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Cooperativas usam 40 ônibus para rodar em volta do Buriti e exigir direitos

20150518081445514996oA associação das Cooperativas e permissionárias de transporte público quer mais verba para o setor e exige ainda o fim da tarifa técnica paga a outras empresas.

A associação das Cooperativas e permissionárias de transporte público coletivo faz um protesto na manhã desta segunda-feira (18/5). Cerca 40 microônibus, todos veículos reserva, rodam em torno do Palácio do Buriti, sem parar o trânsito. Desde as 7h30, eles tentam chamar atenção do governo para os direitos das cooperativas. A principal reclamação é a falta de verba para o setor.

Por meio de nota, a associação afirmou que os valores da passagens das cooperativas estão congelados desde 2008. “Nestes anos anos, houve seis aumentos de salários dos motoristas, cobradores e funcionários de garagem/administrativo, além de mais de 30 reajustes dos combustíveis”, diz o documento. Os representantes da entidade consideram a situação caótica. “Isso deu-se por inércia do poder público que nos anos anteriores e até o presente momento, não tomaram qualquer medida com o intuito de solucionar o problema”, descreve a assessoria no documento.

A categoria pede ainda o fim da tarifa técnica, valor pago pelo Estado para complementar a remuneração das concessionárias de transporte público. Se o valor da tarifa técnica da passagem de uma grande empresa é R$ 4,25, mas o valor da passagem repassado ao usuário é de R$ 1,50, o governo paga o valor de R$ 3,25 para a empresa. Assim, o passageiro acaba pagando a passagem duas vezes: de forma direta e por meio dos impostos.

O diretor da Cooperativa de Transportes do Distrito Federal (Cootarde), Davino Alves Cavalcante, acredita que a prática onera o Estado e o próprio usuário. Ele reclama também dos reajustes concedidos às grandes empresas nos últimos anos enquanto as cooperativas rodam desde 2008 sem reajuste tarifário. “Eles querem quebrar as cooperativas”, acusa.

Davino ressalta que a manifestação é pacífica e que não pretende fechar vias ou causar transtornos. “Sabemos que o usuário da via não tem culpa de nada disso. Não tiramos nenhum veículo de circulação para fazer o protesto”, completa.

As cooperativas de transporte operam com 500 ônibus e micro-ônibus em todo Distrito Federal. Empregam diretamente cerca de 3 mil funcionários.

Fonte: Correio Braziliense

Viúva acusada de tramar morte de militar e outras 5 pessoas vão a júri

20150518061538277001oAcusada de mandar executar o marido, Cristiana Cerqueira lamentou a morte do tenente-coronel nas redes sociais, horas depois de o militar ser encontrado morto. Familiares dizem que ela não aceitava a separação.

Doze horas depois de o tenente-coronel do Exército Sérgio Murillo Cerqueira Filho, 43 anos, ser assassinado com um tiro na têmpora, Cristiana Osório Cerqueira, 43, postou em uma rede social um lamento pela morte do marido. De luto, a dona de casa agradeceu o apoio de todos e pediu que o companheiro de 15 anos de casamento descansasse e fosse acolhido “pelos braços do Pai maior”. Menos de cinco horas depois da mensagem, ela e a irmã Cláudia Osório, 50, foram presas pela Polícia Civil sob a acusação de terem tramado a morte do oficial. Elas foram indiciadas por homicídio qualificado e apontadas como as mandantes do sequestro seguido de execução.

Segundo o inquérito, Cristiana e Sérgio Cerqueira estavam em processo de separação. Ela não aceitava a situação e temia perder o padrão de vida, segundo o relato de familiares e de policiais. A mulher teria contratado criminosos para assassinar o marido, com o objetivo de herdar uma pensão militar de aproximadamente R$ 10 mil. O processo foi distribuído ontem para o Tribunal do Júri de São Sebastião, cidade onde o corpo do oficial foi encontrado na madrugada de sábado. Cristiana, Cláudia e outras quatro pessoas, que teriam participado do assassinato do militar, responderão por crime contra a vida e serão julgadas em júri popular. Podem pegar uma pena de até 30 anos de prisão. A família do tenente-coronel, que vive no Rio de Janeiro, ficou chocada com a suspeita sobre a mulher dele. Ao Correio, Marco Cerqueira, 38 anos, único irmão do oficial assassinado, disse que a relação entre ele e a mulher já não estava boa. Os irmãos se falaram pela última vez pouco depois da separação. “Perguntei se ele precisava de ajuda, inclusive financeira. Ele disse que não, que daria 20% do salário para a mulher e ajudaria a filha”, contou. Ainda sobre a separação, o militar disse que Cristiana não estava disposta a procurar um emprego. “Perguntei se a Cris ia trabalhar. Ele contou que ela tinha dito, em tom de ironia, que achava que teria que roubar ou matar para sobreviver. Rimos no telefone, pois não imaginávamos que ela fosse capaz”, disse.

Durante o processo de separação, Cristiana perguntou aos familiares do marido como ficaria a situação financeira dela com o divórcio. Foi informada de que a filha teria direito a 20% do salário do militar, pois a pensão só valeria para a mulher se ela ficasse viúva. A família do militar pretende lutar para que os envolvidos no homicídio permaneçam presos.

Fonte: Correio Braziliense

Contra ‘lei do silêncio’, ativistas fazem samba em quadra de Rollemberg

samba1Produtores protestam contra fechamento de bares e espaços culturais do DF.
Evento tinha 50 pessoas até 18h, diz Polícia Militar; protesto era pacífico.

Ativistas e produtores culturais do Distrito Federal organizaram um samba na tarde deste domingo (17) na entrequadra 206/207 Sul para protestar contra o fechamento de bares e espaços culturais que teriam excedido o limite de ruído, no fim de abril. O evento foi montado em frente ao bloco E da quadra 206 Sul, onde mora a mãe do governador Rodrigo Rollemberg e onde ele morou durante a infância e a adolescência.

Às 18h, a Polícia Militar acompanhava a movimentação com uma viatura que fazia rondas periódicas no local. O protesto era pacífico e, segundo a corporação, havia cerca de 50 pessoas no evento. O G1 conversou com organizadores do samba, mas elas não informaram estimativa de público e não quiseram dar entrevista.

No fim de abril, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) fechou o Balaio Café, na Asa Norte, e outros cinco estabelecimentos do DF por ultrapassarem a emissão de som durante a noite. Neste domingo a dona do Balaio, Juliana Andrade, classificou a ação do governo como “arbitrária” e disse que ainda não conseguiu conversar com os técnicos, mais de duas semanas após a interdição.

“A notificação diz que o bar ultrapassou os 55 decibéis, mas não diz onde foi a medição. Eles me acusam de incitar a população contra o governo, o que não é verdade. A população é bem informada, acostumada a lutar por direitos. Até hoje não fui recebida pelo Ibram para conversar”, diz. O G1 não conseguiu contato com o órgão na noite deste domingo (17).

Produtores culturais e ativistas fazem samba na 206/207 Sul, em protesto contra a Lei do Silêncio no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Produtores culturais e ativistas fazem samba na 206/207 Sul, em protesto contra a Lei do Silêncio no DF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Sem barulho
Na operação que levou ao fechamento do Balaio, os fiscais do Ibram identificaram que o volume no bar chegou a 61,8 decibéis na última semana de abril, índice superior aos 55 decibéis estabelecidos em um Termo de Ajustamento de Conduta. O espaço também foi multado em R$ 33 mil, segundo a dona, porque uma anistia de R$ 18 mil em uma multa anterior foi cancelada.

Segundo o auditor do Ibram, Bento Marçal, o Balaio Café vinha descumprido ordens há algum tempo. “O bar já foi autuado diversas vezes e já até assinou termo de compromisso para reabrir. Se está sendo autuado de novo é porque está descumprindo a lei. Ou se adequa a lei ou vai ter que fechar.”

Para o fiscal, o ruído no local atrapalhava mais pessoas do que tornava o ambiente agradável. “O cidadão não pode ser prejudicado porque outros se sentem no direito de fazer barulho.”

Fonte: G1

Lobão é suspeito de ser sócio oculto em Cayman

20150517130111O senador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB-MA) é suspeito de ser sócio oculto de um grupo de empresas sediado nas Ilhas Cayman, conhecido paraíso fiscal caribenho. Um inquérito aberto na Justiça Federal em São Paulo foi encaminhado em fevereiro deste ano ao Supremo Tribunal Federal para apurar a eventual participação do senador na holding Diamond Mountain (em português, Montanha de Diamante), voltada, no Brasil, para a captação de recursos de fundos de pensão de estatais, fornecedores da Petrobrás e empresas privadas que recebem recursos de bancos públicos, como o BNDES, áreas de influência do PMDB.

Lobão, que comandou a pasta de Minas e Energia nos governos Lula (2008 a 2010) e Dilma (2011 a 2014), é investigado sob suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, conforme consta no inquérito encaminhado ao ministro Luís Roberto Barroso. O ex-ministro também é alvo da Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido propina do esquema de corrupção na Petrobrás, empresa vinculada à pasta de Minas e Energia.

O inquérito Diamond Mountain foi aberto a partir de declarações de um ex-sócio que se diz lesado por outros dirigentes do grupo. Aos investigadores ele contou que Lobão se associou à holding de forma oculta entre 2011 e 2012. O ex-ministro seria representado nas empresas pelo advogado maranhense Marcio Coutinho, que foi secretário de articulação política da campanha derrotada de Lobão Filho (PMDB) ao governo do Maranhão em 2014 e advoga para ele no Supremo.

Em um dos depoimentos, o ex-dirigente da Diamond Mountain diz que Coutinho e seu colega de escritório, Vinícius Peixoto Gonçalves, tinham reuniões semanais com sócios do grupo em São Paulo para “acompanhar o negócio em nome do ministro Lobão”. A banca de Coutinho chegou a ter uma sala no mesmo prédio da Diamond.

A holding está registrada em Cayman e no Brasil em nome do advogado Marcos Costa e do empresário Luiz Alberto Meiches. Os dois são alvos de inquérito aberto em São Paulo que trata do mesmo assunto. No caso de Lobão, a investigação foi remetida ao Supremo porque, como senador, ele tem prerrogativa de foro.

Mensagens. No inquérito constam e-mails nos quais os dois citam reuniões com o então ministro em Brasília, em 2011, para tratar de negócios das empresas. “Recebi uma ligação do ministro Lobão me pedindo para que eu me reúna com ele amanhã no ministério. (ele pediu para que eu fosse sozinho)”, disse Costa em mensagem a funcionários da Diamond em 1º de junho de 2011.

Lobão nega participar da sociedade e diz desconhecer a investigação no STF. Ele confirmou ter recebido Costa e Coutinho uma única vez no ministério para tratar de “assuntos relacionados ao setor energético”. A audiência, contudo, não constou da agenda oficial.

Ex-funcionários da holding no Brasil disseram ao Estado, sob a condição de anonimato, que eram frequentes as conversas dos sócios com Lobão, quando ele ainda chefiava a área de energia do governo federal. No dia a dia do grupo, o então ministro era tratado por “Big Wolf” e “Tio”. O grupo Diamond também atua na compra e venda de empresas, operações de seguros e no mercado imobiliário.

A Diamond Mountain Cayman Holding tem cinco subsidiárias no Brasil, entre elas a Diamond Mountain Investimentos e Gestão de Recursos.

A empresa é gestora de fundos de investimento e prospecta recursos de fornecedores da Petrobrás e entidades de previdência como Petros (Petrobrás), Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Núcleos (Eletronuclear).

O Postalis, de funcionários dos Correios, tem R$ 67,5 milhões no Fundo de Investimento em Participações Mezanino Diamond Mountain Marine Infraestrutura, gerido pela Diamond desde 2014. Lobão tem indicados em duas diretorias da entidade.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Planalto aposta em enfraquecimento de Renan

20150517182038O governo decidiu transferir para o Senado a negociação dos cargos de segundo e terceiro escalões e a transferência de verbas federais para os Estados dos senadores como forma de vencer suas votações prioritárias até agora: as medidas provisórias do ajuste fiscal e a indicação de Luiz Fachin para o Supremo Tribunal Federal.

Para o Palácio do Planalto, com essa estratégia será possível derrotar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que se tornou neste segundo mandato um dos principais críticos da presidente Dilma Rousseff. Para o peemedebista, a semana servirá para testar sua força na Casa com a possibilidade de impor duas duras derrotas à petista.

Na terça-feira, o nome de Fachin será submetido à chancela dos senadores, em votação secreta. Também entra na pauta do Senado a primeira medida provisória do pacote de ajuste fiscal do governo, a 665, que restringe direitos trabalhistas, como o seguro-desemprego.

Para derrotar o governo, porém, Renan vai precisar do apoio de seus pares, que apontam que ele está cada vez mais isolado. A avaliação entre os senadores é de que ele perdeu força política na Casa. Teve de enfrentar na eleição pela presidência um adversário do próprio PMDB e, apesar de ter vencido, não obteve votação expressiva. Posteriormente, virou alvo de três inquéritos no Supremo por suspeita de envolvimento na Operação Lava Jato, inclusive tendo contra si pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal.

Renan tem enfrentado divergências até com antigos aliados no PMDB. Na sabatina do indicado ao STF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), peemedebistas como Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA) e Garibaldi Alves Filho (RN) elogiaram Fachin em público.

O governo considera que o enfraquecimento de Renan pode auxiliar no embate desta semana. O governo calcula ter 51 votos em favor do seu indicado, 10 a mais do que o mínimo necessário. Na votação da MP 665, o otimismo do governo é grande.

Mas o Planalto também reconhece que Renan, apesar do enfraquecimento, ainda detém a força do cargo e o poder de pautar o que quiser na Casa. Em razão disso, pretende manter e até ampliar os acenos feitos nos últimos dias ao peemedebista. Considera importante evitar melindrá-lo.

Foi dentro dessa perspectiva que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontrou com Renan na quinta-feira em Brasília e Dilma o convidou para irem no avião presidencial ao enterro do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), na segunda-feira em Joinville (SC).

Considerado um dos principais aliados no Congresso no primeiro mandato, Renan se distanciou de Dilma por duas razões: para ele, o Executivo agiu para incluí-lo na lista de investigados na Lava Jato; e a perda de apadrinhados de peso na estrutura federal, como Vinícius Lages, substituído pelo ex-deputado Henrique Eduardo Alves no Ministério do Turismo, e Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Negociações. Para reduzir as resistências no Congresso e manter o ajuste, Dilma determinou à Secretaria-Geral da Presidência e ao Ministério da Previdência que comecem a estudar alternativas ao fator previdenciário – a Câmara flexibilizou o cálculo e o Senado tende a manter essa mudança na MP 664, que afeta benefícios previdenciários. O governo entende que, para evitar desconfianças, precisa ter uma opção a ser apresentada aos parlamentares antes de um eventual veto da presidente à emenda.

Nos próximos dias, o vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, e o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, vão direcionar o balcão de negociações para o Senado, após a tramitação das duas medidas provisórias do ajuste na Câmara.

Serão de imediato cerca de 100 cargos a serem preenchidos entre deputados e senadores. Alguns já foram consolidados, como a presidência do Banco do Nordeste ao líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE). O posto será ocupado por Marcos Holanda. Também já houve a sinalização ao presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), de que a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ficará com um indicado seu. O desafio agora é atender a outras bancadas e intermediar os interesses de parlamentares do mesmo partido.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Papa Francisco canoniza duas mulheres palestinas

20150517101007306882uA missa contou com a presença de personalidades como o presidente palestino, Mahmud Abbas.

O papa Francisco declarou santas neste domingo (17/5) quatro religiosas que viveram no século 19, duas palestinas, uma francesa e uma italiana, e encorajou a multidão a seguir seu “exemplo luminoso”.

Mariam Bawardi (1846-1878), Marie-Alphonsine Ghattas (1843-1927), Jeanne-Emilie de Villeneuve (1811-1854) e Maria Cristina dell’Immacolata (1856-1906) foram canonizadas em uma missa celebrada ao ar livre na praça de São Pedro do Vaticano.

Diante de uma multidão de fiéis e sob o sol, o sumo pontífice exaltou a trajetória das quatro religiosas, “modelos de santidade que a Igreja nos convida a imitar”, e cujos retratos decoravam a fachada da Basílica de São Pedro.

“Viver em Deus e seu amor para anunciar com as palavras e com a vida a ressurreição de Jesus, dando testemunho da unidade entre nós e o amor a todos: isso é o que fizeram as quatro santas proclamadas no dia de hoje”, disse o Papa argentino.

Em sua homilia, o santo padre comentou a personalidade das quatro mulheres. A missa contou com a presença de personalidades como o presidente palestino, Mahmud Abbas, que se reuniu na véspera com Francisco, e o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve.

Também esteve presente uma delegação de 2.000 pessoas, principalmente das igrejas locais, e em particular dos territórios palestinos, Israel e Jordânia. Entre as pessoas era possível ver muitas bandeiras palestinas.

As duas religiosas palestinas são as primeiras da era moderna a ser canonizadas. Francisco destacou que uma delas, Mariam Bawardi, foi “um instrumento para o encontro e a comunhão com o mundo muçulmano”.

Mariam Bawardi fundou em Belém o primeiro convento carmelita da Palestina, e faleceu em um acidente aos 32 anos depois de servir a famílias pobres em Alexandria, Jerusalém, Beirute e Marselha.

Órfã aos três anos, foi confiada a um tio e viveu no Egito, onde quiseram casá-la ainda muito jovem. Mariam Bawadi negou-se e se refugiou na casa de um parente, que a aconselhou a se converter ao Islã.

Diante de sua negativa, ele a degolou, mas a jovem se salvou milagrosamente pela intercessão da Virgem Maria.

A também palestina Marie-Alphonsine Ghattas se tornou religiosa aos 14 anos e fundou em 1880 a congregação do Santo Rosário de Jerusalém, na época sob ocupação otomana.

Já a irmã Jeanne-Emilie de Villeneuve, que “consagrou sua vida a Deus e aos pobres, aos doentes, aos prisioneiros e aos explorados”, nas palavras do Papa, fundou a congregação de Nossa Senhora da Imaculada Conceição de Castres, no sudoeste da França.

Por fim, a napolitana Maria Cristina dell’Immacolata, fundadora em 1903 de uma congregação de Adoradoras, recebeu a “força para suportar o sofrimento” graças à oração, destacou o chefe da Igreja católica.

Em seu encontro privado no sábado com o presidente Abbas, o santo padre classificou o dirigente palestino de “anjo da paz”.

Os dois destacaram “a necessidade do diálogo interreligioso”, num momento em que a ascensão do jihadismo ameaça toda a região do Oriente Médio.

Fonte: Correio Braziliense

Levantamento do governo mostra que 25 setores têm escritura em andamento

20150517214911475373aNa última semana, dois condomínios do Jardim Botânico conseguiram aprovação do Conplan. À espera da legalização, moradores fazem melhorias.

O aposentado Manoel Costa da Silva, 63 anos, viu a Colônia Agrícola Arniqueira, em Águas Claras, se transformar nos últimos 20 anos. A atividade agrícola se perdeu e os terrenos foram parcelados e vendidos sem qualquer autorização do Estado. O lugar virou uma cidade com quase 28 mil habitantes, de acordo com a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad), da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). O comércio se desenvolveu, mas a região ainda enfrenta graves problemas de infraestrutura. Assim como Arniqueira, outros setores cresceram à margem da legalidade e aguardam na fila para serem regularizados.

Hoje, há 302 áreas públicas e privadas passíveis de regularização no DF, conforme levantamento da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth). Dessas, 25 têm processo em andamento para a emissão da escritura. Na última semana, dois condomínios do Jardim Botânico, o Solar de Brasília e o Ville de Montagne, conseguiram aprovação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan). Esse é um passo importante para os moradores, uma vez que, depois de cumprida essa etapa, o governo deve fazer um decreto para registrar em cartório os parcelamentos.

Diferença
O levantamento da Segeth apontou as Áreas de Interesse Específico (Arine), para população de média e alta rendas, e as Áreas de Interesse Social (Aris), voltadas para as pessoas de baixa renda. Fazem parte das Arines a região de Arniqueira e o Condomínio São Francisco II, no Setor Habitacional Tororó, também na lista da secretaria. O parcelamento está em área particular e existe desde a década de 1980, mas também se desenvolveu sem autorização do Estado. Hoje, a população da região cobra asfalto na avenida principal. “Essa é a nossa necessidade mais urgente. Nossos carros estão arrebentados, muitos têm dificuldade de passar por aqui”, comentou o servidor público Lucas Monteiro de Oliveira, 52 anos.

Ele comprou um terreno no Condomínio São Francisco II há cinco anos, mas ainda mora no Riacho Fundo. Lucas pretende levar a família para viver no parcelamento e espera a regularização. “Ainda precisamos de um parecer sobre o impacto ambiental, que está em fase de elaboração. Mas o que emperra o processo é a burocracia. Se o governo tivesse vontade e disposição, faria”, disse.

A área da colônia agrícola foi desapropriada e, atualmente, há cerca de 7 mil casas. Queixas não faltam sobre a infraestrutura da região. O bairro carece de asfalto e algumas ruas ainda são de terra. Há somente uma escola pública e, quando um morador precisa de atendimento médico, corre para uma cidade próxima, como o Riacho Fundo. “A promessa de regularização sempre existiu e, se saísse do papel, traria muitas melhorias para nós. O governo poderia duplicar a Avenida Central, por exemplo, que hoje tem muito trânsito, e aumentar a iluminação pública. Ficaríamos muito mais tranquilos”, avaliou Manoel.

Fonte: Correio Braziliense

Grupo de Ribeiro fica fortalecido no PSDB após eleição nas zonais

psdb-800x378Com a participação de mais de dois mil filiados, a chapa Resgatando Brasília foi eleita neste domingo 17 para coordenar as ações do PSDB-DF em todas as cidades satélites durante o biênio de 2015-2017. O deputado distrital Raimundo Ribeiro definiu o resultado como um fato histórico.

Os eleitores que foram às urnas representam pouco menos de 10% dos filiados ao partido em Brasília. Apesar desse percentual, foi a maior participação já registrada nas eleições internas do PSDB regional. Há quatro anos não aconteciam eleições, fruto da intervenção no diretório local, que destituiu o ex-presidente Márcio Machado em meados se 2011.

– Tudo transcorreu normalmente e registramos que foram eleitos os diretórios em todas as 21 zonais no DF, sendo um fato inédito em nível de Brasil, afirmou Raimundo Ribeiro. Ele também parabenizou o presidente licenciado Eduardo Jorge “pela forma responsável e imparcial com que conduziu a eleição.”

O deputado não deixou de citar Maria de Lourdes Abadia, no exercício da presidência, “que ao conduzir o processo eleitoral desempenhou de forma correta e ética, seu devido papel que foi fundamental para este resultado final e que lhe confere legitimidade e legalidade.”

Já Sebastião Melchior Pinheiro, secretário-geral do PSDB-DF, afirmou que o pleito transcorreu “num clima de harmonia e tranquilidade, não tendo sido registrado nenhum incidente.” Ainda segundo Sebastião, a eleição representou “a consagração do regime democrático, demonstrando que a cidadania só é legitimada pelo voto.”

A disputa eleitoral interna no ninho tucano esteve ameaçada até o dia anterior, sábado 16, com ações na Justiça impetradas por grupos dissidentes. A cizânia no partido ficou mais sentida 24 horas antes do pleito, quando o deputado federal Izalci Lucas e o presidente afastado Márcio Machado decidiram retirar suas chapas. A dúvida agora é se o pleito será avalizado pela Executiva Nacional.

Fonte: notibras.com

Controladoria prepara aplicativo para dar mais transparência a gastos e ações do GDF

controladoria-prepara-aplicativo-para-dar-mais-transparencia-a-gastos-e-acoes-do-gdfSalários dos servidores, escalas de plantão dos médicos da rede púbica de saúde, gastos com diárias, passagens e outras informações poderão ser acessadas por smartphones e tablets ou em notebooks e computadores de mesa.

A partir de junho, a população do Distrito Federal poderá acompanhar as ações do governo pelo celular. Com base nas principais demandas do Portal da Transparência do governo, a CGDF (Controladoria-Geral do DF) criou um aplicativo gratuito de celular, que será lançado em junho. A ferramenta está pronta, aguardando somente a apresentação oficial ao governador.

Salários dos servidores, escalas de plantão dos médicos da rede púbica de saúde, gastos com diárias, passagens e outras informações poderão ser acessadas por smartphones, tablets e em computadores comuns. A iniciativa partiu do subsecretário de Transparência e Gestão da Informação, Rondon de Andrade, da CGDF.

“Como existem mais pessoas acessando a internet por dispositivos móveis, a ideia é ampliar o acesso aos dados do Portal da Transparência, com mobilidade, com facilidade na compreensão dos dados e com a praticidade no uso, para que o cidadão tenha na palma da sua mão a informação dos gastos do governo com empresas, pessoas e outras informações relevantes como as escalas da saúde, saber quando o médico de determinada especialidade estará atendendo no hospital e quem irá atendê-lo”, destacou Rondon.

Aplicativo mostra gastos por administração regional, por exemploDivulgação 

O aplicativo, que ainda não recebeu nome, conterá dados dos órgãos mais procurados pelo cidadão no Portal da Transparência do GDF. O ícone funcionará como uma versão do site, só que ampliado para dispositivos móveis. Dados do programa Morar Bem da Codhab (Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal e do Pró-DF) e da SDE (Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável) também serão incluídos no aplicativo.

Conectividade

De acordo com o órgão, o acesso direto ao dado será obtido com dois ou três cliques, enquanto no portal essa consulta consumiria o dobro de toques e de tempo. Outra vantagem é que a ferramenta poderá ser acessada de qualquer lugar via internet. “O aplicativo poderá ser utilizado em totens na rodoviária do Plano Piloto e em outras áreas de grande movimento. O aplicativo do portal foi priorizado porque, atualmente, as pessoas acessam a internet mais através de smartphones do que por computadores”, lembrou o subsecretário.

Custo

Segundo a Controladoria, a ferramenta começou a ser desenvolvida em março pela equipe da Subsecretaria, sem nenhum custo, e terá a inclusão de itens de acordo com a demanda de procura da população. Além da agilidade, a ferramenta servirá também para atrair o cidadão que não está acostumado a acompanhar as ações do governo.

Opinião

A aposentada Maria Luisa Medeiros não acredita no controle do governo por meio do aplicativo, mas aprova a iniciativa. “ Perdemos a confiança, mas isso ajuda um pouco. Sempre há corrupção”, lamenta.

“O aplicativo ajuda muito. Quanto mais transparência, melhor. No celular se torna mais fácil, as pessoas estão conectadas o tempo todo”, afirmou a advogada Flávia de Sousa.

Vitoriana Santos é fiscal de caixa em um supermercado. Ela deixa transparecer a sua total insatisfação em relação aos governos. “Vamos ver se funciona mesmo. Muitas vezes começam a fazer alguma coisa pelo povo e param, e as vezes é tudo faixada. Só para enganar mesmo”, reclama.

Fonte: Fato Online

CLDF aguarda investigação da polícia que apura lavagem de dinheiro por Distrital

cldf-aguarda-investigacao-da-policia-que-apura-lavagem-de-dinheiro-por-distritalPolícia Civil apura o envolvimento da deputada Telma Rufino (PPL) em um esquema milionário de lavagem de dinheiro.

A CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) acompanha, a distância, as investigações policiais que apuram o envolvimento da deputada Telma Rufino (PPL) em um esquema milionário de lavagem de dinheiro.

Mesmo com a decisão da Executiva Nacional do PPL de abrir processo de expulsão da parlamentar distrital da legenda, a CLDF afirma que não é suficiente para levá-la ao Conselho de Ética. “O Ministério Público do DFT precisa fazer a comunicação à Câmara para que seja tomada alguma providência”, afirmou um servidor do Departamento Jurídico, que pediu para não ser identificado.

Mas, para que isso ocorra, é preciso que o inquérito presidido pelo delegado Jefferson Lisboa, da Corf (Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes), chegue ao MP devidamente concluído. O que, segundo Lisboa, ainda está longe de ser feito. “Estamos investigando ainda. É um inquérito muito longo. Não somente a participação da deputada, mas de outros envolvidos”, afirmou ele, sem dar prazo para o encerramento do inquérito.

Para o deputado Wellington Luiz (PMDB), que já foi corregedor da Câmara, ainda é muito prematuro para se falar em processo de cassação de Telma Rufino. “Ela nem sequer foi indiciada”, afirma Luiz.

Fonte: Fato Online

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