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Convidados 23/9: Cléber Pires e Alex Dias

O Presidente da ACDF Cléber Pires, e Alex Dias do Programa Tendências e Negócios, serão os entrevistados de hoje no programa Conectado ao Poder, da rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.

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Governo trabalha na melhoria de serviços e investe em obras de infraestrutura

8390aa5ce8e50f32cee2f668a00694aa_MA pouco mais de três meses de fechar o ano, o governo de Brasília busca alternativas, em meio às dificuldades financeiras, para dar continuidade a serviços essenciais e também investir em obras de infraestrutura. Com recursos de repasses de verbas federais e financiamento de R$ 500 milhões com o Banco do Brasil, está prevista a entrega de melhorias para a população ainda em 2015. Nessa lista, entram, por exemplo, a conclusão do restaurante comunitário do Sol Nascente, da pista de caminhada do Parque da Cidade e de sete creches, além da ampliação do Centro de Detenção Provisória e da Penitenciária Feminina do Distrito Federal.

Outros empreendimentos de maior porte, com previsão de conclusão a médio prazo, já estão em andamento. É o caso do Bloco 2 do Hospital da Criança de Brasília José Alencar e da construção do Aterro Sanitário Oeste, em Samambaia. Retomadas nesta gestão, 92% das obras do viário interno e de drenagem pluvial do aterro estão prontas. Já as intervenções no acesso ao local foram licitadas na semana passada, com previsão de início em 15 de outubro, de acordo com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Na estrutura de aterramento, a etapa é de terraplanagem e compactação de solo.

Sol Nascente

A drenagem e a pavimentação do trecho I na comunidade Sol Nascente (as obras foram divididas em três etapas), iniciadas em fevereiro, também evoluem. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos, os resultados da pavimentação já são visíveis na Bacia VI, embora a conclusão total esteja prevista para 2017.

Parte dos investimentos só foi possível com o combate a invasões, requisito obrigatório para o Estado providenciar infraestrutura para as regiões. Assim, foram realizadas desocupações em Vicente Pires e no Sol Nascente, por exemplo. Por decisão judicial, também foi iniciada, em agosto, a desobstrução da faixa pública de 30 metros a partir da margem do Lago Paranoá.

No setor de habitação, 2.524 unidades foram entregues neste ano: 2.384 no Riacho Fundo II, 84 em Santa Maria e 56 em Samambaia. Outros 7.282 imóveis estão em fase de obras. Desses, 6.719 têm previsão de entrega ainda em 2015.

Reforço nos serviços

Para não paralisar serviços à população, a administração atua em diversas frentes. O governo reduz custos — como cortes de carros alugados, enxugamento do número de comissionados e, mais recentemente, a redução dos salários do alto escalão político —; busca verbas e incremento nas receitas, a exemplo do reforço de R$ 352 milhões para a Saúde, em parceria com a Câmara Legislativa; e pensa em projetos preventivos e de pouco impacto orçamentário, entre eles, o programa Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida.

Nesse esforço coletivo, desde abril, 1.734 policiais militares reforçaram as rondas nas ruas do Distrito Federal. O policiamento a cavalo foi retomado no Parque da Cidade e equipes passaram a atuar de bicicleta no Guará e no Gama, iniciativa que será levada para outras cidades. Além disso, os índices de violência foram reduzidos. Em agosto, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, houve o maior decréscimo no número de casos de homicídios dos últimos 97 meses, com 35 registros.

Ao lado dos assassinatos, outros crimes violentos (latrocínios, sequestros-relâmpagos e estupros) também apresentaram queda. Nos oito primeiros meses do ano, as ocorrências ficaram 13,2% menores em relação ao mesmo período de 2014. Roubo a comércios, roubos e furtos a veículos entram no rol de maiores reduções. Respectivamente, a baixa foi de 37,5%, 37,2% e 21,2% — também no comparativo dos mesmos meses.

Na prevenção na área de saúde, as unidades regionais reforçaram o combate à dengue, com visitas a residências, inspeções e campanhas educativas. O resultado foi uma redução de 22,26% no número de casos confirmados da doença. Até o início de setembro, eram 8.896 ocorrências ante 11.444 entre janeiro e setembro de 2014.

Diálogo e transparência

Na busca por soluções e aprimoramentos, a transparência tem sido uma das prioridades desde o início do ano. Em junho, o Distrito Federal se tornou a primeira unidade da Federação a ter um aplicativo móvel com informações do Portal da Transparência, o Siga Brasília. A ferramenta é gratuita e reúne dados de despesas, receitas, remuneração de servidores e escala diária dos profissionais de saúde.

Na mesma linha, o governo reinstalou o Conselho de Transparência e Controle Social do Distrito Federal, com uma alteração: agora, o colegiado é exclusivamente formado por membros da sociedade civil, sem intervenção do poder público. Dessa forma, o governo não tem ingerência sobre as ações e as decisões do grupo.

Para debater questões importantes da cidade, foram criados três projetos de diálogos com a população. Nas Rodas de Conversa, os moradores podem se inscrever e expor problemas e solicitações diretamente ao governador Rodrigo Rollemberg. Por ora, Candangolândia, Itapoã e Recanto das Emas receberam o evento.

O objetivo é identificar problemas que podem ser resolvidos em um prazo menor, com a articulação de diferentes setores do governo. A pista de atletismo do Itapoã/Paranoá, a Feira de Artesãs da Candangolândia e a piscina do Centro de Convivência de Idosos do Recanto das Emas são resultado desses encontros.

Fonte: ceilandia.df.gov.br

Emenda que dá benefício à Polícia Civil aquece debate entre categoria e GDF

20150922114144111149eAprovada na segunda-feira (21/9), redação prevê pagamento de auxílio-moradia e tíquete-alimentação aos servidores.

Publicada no Diário Oficial na segunda-feira (21/9), uma emenda à Lei Orgânica de autoria do deputado Wellington Luiz (PMDB) prevê pagamento de auxílio-moradia e de tíquete-alimentação aos policiais civis, que, até então, não dispunham desses benefícios.
As garantias deverão ser pagas tesouro local, conforme prevê a redação. Mas caberá ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB) regulamentar por decreto a concessão dos benefícios e, em seguida, encaminhar à Câmara Legislativa projeto de lei reorganizando a Polícia Civil – estabelecendo os direitos e deveres dos integrantes da corporação.
De acordo com o autor da emenda, Wellington Luiz, o intuito é dar isonomia aos policiais em relação a outros servidores que já têm esses direitos garantidos. Por depender das autorizações do governo do Distrito Federal, líderes do Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol) acreditam que a emenda não deverá ser levada em conta nas atuais reivindicações da corporação, que está em greve há 22 dias.
“Os auxílios podem ser importantes no futuro, mas a emenda depende de um decreto de regulamentação do governador, o que deve demorar. Por agora, buscamos a manutenção da isonomia em relação a Polícia Federal, estabelecida em 1971, além de uma maior atenção do governo com a Polícia Civil. Atualmente, temos um quadro menor do que em 1993, quando a população do DF era a metade”, afirmou Renato Rincón, vice-presidente do Sinpol.
Fonte: correiobraziliense.com.br

Venina diz à CPI que ex-presidentes da Petrobras sabiam de irregularidades

20150922202333Em resposta a questionamentos do deputado Altineu Côrtes (PR-RJ) na CPI, Venina afirmou que Gabrielli fazia parte do colegiado que aprovava os maiores contratos da Petrobras.

A ex-gerente da área de abastecimento da Petrobras Venina Velosa disse nesta terça-feira, 22, em depoimento à CPI da Petrobras na Câmara dos Deputados, que os ex-presidentes da estatal José Sérgio Gabrielli e Maria das Graças Foster tinham conhecimento de problemas e irregularidades em projetos da companhia.

Em resposta a questionamentos do deputado Altineu Côrtes (PR-RJ) na CPI, Venina afirmou que Gabrielli fazia parte do colegiado que aprovava os maiores contratos da Petrobras, portanto sabia da inviabilidade ou da pouca viabilidade de projetos como a Refinaria de Abreu e Lima. “Um projeto com viabilidade negativa de R$ 2,5 bilhões com certeza seria do conhecimento dele”, afirmou a ex-gerente.

Ela também reiterou que Graça Foster teria sido informada por ela, pessoalmente e por e-mail, sobre irregularidades nas contratações da Petrobras. Os avisos teriam começado ainda em 2008, antes da Polícia Federal deflagrar a Operação Lava Jato.

A ex-gerente afirmou também que desvios na área de comunicação da empresa detectados por ela ainda em 2008 foram acobertados pela diretoria da empresa.

“Havia todo um contexto de má gestão e maus feitos de desvios nessa área e informei o ex-diretor (de Abastecimento) Paulo Roberto Costa. Uma comissão foi criada para apurar os fatos e resultado foi um relatório pífio. Eu demiti o empregado responsável em 2009 e, para a minha surpresa, ele foi mantido na empresa até 2012”, afirmou, em depoimento à CPI.

Segundo ela, uma proposta de melhoria na gestão dos contratos da refinaria de Abreu e Lima feita pela sua gerência também teria sido ignorada pela diretoria da empresa. “Desde 2007 negociamos um novo tipo de contrato e havia consenso pela mudança de modelo contratual que foi apresentada ao então presidente José Sérgio Gabrielli e aos ex-diretores Costa e Renato Duque. Algum tempo depois, Costa me mandou e-mail mandando acelerar os contratos sem acatar as mudanças propostas e aconteceu o que aconteceu”, completou, em resposta às perguntas feitas pelo do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Escalada de preços

De acordo com a ex-gerente, “a escalada de preços” nas obras de Abreu e Lima teria sido informada há tempo para todos os responsáveis na diretoria colegiada da Petrobras. “Foi feita uma apresentação a todos da diretoria, incluindo a presidência”, declarou à CPI.

Venina voltou a relatar que, após uma discussão com Costa sobre irregularidades na área de Comunicação, ele teria apontado para um retrato do ex-presidente Lula e dito “você quer derrubar todo mundo?”.

“Ele se referia à estrutura da empresa, ao ex-presidente José Sérgio Gabrielli. A referência a Lula seria muito indireta e eu não poderia afirmar claramente se ele falava do ex-presidente da República, mas Costa apontou para o retrato”, alegou, em resposta a questionamentos do deputado Bruno Covas (PSDB-SP).

 Fonte: Estadão Conteúdo

Papa Francisco chega aos Estados Unidos

alx_imagens-do-dia-20150922-12_originalO pontífice foi recebido por Barack Obama no desembarque. Sua visita inclui passagem pelo Congresso americano e pela sede das Nações Unidas em Nova York.

O papa Francisco iniciou sua visita de cinco dias aos Estados Unidos nessa terça-feira. Em sua primeira viagem ao país, o pontífice foi recepcionado pelo presidente Barack Obama, pela primeira-dama Michelle Obama e suas filhas Sasha e Malia e pelo vice-presidente americano Joe Biden em uma base aérea nos arredores de Washington.

Na quarta-feira, Obama vai organizar uma cerimônia oficial de boas-vindas para o pontífice na Casa Branca. O papa deve desfilar pelo centro da cidade de Washington em seu papamóvel e participar de uma canonização no final do dia, na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição.

Quinta-feira marcará o primeiro discurso de um pontífice no Congresso americano. Em seguida, Francisco embarca para Nova York, onde visitará a sede das Nações Unidas e participará de um encontro inter-religioso no Memorial Ground Zero, que homenageia as vítimas do atentado de 11 de setembro. A viagem acaba no domingo, quando o papa deixa a Filadélfia rumo a Roma.

Cuba – Na manhã desta terça-feira, em seu último ato em Cuba, o papa defendeu o conceito de família como forma de evitar que as pessoas se transformem em “indivíduos isolados, fáceis de manipular e de governar”. Por várias vezes Francisco ressaltou as virtudes da família e seus benefícios, e lamentou o desaparecimento, em muitas culturas, dos espaços onde as famílias se reúnem, como o momento do jantar.

O papa lembrou que ainda nesta semana participará na Filadélfia, nos Estados Unidos, do 8º Encontro Mundial das Famílias (World Meeting of Families) e que em menos de um mês será realizado no Vaticano o Sínodo de Bispos, que tem a família como tema. Marcada para outubro, essa reunião da Igreja Católica abordará questões como o tratamento a ser dado aos fiéis divorciados e a atitude com relação aos homossexuais.

A presença de Cuba e Estados Unidos no mesmo roteiro de viagem é apenas o primeiro passo para reforçar o apoio do Vaticano à reaproximação entre os dois países após um rompimento que durou mais de cinco décadas. Na quinta-feira passada, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, afirmou que a Santa Sé é contrária ao embargo americano a Cuba e apoia a revogação das sanções. “O embargo causa angústia e sofrimento para a população que, digamos, padece”, disse Parolin em uma entrevista ao Centro Televisivo Vaticano.

Fonte: veja.abril.com.br

Entrevistada 21/9: Vanusa Hermeto, Advogada

A Advogada Vanusa Hermeto, será a entrevistada de hoje no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.18D9

GDF vai vender 33 imóveis que valem R$ 1,4 bilhão

VENDE-SE-826Para reforçar o caixa e conseguir dinheiro para pagar as dívidas com os fornecedores e salários de servidores, o Governo do Distrito Federal começou a tirar do papel nesta sexta-feira (18/9) uma das medidas anunciadas no pacote de austeridade. A ideia é vender parte de seus imóveis. Para isso, entretanto, algumas áreas terão que ser desafetadas, como determina a legislação, tornando-as aptas para serem comercializadas. Na lista de terrenos considerados ociosos pelo GDF constam 33 terrenos, que juntos somam R$ 1,4 bilhão.

A primeira audiência para discutir o assunto, mais especificamente áreas disponíveis no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN), foi realizada na manhã desta sexta, no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-DF). No fim da reunião, ficou determinado que dois dos terrenos que seriam desafetados sairiam da lista: a área destinada ao Arquivo Público e a Quadra 500 do Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia.

A desafetação é um processo que torna um bem público, de uso comum, um bem de uso dominial, ou seja, que é de domínio do Estado, mas que não tem destinação específica e pode ser vendido. No caso do GDF, são áreas destinadas a secretarias do governo que, quando desafetadas, poderão ser vendidas por licitação, desde que as destinações sejam mantidas. Ou seja, para cada área pertencente à Secretaria de Saúde que for vendida, o dinheiro terá que ser utilizado na pasta..

Para que os imóveis sejam vendidos, o GDF ainda precisa da aprovação da Câmara Legislativa. O Projeto de Lei será encaminhado para os deputados na próxima semana. A expectativa da Secretaria de Planejamento é que a primeira licitação aconteça em dezembro deste ano.

 

Levantamento
A lista de unidades que podem ser vendidas foi feita a partir de um levantamento das áreas que estão subtilizadas, sem resultar em serviços à comunidade. A Agência de Desenvolvimento (Terracap) e a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão identificaram mais de 30 terrenos e unidades imobiliárias aptos à desafetação. Outros órgãos do GDF estão levantando novas áreas e imóveis que podem engrossar a lista.

Esses imóveis e lotes também passaram por uma análise da Secretaria de Gestão do Território e Habitação, que estipulou as condições e os processos necessários para a desafetação. Entre outras finalidades, o objetivo é utilizar os recursos a serem obtidos com a venda em áreas como saúde e educação. Segundo o adjunto da secretaria, Luiz Otávio Rodrigues, as desafetações são oportunidades estratégicas de reforço de caixa. “Um equipamento público que não está sendo usado em determinada área, por falta de demanda, pode ser convertido em recursos para investimento em outra região”, justifica. (Com informações da Agência Brasília)

Serviço
Audiência pública sobre a desafetação de áreas públicas no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte
Data: Sexta-feira (18/9)
Horário: Das 9h às 13h
Local: Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-DF) — 901 Sul, Conjunto D, Asa Sul

Fonte: www.metropoles.com

Vice governador diz que não foi consultado, mas vai respeitar a decisão de Rollemberg

20150921110911No dia do anúncio do polêmico pacote fiscal do governo Rollemberg, o vice-governador Renato Santana não estava presente no Palácio do Buriti e muito menos pelos corredores da Câmara Legislativa. Santana optou em passar o dia nas ruas e visitou a região do condomínio Porto Rico, em Santa Maria. Segundo o vice-governador, essa agenda foi definida para começar a medir os reflexos onde as medias vão atingir mais duramente: nas áreas mais carentes do DF. Na interpretação do vice, o pacote foi severo demais e faltou sensibilidade. No entanto, Santana afirmou que permanece firme ao lado do Buriti e buscará alternativas para o sucesso do governo. A primeira medida será a busca de uma parceria com as Forças Armadas para conseguir médicos para a UPAs do DF. Atento às críticas desferidas contra Rollemberg, Santana desafiou aos ex-gestores do Buriti para uma audiência pública para saber quem são os responsáveis pela crise.

Qual é a sua avaliação do pacote lançado pelo GDF?

Sinceramente, será que as pessoas acham que o governador iria fazer toda essa movimentação para prejudicar a população? Você acha que ele acordou e disse: “Hoje nós vamos fazer maldades”? Não. Agora alguém trouxe elementos para esta decisão. Se eu sou assessor do governador e digo a ele o que fazer com base em números, se esses números estiverem errados, estou fazendo o governador incorrer em um erro. Eu tenho a impressão que quem levou os dados para o governador, levou a partir de um amplo estudo. Agora as pessoas estão fazendo o comparativo. Em São Paulo, os restaurantes comunitários custam R$ 0,50 o café da manhã e R$ 1 o almoço. Eu concordo com o pacote, mas questiono a proporção. O Distrito Federal tem que abandonar a política de subsídio, mas isso precisa ser feito com sensibilidade.

O senhor questiona a severidade das medidas?

Quem trabalha com números pensa em receita e despesa. Estou com um receita enorme e quero fazer com que a receita cresça para equilibrar as contas. Tudo bem amigo, mas vamos lá, vá visitar uma das áreas de miséria em Brasília, e não venha me dizer que não existe, porque existe. Caminhe pelo Porto Rico, em Santa Maria. Não tem que fazer cortina de fumaça. Estou dizendo por que eu visito essas áreas constantemente. A política de subsídio em Brasília acabou com a cidade. A política de cargos e salários segmentada nos colocou em xeque-mate hoje. Essa é a grande verdade. O governador não tem alternativas. Mas o que estou dizendo é que o volume desse pacote foi muito alto. Esse buraco começou em 2006 e vem se alargando até hoje. Para você alcançar esse buraco, se você esticar a perna para superá-lo, alguém vai pagar a conta. Essa passada foi muito longa.

Brasília ficou refém da política dos subsídios?

Aqui se estabeleceu o critério do subsídio. É o subsídio na passagem de ônibus, no restaurante comunitário. Esse transbordo que o governo vem fazendo para esses serviços ultrapassou as beiradas do balde. Essa  é a grande verdade. A estimativa deste ano é de R$ 800 milhões em subsídio para as passagens de ônibus. Um investimento dessa natureza era para a cidade ter tarifa zero. Eu sou muito respeitador nos meus espaços, mas gestor público precisa dar uma satisfação para a sociedade, afinal ele faz gestão pública. É o serviço para quem paga em dia os impostos. É óbvio que nesta história de restaurar o equilíbrio das tarifas de ônibus, restaurante comunitário, entrada no zoológico, está muito claro que está incompatível com a receita e a despesa. Não estou discutindo a medida, mas sim o tamanho, o volume dela. Não podemos esquecer que existe uma faixa de moradores na miséria. Essas pessoas vão ser atingidas imediatamente. Quem está sugerindo as linhas de corte para o governador, não dá para não fazer a comparação olhando única e exclusivamente para os números, olhando receita e despesa. E o cuidar de vida? Jamais podemos esquecer que fomos eleitos para cuidar de vidas.

O senhor é a favor da anulação da licitação do Transporte Público?

Há uma CPI em curso. Eu tenho a impressão que a Câmara Legislativa e os parlamentares que estão conduzindo esse trabalho vão encontrar elementos suficientes para encontrar equívocos na condução dos trabalhos dessa licitação. E mais. Quer saber se o sistema está bom? Pergunta para o popular. A primeira comparação que ele vai fazer é a seguinte: “Peraí, eu não tive um aumento do meu salário na mesma proporção desse aumento que o governo quer”. E quando ele faz a comparação nesse momento em que é atingido, você vai perceber que ela é justa. Não vou dizer que foi um equívoco. A intenção dele (Rollemberg) é de reduzir o subsídio que o governo paga. Mas se você pegar o histórico das passagens, o último aumento data de 2006. É justo dividir essa conta. O problema é a proporção de como começaram a fazer isso. Como se chegou a esse número?

E o novo ingresso do Zoológico?

Mesmo com esse aumento proposto pelo pacote, o Zoológico ainda está muito distante de se pagar. Essa conta não fecha. O Zoológico saiu de R$ 2,5 para R$ 10. Você consegue explicar isso para a população? Mas  ele tem uma despesa de R$ 17 milhões e arrecada R$ 1,5 milhão. Aqui não vamos ter um Zoológico de qualidade nunca. Não era melhor gastar esse recurso com UTI, medicamentos? Então precisamos fazer uma Parceria Público Privada ou algo semelhante com o Zoológico.

Dentro da elaboração do pacote, o senhor foi consultado?

Pelos secretários e técnicos, não fui. Não quero usar essa situação como um trampolim. Isso é zero problema. Eu não ter sido ouvido me dá um belo discurso. Agora, estou do lado do governador e do governo até os 46 minutos do 2º tempo. Sou governo. Vou respeitar a decisão política do governador e estarei junto sempre. Essas medidas vão gerar efeitos positivos para o DF a médio, curto e longo prazo. Só questiono o volume. Não quero me eximir de absolutamente nada. Agora vou expressar sempre a minha opinião. R$ 1 faz falta para as pessoas. Agora não quer dizer que vou ficar de braços cruzados. Em momentos de crise, existem pessoas que ficam observando a crise e pessoas que buscam soluções. Não sou daqueles que ficam trancados em quatro paredes. Vou para a rua, lá na ponta. A cidade precisa ser zelada.. Tem gente que quer ter o status de autoridade. Não quero isso. Quero ter o status de zelador. A cidade precisa de cuidado, nas coisas mais simples, no básico. É a desobstrução de uma boca-de-lobo, cuidado na qualidade do gasto do dinheiro público. Estou procurando alternativas para ajudar o governo.

Pode citar um exemplo?

Hoje (sexta-feira) vou ter uma reunião com as Forças Armadas. Vamos discutir a possibilidade deles cederam médicos para as UPAs. Estamos correndo o risco de vê-las fechadas, como é o caso de Sobradinho. Já temos diversas parceiras com eles e acho que é perfeitamente viável que nos ajudem nesse momento de dificuldade. Por que não? O Exército tem médico, a Aeronáutica tem, a Marinha também. Nós temos construído com eles uma relação de parceria. Foi o Exército que mandou 100 homens para  se somar aos homens do Corpo de Bombeiros e da Vigilância Sanitária para o combate contra a dengue. Foi a Aeronáutica que mandou 100 homens, entre dentistas e médicos de outras especialidades, para o Sol Nascente há menos de 15 dias. Vamos tentar uma ajuda por seis meses nas UPAs. O “não” já temos. Vamos buscar o “sim”. Não dá para esperar termos as condições financeiras ideais.

Como o senhor avalia o adiamento dos reajustes dos servidores?

Vou responder na condição de servidor. Eu fui atingido por essa medida, com o adiamento e com a redução de salário. Outra coisa, o Renato Santana que reduziu o salário em 20%, não tem recomposição salarial por meio do braço da propina. A questão do adiamento não é uma opção do governador. Não tem de onde tirar. Seria demagógico do governador dizer “Tá bom, vamos ver como é que fica”, e lá em dezembro, mês que as pessoas renovam as esperanças, o salário não sair. O governador está dizendo a verdade. Há oito meses, nós vimos o encerramento de outro governo em Brasília. Esse governo anterior deu aumento para 33 categorias, chamou 35 mil servidores. Tudo bem. Eu sou servidor. Fui um dos beneficiados. Quem fez isso não levou em consideração a lei, que é bem clara e diz que há um limite de gastos com pessoal e que você ultrapassa ele vai sofrer um série de consequências. Quem fez esse planejamento, na concessão desses aumentos, não levou em consideração isso. Que se “exploda” o próximo. Só que esse próximo é o Estado. Pessoas passam e governo continua. Não se pode dar uma “banana” para o Estado. Estamos falando da capital da República, de todos os brasileiros.

Como o senhor vê os servidores públicos neste momento?

Primeiro eles não são a causa da crise. Se formos superar essa cena, e vamos, será com os servidores públicos. Eles são PIB do DF. E você quer saber quando a crise pode ficar mais grave? Quando os servidores deixarem de ganhar o salário em dia. Aí a tio que vende pipoca e a tia que ganha a vida com pipocas não vão ter para quem vender. Nesse dia será o caos. São 240 mil servidores fazendo a conta pelas famílias deles. Estamos falando de um milhão de pessoas que vivem diretamente com os salários pagos pelo Governo de Brasília. Agora o servidor precisa superar a cultura da burocracia. Independente da questão salarial, nós temos sofrido com a insuficiência do Estado na prestação dos serviços. Precisamos desatar os nós da burocracia. E se melhorarmos a eficiência do Estado, a população vai trabalhar mais, as empresas vão trabalhar mais e DF vai arrecadar mais para melhorar serviços e pagar salários. Precisamos de um Estado 4G. Em 2010, o Rosso era o governador e nós recorremos ao servidores público para tirarmos Brasília daquele momento, em que se falava até de intervenção.

E quanto aos aumentos de impostos?

Não são aumentos. Estamos fazendo correções. Belo Horizonte tem 200 mil pessoas a menos. E eles arrecadam R$ 2,6 bilhões. Nós arrecadamos R$ 500 milhões. Porque o valor venal dos imóveis em Brasília está avaliado lá em baixo. Ou seja, está errado. Queremos isso para devolver serviços com melhor qualidade. Nós estamos gastando R$ 560 milhões com limpeza urbana, só o SLU, por ano. E arrecadamos R$ 160 milhões com a TLP. Como você fecha essa conta? Aí falta recurso para fazer investimos. Agora está claro que a gestão tem que se voltar para corrigir essas distorções, mas isso não vai se resolver em apenas um governo.

Como o senhor responde às críticas que políticos vem disparando contra o governo, sendo que muitos deles ocupavam o Buriti na gestão passada?

Eu vejo que tem algumas pessoas se arvorando pelos veículos de comunicação, tribunas e peças de publicidade. Maravilha. Nós vivemos em um Estado democrático de direito. Mas tem algumas dessas pessoas que deveriam usar os mesmos meios para pedir desculpas para a população. Tem alguns agentes que contribuiram para esse momento difícil da cidade. Eu faço desafio. Por que a gente não faz uma audiência pública para descobrirmos de quem é realmente a culpa da crise? Não dá para eles ficarem com discurso demagógico oito meses depois de terem deixado a cadeira e terem deixado ela destruída. É inadmissível. Tem deputado distrital que usa a tribuna para dizer que o governo tem R$ 1 bilhão nas contas, mas esta esquecendo de dizer que esse dinheiro não está disponível para pagar servidor. Você pode ter recursos, para mas diferentes finalidades. Por que não sobe para tribuna para dizer: “O governador que eu apoiei errou, se ele errou eu errei junto”? Porque a culpa não é só do ex-governador Agnelo. É muito fácil transformá-lo em um bode expiatório. Vem cá? Ele não tinha secretários? Não tinha uma bancada que o apoiava? Espera aí, que políticos são esses? Se o governador Rollemberg errar, eu estou errando. Se ele acertar, eu estou acertando.

 Fonte: Jornal de Brasília

Semana começa mais cara para o brasiliense, com reajustes em tarifas

20150921064414873171iO primeiro dia de vigência das novas tarifas previstas no pacote do GDF ficou marcado por reclamações, desinformação e problemas no sistema. Tanto nos terminais de ônibus, quanto nas estações do metrô, alguns passageiros disseram terem sido pegos de surpresa pelos reajustes, que chegam, em média, a 40%. Além disso, nem toda a estrutura técnica funcionou de acordo com os novos valores. O painel do Veículo Leve Sob Trilhos (BRT) ainda marcava R$ 3 e quem usa vale-transporte e recarregou o cartão até a última sexta-feira tem até 20 de outubro para gastar o saldo de acordo com os preços antigos. Ontem, não houve protestos, mas estão previstas manifestações contra os aumentos ao longo da semana.

20150921064419453207aAbsurdo foi a palavra mais usada pelos brasilienses para definir o pacote (leia Atenção às mudanças) estipulado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Moradora de Ceilândia, a auxiliar de dentista Tamires Alcoforado Vicente, 18 anos, começou a repensar os gastos. “Alguma coisa terá de sair da conta. A nova tarifa pesou no orçamento”, lamentou. Até então, Tamires recebia R$ 20 por semana para gastar com transporte público. Ela paga duas passagens por dia — cada bilhete custava R$ 2. “Agora, a empresa vai precisar rever o benefício, pois, só com esse valor, não dá mais”, afirmou.

20150921064424556410iO reajuste previsto para o transporte público valeu apenas para quem pagou as passagens com dinheiro. Quem tem os cartões do Sistema de Bilhetagem Automática gastou sem o acréscimo. A situação gerou dúvidas na população. Segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), os créditos feitos pelas empresas são anteriores ao reajuste. Isso só mudará a partir das novas recargas ou dentro de um prazo máximo de 30 dias, a contar da data de publicação do decreto do governador. “Quebramos a cabeça para garantir que aqueles créditos comprados antes tenham o poder de compra garantido. Esse foi um dos pontos mais complicados do ponto de vista técnico”, explicou o secretário de Mobilidade, Carlos Henrique Tomé.

Mais atos
Na sexta-feira, cerca de 600 integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) protestaram contra o plano de austeridade do GDF. A manifestação na Rodoviária do Plano Piloto acabou em confronto com a Polícia Militar. Dois PMs ficaram feridos. Para hoje, o grupo, sem filiação partidária, agendou um ato em Brazlândia. Na terça-feira, retornará à Rodoviária.

Atenção às mudanças

Confira os principais reajustes previstos pelo GDF

Em vigor

Passagem de ônibus
» De R$ 1,50 para R$ 2,25
» De R$ 2 para R$ 3
» De R$ 2,50 para R$ 3
» De R$ 3 para R$ 4

Bilhete do metrô
» De R$ 3 para R$ 4
(inclusive aos fins de semana)

A partir de amanhã

Entrada no Zoológico
» De R$ 2 para R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada, para crianças
de 5 a 12 anos, estudantes, professores, idosos e beneficiários
de programas sociais do governo). Valores válidos para sexta,
sábado e domingo

» De R$ 2 para R$ 5 (pessoas com deficiência e crianças até 5 anos
terão entrada franca). Preços
de terça a quinta-feira.

A partir de 1º de outubro

Restaurante Comunitário
» De R$ 1 para R$ 3

Fonte: Correio Braziliense

Câmara economiza R$ 2,3 mi com multa a deputados faltosos

alx_brasil-plenario-camara-dos-deputados-20150415-002_originalCom um ritmo frenético de votações, a Câmara dos Deputados atingiu no primeiro semestre deste ano índices recordes de produtividade, com 98 projetos aprovados em mais de 200 sessões realizadas. E a assiduidade dos parlamentares em plenário tem uma explicação: uma medida imposta por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) logo ao assumir a presidência da Casa fez com que os deputados sentissem no bolso o peso da ausência. Segundo dados da Coordenação de Pagamento de Pessoal da Câmara, obtidos pelo site de VEJA por meio da Lei de Acesso à Informação, o corte nos salários do gazeteiros já resultou numa economia de 2,38 milhões de reais na folha de pagamento entre março e agosto.

Primeira canetada de Cunha, o ato número 1 da Mesa Diretora acabou com uma espécie de farra dos deputados faltosos: até fevereiro deste ano, qualquer ausência poderia ser justificada como obrigação político-partidária, sem a exigência de comprovante das tarefas que o parlamentar cumpria durante a votação. Agora, apenas podem perder as deliberações sem nenhum ônus no contracheque aqueles que estiverem de licença para tratamento de saúde ou em missão oficial.

O valor de desconto por faltas é variado. O cálculo depende do número de sessões deliberativas realizadas no mês e das votações que ocorrem em cada uma dessas sessões, chegando-se a um valor mensal por voto. Exemplo: em julho, foram realizadas dezoito reuniões deliberativas, mas apenas no dia 9 votou-se matéria em plenário. Os que perderam essa votação tiveram 1.172 reais descontados do salário. Se houvesse a análise de mais de um projeto no dia, o valor de cada votação seria proporcional ao volume de propostas finalizadas. Ou seja, se tivessem sido votados três projetos, o voto em cada um deles custaria 390 reais.

Mesmo diante da rigidez imposta por Cunha, boa parte do salário de 33.763 reais dos parlamentares está assegurada: pelas regras da Casa, apenas 62,5% da remuneração estão suscetíveis a cortes na folha de pagamento – o valor restante é fixo, ainda que o deputado não compareça sequer a uma votação.

O endurecimento nas regras para a ausência dos deputados tem garantido ao presidente Eduardo Cunha alto quórum, mesmo nas votações que se arrastam durante a madrugada – e que costumavam cair justamente pela falta de deputados presentes. “Nunca faltei a nenhuma votação. Eu vivo do meu salário de político, não sou empresário. Um dia pode sair caro”, diz o líder do PSD, deputado Rogério Rosso (DF). Em um agrado aos que ficam até o final das sessões, Cunha costuma abater as faltas conforme as demais votações do dia.

Lua de mel salgada – O deputado José Priante (PMDB-PA) foi recordista em faltas às votações em junho: perdeu 39 delas, o que lhe custou 13.716 reais. O motivo: estava em lua de mel. “Eu casei neste mês. Mas tudo bem, esse é o correto. Faltou, tem de pagar”, disse.

Já o deputado Edmar Arruda (PSC-PR) destaca-se pela quantidade de faltas nas votações ao longo do ano: 72 ausências, o equivalente a 25.000 reais a menos no salário em 2015. Ele alega problemas de saúde na família. “Não me incomodo com o desconto, acho justo. A gente também tem de dar o exemplo. Se um trabalhador falta, ele também perde um dia de remuneração”, afirmou. Arruda ponderou, no entanto, que em alguns casos poderia haver maior flexibilização: “Na última quinta-feira estava em audiência com dois ministros na Comissão de Orçamento e não pude comparecer no plenário. Nesse caso, parece que todo esse meu trabalho não tem valor”.

Embora tenha provocado uma mudança de rotina na Câmara e longas filas de reclamação na Diretoria da Casa, a medida está longe de significar uma vida dura aos parlamentares. Eles seguem como uma série de mordomias, como auxílios-moradias, verbas para alimentação, viagens, hospedagem e pagamento de funcionários, e ainda ajudas de custo no início e no término do mandato. Além disso, seguem livres de comparecer à Casa às segundas e às sextas-feiras – sem qualquer penalização financeira. Realidade bem distante dos trabalhadores brasileiros.

Fonte: veja.abril.com.br

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