Guarda Janio convida todos os amigos para a convenção estadual do PRTB do DF que homologara sua candidatura para Deputado Distrital na eleição de 2014.
Dia: Sexta-feira, 27 de junho
Horário: 15 horas
Local: LBV – 715 Asa Sul
Aguardado com atenção por todo o meio político, o julgamento em segunda instância do ex-governador José Roberto Arruda, previsto para esta quarta-feira (25), foi suspenso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Arruda foi condenado por improbidade administrativa em primeira instância no ano passado e, se os desembargadores confirmassem esse entendimento, o pré-candidato ao governo pelo PR ficaria inelegível.
Os advogados do ex-governador pediram que fosse declarada a suspeição do juiz Álvaro Ciarlini, que condenou Arruda em primeira instância. A argumentação da defesa é que, enquanto não houver uma decisão sobre esse pedido, o processo deve ficar paralisado. O STJ acatou esse entendimento.
“Seria inaceitável um julgamento de segundo grau quando a sentença de primeiro grau pode ser considerada nula. Uma decisão de segundo grau tem efeitos graves, com repercussão eleitoral”, argumenta o advogado de José Roberto Arruda, Edson Smaniotto.
Fonte: Eixo Capital – Correio Braziliense
Aliados do senador José Sarney (PMDB-AP) afirmaram nesta segunda-feira (23) que o ex-presidente da República não concorrerá a mais um mandato em outubro, encerrando mais de meio século de vida pública. O jornalista Cleber Barbosa, que trabalha com o peemedebista no estado, afirmou, em nota oficial, que Sarney, aos 84 anos, “confirmou aquilo que seus amigos mais próximos e os aliados em Macapá foram comunicados na semana passada”. O presidente estadual do PMDB, Gilvan Borges, acrescentou que o parlamentar já comunicou a decisão à presidente Dilma Rousseff (PT) durante viagem de ambos a Macapá. Nem o gabinete em Brasília, tampouco a direção nacional do PMDB, confirmam as informações.
Oficialmente, a justificativa seria o fato de dona Marli Sarney estar doente. “É chegada a hora de parar um pouco com esse ritmo de vida pública que consumiu quase 60 anos de minha vida e afastou-me muito do convívio familiar”, teria dito Sarney, segundo a nota divulgada pelo assessor local. A presença dele na convenção do PMDB estadual, dia 27, está confirmada pela assessoria em Brasília.
Sarney já vinha demonstrando sinais de incerteza sobre concorrer a mais um mandato. Na semana passada, ele reuniu-se com integrantes da direção partidária para avaliar o quadro local. “Ele tem a exata noção de que enfrentará uma eleição muito dura, mais ainda do que a que enfrentou em 2006”, disse um dirigente do partido.
Algumas indicações locais também demonstravam uma mudança de rumos. O deputado federal Davi Alcolumbre (DEM-AP), bastante ligado ao ex-presidente, começou a divulgar a notícia de que pretende concorrer ao Senado. O nome dele, inclusive, aparece nas pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos de pesquisa do Amapá.
Na segunda-feira (23), Sarney foi vaiado em um evento do Minha Casa, Minha Vida, ao lado da presidente Dilma Rousseff.
Fonte: Blog do Diego Emir
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado deve aprovar esta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que aumenta o número mínimo de assinaturas de eleitores exigidas para a criação de um partido político. Para o autor, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), a medida é necessária para assegurar respaldo popular a novas agremiações partidárias. Pela proposta, a criação de um partido dependerá do apoiamento em número correspondente a, pelo menos, 1% do eleitorado nacional, o que equivaleria a cerca de 1,3 milhão de apoiadores. Atualmente, são exigidas assinaturas equivalentes a 0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara dos Deputados, o que corresponde a cerca de 500 mil assinaturas. Já era hora de frear a proliferação dos partidos.
Fonte: Alô Brasília – Coluna ONs e OFFs – Tiago Monteiro Tavares
A reta final das articulações eleitorais, em meio aos jogos da Copa do Mundo, virou um salve-se quem puder. Quem mais sofre com a situação é a presidente Dilma Rousseff, com defecções na sua base de governo por causa dos crescentes conflitos nos estados entre o PT e seus aliados, principalmente o PMDB. O caso mais espetacular é o do Rio de Janeiro, onde instalou-se um verdadeiro vale-tudo entre dois dos principais partidos da coligação governista.
O senador Lindbergh Farias (PT), candidato ao governo fluminense, cedeu a vaga ao Senado para o deputado Romário (PSB), que apoia Eduardo Campos, o candidato de seu partido à Presidência. Em resposta, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) desistiu da candidatura ao Senado e entregou sua vaga ao ex-prefeito carioca Cesar Maia (DEM), embarcando na candidatura de Aécio Neves (PSDB), embora o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) ainda diga que o seu palanque é de Dilma Rousseff (PT).
A reviravolta na política fluminense ocorreu depois de o deputado Miro Teixeira (Pros), apoiado por Eduardo Campos, desistir de sua candidatura a governador. Sem alternativa no estado, os socialistas decidiram dividir o palanque com os petistas. O PPS, que deveria apoiar Campos no estado, já estava aliado ao PSDB de Aécio e, com a decisão, deve embarcar de vez na candidatura de Pezão.
Nem o cronista carioca Stanislaw Ponte Preta, autor do fabuloso Febeapá (Festival de Besteira que Assola o País) e do Samba do Crioulo Doido, seria capaz de prever a repentina aliança de Cabral com o desafeto Cesar Maia, que dias antes havia espinafrado sua administração no programa de tevê do DEM. Quem mais está esperneando é o prefeito Eduardo Paes (PMDB) — criatura lançada por Maia na política, mas hoje rompida com o criador. Soltou nota criticando a aliança espúria e já está com um pé fora do PMDB, que é a quinta legenda à qual se filiou.
No Rio de Janeiro, o protagonismo do PMDB e do PT contrasta com a situação eleitoral desfavorável de seus candidatos. Segundo o Ibope, em pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro e realizada entre 7 e 11 de junho, o pré-candidato do PR, o ex-governador Anthony Garotinho, lidera a disputa com 18% das intenções de voto. O senador e ex-ministro Marcelo Crivella (PRB) é seu principal concorrente, com 16%. Ambos são aliados de Dilma. Pezão tem 13% e Lindbergh, 11%. Em quinto, aparecia Cesar Maia (DEM), com 8%. Miro Teixeira (Pros), que desistiu da candidatura, e Tarcísio Motta (PSol) tinham 1% cada.
Esse vale-tudo eleitoral parece incomodar uma parcela expressiva dos eleitores do Rio de Janeiro. É alta a proporção dos que, a três meses e meio da eleição, pretendem votar em branco ou nulo: 27%. Não é à toa também que, à exceção de Crivella, todos os candidatos têm rejeição maior do que a intenção de voto. Garotinho está em primeiro, com 32% de entrevistados que não votariam nele em nenhuma hipótese. Cesar Maia é rejeitado por 24%; Pezão por 18%; e Lindbergh por 14%. Essa tendência também se reproduz em outros estados.
Sonháticos e pragmáticos
Com dificuldades para viabilizar palanques próprios no chamado Triângulo das Bermudas — Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais —, o candidato do PSB, Eduardo Campos, liberou a legenda para fazer o que quiser nos estados, desde que garanta espaço para sua campanha. O objetivo é não atrapalhar a eleição de senadores e deputados. Com isso, a construção de uma “terceira via” a partir de “alianças programáticas”, como exigiam os “sonháticos” de Marina Silva, foi para o beleléu.
A guinada começou com a indicação do vice do governador tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo, como queria o deputado federal Márcio França (PSB), candidato a vice na chapa tucana. O próximo passo será o apoio à candidatura de Pimenta da Veiga, do PSDB, em Minas, com a retirada do nome do deputado Júlio Delgado (PSB), em troca da manutenção do apoio do PSDB ao candidato a governador de Eduardo Campos em Pernambuco, o ex-secretário de Fazenda do estado Paulo Câmara. Os tucanos ameaçam lançar um candidato próprio, o deputado Daniel Coelho, se o PSB apresentar candidato em Minas.
Os conflitos entre “sonháticos” da Rede e os quadros históricos do PSB acabaram inviabilizando palanques alternativos para a dupla Eduardo Campos e Marina Silva. É o caso do Tocantins, onde Marina Silva apoia o procurador licenciado Mario Lúcio Avelar (PPS), mas o PSB fechou com o grupo do ex-governador Siqueira Campos, que renunciou ao mandato e apoia o governador biônico Sandoval Cardoso (SDD), eleito pela Assembléia Legislativa, que concorrerá a reeleição. Às vésperas de completar 86 anos, Siqueira controla o estado desde sua fundação, há 25 anos, e tem conexões em todos os partidos, a ponto de o PMDB intervir na seção regional para garantir a candidatura da senadora Kátia Abreu ao governo.
Fonte: Correio Braziliense
Após três mandatos como deputado distrital e experiências como administrador regional, o deputado Rôney Nemer (PMDB) deve mesmo ser candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados. Na semana passada, funcionários do gabinete de Rôney fizeram uma força tarefa de ligações para toda a base de eleitores do parlamentar. Eles se identificavam e perguntavam se a pessoa tinha conhecimento da intenção de Rôney em ser candidato a deputado federal, depois, indagavam se o ouvinte apoiava a decisão e, para não perder a oportunidade, ainda perguntavam se o eleitor gostaria de receber materiais e adesivos para ajudar na campanha.
Fonte: Alô Brasília – Coluna ONs e OFFs – Tiago Monteiro Tavares
Três partidos, totalizando quase oito minutos de propaganda eleitoral diária de rádio e televisão, decidirão, até o dia 30 deste mês, se apoiarão a reeleição da presidente Dilma Rousseff. PP e PSD têm convenções partidárias marcadas para esta quarta-feira, dia 25.
O PR decidiu transferir a decisão para a reunião da Executiva Nacional, em 30 de junho — algo que poderá acontecer também com o PSD, se o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, decidir por um tempo maior para pensar o futuro da legenda.
A princípio, todos eles devem coligar-se com Dilma. Mas essa também era a expectativa em relação ao PTB, até os petebistas mudarem de ideia e decidirem apoiar a candidatura de Aécio Neves (MG) ao Palácio do Planalto, transferindo para o senador mineiro um minuto e 16 segundos diários de propaganda eleitoral. “O PTB fez a mesma coisa que nós fizemos. Reunimos o partido com a presidente Dilma Rousseff e prometemos apoio à ela. E olha que nem servimos comes e bebes no encontro”, ironizou um dos articuladores políticos do PSD.
Durante a convenção nacional do PT que homologou a candidatura de Dilma Rousseff, no último sábado, Kassab foi vaiado toda vez que teve seu nome anunciado pelo cerimonial. Os tucanos não acham que isso possa influenciar na decisão.
Até porque, segundo aliados de Kassab, um gesto mais forte para atrair o PSD não foi dado pelo PSDB de São Paulo: o governador Geraldo Alckmin decidiu por fechar uma coligação com o PSB na vice, preterindo o próprio Kassab. “Se Kassab fosse vice em São Paulo, ele puxaria o PSDB para o colo de Aécio Neves”, admitiu uma pessoa próxima.
Dos cinco estados onde o PSD é mais forte — São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná —, só o diretório baiano é petista. Cariocas, mineiros e paranaenses são aecistas e São Paulo vai seguir o que Kassab decidir.
Mas esta é a unidade da Federação que conta com 25% dos votos na convenção, o que a torna fundamental no placar final. “Por enquanto, nada indica que o apoio à reeleição da presidente Dilma seja rejeitado.
Mas, se Kassab sugerir, por exemplo, o adiamento da definição para o dia 30, dando mais tempo até mesmo para que as negociações em São Paulo se definam, duvido que alguém recuse a proposta”, sugeriu um integrante da cúpula pessedista.
Rumo pepista
No mesmo dia em que o PSD estiver realizando a convenção, o PP estará reunido em Brasília para decidir o que fazer nas eleições de outubro. O presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), também foi à festa para ungir Dilma Rousseff. Saiu-se melhor que Kassab — não foi vaiado. Ele segue empenhado em apoiar formalmente a reeleição da presidente. “Mas vamos liberar nossos candidatos nos estados para apoiarem os presidenciáveis que desejarem”, disse Ciro.
Essa liberação está sendo feita em comum acordo com o senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Em 2010, o parlamentar era presidente do partido, apoiou a eleição da presidente Dilma, mas não impôs a mesma linha de raciocínio aos estados.
A diferença, naquela época, era que a coligação no plano nacional não foi feita de maneira formal — o PT não conseguiu o tempo de televisão dos pepistas. Hoje, Ciro Nogueira quer um casamento oficial.
“A atitude de 2010 foi sábia. Confio na inteligência, na habilidade e na inspiração do nosso presidente para adotar uma postura de neutralidade na eleição presidencial”, defendeu a senadora Ana Amélia (PP-RS), candidata do partido ao governo do Rio Grande do Sul.
Segundo ela, de nada adianta a direção nacional do PP liberar os candidatos estaduais a apoiarem os presidenciáveis que mais lhes convierem. “Conversamos com diversos especialistas que acham arriscado, para mim, colocar o Aécio na minha propaganda eleitoral se o PP estiver com Dilma no plano nacional. Que adianta, então, eu estar liberada”?, questionou ela.
Ana Amélia argumenta que os estados onde o PP é mais forte — Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina — estão todos com o PSDB. A questão é que, na distribuição de votos na convenção, a aliança com o PT ainda é majoritária. “Topo até perder, mas que façamos votação e que cada um dos convencionais exponha sua posição”, cobrou a senadora gaúcha.
O PR fez a convenção no último sábado, sepultou a candidatura própria do senador Magno Malta (ES), mas deixou para definir a coligação com o PT no dia 30. O presidente nacional do partido, senador Alfredo Nascimento (AM), disse que, se a aliança não for aprovada, entregará todos os cargos. Sem problemas para parte da legenda — que alega não ser o ministro dos Transportes, César Borges, da cota partidária. Tanto que a bancada da Câmara chegou a capitanear o movimento “Volta Lula”.
O senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), que defende a aliança, admite que não há favoritos. “Eu jamais diria que vou perder a disputa. Mas não há como negar que a legenda está rachada”, completou ele, que também é vice-presidente do PR.
“Vamos liberar nossos candidatos nos estados para apoiarem os presidenciáveis que desejarem”
Ciro Nogueira (PI), presidente do PP.
Créditos e débitos
Confira o perde e ganha dos partidos que ainda não formalizaram apoio a Dilma Rousseff
PP
O que oferece a Dilma:
Bancada: 39 deputados
Tempo de tevê: 2 minutos e 36 segundos por dia
Palanques nos estados: 2
» Jackeline Cassol (RO)
» Neudo Campos (RR)
O que ganha de Dilma:
Ministério das Cidades
Presidência da Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco)
Vaga no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Diretorias da ANTT e da Antaq
PR
O que oferece a Dilma:
Bancada na Câmara: 31 deputados
Tempo de tevê: 2 minutos
e 4 segundos por dia
Palanque nos estados: 1
» Anthony Garotinho (RJ)
O que ganha de Dilma:
Ministério dos Transportes
Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT)
DNITs estaduais
PSD
O que oferece a Dilma:
Bancada na Câmara: 48 deputados
Tempo de tevê: 3 minutos e 12 segundos por dia
Palanques nos estados: 2
» Raimundo Colombo (SC)
» Robinson Farias (RN)
O que ganha de Dilma:
Ministério da Micro e Pequena Empresa
Fonte: Correio Brasiliense
Às vésperas do julgamento de um dos seus recursos, no Tribunal de Justiça do DF, nesta quarta (25), o ex-governador José Roberto Arruda adotou uma estratégia arriscada para quem está prestes a se tornar inelegível pelos rigores da Lei Ficha Limpa: processar juízes. Ele interpôs várias ações, interpretadas como maneira de protelar as ações em que é réu. Ou tentar desqualificar aqueles que o têm condenado.
O principal alvo de Arruda é o juiz da 2ª Vara da Fazenda, em Brasília, Álvaro Ciarlini. Como foi condenado, quer afastar o juiz dos processos.
Álvaro Ciarlini negou provimento a três tentativas da defesa de Arruda de empurrar ações com a barriga, o que irritou o ex-governador.
O prazo para registro das candidatura começa em 5 de julho, por isso, se condenado antes desse prazo, Arruda ficará inelegível.
Fonte: Diário do Poder
José Roberto Arruda, candidato novamente ao governo do Distrito Federal, está testando a sua popularidade. Quer saber se pode fazer novo pedido de desculpas à população, pelo flagra de dinheiro recebido que lhe custou o impecheamnt, em março de 2010. Se as pesquisas derem um sinal positivo, começará pedindo desculpas no programa eleitoral. De novo.
Fonte: Istoé
O prazo para a realização de convenções partidárias entra na semana decisiva. Termina na segunda-feira (30). Boa parte das candidaturas está posta. A principal indefinição é com relação a candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PR). E compromete a articulação da chapa de direita.
Candidato à reeleição, Agnelo Queiroz (PT) conseguiu montar a chapa com tranquilidade. Vai repetir a dobradinha vitoriosa com o vice, Tadeu Filippelli (PMDB). Tem ao seu favor a máquina pública, a série de inaugurações que vem fazendo e um caixa financeiro construído nos últimos anos. Mesmo com uma ampla aliança de partidos, emplacou o candidato ao Senado do próprio PT, o deputado federal e ex-secretário de Habitação Geraldo Magela.
Além disso, a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) deve ser aprovada na terça-feira (24) pela Câmara Legislativa. Será um reforço para a campanha. Mesmo tendo importância para a economia e o tombamento de Brasília, a aprovação da Luos será ofuscada pelo oba oba da Copa do Mundo. Vai acabar passando despercebida do grande público. Entretanto, sua aprovação vai resolver problemas de caixa de campanhas majoritárias e proporcionais.
Quem também definiu a chapa foi o candidato do PSB, senador Rodrigo Rollemberg. Ele vai disputar o Palácio do Buriti tendo como vice o jornalista Hélio Doyle (PSD). O candidato ao Senado é o campeão de votos em 2010, deputado José Antônio Reguffe (PDT).
Além de PSB, PDT e PSD, a aliança terá o Solidariedade, partido presidido pelo suplente de deputado Augusto Carvalho. Além de Augusto, outra aposta para a Câmara dos Deputados é o ex-governador Rogério Rosso, presidente do PSD.
Rollemberg conta com o apoio de Marina Silva e do senador Cristovam Buarque para chegar competitivo. Os dois possuem empatia com o eleitor brasiliense. Marina foi a campeã de votos no DF nas eleições para o Palácio do Planalto em 2010. Cristovam já foi governador com boa avaliação.
Além disso, o candidato a presidente do PSB, Eduardo Campos, listou Rollemberg como uma das prioridades do partido nas eleições 2014. E vai buscar apoio financeiro e político para a legenda vencer a disputa ao GDF.
A direita continua tonta. O entrave é a situação do candidato do PR, ex-governador José Roberto Arruda. Os adversários tentam abortar de todas as formas a candidatura de Arruda. E atuam em três frentes. O plano A é pressionar o Judiciário a uma decisão desfavorável em segunda instância.
As pressões vem nas mais diferentes formas. Custam muito esforço, são caras e vem dando resultado. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) marcou para a quarta-feira (25) o julgamento de uma ação contra Arruda. A exatos dez dias do prazo final para registro das candidaturas.
Se for condenado, fica fora da disputa. Tirar Arruda da eleições não tem preço. Os adversários pagam qualquer valor. Vale qualquer tamanho de mala. Agora, se Arruda for inocentado, o tiro sai pela culatra. Ele vai virar o jogo e bater no peito com a decisão de que é inocente e se dirá perseguido. O papel de vítima é uma das especialidade do ex-governador. Adversários podem ir da alegria a tristeza em 3, 2, 1…
O plano B é desaprovar as contas do ex-governador na Câmara Legislativa. Mas isso não vai rolar. Não terá tempo hábil. O processo se encontra no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). E tudo indica que não sai de lá esse semestre.
O plano C é o mais sujo. A política sai dos palácios e irá frequentar mais uma vez as dependências da Penitenciária da Papuda. A ideia é convencer o ex-deputado Valdemar da Costa Neto (PR) a inviabilizar a candidatura de Arruda. Mesmo de dentro da Papuda, Valdemar ainda manda no PR. Parece coisa de facções criminosas como o PCC. E é, infelizmente. Tem candidatos que jogam qualquer jogo. Até o pior deles.
Se Arruda cair, outros integrantes da direita terão que se reorganizar. Eliana Pedrosa (PPS), Luiz Pitiman (PSDB) e Liliane Roriz (PRTB) são nomes naturais para substituir o ex-governador. Eles terão que se entender. E formar uma chapa competitiva que irá envolver ainda o próprio PR, o PP de Paulo Octávio, o senador Gim Argello (PTB), o presidente do DEM, Alberto Fraga e o presidente do PRTB, Luiz Estevão. E com as bençãos do ex-governador Joaquim Roriz. Terão um bom tempo de TV. E muitas arestas a aparar. É uma aliança de difícil entendimento.
No sábado (21), quem decide sua vida é o PSol. A convenção lançará a Frente de Esquerda que terá na cabeça de chapa Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do PSol. A aliança é composta ainda por PCB e PSTU.
Essa movimentação política promete passar despercebida enquanto o eleitor estiver ocupado com os jogos da Copa do Mundo. E é tudo que os políticos que agem na espreita querem. Quando a Copa passar, o estrago está feito.
Por Ricardo Callado
Fonte: Blog do Callado