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Desconstrução derrubou Aécio

aecio-nevesApresentação, propostas, desconstrução do adversário. Geralmente, as campanhas eleitorais seguem esse roteiro, explica o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Carlos Manhanelli. Na eleição presidencial, entretanto, o terceiro ponto ganhou maior destaque.

O investimento no eleitorado do Rio de Janeiro e principalmente de Minas Gerais não foi suficiente para o senador Aécio Neves (PSDB) contornar o favoritismo do PT de Dilma Rousseff, ressalta Manhanelli.

Como não só de estratégia geográfica se faz uma campanha presidencial, a desconstrução do tucano pela petista foi alcançada com uma boa estratégia de marketing, apontam analistas ouvidos por OTEMPO.

“Aécio não poderia perder em Minas Gerais. Eu penso que ele era atacado por Dilma e respondia de maneira arrogante. Parecia estar sofrendo de complexo de Luís XIV, que dizia ‘o Estado sou eu’. Só faltou ele dizer ‘Minas sou eu’”, analisa o cientista político Pedro Costa Júnior, das Faculdades Integradas Rio Branco.

Grande parte do eleitorado indeciso, composto por mulheres, pode ter sido desmotivada a votar em Aécio. A campanha de Dilma associou o dedo em riste do tucano em debates para a candidata do PSOL, Luciana Genro, e para a própria Dilma, como sinal de que o senador não respeitaria as mulheres.

“Na verdade, todo elemento usado para associar Aécio a problema ligado a mulheres foi para valorizar a própria Dilma. Depois do debate em que ela passou mal, houve a impressão de que Aécio teria ultrapassado o limite da agressividade. E a vítima não era simplesmente uma vítima. Era uma mulher”, avalia o estrategista político do Rio Grande do Sul Paulo Di Vicenzi.

Outro aspecto que prejudicou Aécio na conquista de indecisos e indecisas foi o uso de linguagem de difícil entendimento para grande massa de eleitores. “Cerca de 70% dos eleitores não têm ensino médio completo. Ele dizia ‘previsibilidade’ e deveria ter trocado por: ‘o governo precisa ter ações mais previsíveis’, por exemplo”.

O analista gaúcho lembra que, para tentar neutralizar a estratégia petista de colocar o adversário como inimigo das mulheres, Aécio usou os recursos de que dispunha. Aparecia em coletivas para jornalistas ao lado da filha Gabriela ou da esposa, Letícia Weber.

A imprevisibilidade da disputa, com uma surpreendente polarização de Dilma com Marina Silva (PSB) durante o primeiro turno, dificultou a estratégia de Aécio. Ele não contava com a necessidade de precisar desconstruir Marina, ainda que de forma mais leve que o PT, lembra Di Vicenzi.

O uso da palavra “leviana” para rebater críticas de Dilma em debates pode ter criado um clima de antipatia nas eleitoras. “Soou como uma guerra de gêneros. As mulheres se sentiram ofendidas. Ele (Aécio) carregou demais na verborragia e acabou se excedendo”, observa o consultor político do Piauí Raimundo Filho.

Outro aspecto que influenciou nos votos estava relacionado ao Bolsa Família. Enquanto eleitores de Aécio bradavam pelas redes sociais críticas ao programa, o tucano quis trazer para seu partido a paternidade do benefício. Antigo crítico, o presidenciável passou a não só defender sua permanência, em uma eventual gestão, como sua ampliação, aprimoramento.

Fonte: O Tempo

O que esperar do segundo governo de Dilma Rousseff

Dilma_RousseffReeleita, Dilma Rousseff pega de volta um Brasil remexido pela ressaca da tensão eleitoral, mas repleto de questões urgentes que precisam de soluções.

O principal problema a ser enfrentado parece ser um cenário econômico difícil dentro e fora das fronteiras do país. “O Brasil tem inflação saindo do teto, um problema sério de endividamento da Petrobras e sua perda de valor com o congelamento dos preços da gasolina. Isso tudo são coisas que a Dilma vai ter que resolver”, afirma o cientista social Rodrigo Augusto Prando, professor do Mackenzie.

Na lista de desafios também está um novo Congresso e uma oposição mais dura e agressiva – consequência da campanha acirrada e da troca de ataques e acusações entre todos os lados.

“Dilma vai continuar padecendo das dificuldades que ela tem de fazer política. Ela gostaria de resolver tudo gerencialmente e isso cria conflitos”, diz Milton Lahuerta, coordenador do laboratório de política e governo da Unesp.

Para Prando, a presidente reeleita precisará trabalhar suas habilidades de comunicação. “Mesmo com a crise e com a economia crescendo pouco, se Dilma soubesse se comunicar como o Lula fazia, provavelmente a visão que as pessoas teriam dela como administradora não seria tão ruim”, afirma.

Veja a seguir algumas das propostas apresentadas por Dilma Rousseff durante a campanha e que espera-se que sejam realizadas nos próximos 4 anos de governo:

1. Combate à corrupção:

Durante a campanha, em meio a denúncias de casos de corrupção na Petrobras, Dilma lançou cinco propostas para combater a corrupção. São elas:

1. Aprovar uma lei que transforme a corrupção em crime e que puna com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou não demonstram a origem dos seus ganhos.

2. Modificar a legislação eleitoral para transformar em crime a prática de caixa dois.

3. Criar uma nova espécie de ação judicial que permita o confisco dos bens adquiridos de forma ilícita ou sem comprovação

4. Alterar a legislação para agilizar o julgamento de processos envolvendo desvio de recursos públicos.

5. Criar uma nova estrutura no poder Judiciário que dê maior agilidade e eficiência às investigações e processos movidos contra aqueles que tem foro privilegiado.

2. Saúde:

Em seu programa de governo, a candidata diz que pretende realizar a expansão do programa Mais Médicos, a ampliação da rede de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o fortalecimento e a universalização do SAMU e a ampliação do acesso da população a medicamentos.

A candidata traz também uma novidade: a criação do programa Mais Especialidades, que visa oferecer consultas em áreas como ortopedia, pediatria, cardiologia e oftalmologia, além de exames de laboratório.

3. Política Econômica:

Em seu programa de governo, a candidata diz que irá criar espaço para uma aceleração do crescimento econômico do país por meio do “aumento da taxa de investimentos da economia”, “ampliação do mercado doméstico” e expansão de investimentos em infraestrutura.

Contra uma das principais críticas de seu adversário, Dilma diz que o crescimento terá como alicerce um controle intransigente da inflação. No entanto, ela destaca ser contrária a propostas de combate à inflação que tenham como efeito colateral o aumento do desemprego, como a elevação da taxa de juros.

A presidente também se posiciona contrariamente à independência do Banco Central.

Outro tema importante é o debate em torno da previdência. Dilma afirmou em pronunciamento durante a campanha que o fim do fator previdenciário (cálculo usado para desestimular aposentadorias precoces) não está em seus planos.

4. Petrobras:

Em entrevista recente à revista Carta Capital, Dilma Rousseff defendeu a atual gestão da estatal.

Uma das principais críticas de empresários é de que o governo estaria usando a Petrobras como mecanismo de controle da inflação. Isto é, segurando os preços da gasolina e do diesel em patamares mais baixos, mesmo com o aumento do custo internacional do petróleo.

Segundo Dilma afirmou à publicação, atrelar o preço do petróleo brasileiro ao mercado internacional só seria interessante aos acionistas da estatal.

5. Educação:

Em seu programa de governo, a candidata destaca a decisão de destinar 75% dos royalties do petróleo e 50% dos excedentes em óleo do pré-sal para a educação.

Ela diz que os recursos provenientes da comercialização do petróleo oriundo do pré-sal vão tornar realidade o Plano Nacional de Educação (PNE), já aprovado.

A candidata fala ainda em universalizar a educação infantil de 4 a 5 anos até 2016 e ampliar a rede de educação em tempo integral, de forma que ela atinja até 20% da rede pública até 2018.

Para o Ensino Superior, Dilma pretende oferecer mais 100 mil bolsas do Ciência sem Fronteiras entre 2015 e 2018.

6. Política Ambiental:

Em seu programa de governo, Dilma elenca uma série de medidas em relação ao meio ambiente. Algumas são mais gerais e que dizem pouco sobre o que realmente vai ser feito.

Por exemplo, um dos trechos do texto defende o fortalecimento da “coordenação intergovernamental, em âmbito nacional, de modo a somar os esforços da União àqueles dos Estados e municípios, em especial nas áreas de licenciamento ambiental, recursos hídricos, mudança climática e florestas”. Em outro, o programa afirma que a “segurança hídrica será tratada como prioridade” – sem, contudo, entrar em mais detalhes.

Outras são mais diretas. O programa defende a modernização do licenciamento ambiental em curso com a regulamentação da Lei Complementar 140, por exemplo. Afirma que deve fortalecer o combate do desmatamento, em especial na Amazônia e acelerar a implementação dos planos setoriais previstos no Plano Nacional de Mudança Climática, além de criar o Cadastro Ambiental Rural.

7. Reforma Política:

Dilma considera a reforma política como “urgente e necessária” com o objetivo de resolver as distorções do nosso sistema representativo. A candidata destaca que, para que isso seja feito, é imprescindível a participação popular, através de um plebiscito.

O financiamento de campanhas, para a candidata, precisa ser revisto. Ela diz ainda que o cidadão deve ter mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes e mais espaços para participar das decisões do governo em todos os níveis. Ela, contudo, não descreve como isso seria feito.

8. Casamento gay e criminalização da homofobia:

A candidata evita entrar no tema – o assunto não aparece em seu programa de governo ou propagandas eleitorais – e costuma dizer que a união civil já é garantida pelo STF e, portanto, não seria preciso explicitar a questão na constituição.

Em 2011, o STF decidiu que as uniões homoafetivas têm os mesmos direitos as uniões hetero.

Entre as propostas para apresentadas em seu site, a candidata listou 13 para garantir os direitos LGBT. A primeira delas trata da criminalização da homofobia, com o objetivo de combater todas as formas de violência praticadas contra a população LGBT.

A campanha diz ainda que um novo governo vai ampliar as campanhas publicitárias para o enfrentamento da violência e valorização da vida, dos direitos humanos e da cidadania LGBT.

O tema é uma reivindicação do movimento LGBT e foi motivo de polêmica envolvendo a ex-candidata Marina Silva (PSB), que havia chegou a defender a criminalização da homofobia em seu programa de governo, mas recuou no dia seguinte em meio a críticas de alguns grupos evangélicos. A candidata derrotada no 1º turno disse que o trecho teria sido incluído no programa por engano.

9. Legalização da maconha:

A candidata afirmou ser contra a legalização da maconha nas eleições de 2010, quando era candidata. Na campanha atual, não se pronunciou sobre o tema.

10. Segurança Pública:

Em seu programa de governo, Dilma diz querer ampliar a presença do Estado em “territórios vulneráveis” incentivando a adesão dos estado aos programas Brasil Seguro e Crack e É Possível Vencer.

Ela fala também sobre a criação de uma Academia Nacional de Segurança Pública, para formação conjunta das polícias, formulação e difusão de procedimentos operacionais padronizados e formação de analistas.

O documento prevê ainda uma fortalecimento das ações de combate a organizações criminosas, à lavagem de dinheiro e controle de fronteiras. No programa de governo, Dilma não fala sobre a redução da maioridade penal, mas já se posicionou de forma contrária á proposta.

Para ela, medidas de enfrentamento da pobreza e de educação, lazer e cultura para a juventude seriam mais eficazes para combater a criminalidade entre menores de idade.

11. Energia:

Sobre o tema, Dilma fala em seu programa de governo que quer realizar a expansão do parque gerador e transmissor para garantir a “segurança do suprimento e a modicidade tarifária”.

Diz ainda que a ampliação e a modernização do parque já instalado de transmissão de energia também será prioridade.

A candidata fala ainda do Programa Luz Para Todos, que leva energia para lugares isolados. A meta é fazer 137 milhões de ligações entre 2015 e 2018.

12. Aborto:

O tema não é citado no programa de governo. Mas a candidata já disse ser a favor da manutenção da legislação atual. O aborto no Brasil é permitido apenas em casos de estupro, quando é comprovado que o feto é anencéfalo ou quando a gravidez for de alto risco para a saúde da mulher.

13. Habitação:

Em seu programa de governo, a candidata fala que vai manter e expandir o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

14. Infraestrutura:

A candidata diz em seu programa de governo que vai atuar para reduzir “radicalmente e estruturalmente” as desigualdades regionais. Dilma diz que vai dar prioridade aos modais ferroviários, hidroviários e à navegação de cabotagem, para reduzir os gargalos existentes.

Ela fala ainda em dar continuidade ao processo de modernização e ampliação da capacidade das rodovias, dos portos e aeroportos.

Dilma diz que vai seguir aprimorando os modelos de regulação, para estimular o mercado privado de crédito de longo prazo e o desenvolvimento de instrumentos de garantias para financiamento de projetos de grande vulto.

Sobre a questão da mobilidade urbana, o programa defende uma reforma que equacione a questão da mobilidade urbana assim como o déficit habitacional e os problemas de saneamento e segurança pública.

A candidata destaca que os investimentos em mobilidade urbana precisam assegurar transporte público rápido, seguro e eficiente.

Fonte: Exame

Confira algumas medidas do programa de governo de Rollemberg

metrôDurante os mais de três meses de campanha, o governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) assumiu uma série de compromissos com a população do Distrito Federal. Entre as promessas, algumas devem trazer mais dificuldades para o novo chefe do Executivo local colocar em prática. A eleição direta para administrador regional, por exemplo, é uma delas — quando assumiu o Palácio do Buriti, Cristovam Buarque tinha a mesma intenção, mas não conseguiu fazê-la virar realidade. Não aceitar indicações políticas e reduzir em 60% o número de cargos comissionados são outras medidas anunciadas pelo socialista nada fáceis de serem cumpridas.

A mobilidade urbana foi outro tema abordado insistentemente pelo socialista no período eleitoral. Para resolver os problemas da área, ele prometeu que a ferrovia Brasília/Luziânia fará transporte de passageiro; construir a via interbairros para beneficiar a região de Águas Claras, Guará, Taguatinga e Sobradinho; fazer o BRT Norte; implantar o bilhete único; e expandir o metrô. Segundo Paulo Cesar Marques, especialista em trânsito, as medidas são viáveis, mas será necessária muita vontade política do futuro chefe do Buriti para que elas virem realidade. “São obras importantes, mas exigem investimento muito alto e, consequentemente, prioridade para a área”, explica.

A gestão do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha é outro desafio. Segundo afirmou ao Correio em entrevista publicada ontem, o futuro governador pretende discutir com o segmento produtivo a concessão da estrutura, de forma que a população possa acompanhar o processo. Para isso, ele criará um conselho integrado por representantes das áreas cultural e esportiva.

Neio Lúcio Campos, doutor em planejamento urbano regional e especialista em turismo, no entanto, acredita que a medida pode enfraquecer o Conselho de Desenvolvimento do Turismo no DF (Condetur), criado pelo próprio Rollemberg quando foi secretário de Turismo, em 1996 e 1997. “O ideal seria o Condetur definir as diretrizes a serem seguidas pelo futuro administrador, e a Terracap, dona do imóvel, entrar com a parte jurídica”, acredita.

Com informações do Correio Braziliense

O resultado do 2º turno será debatido no “Conectado ao Poder” desta quarta (29/10)

Conectado_29_10_2O programa Conectado ao Poder desta quarta, 29/10, terá a participação de Edilson Barbosa, Advogado e Assessor Parlamentar; Esdras Messias, Editor do Blog Politicando DF; Caio Manhanelli, Consultor Político e membro da ABCOP – Associação Brasileira de Consultores Políticos; além da participação do cantor sertanejo Sérgio Moraes.

O Conectado ao Poder esta em sua segunda temporada com mais de 30 edições, tendo recebido mais de 150 convidados entre políticos, profissionais envolvidos com política, imprensa e artistas. O programa vai ao ar, ao vivo, todas as quartas, das 20h às 22h na Rádio Federal. A apresentação é do Consultor em Marketing Político e Blogueiro, Sandro Gianelli. A coprodução e o apoio técnico ficam por conta de Idovan Araújo e Carlos Rozalino (Xandy).

Programa Conectado ao Poder

Apresentação: Sandro Gianelli.

Data: 29 de outubro, quarta-feira.

Horário: Das 20h às 22h (ao vivo).

Participe: (61) 3522-6759, Facebook: “sandrogianelli2 ou Rádio Federal” ou pelo Skype “Rádio Federal”

Local: Ed. Bercy Village | 8º Andar | sala 807 | QD 206, Lote 01 – Águas Claras (Atrás do Águas Claras Shopping).

Informações: (61) 8406-8683 | sandrogianelli@hotmail.com

Neste link você confere fotos, áudio e vídeos dos últimos programas: www.sandrogianelli.com.br/category/programa-conectado-ao-poder

Como ouvir?

A rádio federal é transmitida pelo site www.radiofederal.com.br e você pode baixar o aplicativo da Rádio Federal nos seguintes links:

Para Android:
https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.radiofederal.app1

Para IOS:
https://itunes.apple.com/pt/app/radio-federal/id780585489?mt=8

Ou no tunein:

http://tunein.com/radio/Radio-Federal-on-line-s191986/

Agnelo, Rollemberg e as mídias comunitárias

Agnelo-queiroz-480x338A gestão do ainda governador Agnelo Queiroz foi uma das que mais gastou com publicidade entre todas gestões anteriores, somente em 2013 foram mais de 190 milhões.  Centenas de veículos de notoriedade receberam milhares de reais, no entanto, a rejeição do governo dia após dia continuava crescente.

Constatamos já nas prévias das eleições, que o grupo político de Agnelo alegava que o governo tinha feito bastante coisa pelo Distrito Federal, mas houveram falhas na comunicação. Muita gente ao ouvir essas declarações propagava ainda mais os comentários negativos, porque o maior cliente dos grandes veículos, era o GDF, ou seja, o cidadão brasiliense via durante dia e noite, propagandas de uma cidade que não existia.

Não tenho dúvidas em afirmar que a comunicação do Governo Agnelo não viu um trabalho de formiguinha que acabou contribuindo para a derrota nas eleições, as formiguinhas da comunicação comunitária ou alternativa, que todos os dias expõem sem medo, a dura realidade da cidade.

Foram dezenas de blogs e jornais comunitários nos últimos anos, uns falando sobre os desgastes políticos entre governo e parlamentares, outros sobre os problemas das cidades, sim, fizeram um contraponto altamente destrutível e honesto às publicidades milionárias. E a grande verdade é que essas mídias divulgam a todo momento à população, informações que só chegam no outro dia aos grandes veículos da imprensa, por exemplo.

No Jornal de Brasília de 27 de outubro de 2014, Agnelo disse sobre a comunicação: “Nessa parte eu falhei. Deveria ter feito mais com as mídias alternativas, porque algumas partes da mídias não tinham interesse de mostrar as coisas boas que fizemos para a nossa cidade. Esse foi um erro grave.”

Se Rollemberg com Renato Santana desejarem ter um governo aberto ao diálogo e que se aproxime da realidade das cidades, devem se atentar às mídias comunitárias, elas chegam lá na ponta, dentro da casa e smartphones de milhares de pessoas a todo momento. Não dar atenção a essas mídias, repetirão a estratégia errada da comunicação de Agnelo e então começarão a ver a rejeição do governo em linha ascendente.

Por Esdras Messias

Fonte: Politicando DF

Jornalista Hélio Doyle vai coordenar transição no DF, anuncia Rollemberg

helio doyleO governador eleito do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou nesta segunda-feira (27) o primeiro nome da equipe de transição que será formada para auxiliar na transferência do governo. O jornalista Hélio Doyle será o coordenador do grupo, que terá os demais membros anunciados ao longo da semana.

“Queria ouvir o partido antes de tomar qualquer decisão. O Hélio é uma pessoa experiente, que conhece bem a máquina pública e reúne todas as condições. Vamos definir nos próximos dias o formato adequado [para a equipe], quais são as coordenações setoriais, as áreas fundamentais em que precisamos agir”, afirmou Rollemberg.

Pelos próximos dois meses, a composição será responsável por coletar informações sobre a atual gestão e facilitar a transferência de um governo para o outro. A expectativa é que a criação do comitê seja anunciada no meio da semana no Diário Oficial do DF. O anúncio foi feito após reunião com a Executiva Regional do PSB. O encontro contou com a presença dos presidentes regional, Marcos Dantas, e nacional do partido, Carlos Siqueira.

Hélio Doyle foi coordenador de comunicação das campanhas de Rollemberg e do senador eleito Reguffe (PDT) nas eleições deste ano. Professor da UnB, ele também foi secretário de Governo na gestão de Cristovam Buarque e secretário de Articulação Institucional no segundo governo de Joaquim Roriz.

O primeiro contato com o atual governador do DF, Agnelo Queiroz, deve ser feito na próxima semana, quando o comitê de Rollemberg já estiver formado. Até o momento, o GDF não anunciou nenhum nome para a equipe de governo que ajudará na transição. No domingo, durante a votação, o atual governador afirmou que daria “todo o apoio” na passagem de bastão.

Rollemberg disse que pretende iniciar as reuniões com os deputados distritais, em busca de montar uma base de apoio na Câmara Legislativa, ainda nesta semana.

“A equipe de transição vai definir o procedimento, mas esse trabalho de articulação [com a Câmara] caberá ao governador. A partir desta semana, faremos contatos com os políticos para uma transição bem sucedida, que nos permita governar com eficiência já em primeiro de janeiro”, disse Rollemberg.

O PSB não elegeu nenhum distrital nas eleições deste ano. Dos partidos da coligação, elegeram-se Sandra Faraj (SD), Joe Valle (PDT), Celina Leão (PDT) e Reginaldo Veras (PDT).

Contato com Dilma

Rollemberg diz que conversou por telefone nesta segunda (27) com a presidente reeleita Dilma Rousseff. Segundo o governador eleito, os dois lados se colocaram à disposição para agir juntos pela população do DF.

“Tive a oportunidade de cumprimentar a presidente Dilma, foi uma ligação muito feliz. Ela manifestou entusiasmo em ajudar o DF e disse que eu poderia contar com ela como parceira. Agora que passaram as eleições, nós precisamos unir o DF e o Brasil para enfrentar os desafios que temos pela frente.”

Segundo turno

Rollemberg venceu o oponente, Jofran Frejat (PR), com 55,56% dos votos no segundo turno. Entre as propostas dele estão a adoção do turno integral em todas as escolas públicas, a redução do número de secretarias de governo, a implantação do bilhete único para transporte coletivo e a escolha de administradores regionais por meio de eleição.

Fonte: G1

Visão, gestão e voto definem Rogério Rosso

Rogerio-RossoContrariando todas as expectativas e demonstrando visão política, o então ex-governador do DF e presidente do PSD, Rogério Rosso, mostrou que tem competência não apenas como gestor.

No dia 5 de outubro, Rosso, surpreendeu a todos sendo o segundo deputado federal eleito no DF com mais votos. Mas antes disto, ainda na fase de articulações das legendas, Rosso fez uma aposta mal compreendida e hoje aplaudida.

Vários analistas políticos apostaram que na reta final Rosso levaria o PSD para a coligação de Arruda e Roriz. Porém, Rosso apostou na candidatura de Rodrigo Rollemberg, que naquela fase tinha em média 10% das intenções de voto e aparecia na 3ª colocação na disputa pelo GDF.

Rosso foi visionário e apostou certo, levou um bom tempo de TV para a campanha de Rollemberg e garantiu a vaga de vice-governador para seu partido (PSD), mais do que isto, garantiu pela primeira vez na história do DF, que um morador de cidade satélite ocupasse a vice-governadoria.

Além de ser eleito deputado federal e de eleger Renato Santana como vice-governador, Rosso garantiu para o PSD uma cadeira no Senado para Hélio Lima, suplente do Senador Rollemberg.

Sem duvida o PSD sai da eleição de 2014 como um dos partidos mais fortes do DF.

Por Sandro Gianelli

Presidente Dilma é reeleita

Dilma_Rousseff_-_foto_oficialA presidente Dilma Rousseff (PT) foi reeleita, neste domingo, para mais quatro anos de mandato. A petista venceu uma das disputas mais acirradas dos últimos anos contra o senador Aécio Neves (PSDB). Conforme dados da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a petista ficou com 51,63% dos votos válidos, contra 48,37% do tucano. Ao todo, Dilma alcançou mais de 53 milhões de votos.

Dilma Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ela é formada em Ciências Econômicas, com mestrado e doutorado. Durante a juventude lutou contra a ditadura militar no Brasil. Exerceu os cargos de Secretária Municipal da Fazenda de Porto Alegre, Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicações. No governo do ex-presidente Lula foi ministra de Minas e Energia e ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República. Foi eleita presidente da República em 2010 e reeleita em 2014.

Rollemberg grava vídeo para agradecer a população do DF

Plenário do SenadoQuero fazer um agradecimento especial a você. Pela primeira vez, a Geração Brasília vai ter a oportunidade de governar o Distrito Federal. Nada disso seria possível sem a sua ajuda. Quero retribuir todos os votos com muito trabalho. Muiiiiitoooooo obrigado!

Assista o vídeo na integra

Marconi Perillo é reeleito governador de Goiás

marconi-perilloCom 57,51% dos votos válidos e 93% das urnas apuradas, Marconi Perillo (PSDB) foi reeleito governador de Goiás. Até o momento, Iris Rezende (PMDB) tem 42,49% dos votos.

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