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Prisão de Dirceu não foi tratada em reunião no Planalto, diz Guimarães

20150803221117Guimarães, que é vice-presidente do PT, disse que caberá ao partido discutir o assunto em reunião amanhã, e não o governo.

O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que a prisão do ex-ministro José Dirceu não foi mencionada na reunião do Conselho Político da presidente Dilma Rousseff na manhã desta segunda-feira, 3. Guimarães, que é vice-presidente do PT, disse que caberá ao partido discutir o assunto em reunião amanhã, e não o governo.

“A Lava Jato pode continuar do jeito que está, mas o Brasil precisa funcionar. A Lava Jato não pode paralisar o País”, comentou o petista. Guimarães disse que só interessa à oposição transformar “qualquer prisão” em um “fantasma de que o País vai paralisar”. “O Brasil vive um momento de desgaste para todo lado. A política no Brasil precisa ser refeita, a política não está bem e envolve todos os partidos”, afirmou.

Segundo o petista, o foco do encontro desta manhã foi a pauta do Congresso, após o fim do recesso parlamentar. Guimarães contou que a preocupação do Palácio do Planalto neste segundo semestre é com a aprovação de propostas que causem impacto nas finanças dos governos federal e estaduais.

Na reunião desta tarde no Palácio do Jaburu com os líderes da base governista, será feito um apelo para que os parlamentares votem contra esse tipo de matéria, em especial a Proposta de Emenda à Constituição que vincula o teto dos subsídios de advogados públicos, defensores públicos e delegados das Polícias Federal e Civil a 90,25% ao que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a que trata sobre a remuneração do FGTS. ” É importante manter a atual política de correção para garantir o Minha Casa Minha Vida”, destacou.

Também foi feita uma análise da situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que rompeu com o governo. Os aliados da presidente Dilma chegaram à conclusão de que é preciso procurá-lo para estabelecer uma relação “institucional e civilizada, preservando a independência dos Poderes”.

“O governo não aposta na tese de que ele vai ser instrumento da oposição. O governo aposta que ele manterá uma relação transparente com o governo e vamos dialogar. Quando tiver divergência, evidentemente a responsabilidade da base, que tem maioria, é votar contra”, declarou Guimarães.

 Fonte: Estadão Conteúdo

Ex-ministro José Dirceu deve chegar a Curitiba hoje à tarde

20150804132458O ex-ministro José Dirceu foi preso na 17ª fase da Operação Lava Jato. Ele é apontado, pela Polícia Federal e pelo MPF como criador e beneficiário do esquema de corrupção na Petrobras.

Preso ontem (3) na 17ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro José Dirceu deve deixar a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília por volta das 12h45, com destino a Curitiba. De acordo com a PF, a previsão é que o ex-ministro chegue à capital paranaense por volta das 16h. O voo está programado para sair às 14h.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em primeira instância, pediu nessa segunda-feira ao Supremo Tribunal Federal a transferência de Dirceu para Curitiba, onde estão concentradas as investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras. A ida foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso.

A defesa de Dirceu ainda tentou evitar a transferência, mas o pedido foi negado. Para o advogado do ex-ministro, Roberto Podval, a decisão foi equivocada e Dirceu está sendo usado como “bode expiatório” no processo. “A prisão foi para dar um exemplo, e não pelos fins de uma prisão preventiva.”

 Fonte: Agência Brasil

FHC não exclui hipótese de Lula ir para a cadeia

FHCAdrianoVizoniFolhaEm nota divulgada neste sábado, Fernando Henrique Cardoso explicou o teor de entrevista concedida à revista alemã Capital. Nessa conversa, ele atribuíra a Lula a responsabilidade política pela corrupção na Petrobras. Mas soara contrário à prisão do rival petista. Ao se explicar, FHC disse que não costuma falar mal de políticos brasileiros quando se dirige ao estrangeiro. E deixou claro que não exclui a hipótese de Lula ser preso. “Se o merecer, quem dirá será a Justiça e é de lamentar, porque terá jogado fora (coisa que vem fazendo aos poucos) sua história.”

A entrevista à revista alemã circulou neste sábado. Mas em notícia reproduzida na véspera pelo UOL, a agência de notícias alemã Deutsche Welle havia antecipado alguns trechos. Perguntou-se a FHC se acha que Lula está envolvido na roubalheira da Petrobras. E ele: “Não sei em que medida. Politicamente responsável ele é com certeza. Os escândalos começaram no governo dele.” Sobre a prisão de Lula, foram realçadas duas frases:

1. “Para colocá-lo atrás das grades, é necessário haver algo muito concreto. Talvez ele tenha que depor como testemunha. Isso já seria suficientemente desmoralizante.”

2. “Isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do país.”

As declarações de FHC renderam-lhe críticas nas redes sociais. Houve incômodo também no PSDB. Daí a nota divulgada neste sábado. Nela, FHC insinua que suas declarações estão defesadas: “A entrevista foi dada há algum tempo, não me recordo os termos que usei.” E alega que seu estilo é diferente do de Lula e do PT: “Ao falar ao estrangeiro cuido sempre de não ser agressivo com políticos brasileiros.
 Por outro lado, não falo, ao estilo lulopetista, desconhecendo o 
passado e negando fatos.”

“Lula, gostemos ou não dele e de suas 
políticas, foi o primeiro líder operário a chegar à Presidência, o que tem inegável peso simbólico”, anotou FHC, antes de tratar do tema que motivou a divulgação da nota: “Por que haveria eu de dizer ao exterior que merece cadeia? Se o merecer, quem dirá será a Justiça e é de lamentar, porque terá jogado fora (coisa que vem fazendo aos poucos) sua história.”

Noutra referência ao estilo agressivo de Lula, FHC escreveu: “Não se constrói o futuro com amargor, nem desmerecendo feitos.
Tampouco poderá ele se erigir tapando o sol com a peneira. Mas nas democracias não é o interesse de pessoas ou de partidos quem dá a palavra final. É a Justiça. Podemos até torcer para que ela atue. Mas o bom senso de cada líder deverá conter seus naturais impulsos por ‘justiça já’, ou a qualquer preço, em favor da moderação e do respeito às regras do jogo. O fato dos adversários não se comportarem assim não deve nos levar a que nos igualemos com eles.”

Na entrevista à revista alemã, FHC fizera comentários também sobre Dilma. Indagado se acredita no envolvimento dela com corrupção, dissera: “Não, não diretamente. Mas o partido dela, sim, claro. O tesoureiro está na cadeia.” Acrescentara: “Eu a considero uma pessoa honrada, e eu não tenho nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio dentro do meu partido, [ódio] que se volta agora contra o PT.” Sobre esses trechos, FHC não fez nenhum reparo em sua nota de esclarecimento.

Fonte: josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br

Eduardo Cunha promete colocar polêmicas em pauta

20150803103312O presidente da Casa prepara o que vem sendo chamado de “pauta-bomba” para provocar a gestão de Dilma Rousseff.

Os atritos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com o Governo Federal e até o curioso rompimento anunciado no fim do semestre legislativo devem refletir na pauta da Câmara dos Deputados nos próximos meses. O presidente da Casa prepara o que vem sendo chamado de “pauta-bomba” para provocar a gestão de Dilma Rousseff.

Depois que ele foi acusado de cobrar propina de US$ 5 milhões para viabilizar contratos com a Petrobras, Cunha começou a disparar uma verdadeira metralhadora com o governo. Desengavetou Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e despachou 12 pedidos de impeachment da presidente.

Já nesta primeira semana de agosto, Cunha pretende votar as contas da Presidência da República pendentes de votação pelo Congresso, desde a gestão de Fernando Collor de Mello, em 1992. O objetivo do peemedebista é  abrir o caminho para as contas de 2014 de Dilma, em análise no Tribunal de Contas da União (TCU).

PEC da maioridade penal

Também neste mês, deve entrar em pauta, para votação em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC 171/93) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes hediondos – como estupro e latrocínio – e também para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

O texto foi aprovado em primeiro turno no início de julho, após uma manobra do próprio Eduardo Cunha. Com 323 votos favoráveis e 155 contrários, o Plenário aprovou uma proposta um pouco mais branda do que a que havia sido rejeitada um dia antes, por não ter atingido número suficiente de votos.

Derrubada de vetos   complica as contas

A derrubada de vetos presidenciais que podem impactar nas contas públicas também assombra o Palácio do Planalto. O próprio Eduardo Cunha já reconheceu que o texto que altera o fator previdenciário tem “grande possibilidade” de ter o veto  derrubado.

O veto ao reajuste dos salários dos servidores do Poder Judiciário causa preocupação ao Poder Executivo. Os sindicatos já se articulam e afirmam ter assinaturas suficientes de deputados e senadores para manter a proposta apresentada pela Câmara dos Deputados.

O projeto que dobra o reajuste do FGTS também está na lista de preocupações. A proposta é do próprio Cunha, que propõe a alteração da fórmula de correção do Fundo a partir de janeiro de 2016, que passaria a remunerar os depósitos com uma taxa mais alta, equivalente à da caderneta de poupança.

Agenda do governo

Para os próximos dias, o  governo quer priorizar a votação do  “pacote do ICMS” para acabar com a guerra fiscal. A proposta inclui a redução das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços para 4% até o ano de 2021 e inclui na Constituição a obrigação de o Governo Federal repassar os recursos necessários aos estados que perderem com a mudança. Para isso, já foram criados por medida provisória os fundos de compensação e de desenvolvimento regional.

O governo ainda deve enviar ao Congresso proposta que unifica o PIS e a Cofins, a fim de ajudar a equilibrar a economia brasileira.

“Meses nebulosos”

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também pode impor um ritmo de votação de projetos contrários aos interesses do Planalto. Renan, inclusive, anunciou em pronunciamento no mês passado, na TV Senado, que o Congresso deve ter “meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada.”
Aprovado em junho pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei que reduz as desonerações das folhas de pagamento de mais de 50 setores da economia pode entrar na pauta do Senado já nos primeiros dias de agosto. O texto é o último do pacote de ajuste fiscal enviado pelo governo para reequilibrar as contas públicas.
Idealizado por Cunha e Renan, o projeto que cria uma lei de responsabilidade para as estatais também deve movimentar o Congresso no segundo semestre. A nova legislação seria  similar à Lei de Responsabilidade Fiscal e teria o objetivo de dar maior transparência às contas das estatais.
A votação da reforma política  deve ser concluída no início de agosto na Câmara. Já nos primeiros dias, os deputados deverão se debruçar sobre dois temas: financiamento de campanha e idade mínima para ser deputado.

Fonte: Jornal de Brasília

Tucanos endossam críticas de FHC a diálogo com Lula

20150803112548Líderes do PSDB endossaram ontem as afirmações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre uma suposta tentativa de aproximação de Luiz Inácio Lula da Silva, seu sucessor no Palácio do Planalto. Em artigo publicado na edição de domingo do jornal “O Estado de S. Paulo”, o ex-presidente questionou tal intenção e afirmou que, “para dialogar, não adianta se vestir em pele de cordeiro”. “Fica a impressão de que o lobo quer apenas salvar a própria pele”, escreveu o tucano.

Segundo a Folha de S.Paulo, Lula autorizou recentemente emissários em comum a propor uma conversa com o seu antecessor sobre a crise política, tendo como objetivo imediato conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No artigo, FHC reiterou que uma possível conversa está condicionada a que a discussão seja sobre uma “agenda de interesse nacional e pública”. Para ele, “a hora para agir já não é mais, de imediato, do Congresso e dos partidos, mas, sim, da Justiça”. “Decidam a Justiça, o TCU e o Congresso o que decidirem, continuaremos a ter uma Constituição democrática a nos reger.”

Outros líderes tucanos concordam com a avaliação de FHC. “O PT fez tudo o que quis, levou as coisas da forma como levaram e não se dispuseram a fazer qualquer tipo de diálogo enquanto estavam em posição forte. Agora que a situação deles é difícil, eles procuram um diálogo que no fundo é apenas uma tentativa de salvação? Não contem conosco para isso”, disse o vice-presidente do PSDB e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) uma conversa dos dois ex-presidentes seria “uma afronta à população, que agora majoritariamente deseja o impeachment da presidente”. Ele avalia que a proposta de diálogo teria o objetivo de levar a crise para a oposição – e aceitá-la seria um erro político do PSDB. “É uma tentativa de buscar uma tábua de salvação diante de uma situação irreversível em termos de credibilidade popular. Querem nos colocar no mesmo patamar de impopularidade.”

‘Ponderada’

Auxiliares de Dilma, por sua vez, minimizaram as críticas do ex-presidente, preferindo focar no que consideram um sinal de abertura para conversas. Na opinião de um ministro, Fernando Henrique fez uma avaliação “muito ponderada”. “Ele não descarta a hipótese de conversar. Se não quisesse falar com o governo, não teria escrito nada”.

Em entrevista à revista alemã de economia Capital, Fernando Henrique eximiu Dilma de envolvimento direto no escândalo de corrupção na Petrobras e a classificou como “uma pessoa honrada”. “Não tenho nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio dentro do meu partido, ódio que se volta agora contra o PT”, disse FHC, creditando a Lula a responsabilidade pelo caso.

Para setores do PT, a repercussão do artigo de FHC revela que o clima atual continua hostil. “Ainda que seja natural o diálogo entre partes diferentes no sistema democrático, eu não vejo que isso seja oportuno no momento. O clima não está estabelecendo as bases para se ter um diálogo maduro. Talvez isso seja algo para se buscar em outro momento”, disse o deputado Paulo Teixeira (PT-SP). O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), disse que o PSDB adota “postura retrógrada”. “Não se está discutindo aqui uma questão de Lava Jato. O que tem que discutir é a crise e a retomada do crescimento”, disse.

Machado ressaltou que o diálogo do governo com o ex-presidente Fernando Henrique e o PSDB é importante porque é um partido que governou o Brasil. “Não vejo nenhum demérito em que chefes de Estado queiram participar de uma rodada de conversas. É um gesto simpático, mas, se querem continuar com a disputa política, deixem para lá.”

Procurada, a assessoria do Instituto Lula disse que o ex-presidente não comentaria o artigo de FHC.

Fonte: Estadão Conteúdo

Distritais retomam atividades nesta segunda-feira e homenageiam Recanto das Emas

CLDFCom o fim do recesso legislativo de julho, os deputados distritais retomam suas atividades neste segundo semestre, na segunda-feira (3), com sessão solene para a comemoração do 22º aniversário de criação do Recanto das Emas, cuja data oficial  é 28 de julho de 1993. O evento acontece a partir das 19h, no auditório da regional ensino, quadra 203 Área Especial. A iniciativa da homenagem é da deputada Liliane Roriz (PRTB).

As atividades de plenário devem ser reiniciadas na terça-feira (4), com sessão ordinária `as 15h. A pauta dos trabalhos deve ser definida em reunião de líderes, na Presidência, pouco antes da abertura da sessão. Também na terça-feira, às 15h, no auditório do Memorial JK, está marcada sessão solene para a entrega do título de Cidadão Honorário de Brasília ao ex-governador Joaquim Roriz. A homenagem foi proposta pelo ex-deputado Rajão. Será presidida pelo deputado Juarezão (PRTB).

Na quarta-feira (5), às 10h, haverá o lançamento da Frente Parlamentar “Bicicleta como meio de transporte”, no plenário. A iniciativa é do deputado Wellington Luiz (PMDB). Já às 15h acontece sessão ordinária, no plenário.

Na quinta-feira (6), a Câmara Legislativa comemora, em sessão solene, o aniversário do Colégio Militar Tiradentes, da Polícia Militar.  O evento será no auditório. A presidência será da deputada Liliane Roriz (PRTB), autora da iniciativa. Às 10h, no plenário, acontecerá audiência pública para discutir o lançamento da “Frente Parlamentar Infraestrutura Noroeste”, proposta pelo deputado Wasny de Roure (PT), que também irá presidir o evento.

Saúde pública –Também na quinta-feira os deputados distritais irão realizar comissão geral, às 15h, no plenário, para discutir a atuação dos órgãos da cidadania envolvidos com a saúde pública no DF.  A iniciativa é da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle, da Câmara Legislativa.

Na sexta-feira (7), a Câmara Legislativa tem três atividades programadas em sua agenda oficial.  Às 15h acontecerá audiência pública, no plenário, para discussão da hepatite, no Distrito Federal. A iniciativa é da presidente da Casa, deputada Celina Leão (PDT).

Às 19h, da sexta-feira (7), a Câmara vai discutir em audiência pública, no auditório, a situação dos militares excluídos da corporação. A iniciativa é da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, por sugestão do deputado Wasny de Roure.

Também às 19h, haverá sessão solene da Câmara Legislativa em homenagem do Dia do Agente Penitenciário. O evento será no auditório da Delegacia de Polícia Especializada (DPE). A iniciativa é do deputado Dr. Michel (PP).

 Fonte: www.cl.df.gov.br

Câmara Legislativa de agenda cheia

camara-legislativa-de-agenda-cheiaOs distritais vão ficar com um olho na agenda da Casa e outro no julgamento, no TCDF, do conselheiro Domingos Lamoglia. A presidente Celina Leão vai reunir os parlamentares para discutir o problema da saúde no DF.

A Câmara Legislativa do DF volta ao trabalho depois da folga de um mês, o chamado recesso legislativo. Os parlamentares usaram o tempo para visitar seus eleitores, alguns deram uma viajada e, a maioria aproveitou para, também, promover reuniões de articulação para o segundo semestre, como aquela que o repórter do Fato Online, Suzano Almeida surpreendeu numa torteria no Sudoeste.

Esta semana os deputados devem ficar de olho no julgamento, pelo Tribunal de Contas do DF, do conselheiro Domingos Lamoglia, que pode ser afastado definitivamente daquele Tribunal, o que cria uma vaga para um dos deputados distritais. Já concorrem os deputados Wasny (PT) e Doutor Michel (PP).

Quase todos os distritais negam ter alguma preferência, mas, quase todos já fizeram sua escolha, só não contam. Inclusive a presidente da Casa, Celina Leão, que esta semana, numa entrevista para a TV Fato fala sobre a relação, entre outras coisas, da relação com governador Rollemberg no segundo semestre.

Aliás, Celina inicia a semana reunindo os deputados para discutir o problema da saúde do Distrito Federal. Numa conversa com o novo secretário Fábio Gondim, realizada na quinta-feira passada, ficou impressionada com a saúde financeira daquela secretaria.

Na Câmara também teremos a volta CPI do Transporte, que investiga irregularidades durante a gestão Agnelo, e que agora vai ter o acompanhamento do juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública do DF, Lizandro Garcia Gomes Filho, que enviou ofício a CPI pedindo informações sobre a investigação, obtido com exclusividade pelo Fato Online.

No Buriti, o governador Rollemberg também tem uma agenda cheia.

Se encontra com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, enquanto continua aguardando alguma resposta positiva aos pedidos de recursos feitos nos encontros com a presidente Dilma e com técnicos do ministério do Planejamento e do Banco do Brasil. Também tem um encontro com o presidente  do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios), além  de reuniões com secretários, com o  Conselho Político, formado por apoiadores do governo, com a equipe de Governança e com o deputado distrital Agaciel Maia (PTC).

Fonte: Fato Online

Planalto tenta blindar Dilma e reconhece que prisão de Dirceu tira Cunha do foco

ÍndiceA ordem no Palácio do Planalto é tentar ficar distante o máximo possível da prisão de José Dirceu e blindar a presidente Dilma Rousseff dos desdobramentos do episódio. Apesar de negativas, o tema foi tratado por ministros na manhã desta segunda-feira pouco antes da reunião de coordenação política.

A constatação reservada é de que a prisão do ex-chefe da Casa Civil na volta do recesso parlamentar muda a pauta política de Brasília.

Na avaliação de um assessor palaciano, a expectativa inicial era que o centro das investigações seria em torno do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado em delação por Júlio Camargo, da Toyo Setal, de ter pedido R$ 5 milhões de dólares em propina.

O Palácio do Planalto apostava que o episódio envolvendo Cunha daria uma folga política ao governo. Mas com a prisão de Dirceu, a pressão política será retomada com força no Congresso Nacional. Além disso, pode ajudar a mobilizar protestos contra o governo neste mês de agosto.

Fonte: G1

 

Cunha diz que Câmara interpelará judicialmente ex-advogada de delatores

De acordo com Eduardo Cunha, a Mesa Diretora da Câmara tem obrigação de interpelar judicialmente a advogada Beatriz Catta Preta.

O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), usou hoje (1º) sua conta no Twitter para informar que determinará à Procuradoria Parlamentar da Câmara que ingresse com interpelação judicial da advogada Beatriz Catta Preta, que, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, disse ter sofrido ameaças de integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

“Determinarei à Procuradoria Parlamentar da Câmara que ingresse com a interpelação judicial semana que vem, independentemente da CPI”, afirmou Cunha.

Ainda na rede social, Cunha explicou que a acusação da advogada atinge a Câmara e a CPI da Petrobras. “Sua acusação atinge a CPI e a Câmara dos Deputados como um todo, devendo ela esclarecer ou ser responsabilizada por isso.”

De acordo com Eduardo Cunha, a Mesa Diretora da Câmara tem obrigação de interpelar judicialmente a advogada Beatriz Catta Preta, de modo que ela diga que tipo de ameaça sofreu e de quem as sofreu.

Na entrevista ao Jornal Nacional de quinta-feira (30), a advogada criminalista Beatriz Catta Preta, que defendeu nove investigados pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal, explicou que deixou os casos por se sentir ameaçada e intimidada por integrantes da comissão. Ela disse ainda que fechou o escritório e abandonou a carreira após receber ameaças “veladas” de membros da CPI, que, no dia 9, votaram a favor da convocação para ela depor no colegiado.

Na TV Globo, a advogada esclareceu que a “intimidação” a ela e à família começaram depois que o empresário da Toyo Setal, Júlio Camargo, denunciou, em delação premiada, o presidente da Câmara de receber US$ 5 milhões em propina para viabilizar contratos com a Petrobras.

Segundo ela, Camargo não tinha citado Cunha nos primeiros depoimentos por medo, mas que agora apresentou provas, como documentos, à Justiça.

Fonte: Correio Braziliense

Os fantasmas de agosto

imagesMês trágico para a política brasileira pode selar o destino da presidente Dilma, que enfrentará a abertura de CPIs no Congresso, o julgamento de suas contas no TCU e uma manifestação recorde em favor do impeachment.

No que dependesse dos políticos brasileiros, o mês de agosto poderia ser eliminado do calendário nacional. Ao longo da história, nos 31 dias do oitavo mês do ano, o País viveu grandes infortúnios na seara política. Em 24 de agosto de 1954, o presidente Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração. Sete anos e um dia depois, foi a vez de o presidente Jânio Quadros renunciar ao cargo. Em 1976, o dia 9 de agosto ficou marcado pelo trágico acidente de carro, na rodovia Presidente Dutra, que ceifou a vida do ex-presidente Juscelino Kubitschek. Os desgostos de agosto não cessaram com redemocratização do País. Em 16 de agosto de 1992, os caras-pintadas foram às ruas pedir o impeachment do presidente Fernando Collor, numa mobilização decisiva para sua saída do poder. E, no dia 13 de agosto do ano passado, o ex-governador de Pernambuco e então presidenciável Eduardo Campos morreu aos 49 anos, vítima de um acidente aéreo em Santos (SP).

MÊS DO DESGOSTO
Pode estar em jogo, nas próximas semanas, o mandato de Dilma Rousseff

Este ano, o mês do mau agouro pode complicar ainda mais a situação da presidente Dilma Rousseff. Às voltas com uma crise político-econômica interminável, Dilma enfrentará uma quadra decisiva para sua permanência na Presidência. Na próxima semana, ela terá de encarar um Congresso conflagrado. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sedento de vingança após ter sido alvejado pelas investigações da Lava Jato, marcou para 6 de agosto a instalação da CPI do BNDES e ofereceu amplo apoio à criação da CPI dos Fundos de Pensão. Ambas as investigações tiram o sono do governo. Na volta do recesso, Cunha vai analisar, ainda, 11 pedidos de impeachment que mandou desarquivar. Entre eles, o documento assinado por Carla Zambelli, fundadora e Porta Voz do Movimento Nas Ruas. O pedido de afastamento redigido pelo movimento se apoiará nas irregularidades da prestação de contas do governo, em análise no TCU. As armadilhas contra o governo passam por uma sabotagem ao pacote de ajuste fiscal. Entre os projetos estão a correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e modificações no projeto que reduz as desonerações na folha de pagamento.

Antes da segunda quinzena, o TCU vai julgar as contas do governo de 2014. O tribunal já deu todos os sinais de que pretende rejeitar os argumentos do Planalto sobre as manobras fiscais utilizadas no exercício anterior para maquiar o mau desempenho da economia. Na terça-feira 28, Eduardo Cunha anunciou que vai tirar da frente a lista de projetos pendentes e votar as contas dos governos de 1992, 2002, 2006 e 2008 que ainda não foram analisadas. O objetivo é limpar a pauta para a apreciação das contas de Dilma de 2014. Caso o TCU as reprove, o destino é o Congresso. Para piorar o quadro para Dilma, a análise das contas públicas e a instalação de CPIs coincidirão com a grande manifestação agendada para o dia 16 de agosto cujo mote é o impeachment da presidente, mesma data em que estudantes foram às ruas pedir a saída de Collor em 1992. O protesto promete ser o maior desde a reeleição da petista.

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A previsão de dias turbulentos fez Dilma mobilizar sua tropa de choque. Na segunda-feira 27, ela reuniu 12 ministros e o vice-presidente Michel Temer para discutir estratégia de diálogo direto com o Congresso. A intenção do Planalto é evitar intermediários nas conversas com a base aliada para reduzir a influência de Cunha enquanto o presidente da Câmara estiver em clima de guerra com o governo. “Os parlamentares são capazes de verificar o que pode prejudicar e ajudar o País”, afirmou Michel Temer. Dentro dessa estratégia para amansar o Congresso, Dilma liberou R$ 1 bilhão em emendas e distribuiu mais de 500 cargos nos Estados. Na quinta-feira 30, a presidente reuniu os governadores no Planalto. Era a última cartada de Dilma na tentativa de escapar ilesa pelas próximas semanas. Mas seus objetivos não foram alcançados. Além de não conseguir o apoio dos chefes dos Executivos estaduais para barrar possíveis pedidos de impeachment, Dilma conseguiu desagradá-los ainda mais ao falar o que eles não queriam ouvir. Em seu pronunciamento, disse que a situação vivida pelo País era responsabilidade de todos. Ou seja, tentou associá-los à crise criada e agravada pelo governo de Dilma. O único consenso do encontro foi o apoio do governadores às medidas do ajuste fiscal, que ainda precisam passar pelo Congresso. Muito pouco para o que almejava Dilma.

Fonte: istoe.com.br

Fotos: Alan Marques/Folhapress; Agência ISTOÉ; Antonio Lucio/AE

 

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