Início Site Página 4189

Homenagem aos profissionais de saúde do Hran

Os 197 servidores contratados pelo Iges-DF para trabalhar no hospital, primeiro do DF a enfrentar a Covid-19, agora atuarão no Base, no HRSM e em UPAs

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF) fará uma homenagem aos 197 profissionais contratados pelo instituto para atuar no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), primeiro a internar pacientes com Covid-19. O evento será transmitido pelas redes sociais do Governo do Distrito Federal.

Os trabalhadores – médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem – serão redistribuídos para fortalecer outros serviços de saúde no Hospital de Base (HB), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e em unidades de pronto atendimento (UPAs), que são geridos pelo Iges-DF.

Acesse e confira a transmissão ao vivo:
https://twitter.com/AgenciaBrasiliahttps://facebook.com/govdf

SERVIÇO:

Data: 5/11, quinta-feira
Horário: 14h30
Local: Jardim do Hospital de Base (HB)

Fonte: Agência Brasília

Detran realiza seminário sobre alterações do Código de Trânsito Brasileiro

Evento gratuito e aberto à comunidade acontecerá no dia 12 de novembro, no auditório do Colégio Militar de Brasília

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal realizará, na quinta-feira (12), o I Seminário Detran-DF: Alterações do Código de Trânsito Brasileiro. O evento acontecerá no auditório Castelo Branco do Colégio Militar de Brasília, das 8h às 17h, e tem como objetivo discutir as recentes mudanças ocorridas na legislação de trânsito e o impacto delas na sociedade.

“Sabemos que o trânsito faz parte do cotidiano de toda a população e que qualquer alteração nas regras que o regem gera impactos na vida da sociedade. Por isso, queremos que a população tenha a oportunidade de ampliar o debate e entender como as recentes alterações do Código vão influenciar no seu dia a dia”, explica o diretor-geral do Detran, Zélio Maia.

A participação no seminário é aberta a toda a comunidade de forma gratuita mediante inscrição prévia, que deve ser realizada, até o próximo dia 10, pela internet, no link https://www.even3.com.br/seminariodetrandf2020/.

O evento contará com a participação de especialistas e de representantes de órgãos de trânsito. Aos inscritos, serão entregues kits com o Código de Trânsito Brasileiro atualizado. Haverá um debate, a partir das 14h, em formato de mesa-redonda. Na oportunidade, os convidados irão responder as dúvidas dos participantes.

Distanciamento social e medidas de segurança

Em razão das medidas para conter a pandemia de Covid-19, e assim resguardar o distanciamento mínimo de segurança, o número de vagas será limitado. Haverá disponibilização de álcool em gel e será obrigatório o uso de máscara.

Programação

8h: credenciamento e entrega de material

9h: abertura com presença de autoridades

9h às 12h: palestras Alterações no Código de Trânsito Brasileiro

14h às 16h30: debate (mesa-redonda)

16h30 às 17h: encerramento e entrega de certificados

Fonte: ASCOM Detran DF
Por Zélia Ferreira

Goiás busca habilitação para realizar transplantes de pâncreas

Novo procedimento, que depende do aval do Ministério da Saúde, será inédito no Centro-Oeste do país. Estado já é habilitado para transplantar rins e fígado

Transplante de rim em Goiás já é referência nacional, agora Estado busca autorização para procedimento com o pâncreas

O Governo de Goiás está em processo de habilitação junto ao Ministério da Saúde para realizar transplantes de pâncreas e pâncreas-rim. Com a autorização, o Estado se tornará o primeiro no Centro-Oeste a promover esse tipo de cirurgia, muito comum em pacientes com diabetes tipo 1. O credenciamento está em fase final de análise e a expectativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) é iniciar a nova modalidade de transplante já em 2021.

O objetivo é que as cirurgias sejam feitas no Hospital Estadual Geral de Goiânia Dr. Alberto Rassi (HGG), que já promove o mesmo tipo de procedimento com fígado e rim. Com mais de 500 transplantes concluídos, o hospital goiano é referência, sendo o 5º maior centro transplantador renal do país.

Gerente de Transplantes da SES, Katiúscia Freitas conta que o Estado trabalha para aperfeiçoar esse serviço, que é vital. “Goiás tem mostrado potencial de atender os pacientes e melhorar sistema de transplante como um todo. Acredito que, no futuro, teremos condições de caminhar em busca de outros transplantes”, projetou.

Mais que ampliar o leque de atendimentos do HGG via Sistema Único de Saúde (SUS), o transplante pancreático representa esperança aos goianos que porventura precisarem desse tipo de procedimento. Isso porque, segundo protocolos da Saúde, quando um órgão é captado no Estado, mas não pode ser transplantado no local, ele é disponibilizado na fila nacional de espera. No entanto, assim que habilitado, o HGG poderá priorizar os receptores daqui, o que deve acelerar o acesso dos goianos à cirurgia.

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil possui atualmente 57 pessoas na fila de espera para transplante exclusivo do pâncreas, enquanto outras 445 aguardam a modalidade simultânea (pâncreas e rim).

Katiúscia disse que a busca pela habilitação do HGG é motivada pelo desejo de garantir conforto aos pacientes que dependem do transplante para melhor qualidade de vida. “Queremos oferecer toda a estrutura para que a pessoa não precise se deslocar até outros Estados em busca do transplante”, relatou. “Isso mostra a preocupação do Governo de Goiás em atender quem está na fila de espera. Por trás dessa lista, estão pessoas. Estamos falando de vidas.”

Sobre as equipes

O serviço de transplante renal no HGG já realizou, até meados de setembro deste ano, 487 cirurgias do tipo. Já o transplante de fígado ocorre desde julho de 2018. De lá pra cá, o hospital concluiu 19 cirurgias. Todo esse trabalho é feito por duas equipes especializadas, já autorizadas pelo Ministério da Saúde.

No pedido de habilitação que está em andamento, a SES-GO pede aval para atuação de mais três equipes multiprofissionais no HGG. Uma delas é focada no transplante de rim, e vai reforçar o atendimento que já se tornou referência nacional. As outras duas equipes são novidade: uma especializada em pâncreas e, a outra, na modalidade simultânea pâncreas-rim. Para isso, são necessários nefrologista, urologista, cirurgião geral, endocrinologista e anestesista, todos com experiência comprovada.

Fonte: Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Propostas para incentivar o emplacamento de carros em Valparaíso

Da redação

Município tem uma frota de cerca de 200 mil veículos, mas menos de 40 mil são emplacados na cidade

Pábio Mossoró (MDB) diz que Valparaíso (GO) tem menos de 40 mil veículos emplacados na cidade em um universo de quase 200 mil que circulam na região. De acordo com o prefeito, esses veículos transitam na cidade, mas pagam impostos em outras regiões e até no Distrito Federal.

“Isso gera uma perda de receita gigantesca. O motorista usa as vias da cidade, exige um asfalto de qualidade e uma fiscalização eficiente, mas paga o tributo em outro lugar”, lamenta Mossoró.

Candidato à reeleição, Pábio tem se reunido com o Departamento de Trânsito (Detran) de Goiás e com as concessionárias de Valparaíso para viabilizar incentivos capazes de fazer com que os condutores emplaquem seus carros na cidade. “A proposta é conceder desconto para esse serviço”, explica.

“Tem a questão de a vistoria ser terceirizada e precisamos estudar uma forma mais rápida para que isso ocorra”, complementa.

Prioridade para Alexânia: construção da rede de esgoto

Da redação

Ronaldo Queiroz busca seu terceiro mandato no município e define prioridades

Em busca do terceiro mandato para a Prefeitura de Alexânia (GO), Ronaldo Queiroz (PTB) diz que uma das prioridades é a construção da rede de esgoto da cidade. “Não existe um palmo de esgoto lá até hoje”, revela.

Em seu segundo mandato, de 2013 a 2016, ele revela que buscou recursos federais para a execução da obra. Porém, a verba era vinculada à construção da pavimentação asfáltica. “Somando tudo, dava mais de R$ 40 milhões. No entanto, a execução da pavimentação era por conta da Saneago (Companhia Saneamento de Goiás S/A ), que não fez nada e nós ficamos sem tudo”, relembra.

De acordo com Ronaldo, no último ano do mandato, foi lançada a obra e chegaram três carretas de cano da Saneago. “Dias depois a carreta levou os canos embora e a Caixa Econômica suspendeu o recurso. Foi um excesso de vontade de não fazer”, completa.

Ele conta que, a partir de agora, o governo estadual desvinculou as obras e uma não depende da outra para ser feita. “Eu espero que a verba ainda esteja na conta da prefeitura. Com isso, fica fácil de executar boa parte dos serviços, mas o dinheiro precisa estar lá ainda. E vamos precisar de aditivos até chegar a cerca de R$ 60 milhões”, pondera o candidato.

Governo de Goiás cumpre cronograma e nomeia mais 20 delegados da Polícia Civil

Chegada dos novos integrantes da segurança pública busca equilibrar déficit que se acumulou ao longo das últimas duas décadas. Essas são primeiras contratações desde 2014. Com novo efetivo, número de delegados da PC vai aumentar em 25%

O Governo de Goiás publicou, nesta terça-feira (03/11), no Diário Oficial, a nomeação de mais 20 delegados substitutos aprovados no último concurso da Polícia Civil. Desta forma, o Estado cumpre o cronograma anunciado pelo governador Ronaldo em setembro e que garante a convocação de 100 aprovados até o final de janeiro de 2021.

Os primeiros 20 nomeados foram chamados no dia 1º de outubro. São 20 delegados por mês até 1º de janeiro de 2021. Em 25 de janeiro, haverá a última convocação, e a partir dela, todos os 100 que fizeram o concurso e foram aprovados estarão no cargo. Com o novo efetivo que ingressa nos quadros da Polícia Civil, o número de delegados vai aumentar em 25%.

A chegada dos novos integrantes da segurança pública busca equilibrar um déficit que se acumulou ao longo das últimas duas décadas. Essas são as primeiras contratações desde 2014.

Durante a cerimônia de divulgação do cronograma de nomeação dos delegados substitutos, o governador Ronaldo Caiado ressaltou que, para cumprir o calendário de nomeação, foi necessário um encaixe no orçamento para não quebrar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A maioria dos profissionais será deslocada para o interior, principalmente para as regionais que mais precisam, como as de Luziânia, Posse, Porangatu, Uruaçu e Goiás.

Confira os nomes dos aprovados no Diário Oficial do Estado de Goiás no site diariooficial.abc.go.gov.br.

Fonte: Secretaria da Casa Civil – Governo de Goiás

Vídeo | Caiado anuncia apoio a Dr. Lucas na disputa pela prefeitura de Águas Lindas (GO)

O governador de Goiás, Dr. Ronaldo Caiado (Democratas) encontrou-se com candidato a prefeito de Águas Lindas Dr. Lucas de Carvalho Antonietti, nesta quarta-feira (4).

Em vídeo ao lado do Dr. Lucas (Podemos) e sua esposa Drª Fernanda Laísa Navarrete de Souza Antonietti, declarou total apoio a candidatura de Dr. Lucas pela prefeitura de Águas Lindas de Goiás.

Caiado agradece, carinhosamente, os eleitores que votaram nele para governador, no primeiro turno. Ele reforçou que a posição é de total apoio ao Dr. Lucas (19) nas Eleições para prefeito. “Precisamos, neste momento uma pessoa que tenha a capacidade de agregar as forças e melhorar a qualidade de vida de toda a população”, pontuou o governador.

Confira o vídeo de apoio de em que Caiado explica por que Dr. Lucas deve ser o prefeito da cidade e pede “humildemente” o voto dos águas lindense.

Por Maurício Nogueira
Fonte: Tudo Ok Notícias

Outubro tem o menor número de homicídios dos últimos 21 anos

Estratégias da Secretaria de Segurança atuam na redução dos índices criminais. Foram 36 dos chamados Crimes Letais e Intencionais no período

Balanço divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP/DF) mostra que os Crimes Letais e Intencionais (CVLI) – que agrupam homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte – registrados em outubro correspondem ao menor número de vítimas no mesmo mês em 21 anos.

Em relação a outubro do ano passado, quando 42 pessoas foram vítimas desses crimes, a redução chega a 14,3%. No último mês, 36 pessoas perderam a vida. O acumulado desses tipos de crime nos dez meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, também revela queda, desta vez de 7%, o que corresponde a 26 vidas preservadas.

“Sabíamos que o desafio neste ano seria grande, pois fechamos 2019 com o maior número de vidas foram poupadas nos últimos 35 anos. Desta forma, traçamos estratégias para que conseguíssemos continuar com a redução mensal dos índices criminais. Com a pandemia, tivemos que adaptar nossas ações para conseguir atingir a meta”, avalia o secretário de Segurança Pública, delegado Anderson Torres. “Iniciamos operações, investimos em videomonitoramento e, com apoio incansável e determinante das forças de segurança, estamos fechando mais um mês com reduções expressivas. Só posso agradecer o empenho de todos envolvidos”, diz.

Sabíamos que o desafio neste ano seria grande, pois fechamos 2019 com o maior número de vidas foram poupadas nos últimos 35 anos. Desta forma, traçamos estratégias para que conseguíssemos continuar com a redução mensal dos índices criminais. Com a pandemia, tivemos que adaptar nossas ações para conseguir atingir a metaAnderson Torres, secretário de Segurança Pública

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, os números foram alcançados devido a ações coordenadas em conjunto com as forças de segurança, investimento em tecnologia e uso de inteligência policial, o que, diz a pasta, tem sido primordial para a redução dos índices criminais no Distrito Federal.

O estudo aponta também que não houve nenhum feminicídio na capital federal em outubro, sendo o terceiro mês deste ano a não registrar essa tipificação criminal, que também não ocorreu em fevereiro e maio. No acumulado dos dez meses deste ano houve redução de 51,8% nos feminicídios em relação ao mesmo período do ano passado, de 27 para 13 casos este ano.

O aumento do crime de gênero era uma preocupação da Segurança Pública no início da pandemia, como afirma Anderson Torres. “Por conta disso concentramos esforços para a divulgação de nossas campanhas de incentivo às denúncias, como a #MetaAColher, e dos canais de atendimento. O DF se manteve na contramão da média nacional, que registrou aumento dos feminicídios”, explica.

Crimes contra o patrimônio

Os Crimes Contra o Patrimônio (CCPs) acompanhados prioritariamente pela SSP/DF – roubos a pedestre, veículos, transporte coletivo, comércio, residência e furto em veículo – tiveram redução de 48,3%, em outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso representa quase dois mil roubos e furtos a menos no DF. No acumulado dos dez meses deste ano a redução dos crimes chegou a 31,9%.

O maior decréscimo apresentado em setembro deste ano, em comparação com o mesmo mês de 2019, refere-se ao furto em veículo – que chegou a 53,7%. Na sequência aparece roubo de veículo (50,5%), roubo em transporte coletivo (50%), roubo em comércio (47,2%) e roubo a transeunte, com 45,9% de queda. Em outubro deste ano foram registrados 30 roubos em residência a menos que no mesmo mês do ano passado. Em 2020 foram 25 crimes e, no ano passado, 55.

Um dos investimentos que têm contribuído com o trabalho das forças de segurança para a redução criminal é a instalação de câmeras de videomonitoramento. Atualmente há 928 equipamentos fixos e móveis da SSP/DF instalados em regiões administrativas do DF, transmitindo imagens, em tempo real, para o Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB). Em 22 meses, o número de equipamentos instalados aumentou quase 60%. Em janeiro de 2019, o Distrito Federal contava com 584 câmeras.

Para o comandante-geral da PMDF, coronel Julian Pontes, os dados de outubro são muito positivos e seguem a tendência do ano de 2020. “Esses índices refletem um esforço da PMDF em levar segurança, tranquilidade e ordem para a população do DF. Estamos, diuturnamente, aprimorando nossos processos e procedimentos, tanto os internos quanto os operacionais. Nossas ações estão baseadas em três premissas: análise criminal, emprego da inteligência policial e policiamento de proximidade com foco na resolução de problemas. Com orgulho afirmamos que a Polícia Militar é muito mais que segurança”, afirma.

A PCDF intensificou o combate ao tráfico de drogas, o que contribui diretamente para redução dos crimes patrimoniais, como diz o diretor-geral da entidade, Robson Cândido. “Realizamos grandes apreensões – mais de seis toneladas de maconha e seis mil comprimidos de ectasy – gerando impacto nos crimes de roubo, furto e latrocínio. Isso ocorre, pois quando se tem menos drogas em circulação, os usuários estão menos propensos ao crime. Em outra frente, direcionamos boa parte do efetivo na investigação desses crimes. Com essas diretrizes conseguimos entregar resultados expressivos à sociedade”, afirma.

Fonte: Agência Brasília

Recebeu spam de candidato? Veja regras para campanha eleitoral no WhatsApp

Redes sociais, sites de financiamento coletivo e outras plataformas são cada vez mais importantes em candidaturas eleitorais —e o presidente, Jair Bolsonaro, é a prova viva desses novos tempos. Neste ano, quais são os limites para um político, seu partido e seus apoiadores usarem e abusarem do WhatsApp, que em 2018 se mostrou o grande vilão das eleições presidenciais com o excesso de fake news disseminadas?

Desde 2017 uma alteração na lei federal 9.504/1997 e a resolução 23.610 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) regulam a propaganda na internet. Mas essa será a primeira vez que candidatos a prefeitos e vereadores deverão segui-las à risca. Ela passou a incluir orientações sobre registros de páginas, compartilhamentos, impulsionamentos e até mesmo um tipo de “boca de urna” feita pelas redes sociais.

Fique ligado no que candidatos a prefeito e vereador podem ou não fazer no WhatsApp para atrair os eleitores, e saiba como denunciar irregularidades.

“Santinho” digital só com consentimento

Recebeu propaganda política no WhatsApp sem autorizar o candidato ou partido? Você pode fazer uma reclamação para cancelar os próximos envios. Os candidatos devem manter formas de solicitar o cancelamento e o envio deve cessar em até 48 horas, sob pena de multa de R$ 100 por cada mensagem enviada.

Diogo Rais, advogado membro da Abradep (Academia de Direito Eleitoral e Político) e especialista no tema, lembra que a própria tecnologia permite bloquear spam eleitoral. “Acho esse dispositivo importante, mas creio que ele ainda não foi usado. É mais fácil o eleitor colocar o email no spam, e o WhatsApp também permite o bloqueio de mensagens vindas de um número específico. Não é necessário nem esse prazo de 48 horas para isso”, opina.

A lei permite que envio de mensagens por aplicativos, mas só para os contatos já cadastrados na lista do candidato ou do próprio partido. Eles também são responsáveis pelo envio de mensagens —ou seja, robôs nem pensar. A venda de cadastro de endereços eletrônicos também está proibida. A contratação desse tipo de serviço pode gerar uma multa que varia de R$ 15 mil a R$ 50 mil.

Existem empresas fazendo propaganda e dizendo: ‘olha, disparo um milhão de mensagens para WhatsApp por dia’. Isso é proibido, não se pode contratar uma empresa para esse tipo de envio”Alberto Rollo, professor de direito eleitoral da Universidade Presbiteriana Mackenzie

O WhatsApp afirmou a Tilt que “não tolera o disparo de mensagens em massa em sua plataforma”. Segundo a plataforma, há “sistemas automatizados para identificar esse tipo de comportamento” e que cerca de 2 milhões de contas são banidas no mundo todos os meses.

A empresa afirmou ainda que tem monitorado e solicitado a retirada de milhares de anúncios online de empresas de disparos em massa, que estão sendo notificadas e processadas. Mas algumas delas burlam a lei e operam de forma escusa, como Tilt descobriu no caso da Sallapp e da Yacows.

Segundo o WhatsApp, em todas as ações ajuizadas até o momento, “há decisão judicial determinando que as empresas interrompam imediatamente a promoção, o oferecimento e a prestação desses serviços ilegais”.

O próprio eleitor pode denunciar ao TSE por meio de uma plataforma desenvolvida pelo WhatsApp se receberam alguma mensagem que fuja às regras. Tilt entrou em contato com o órgão para comentar as regras para a eleição municipal, mas a solicitação de entrevista não foi atendida.

Quem compartilha fake news é cúmplice de crime

Para o usuário, as regras não mudam muito. Você pode compartilhar qualquer mensagem de apoio ao seu candidato em conversa particular ou em grupos. Mas, claro, tomando cuidado para não enviar fake news.

“Você, como eleitor, pode fazer a propaganda eleitoral pelo WhatsApp do candidato que você quiser. Se olharmos a lei, veremos que ela permite o envio de mensagens eletrônicas. O eleitor está lá em um grupo de 50 pessoas, ele pode mandar, ‘vote no meu candidato, ele é o melhor’, isso sem problema nenhum”, diz Alberto Rollo.

O que não se pode fazer é compartilhar fake news e propaganda enganosa. Se o eleitor repassar conteúdo falso, é corresponsável pelo crime.

Em novembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 13.834, que pune com dois a oito anos de prisão quem divulgar notícias falsas com finalidade eleitoral.

O WhatsApp está testando um recurso em parceria com o Google desde agosto deste ano, que permite aos usuários verificarem um conteúdo antes de enviá-lo. Dentro de uma conversa ou grupo no app, uma lupa substitui o botão encaminhar na mensagem. Ele permite copiar a mensagem no navegador de internet para buscar mais referências sobre o assunto. Os testes estão sendo realizados em sete países, incluindo o Brasil.

O TSE também lançou recentemente o Tira-Dúvidas Eleitoral, um assistente virtual no WhatsApp com informações sobre as eleições municipais de 2020. O bot oferece ainda o serviço “Fato ou Boato?” que checa informações e dá dicas de como identificar conteúdo enganoso. Para usar, ponha o telefone (61) 9637-1078 na sua lista de contatos, ou pelo link wa.me/556196371078.

Quem pode fazer propaganda?

A lei permite que apenas o candidato, o partido ou a coligação realizem propaganda na internet. Além disso, o site usado para a divulgação deve ser registrado pela Justiça Eleitoral. Se a notícia for mentirosa, a Justiça saberá quem punir porque a origem da informação estará na página comunicada.

Eleitores podem publicar conteúdos sobre seu candidato, mas a lei impede que eles criem ou impulsionem propagandas políticas por meio desses sites. Só é permitido compartilhar as que foram criadas oficialmente pelas campanhas.

Não podemos dizer o mesmo quanto a pessoas jurídicas. A lei impede a veiculação de propaganda eleitoral em sites de empresas ou entidades, independentemente de serem gratuitas. A multa varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Quem pode pagar para alcançar mais eleitores?

Outra regra importante está relacionada aos impulsionamentos, ou seja, o pagamento às plataformas para que determinado conteúdo alcance mais pessoas.

Se a publicação em uma rede social for de cunho eleitoral e estiver sendo impulsionada por um usuário que não seja o partido, a coligação ou o próprio candidato, pode ser crime passível de multa. Todo conteúdo impulsionado deve ter nota fiscal, que será apresentada à Justiça Eleitoral na prestação de contas como despesa de campanha.

Diogo Rais destaca que os impulsionamentos não podem ser realizados por pessoas jurídicas, já que elas não podem financiar campanhas. “Nas redes sociais, que as empresas atualmente passaram a ter páginas e perfis, o mesmo entendimento foi aplicado”, completa.

As plataformas contratadas para os impulsionamentos, como Google ou Facebook, devem, obrigatoriamente, ter sede e foro no Brasil.

Ataques a adversários são proibidos

A lei também considera crime eleitoral o marketing negativo, que é o disparo de mensagens em massa contra um adversário. O professor Alberto Rollo explica que esse comportamento é diferente de criticar um rival.

“Você pode falar, ‘não vou votar nesse prefeito porque deu muitas enchentes’, por exemplo. Somos cidadãos e temos direito a manifestação. O que a lei veda é o candidato ou cidadão contratar uma empresa para fazer serviço sujo, falar que fulano é ladrão, entre outras coisas”, afirma.

Além disso, a Lei 9.504/1997 afirma que “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral por meio da rede mundial de computadores”. Isso significa que ninguém poderá fazer propaganda política por meio de contas fake nas redes sociais como FacebookInstagram ou Twitter.

Pode fazer boca de urna na internet?

Postagens sobre o candidato no dia da eleição, ou receber no WhatsApp vídeos de eleitores votando em determinado candidato, são considerados “boca de urna” segundo a Justiça. “Hoje a lei fala expressamente que no dia da eleição o candidato e qualquer pessoa envolvida em campanha devem congelar as redes sociais”, afirma Alberto Rollo.

Apesar da restrição para o dia da eleição, qualquer conteúdo pode ser publicado até às 23h59 do dia que antecede o pleito. Nada que foi publicado até esse horário precisa ser retirado do ar.

Rollo diz que a regra também vale para qualquer eleitor, mesmo que faça uma publicação “sem querer” ao promover um candidato no dia do pleito. “A lei não diz que constitui crime para o candidato, constitui crime para todo mundo”, encerra.

Por Felipe Oliveira
Fonte: UOL Tilt

Detran-DF flagra mais de 100 condutores alcoolizados

Durante o fim de semana prolongado, a fiscalização autuou 49 motoristas dirigindo sem habilitação

De quinta-feira (29/10) a segunda-feira (02/11), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou diversas ações de fiscalização. As equipes autuaram 112 condutores por dirigir veículo após a ingestão de bebida alcoólica. Desse total, seis motoristas apresentaram concentração de álcool igual ou superior a 0,3 miligrama por litro de ar alveolar e foram conduzidos à delegacia.

Durante as operações, os agentes de trânsito autuaram 49 condutores inabilitados, cinco por disputar corrida em via pública e 383 por infrações diversas.  Os agentes flagram ainda 39 motociclistas conduzindo o veículo com escapamento irregular. As equipes recolheram 57 veículos ao depósito. As ações ocorreram na Asa Sul, Gama, Planaltina, Samambaia, Sobradinho, Sudoeste, Taguatinga e Vicente Pires, e, algumas, contaram com a participação da Polícia Militar.

Por Jaqueline Costa
Fonte: Detran DF

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -