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Projeto que alerta para a conscientização na saúde dos homens é aprovado na CCJ

DSC_7337-900x550A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei n° 661/2015, de autoria da deputada distrital Luzia de Paula (PSB).

O PL incluiu o Novembro Azul no calendário oficial de eventos do Distrito Federal e surgiu da necessidade de esclarecer a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata.

“Nós mulheres temos uma grande responsabilidade, pois, por natureza, somos grandes agentes de saúde. Somos nós que conversamos com os maridos e na maioria das vezes os levamos para o médico”, ressaltou a parlamentar.

Para Luzia de Paula o foco da campanha é conscientizar os homens para que façam o exame de próstata, principalmente aos 50 anos. “Infelizmente a doença não apresenta sintomas na fase inicial. Quando o câncer de próstata começa a dar sintomas, a doença já está avançada”, finaliza Luzia de Paula.

Fonte: luziadepaula.com.br

Conectado ao Poder na Rádio OK FM com o Senador Hélio José, Alessandro Paiva e Paulo Matos – 02/07/2016

Sandro Gianelli, Rodrigo Mercúcio e Zinhão entrevistaram o Senador Hélio José (PMDB); Alessandro Paiva, administrador do Lago Sul) e Paulo Matos, presidente do PPL – DF.

Programa transmitido no dia 2 de julho de 2016.

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Delator afirma que o PT pediu R$ 30 milhões para quitar dívida de Haddad

fernando-haddad-02-originalO ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pediu à Andrade Gutierrez o pagamento de uma dívida de 30 milhões de reais da campanha do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). O valor teria sido cobrado também de mais cinco construtoras, revelou Flávio Gomes Machado Filho, ex-diretor da empreiteira, em delação premiada na Operação Lava Jato. “Em 2013, o PT, por meio de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, solicitou à Andrade Gutierrez o pagamento de uma dívida do partido referente à campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo”, afirmou Machado Filho, em depoimento no dia 25 de fevereiro, na Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília.

“A dívida era de 30 milhões de reais. Também houve a solicitação do pagamento a outras cinco empresas, de modo que ficariam 5 milhões de reais para pagamento pela Andrade Gutierrez.” Vaccari está preso. Dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa – primeiro grande empreiteiro a fazer delação premiada – já confessara, no ano passado, que chegou a pagar uma despesa de 2,4 milhões de reais da campanha do petista.

Eleito em 2012, Haddad arrecadou 42 milhões de reais em sua campanha e gastou 67 milhões de reais – um rombo de pelo menos 25 milhões de reais, assumido pelo Diretório Nacional do PT no ano seguinte. Parte desse valor era do contrato fechado com a Polis Propaganda e Marketing, de João Santana. Responsável pela campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e da primeira vitória da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2010, o publicitário foi contratado pela campanha de Haddad por 30 milhões de reais. Em 2014, ele foi o responsável pelo marketing da campanha de reeleição de Dilma.

Pagamento – Em sua delação, o ex-executivo da Andrade Gutierrez afirmou que 5 milhões de reais que a empreiteira teria de pagar eram para Santana. “Não sabe se a dívida de 30 milhões de reais era com João Santana ou o total da campanha de Haddad, mas a parte da Andrade Gutierrez, os 5 milhões de reais, era de dívida do PT com João Santana”, afirmou aos procuradores. O delator disse que foi “o próprio Vaccari” quem passou o contato da mulher do marqueteiro, Mônica Moura. Sócia do marido na Polis, ela era a responsável pelas contas do casal. Ambos estão presos em Curitiba, desde fevereiro, alvos da Operação Acarajé, quando foi descoberta conta secreta na Suíça. Santana e Mônica são acusados de corrupção e lavagem de dinheiro.

Machado Filho contou também que chegou a procurar a mulher de Santana por telefone para acertar “um café, cujo nome não se recorda, na Rua Dias Ferreira (no Leblon, Rio)”. “A dívida poderia ser paga no exterior, segundo Mônica”. A Lava Jato descobriu a conta usada pelo casal, na Suíça, em nome da offshore ShellBill Finance Corp. O delator disse que, em reunião com diretores, foi decidido que a Andrade Gutierrez não pagaria os valores. “Mesmo a Andrade Gutierrez não tendo pago, não houve posteriormente desdobramentos.” Machado Filho disse ainda que não tratou do pedido com Haddad. “Não sabe se Haddad sabia.”

Defesas – A coordenação de campanha do prefeito Fernando Haddad informou que foi deixada uma dívida da disputa, em 2012, que chegava a 29 milhões de reais. “O valor foi declarado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e repassado ao Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, que faria sua liquidação”, informou a equipe. Por meio de sua assessoria de imprensa, o PT disse que “refuta totalmente as ilações apresentadas”. “Todas as doações que o PT recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”, disse o partido, em nota. A defesa de João Santana informou que apenas se manifestaria após conversar com seu cliente sobre o assunto.

Fonte: Estadão Conteúdo

Senado formaliza retorno de Jucá à vice-presidência da Casa

juca-696x463Após questionamentos sobre a permanência ou não do senador Romero Jucá (PMDB-RR) na 2ª vice-presidência do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) preferiu agir para oficializar o retorno do colega à Mesa Diretora do Senado.

Jucá deixou o cargo para assumir o Ministério do Planejamento no governo do presidente em exercício Michel Temer. Após dez dias, entretanto, o peemedebista precisou se demitir do posto após a divulgação de áudios em que o senador defendia a “troca do governo” Dilma para “estancar a Lava Jato”.

Ao retornar ao Senado, Jucá voltou a atuar no cargo de segundo vice-presidente da Casa. De acordo com o regimento, entretanto, ele precisaria ser eleito pelo plenário do Senado.

Como presidente do Senado, Renan tentou oficializar a permanência de Jucá com uma votação simbólica. Sob questionamentos da oposição, que alegou que a votação precisaria ser nominal e secreta, conforme regimento interno, Renan precisou ceder. Em seguida, em votação conforme as regras, a indicação de Jucá foi aprovada pelo plenário do Senado sem mais discussões.

Fonte: Estadão Conteúdo

GDF manda projeto à Câmara para expandir gestão privada na Saúde

upa_sobradinhoO governo do Distrito Federal enviou à Câmara Legislativa nesta terça-feira (28) um projeto de lei que tenta reforçar os critérios de seleção e fiscalização das organizações sociais que pretendam atuar na saúde pública da capital. Faltando dois dias para o recesso parlamentar, os distritais podem decidir sobre o tema até a próxima quinta (30) ou retomar a discussão em agosto.

Até dezembro, o GDF quer fazer parceria privada em toda a atenção primária de Ceilândia e nas seis Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) – Ceilândia, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Sobradinho. A iniciativa pode significar repasses de até R$ 258 milhões por ano às OSs, entidades sem fins lucrativos que ficariam responsáveis por administrar as unidades.

Segundo os cálculos do próprio governo, uma dessas entidades precisaria receber R$ 110 milhões para conseguir gerenciar 11 centros e 4 postos de saúde de Ceilândia. Outra (ou a mesma) teria repasses de até R$ 148 milhões para gerenciar as seis UPAs. O valor poderia diminuir ao longo dos anos, conforme a gestão melhorasse, mas o Buriti não tem dados claros sobre essa “expectativa”.

Para concluir a primeira fase da mudança até dezembro, o governo precisaria dar início aos editais em agosto. Sem a aprovação da nova lei, a Casa Civil reconhece que apenas as organizações sociais que já têm cadastro efetivo teriam condições de se candidatar.

Um exemplo seria o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe), que já administra o Hospital da Criança de Brasília. A entidade recebia R$ 7,2 milhões mensais do governo em 2015, mas deve chegar a dezembro de 2016 com uma “mensalidade” de R$ 11 milhões. O aumento acontece porque a unidade deve assumir as atribuições pediátrias do Hospital de Base.

Um dos argumentos usados pelo GDF para justificar o recurso às organizações sociais é a baixa cobertura da “atenção primária à saúde” – termo que reúne ações preventivas, de vigilância, com foco no acompanhamento do paciente e nas soluções de baixa complexidade.

Segundo a Secretaria de Saúde, apenas 29% da população brasiliense tem acesso à atenção primária. O programa Saúde da Família, principal representante desse tipo de política pública, cobre 30,7% dos pacientes no DF. Com a mudança, o governo promete duplicar esse alcance até 2018.

Para evitar escândalos de corrupção, desvios de recurso, falhas no repasse das verbas e outros tipos de irregularidades, o projeto enviado pelo governo à Câmara estabelece uma série de relatórios que terão de ser apresentados a cada bimestre pelas organizações.

Questionados sobre a falta de rigor atual, os gestores do Distrito Federal dizem que a burocracia e o sistema de leis do país impedem que a mesma fiscalização seja aplicada ao próprio serviço público.

“Se você analisar a experiência, a gente sabe que na administração direta é muito mais difícil fazer a cobrança [de resultados]. No âmbito da descentralização [da saúde pública], vamos fazer acordos de gestão, sim. Mas por contratos privados de gestão, isso é mais fácil e mais rápido. É muito mais difícil de implementar na administração direta, com as amarras que temos”, afirmou aoG1 o secretário de Saúde, Humberto Fonseca.

Fonte: G1

Projeto que reforça cuidado com saúde das crianças é aprovado na CCJ

27464670052_65789f30ec_oA Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa aprovou na reunião ordinária desta terça-feira (28/6) o projeto de lei n° 860/2012, de autoria da deputada Luzia de Paula (PSB).

O PL dispõe sobre a obrigatoriedade de apresentação da carteira de vacinação pelos beneficiários de programas de atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

A proposta exige que as famílias beneficiárias de programas sociais mantidos pelo GDF apresentem o cartão de vacinação de seus dependentes menores de idade.

A apresentação deve ser periódica para que as famílias continuem sendo beneficiadas por tais programas, sob pena de terem esse direito suspenso até que comprovem regularidade junto ao Poder Público.

“Essa exigência é um mecanismo que busca fazer com que as famílias cuidem da saúde de seus filhos adequadamente, de maneira a assegurar-lhes melhores condições de vida”, finaliza a deputada.

Fonte: luziadepaula.com.br

Sobe para 41 número de mortos em atentado no aeroporto de Istambul

28062016173709Subiu para 41 o número de mortos no atentado de ontem (28) no Aeroporto de Ataturk, em Istambul, na Turquia. Desse total, pelo menos dez são cidadãos estrangeiros.

O balanço foi divulgado nesta quarta (28) pelo governador de Istambul, Vasip Sahin, que informou também que o ataque deixou 239 feridos, dos quais 109 já receberam alta hospitalar. O número de mortos não inclui os três terroristas que se explodiram durante a ação e cujos restos mortais já passaram por autópsia. Suas identidades ainda não foram divulgadas oficialmente, mas, de acordo com fontes próximas às investigações, tratam-se de estrangeiros.

Armados com fuzis kalashnikov, os homens abriram fogo na área de embarque do aeroporto por volta das 22h, no horário local (14h no Brasil). Pouco depois, durante confronto com a polícia, acionaram explosivos presos aos seus corpos. Outras quatro pessoas também fariam parte do comando, sendo que três ainda estariam foragidas. Horas depois das explosões, a polícia prendeu uma mulher suspeita de envolvimento no ataque.

Papa

“Ontem [28], em Istambul, foi realizado um brutal ataque terrorista, que matou e feriu muitas pessoas. Oremos pelas vítimas, pelos familiares e pelo caro povo turco. Que o Senhor converta o coração dos violentos e sustente os nossos passos rumo à paz”, afirmou o papa Francisco nesta quarta-feira, após uma cerimônia no Vaticano.

Nos últimos dias, o Pontífice voltou a se envolver em polêmica com a Turquia por conta do seu reconhecimento do genocídio armênio cometido pelo Império Otomano um século atrás, crime que é negado até hoje por Ancara.

Autoria

Até o momento, ninguém reivindicou o atentado no Aeroporto de Istambul até o momento, mas as principais suspeitas recaem sobre o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), já que a Turquia integra a coalizão internacional que combate a milícia no Oriente Médio. No entanto, não está descartada a hipótese de uma ação de separatistas curdos.

O ataque acontece no momento em que o país tentava normalizar suas relações com a Rússia, abaladas por conta do abatimento de um caça na fronteira com a Síria, e com Israel.

Agência Brasil

Palocci pediu R$ 15 milhões de propina por Belo Monte, diz ex-presidente da Andrade

escandalo-caseiro-2006-02-originalO empresário Otávio Marques Azevedo, presidente afastado da Andrade Gutierrez, afirmou em sua delação premiada que o ex-ministro Antonio Palocci cobrou 15 milhões de reais referentes a contratos para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O dinheiro, segundo a delação, foi repassado ao economista Delfim Netto – ex-ministro da Fazenda no período da ditadura militar e um dos principais conselheiros do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Parte dos valores teria sido direcionado ao PT via doações oficiais nas campanhas de 2010, 2012 e 2014.

“Antonio Palocci, provavelmente em São Paulo, solicitou ao declarante o pagamento de 15 milhões de reais para Delfim Netto dedutível do 1% de propina a ser paga”, afirmou o presidente afastado da Andrade. “A empresa atendeu essa determinação de Palocci, porém descontou o valor pago a Delfim do montante total solicitado aos partidos PMDB e PT, em partes iguais.”

Palocci foi ministro da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff e um dos coordenadores de campanha da petista em 2010. Ele já havia sido citado em outras delações da Lava Jato e, à época, afirmou que “jamais solicitou de quem quer que seja dinheiro ilícito”.

O leilão para construção e operação de Belo Monte foi realizado entre 2010 e 2011. Um dos consórcios era integrado pela Andrade Gutierrez. A empresa fez um acordo de leniência. Segundo a Andrade, 1% do bilionário contrato das obras de Belo Monte envolveu propina acertada com PMDB e PT.

“O pagamento do PT foi feito em doação oficial, ou seja, em doação eleitoral. O pagamento do PMDB, não sabe informar que foi feito em doação eleitoral, mas, possivelmente, também pode ter sido pago parte em dinheiro”, afirma o empreiteiro, segundo o termo de delação premiada.

Em depoimento, Azevedo afirmou que a campanha de 2014 do PT recebeu 4,5 milhões de reais em doações da Andrade Gutierrez, que seria referente a 10 milhões de reais do acerto de Belo Monte. “Os valores a título de propina, no caso do PT, foram realizados, em parcelas, como doação eleitoral, como já dito. Que, no caso do PT, as propinas foram pagas, no montante de 10 milhões de reais, da seguinte forma: em 2010, o valor de 2,5 milhões de reais; em 2012, o valor de 1,6 milhão de reais; em 2014, no valor de 4,5 milhões de reais e, para Delfim Neto, o valor de 1,4 milhão de reais”, registra a delação.

O delator apontou os nomes do ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto como responsáveis pela indicação de como seriam feitos os repasses relacionados à contribuição partidária.

Os pagamentos a Delfim teriam relação com a formação do consórcio vencedor do leilão de obras, um negócio de 13 bilhões de reais, com o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. “O grupo concorrente era formado por empresas de pequeno porte, sem experiência no setor e sem necessário conhecimento do projeto Belo Monte, e que, soube mais tarde, ter sido estruturada com a ajuda de Delfim Neto e José Carlos Bumlai, de forma que era absolutamente previsível que não conseguiriam prepara um estudo adequado para participar do leilão”, explicou o presidente afastado da Andrade Gutierrez.

O ex-ministro Antonio Palocci nega ter participado de qualquer negociação envolvendo a montagem do consórcio das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e afirma ser “totalmente mentirosa” qualquer insinuação de que teria solicitado contrapartida financeira para beneficiar partidos políticos, conforme afirma o presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, em sua delação premiada.

Em sua defesa, o petista afirma que em 2010 exercia mandato de deputado federal e não tinha nenhuma participação nas decisões governamentais sobre o setor elétrico. Palocci ressalta ainda a absoluta incongruência de se falar em contribuição para a campanha presidencial de 2010 vinculada a uma obra cujo contrato só ocorreu em 2011.

Palocci foi ministro da Fazenda no governo Luiz Inácio Lula da Silva até 2006 e, após a eleição de Dilma Rousseff, em 2010, assumiu a Casa Civil.

Procurada ontem, a defesa do ex-ministro Delfim Netto informou que só vai se manifestar depois que tiver acesso à denúncia contra o ex-ministro. Ao ter o nome citado na operação anteriormente, Delfim disse que havia feito uma “assessoria” para o processo de concorrência da usina.

“Antes do leilão (de Belo Monte) só existia um concorrente. Ajudei a montar o segundo grupo para competir com o primeiro. Prestei uma assessoria. O segundo grupo era formado por empresas menores que não estavam no grupo anterior. Era uma montagem (do segundo grupo) para que houvesse concorrência. Depois ficou visível que isso não ia acontecer. A Eletrobrás tomou conta do processo. Isso aconteceu entre 2011 e 2012. Então eu me retirei normalmente. Terminou, não ia ter concorrência. Ia ter uma escolha direta”, afirmou.

Também citados na delação do presidente afastado da Andrade, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e as defesas do pecuarista José Carlos Bumlai e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto não foram localizados para comentar o caso.

Fonte: Estadão Conteúdo

Conselho de Ética da Câmara instaura processo contra Jair Bolsonaro (PSC-RJ)

foto_31032011074712O Conselho de Ética da Câmara instaurou nesta terça-feira, 28, processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A representação do PV acusa o deputado por ter dedicado seu voto à favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura militar.

A instauração do processo foi possível porque, com o fim do processo disciplinar contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a pauta do colegiado foi destrancada.

Nesta manhã, foi realizado o sorteio dos três dos seis deputados do PT e PR aptos a relatar a ação disciplinar. Foram sorteados os deputados Zé Geraldo (PT-PA), Wellington Roberto (PR-PB) e Valmir Prascidelli (PT-SP), que não são do mesmo Estado, nem do mesmo partido ou do bloco parlamentar. O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), conversará com os deputados e escolherá um dos três sorteados.

A partir de agora, o processo terá 90 dias úteis para tramitar. O PV pede a cassação do mandato de Bolsonaro.

Na semana passada, a segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu tornar Bolsonaro réu. Na ação em questão, o parlamentar é acusado de injúria e incitação pública ao estupro quando, em 2014, afirmou na tribuna da Câmara que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merece”.

O mesmo episódio rendeu processo disciplinar em dezembro de 2014 contra Bolsonaro no Conselho de Ética da Casa, mas a representação foi arquivada porque o mandato parlamentar havia se encerrado.

Em 2013, Bolsonaro se livrou de um processo disciplinar no conselho. Na época, o colegiado arquivou por unanimidade a abertura de processo no qual Bolsonaro era acusado pelo PSOL de ter dado um soco no senador Randolfe Rodrigues (hoje Rede-AP) durante uma visita de integrantes das comissões da verdade da Câmara e do Senado à sede do extinto DOI-Codi, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro foi impedido de entrar com os parlamentares, mas insistiu em acompanhar o grupo. Durante uma discussão com o senador, teria ocorrido a agressão.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Considerado aliado de Cunha, Ronaldo Fonseca vai relatar recurso na CCJ

ronaldo-e1467072432278-696x418Apontado como aliado do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) foi escolhido para relatar o recurso do peemedebista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O recurso indica irregularidades na condução do processo que culminou com a aprovação do pedido de cassação do mandato no Conselho de Ética.

Deputado da bancada evangélica, Fonseca é líder da mesma igreja de Cunha no Distrito Federal, a Assembleia de Deus. Parlamentares contam que o relator do recurso “foi escolhido a dedo”, já manifestou posição contra o processo disciplinar no conselho e a favor da consulta apresentada na CCJ que pretendia salvar o peemedebista.

A consulta foi abortada pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). “Ele já deu mostras disto (ligação com Cunha) na CCJ, quando da discussão da consulta que foi tirada”, contou um membro da comissão. Em sessão plenária no dia 7 de abril deste ano, Fonseca fez um discurso criticando o conselho. “Temos que ter um senso de justiça apurado, senão isso aqui vira esculhambação”, declarou.

Na intervenção, Fonseca disse que não cabia ao colegiado investigar o peemedebista e atacou a condução dos trabalhos. “Possivelmente, esse processo chegará ao plenário e, no plenário, nós temos que estar instruídos para votar, então eu tenho interesse na matéria. Por que eu não teria interesse na matéria? Agora, o Conselho de Ética fica enrolando, ganhando prazo, para depois dizer o seguinte: ‘estão obstruindo o Conselho de Ética, estão obstruindo o Conselho de Ética’; ‘O Conselho de Ética não apura, o Conselho de Ética não apura’. É claro que não apura! Faz uma audiência dessa, nula; faz uma audiência dessa, sem nenhum objetivo. É claro que o que foi dito ali que está fora da investigação, do objeto da investigação, será retirado do processo! É claro que será!”, emendou.

Oficialmente, o presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR) – eleito para a comissão sob as bênçãos de Cunha – escolheu o deputado por não pertencer ao mesmo partido do representado, não estar no bloco parlamentar do PMDB, não ser do mesmo Estado do representando, nem ser membro do Conselho de Ética.

Serraglio também tinha adotado como critério de escolha um parlamentar que não tivesse assinado a lista de apoio à representação da Rede e do PSOL contra Cunha. Em nota, Serraglio disse que levou em consideração o reconhecimento da atuação de Fonseca na CCJ e o fato de o parlamentar ter aceito a função de pronto.

“Considerando que o deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF) por sua competência e experiência como advogado poderá emprestá-las à construção de substancioso parecer, diante da variedade dos temas abordados no referido recurso, cuja juridicidade centralizará a abordagem”, diz a mensagem.

Agora o relator terá pouco tempo para produzir um parecer à consulta. Pelo regimento, os cinco dias úteis para apreciação do recurso vencerão na próxima sexta-feira, 1º, mas não há perspectiva de a comissão se reunir até lá para deliberar sobre os pedidos do peemedebista contra o processo de cassação em curso.

A comissão não tem o poder de rever o mérito da decisão do Conselho de Ética, mas pode indicar erros na condução do processo por quebra de decoro parlamentar e fazer o caso voltar à estaca zero. A pauta da CCJ, principal comissão da Casa e responsável por 75% da produção legislativa, ficará paralisada até que seja votado o parecer sobre o recurso do peemedebista. A expectativa é que só na próxima semana – contando um possível pedido de vista processual – poderá haver uma deliberação sobre o tema.

Pedidos

O recurso é a uma última cartada de Cunha para se livrar do processo de cassação. No documento, o deputado afastado destaca 16 “vícios” processuais e sugere a nulidade da ação que tramitou no Conselho de Ética. No documento que pede efeito suspensivo do processo, o peemedebista diz que houve ilegalidades e inconstitucionalidades no decorrer do processo e solicita que a CCJ paralise o trâmite processual enquanto perdurar a suspensão do exercício do mandato pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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