e respondeu pela internet: “nós estamos prontos”).

Trump então mudou de tática e passou a atacar os chamados antifas, uma coalizão informal de ativistas antifascistas e esquerdistas.

Quando Biden foi questionado sobre se, como líder autoproclamado do Partido Democrata, ele havia convocado seus correligionários — o prefeito de Portland e o governador de Oregon — para tomar medidas para conter distúrbios naquela cidade, ele rebateu dizendo que não tinha cargo eletivo.

Wallace deu a ambos os candidatos a chance de ir contra suas próprias bases, o que às vezes pode ser uma estratégia política inteligente. Em vez disso, os dois se esquivaram das perguntas.

A morte de George Floyd e as conversas resultantes sobre racismo institucional e violência policial levaram a manifestações em massa como as que os Estados Unidos não viam há décadas.

O debate de terça-feira lançou pouca luz sobre esse momento importante da história.

Trump se gaba de ‘fazer acontecer’

Se há uma mensagem que a campanha de Trump queria que os americanos tirassem desse debate — um clipe que foi tuitado da conta do presidente mesmo enquanto o debate estava em andamento — é que Joe Biden teve quase meio século em cargos públicos para resolver os problemas enfrentados pelo país, e esses problemas ainda estão por aí.

“Em 47 meses, fiz mais do que você fez em 47 anos”, disse Trump ao vice-presidente.

A resposta de Biden veio mais tarde no debate.

“Com este presidente, ficamos mais fracos, doentes, pobres, mais divididos e mais violentos”, disse ele.

Em 2016, Trump concorreu com sucesso contra Washington e o status quo. Fazer isso de novo depois de ocupar o Salão Oval por três anos e meio sempre seria um desafio, mas uma maneira de fazer isso é usando a longevidade de Biden na vida pública contra o democrata.

Moderador Chris Wallace teve problemas para controlar o debate
Moderador Chris Wallace teve problemas para controlar o debate – Foto: Reuters / BBC News Brasil

‘Eu sou o Partido Democrata, não Bernie’

Um dos objetivos de Trump durante este debate — e durante toda a campanha — foi pintar Biden como prisioneiro da ala esquerdista de seu partido. Biden, em sua primeira fala no debate, se defendeu.

O tópico de abertura do debate desta noite foi a Suprema Corte, mas Biden rapidamente mudou a discussão para a Affordable Care Act — lei passada pelo governo de Barack Obama que aumentou a proteção de saúde para a população americana. Essa lei está em risco por causa de um caso pendente na Justiça.

Trump acusou Biden de apoiar a “medicina socialista” e pressionar pelo fim do plano privado de saúde, levando o democrata a dizer que isso não estava em seus planos — e estressou que foi ele, Biden, quem ganhou a indicação presidencial democrata.

“Eu sou o Partido Democrata agora”, disse Biden, deixando claro que seu rival nas primárias, o esquerdista Bernie Sanders, não dita as políticas do seu partido. “A plataforma do Partido Democrata é a que eu aprovei.”

Essa tática ressurgiu mais tarde, durante uma discussão sobre mudança climática, quando Trump tentou vincular Biden aos gastos massivos e às propostas de regulamentação do programa “New Deal Verde” adotado por muitos na esquerda.

“Eu não apoio o New Deal Verde”, disse Biden. “Eu apoio o plano Biden que propus.”

“Oh, você não apoia?” Trump perguntou. “Bem, essa é uma grande declaração.”

Biden não consegue atacar Trump sobre ‘impostos ocultos’

A reportagem do New York Times sobre os impostos de Trump, publicada na noite de domingo, caiu como uma bomba na eleição — o público finalmente estava vendo informações que o republicano tentava ocultar por anos, quebrando uma tradição entre presidentes americanos.

Analistas políticos estavam curiosos para ver como Trump lidaria com isso durante o debate.

Reportagem do New York Times disse que Trump deixou de pagar impostos
Reportagem do New York Times disse que Trump deixou de pagar impostos – Foto: Reuters / BBC News Brasil

Quando o assunto surgiu, no entanto, Donald Trump ofereceu uma defesa semelhante à que apresentou em 2016, quando se gabou de que conhecia o código tributário melhor do que qualquer candidato anterior — e sua capacidade de evitar uma conta tributária maior foi simplesmente sua capacidade de tirar proveito da lei.

Biden, por sua vez, tentou transformar o assunto em uma crítica à reforma tributária aprovada pelos republicanos. Embora ele tenha observado que Trump paga menos em impostos federais do que os professores, essa mensagem — que poderia ter sido um ataque poderoso — ficou soterrada na briga que se seguiu com o presidente.

Se as declarações de impostos de Trump tiverem fôlego para seguir sendo tema nesta eleição, não será por causa deste debate.

‘Isso não vai acabar bem’

Segurança nas urnas

O segmento final do debate foi sobre segurança eleitoral e as preocupações — apresentadas tanto pela esquerda quanto pela direita — de que a eleição não será livre e justa.

Quando se tratou dos detalhes da discussão — se é que podemos chamar de discussão — a maior parte dela girou em torno de Trump compartilhando uma série de alegações enganosas sobre a votação por correspondência, na qual milhões de americanos confiarão este ano, ser cheia de corrupção e incompetência.

“Isso não vai acabar bem”, disse Trump a certa altura — um sentimento com o qual muitos americanos em ambos os lados da polarização concordarão, embora por razões diferentes.

Biden, por sua vez, tentou mostrar uma superioridade moral. Ele pediu que todas as cédulas fossem contadas e prometeu respeitar os resultados da eleição assim que o vencedor fosse decidido. Parecia que ele tinha mais alguns pontos para concluir, mas Trump o interrompeu novamente e então Wallace anunciou que o debate havia acabado.

Foi o fim repentino de uma noite caótica que dificilmente pode ser chamada de debate em qualquer sentido tradicional da palavra. Esses debates raramente decidem uma eleição para um dos candidatos, e no caso do debate de terça-feira parece improvável que algum eleitor tenha mudado de lado.

Isso provavelmente é uma má notícia para Trump, visto que uma de suas verdadeiras fraquezas são as eleitoras suburbanas, que dizem que não gostam dos modos às vezes rudes do presidente.

Mas se o objetivo de Trump no debate era transformar esta campanha em uma briga feia, deixando os eleitores alienados do processo e incertos sobre se haverá qualquer tipo de clareza ou resolução no final, ele executou muito bem sua tarefa na terça-feira à noite.

Por Anthony Zurcher
Fonte: Terra

Bolsonaro troca 10 vice-líderes na Câmara e dá mais espaço ao centrão

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trocou 10 vice-líderes do governo na Câmara e deu mais espaço a deputados federais do centrão. Eles ficarão no lugar de políticos que se elegeram na esteira do bolsonarismo e são mais ideologicamente identificados ao presidente, como a deputada Carla Zambelli (PSL-SP). As trocas foram efetivadas hoje no Diário Oficial da União.

Para marcar a mudança, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), levou o grupo para um café da manhã com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência em Brasília.

Segundo a assessoria da liderança, foi adotado um novo critério para a escolha dos nomes: cada partido da base aliada indicou um vice-líder por meio do respectivo líder. A postura sela o reforço da aproximação de Bolsonaro com o centrão em busca de mais votos para matérias de seu interesse no Congresso Nacional.

No momento, o governo de Bolsonaro quer apoio para a criação de um programa social que substitua o Bolsa Família com a marca de sua gestão. Após anúncio na segunda (28), porém, a iniciativa foi mal recebida pelo mercado financeiro por propor o uso de parte dos recursos do novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) e de precatórios.

Em tentativa de remediar a situação cobrando soluções também do Congresso, Bolsonaro disse ontem que os integrantes do governo estão “abertos a sugestões” junto aos líderes partidários. Barros e os demais líderes do governo no Parlamento agora buscam viabilizar o programa social antes de apresentar o texto da proposta oficialmente.

A reforma tributária, uma das principais bandeiras do ministro da Economia, Paulo Guedes, travou após falta de acordo. A expectativa é que a reforma não ande até as eleições municipais, marcadas para novembro.

São os novos vice-líderes do governo na Câmara:

  • Luiz Lima (PSL-RJ)
  • Giovani Cherini (PL-RS)
  • Joaquim Passarinho (PSD-PA)
  • Alberto Neto (Republicanos-AM)
  • Greyce Elias (Avante-MG)
  • Gustinho Ribeiro (Solidariedade-SE)
  • Marreca Filho (Patriota-MA)
  • Carla Dickson (PROS-RN)
  • Paulo Azi (DEM-BA)
  • Lucio Mosquini (MDB-RO)

Três vice-líderes foram reconduzidos, informou a liderança do governo:

  • Aluisio Mendes (PSC-MA)
  • Evair Vieira de Melo (PP-ES)
  • José Medeiros (Podemos-MT)

Foram retirados da função de vice-líder do governo na Câmara:

  • Carla Zambelli (PSL-SP)
  • Guilherme Derrite (PP-SP)
  • Carlos Jordy (PSL-RJ)
  • Coronel Armando (PSL-SC)
  • Eros Biondini (PROS-MG)
  • Diego Garcia (Podemos-PR)
  • Aline Sleutjes (PSL-PR)
  • Caroline de Toni (PSL-SC)

Por Luciana Amaral
Fonte: UOL

Centro de Radioterapia do HRT será inaugurado nesta quarta-feira (30)

Unidade foi equipada com aparelho de última geração e vai atender, inicialmente, 25 pacientes por dia

Os pacientes oncológicos do Distrito Federal que necessitam de tratamento com radioterapia, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), serão beneficiados com uma nova unidade equipada com aparelho de última geração. O Centro de Radioterapia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) será inaugurado nesta quarta-feira (29) e irá atender, inicialmente, 25 pacientes por dia.

R$ 9,1 milhões
é o valor total do investimento

Atualmente esse tipo de atendimento para os pacientes da Secretaria de Saúde era feito no Hospital de Base, que possui dois aparelhos, e no Universitário de Brasília, que tem um, bem como em unidades contratadas.

Com a nova unidade em operação será possível acelerar os atendimentos e diminuir o tempo de espera pelo tratamento. Hoje, a fila para primeira consulta em radioterapia está em 134 pacientes.

Obra

A obra teve início em 8 janeiro de 2019 e foi concluída em abril deste ano. O investimento total do empreendimento foi de R$ 9,1 milhões, dos quais que R$ 3 milhões foram usados na compra do equipamento acelerador linear da empresa norte-americana Varian Medical Systems.

Os recursos são provenientes do Ministério da Saúde em parceria com o Governo do Distrito Federal, que forneceu recursos humanos, terreno e conhecimento.

Bunker: paredes de concreto de alta densidade vão impedir que a radiação se espalhe | Foto: Agência Saúde

O prédio do Centro de Radioterapia ocupa uma área de 860 metros quadrados, ao lado do HRT. A sala onde foi instalado o acelerador linear foi construída com materiais especiais e paredes de concreto de alta densidade, chamada de bunker.

Essa estrutura é necessária para evitar que a radiação se espalhe no ambiente. O centro conta com recepção, salas de espera, consultórios, banheiros e todos os ambientes conforme a Lei de Acessibilidade.

Fonte: Agência Brasília

Doações para Campanha Vem Brincar Comigo podem ser entregues em sistema drive-thru

Das 14h às 16h desta quarta-feira (30), haverá um drive-thru no Detran Sede para arrecadar brinquedos e livros infantis

Na tarde desta quarta-feira (30), o estacionamento do Detran Sede contará com mais um drive-thru. Além do que já funciona atualmente para os serviços de protocolo, haverá também, um outro para receber as doações da Campanha Vem Brincar Comigo 2020. A ação, promovida pela Secretaria de Segurança e apoiada pelo Detran, tem como objetivo facilitar a entrega de brinquedos e livros infantis, que serão destinados a crianças em situação de vulnerabilidade como forma de celebrar o Dia das Crianças.

Este formato de coleta atende às orientações sanitárias estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a fim de evitar aglomerações e garantir a segurança de todos os envolvidos, e permite a participação de todos os servidores na campanha, inclusive os que são do grupo de risco da Covid-19 e se encontram em regime de teletrabalho. Os doadores podem fazer a entrega no drive-thru, das 14h às 16h.

Solidariedade

A campanha, idealizada pela Primeira-Dama do Distrito Federal, Sra. Mayara Noronha Rocha, e desenvolvida sob a coordenação da Subchefia de Políticas Sociais e Primeira Infância, conta com o apoio dos demais órgãos do Governo do Distrito Federal.

Por Zélia Ferreira
Fonte: Detran DF

Semad alerta sobre atuação de falsos fiscais e pagamento irregular de supostas multas por crimes ambientais

Em Goiás, fiscalização ambiental é realizada administrativamente pela Semad, pelos órgãos ambientais municipais e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Todo pagamento deve ser feito via documento de arrecadação, após abertura de processo, e jamais diretamente aos fiscais

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informa que seus fiscais atuam devidamente uniformizados, apresentam identificação funcional, e que jamais solicitam pagamento em dinheiro de multas

A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) alerta a população em relação a atuação de pessoas que estão se passando por fiscais e, em alguns casos, até cobrando valores em dinheiro como pagamento de multas aplicadas durante suposta ação fiscalizatória. Pessoas ligadas à uma Organização Não Governamental (ONG) foram denunciadas e presas recentemente.

De acordo com o Direito Ambiental brasileiro, “o poder de polícia ambiental é a atividade da administração pública, que limita ou disciplina direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato em razão de interesse público concernente à saúde da população, à conservação dos ecossistemas, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício das atividades econômicas ou de outras atividades dependentes de concessão, autorização/permissão ou licença do Poder Público de cujas atividades possam decorrer poluição ou agressão à natureza”.

De acordo com a secretária Andréa Vulcanis, em Goiás, a fiscalização ambiental é executada administrativamente pela Semad, pelos órgãos ambientais municipais e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Cada um em sua respectiva esfera de competência, de acordo com a norma descrita na Lei de Crimes Ambientais.
Já na esfera criminal, a responsabilização pelos danos ambientais o poder de polícia é exercido pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar, e pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), da Polícia Civil. Caso alguém presencie alguém de qualquer outra instituição ou órgão assumindo essa responsabilidade, a orientação da Semad é que seja feita uma denúncia.

Identificação
Segundo o superintendente de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Semad, Robson Dizarz, todos os fiscais da pasta atuam devidamente uniformizados. Ainda, possuem a carteira de identificação funcional da secretaria, documento que geralmente é apresentado pelos agentes durante a abordagem.

Ele alerta ainda que o procedimento fiscalizatório, diante de alguma irregularidade, é sempre convertido em um processo administrativo. “Se o cidadão receber uma notificação, auto de infração, embargo ou qualquer outra providência, isso é refletido em processo, com direito a ampla defesa”, esclarece.

E completa: “Jamais, em hipótese alguma, os fiscais da Semad solicitam dinheiro como pagamento a eventual dano ambiental. Tudo é tratado no âmbito do processo administrativo e, qualquer pagamento de auto de infração é feito a partir do documento de arrecadação estadual – boleto –, evitando, assim, que instituições que não possuem competência, esteja coagindo ou tirando proveito da sociedade goiana”.

Caso de Inhumas
Na última quarta-feira (23/09) duas pessoas ligadas à ONG Guardiões do Verde foram denunciadas e presas no município de Inhumas, na região metropolitana da Capital. Eles são suspeitos de aplicar golpes em empresários, se passando por fiscais ambientais. A dupla foi denunciada por uma das vítimas.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Miguel Mota, os acusados abordavam empresários do ramo de construções civis do município. Ele conta que, ao se apresentarem como fiscais do Ibama, faziam imagens do local e identificavam supostas irregularidades nas obras.

Ao apontar as irregularidades, os membros da ONG diziam ao dono do empreendimento que seria necessária a realização de pagamento em espécie, o que dificultava o rastreamento dos suspeitos. O denunciante afirma que a dupla chegou a cobrar R$ 4 mil para tornar a obra regular.

Fotos: Semad
Fonte: Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad)

“As obras em Vicente Pires começaram errado”

Da redação

É a conclusão do administrador regional da cidade, Pastor Daniel de Castro

Na opinião do administrador regional de Vicente Pires, Pastor Daniel de Castro, as obras na Cidade começaram errado. Essa foi a conclusão do gestor durante entrevista ao Programa Conectado ao Poder, da TV União.

De acordo com ele, a gestão passada começou o trabalho de maneira equivocada. “Tinha que ter feito a drenagem de baixo para cima e, depois, o asfalto de cima para baixo. Seria o óbvio”, explica. “Fizeram obras políticas”, acusa.

No início do governo, Daniel chegou a cogitar com a cúpula do GDF que as obras não terminariam nesta gestão. “Quando percebemos isso, concluímos que teríamos de fazer uma nova programação. Daí montamos um gabinete de gestão de crise”
Segundo ele, o cronograma foi o seguinte: em 2019, chegar a 70%; agora, superar os 90%. “Se não chegarmos aos 100% no fim do ano, seguramente estaremos nos 95%”, promete.

Após tudo concluído, “a partir do ano que vem as obras terminarão, aí é a hora de embelezar a cidade, passar pelo processo de regularização e chamar os equipamentos públicos”.

O administrador disse que já apresentou ao governo e a Câmara Legislativa o que a cidade tem e o que precisa.

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