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As perguntas do questionário: princípios e regras

pesquisa eleitoralSaiba como usar pesquisa quantitativa de opinião (survey).

A pesquisa quantitativa de opinião (survey) organiza-se em torno do questionário de perguntas que o entrevistador deve fazer ao entrevistado.

O que se deseja com a pesquisa é ter acesso aos sentimentos e pensamentos do entrevistado e o meio de alcançar esta informação é a resposta sincera às perguntas feitas.

A elaboração de perguntas não é uma tarefa tão simples como pode parecer à primeira vista.

Como se vê, a elaboração de perguntas não é uma tarefa tão simples como pode parecer à primeira vista. Uma pergunta mal formulada leva a respostas não aproveitáveis. Mais que isto. Quando se planeja uma pesquisa para orientar a estratégia da campanha, tem-se em mente um conjunto de questões inter-relacionadas que são chamadas de variáveis. Assim, interessa-nos saber qual o grau de interesse na eleição, qual o grau de conhecimento dos candidatos, qual a firmeza da intenção de voto atual, qual a possibilidade de votar no candidato etc.

A pesquisa começa, pois, com o seu “desenho esquemático”, contendo as variáveis que nos interessam aferir, e, com base neste conhecimento, poder conceber uma estratégia correta. Entretanto, só teremos acesso a essas informações através de perguntas. Por isso, há alguns princípios “sagrados” e algumas regras básicas para formular as perguntas, que precisam ser seguidos sob pena de os resultados não poderem ser aproveitados.

Os Princípios

1. Não indução
A maneira como a pergunta é formulada não pode induzir à resposta. Não induzir significa não excluir alternativas possíveis de resposta, como também não favorecer uma ou outra alternativa em detrimento de outras. Diante da pergunta, o entrevistado deve possuir a mais completa liberdade para responder de acordo com o seu pensamento e/ou sentimento. A formulação deve atentar para o uso de expressões, ou de palavras demasiado carregadas, ou mesmo de uma que estiver muito associada a uma candidatura. Em qualquer destes casos, pode haver uma indução, às vezes sutil, mas o suficiente para distorcer o resultado.

2. Clareza
A formulação não pode conter ambigüidades. Havendo ambigüidade na pergunta, cada entrevistado tenderá a fazer a sua interpretação pessoal do seu significado. Não obstante, o elenco de alternativas é o mesmo para todos. Em conseqüência, perguntas ambíguas não são aproveitáveis porque atentam para o princípio de que a mesma pergunta tenha sido feita a todos os entrevistados. Indivíduos que escolheram a mesma alternativa de resposta podem tê-lo feito por razões completamente diferentes. Dito de outra forma. Se a mesma pergunta houvesse sido formulada corretamente, o padrão de respostas seria marcadamente diferente. 3. Exaustividade
As alternativas de resposta devem ser exaustivas, isto é, conter todas as possibilidades de resposta à pergunta. Quando se trata de uma “pergunta aberta” (isto é, aquela em que o entrevistador não apresenta alternativas, e deixa ao entrevistado a liberdade para dizer com suas próprias palavras a resposta) este problema não existe. O entrevistador vai registrar, com o máximo de fidelidade, a resposta dada pelo entrevistado.

As alternativas de resposta devem ser exaustivas, isto é, conter todas as possibilidades de resposta à pergunta

Quando se trata de “perguntas fechadas” entretanto (situação em que as alternativas de resposta são oferecidas pela entrevistador e o respondente deve enquadrar-se naquela com a qual mais concorda) o problema não apenas existe, mas exige cuidados muito especiais na definição das alternativas. Se não forem oferecidas todas as alternativas possíveis, a tendência será a escolha das alternativas Não Sei e Não Respondeu.

Estes princípios são postulados como tais. São obrigatórios. Desrespeitá-los equivale a comprometer e até invalidar os resultados da pesquisa, no todo ou em parte. A eles, devem-se agregar as regras técnicas para a formulação das perguntas, que analisaremos em próxima edição desta coluna.

Não se deve nunca perder de vista que o objetivo que nos leva a fazer uma pesquisa é ter acesso aos pensamentos e sentimentos do eleitor, uma informação que não existe à disposição e que, portanto, precisa ser produzida. A pergunta é a via de acesso. Por esta razão, deve-se evitar a todo o custo que, por erro, descuido ou ignorância, esta via de acesso, da qual depende a formulação da estratégia de campanha, seja obstruída com perguntas mal formuladas.

Fonte: Política para Políticos

Homenagem do PSD aos 53 anos de Brasília

https://www.youtube.com/watch?v=jOffIGXVhSE

 

Disputa no PPS ou no PT?

augusto carvalhoO governo de Agnelo Queiroz conseguiu provocar um novo racha no PPS. No ano passado, a decisão de rompimento da legenda em relação ao Executivo tirou do PPS dois deputados distritais (Luzia de Paula e Cláudio Abrantes) e o secretário de Justiça, Alírio Neto. Todos migraram para outras siglas.

Agora a crise é na executiva do PPS-DF, entre Augusto Carvalho e um antigo aliado, o presidente regional do partido, Chico Andrade.

O presidente contesta o poder da executiva do PPS-DF de determinar que todas as inserções no rádio e televisão sejam deliberadas antes de serem veiculadas. Uma resolução nesse sentido foi aprovada nesta semana.

Com a medida, a executiva do PPS-DF tenta sinalizar a Agnelo que as críticas à gestão da saúde pública no DF não representam a voz do partido e sim apenas uma posição pessoal do presidente. Espera, com isso, que Augusto Carvalho possa voltar ao Congresso.

Na semana passada, Agnelo exonerou o petista Geraldo Magela da secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano para que retornasse à Câmara dos Deputados. O objetivo declarado: tirar o mandato de Augusto que é suplente e depende de um arranjo político para permanecer no cargo.

A exoneração de Magela ocorreu na sexta-feira (12). Três dias depois, na segunda-feira (15), a executiva regional, com a presença de Augusto, desautorizou o presidente do PPS-DF, que comanda a legenda na oposição sob as bençãos de Roberto Freire.

Enquanto o PPS-DF briga, muita gente no PT acha que o motivo da exoneração de Magela é outro. Passa por uma disputa pela vaga ao Senado.

Agnelo encontrou o álibi (perfeito?) para tirar Magela do governo e analisar o cenário de disputa pela vaga ao Senado na coligação de 2014. Pelo menos, é o que dizem acreditam petistas.

Fonte: Blog da Ana Maria Campos

Prejuízo à Rede de Marina é relativo

marina silvaO projeto de lei que foi aprovado pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17.abr.2013) terá impacto limitado sobre o partido novo que está sendo montado por Marina Silva e seus seguidores.

A Rede, nome do futuro partido de Marina Silva, nunca teve perspectiva de ter muitos deputados filiados. As projeções realistas dão conta de 6 adesões. Com essa bancada, a legenda teria só alguns segundos a mais na propaganda de rádio e de TV no ano que vem durante a eleição. Receberia também pouco dinheiro extra do Fundo Partidário.

Agora, se o projeto de lei anti-novos partidos for aprovado pelo Senado, não fará diferença se Marina conseguir atrair 5, 10 ou 100 deputados. Ela terá apenas direito a entrar na divisão de um terço do tempo total de TV e rádio, que é repartido entre todos os partidos com candidatos.

Ou seja, a eventual nova lei terá impacto reduzido e relativo sobre a Rede. Afinal, que diferença fará para um candidato a presidente ter 15 ou 20 segundos a mais por dia na propaganda de rádio e de TV? Nenhum.

Por outro lado, a lei aprovada pela Câmara (e que tem grandes chances de passar pelo Senado) deve inibir muitos acertos espúrios que tornariam o sistema político-partidário brasileiro um dos mais fragmentados do planeta.

Há suspeitas de que mais de uma dezena de grupos políticos se movimentavam para montar novos partidos. Para alguns deputados, é muito melhor estar numa sigla de 15 ou 20 colegas na Câmara do que pertencer a uma legenda com 50 ou 60 congressistas –fica mais fácil negociar com o governo na base da fisiologia se a agremiação é pequena.

A explosão do número de partidos também torna cada vez mais difícil o manejo político dentro do Congresso. Qualquer presidente da República fica compelido a negociar de maneira exaustiva, ceder até o limite do possível e fazer acordos perto da heterodoxia da ética. De outra forma, o país fica ingovernável.

Não é por acaso que hoje a Câmara tem 23 partidos representados e o governo tem um recorde histórico de 39 ministérios para acomodar seus aliados. Uma coisa tem relação direta com a outra.

É claro que o Congresso merece as críticas de que foi casuísta. O Planalto e os políticos governistas deixaram as coisas correrem soltas quando um aliado passou por esse “portal da facilidade” de construir um novo partido –Gilberto Kassab, que criou o PSD com uma bancada perto de 50 deputados e montou o terceiro maior partido da Câmara.

Por que não esperar então que Marina Silva edificasse também o seu partido? Essa é uma boa pergunta. Mas outra também deveria ser feita: o que fazer se nesse meio tempo mais 5 ou 10 aventureiros se aproveitassem para construir outras legendas sem o menor compromisso ideológico?

Tudo considerado, o projeto de lei aprovado pela Câmara tem conotações casuístas evidentes. Ninguém duvida disso. Mas não é correto dizer que se trata apenas de uma legislação com aspectos negativos. Até porque não pode se chamar de democracia um sistema que permite a proliferação de partidos à custa de dinheiro público e sem nenhuma conexão com o desejo dos eleitores.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

Fim do voto secreto

voto secreto cldfA CLDF realizou ontem (18) Comissão Geral de lançamento da campanha nacional pelo fim do voto secreto, iniciativa do deputado Chico leite. A sessão teve a participação de poucos deputados da Casa, mas contou com a presença do senador Paulo Paim (PT) e do deputado federal Roberto Policarpo, presidente do PT-DF.  Todos os convidados ressaltaram a importância do fim das votações fechadas para a transparência e o acompanhamento da sociedade do mandato dos parlamentares. O senador falou da PEC 50, apresentada por ele há anos no Congresso Nacional e que hoje foi reapresentada por ele com o número de PEC 20/2013, ressaltando que levará a campanha de Leite para o Senado. Chico falou dos desafios até aqui para a aprovação da medida na CLDF e da missão de conseguir mobilizar a questão em nível nacional.

Fonte: Coluna ons e offs

Núcleo histórico do PT apoia Chico Leite para o Senado

chico-leiteNúcleo histórico do PT no Distrito Federal , criado há 27 anos na QNG de Taguatinga, debateu a composição de chapa do governador Agnelo Queiroz à reeleição. O presidente regional do partido, Roberto Policarpo, defendeu candidatura própria dos petistas ao Senado e declarou que, pessoalmente, acha que o melhor nome para o PT é o do deputado Chico Leite.

Formalmente, Policarpo tem avisado os demais presidentes de partido da base aliada que o PT tem nomes para o Senado e que os apresentará. Ressalva, porém, que está aberto a negociações e não pretende impor uma candidatura aos demais.

Fonte: Coluna do alto da torre / Jornal de Brasília

Plebiscito sobre maioridade penal

reducao maioridade penalConstatando a paralisia dos projetos que tentam alterar a maioridade penal — só de emendas constitucionais contabilizou ao menos 30 — o deputado brasiliense Luiz Pitiman identificou uma fórmula jurídica alternativa para encaminhar uma revisão. Apresentou ontem proposta de decreto legislativo que convoca, para a data das próximas eleições, um plebiscito nacional sobre o tema. Pitiman aposta na legitimidade que alcançaria manifestação de toda a sociedade sobre o tema.

A principal vantagem da alternativa regimental encontrada pelo deputado é a celeridade. Uma emenda constitucional, para ser promulgada, precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça, que decide sobre sua admissibilidade, depois por uma comissão especial que avalia o mérito e, em seguida ser aprovada por três quintos dos votos dos deputados. Caminho parecido, apenas sem a comissão especial, a espera no Senado. Já o decreto legislativo só precisa de aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e, em seguida, do plenário.

A decisão de apresentar a proposta de decreto legislativo foi tomada por Pitiman duas semanas antes do rumoroso caso do jovem assassinado em São Paulo por um menor que dois dias depois faria 18 anos. Resultou de outro incidente, relatado ao deputado pelo delegado titular do Recanto das Emas e pelo comandante de batalhão da Polícia Militar. No próprio Recanto, garoto de 15 anos assassinou uma mulher na porta da casa dela. Descobriu-se então que o crime fora encomendado por um maior de idade, ex-namorado da vítima.

Fica o registro de que a primeira Proposta de Emenda Constitucional sobre redução da maioridade penal foi apresentada por outro deputado brasiliense, Benedito Domingos, então federal.

Foi em 1993, cinco anos após promulgada a atual Constituição. Hoje na Câmara Legislativa, Benedito Domingos pensa em uma campanha nas redes sociais para turbinar a emenda. Não só sua proposta está ainda em tramitação como tem 24 outras apensadas a ela. Todas paradas.

Fonte: Coluna do alto da torre / Jornal de Brasília

Guarda Janio sugere mudanças no trânsito em frente à Fundação Bradesco

guarda janioA reivindicação de um semáforo no balão da Fundação Bradesco, na Ceilândia, foi uma grande conquista para o trânsito da região, porém uma antiga faixa de pedestre em frente à escola tem prejudicado a circulação dos veículos.

Antes da instalação do semáforo a faixa era de vital importância, agora a faixa acaba atrapalhando e causando acidentes. Esta faixa fica em frente à escola, há poucos metros do semáforo, no sentido Sul-Norte. Quando o semáforo abre, os motoristas ficam na duvida se param na faixa ou não, isso acarreta em congestionamento e muitas vezes causam acidentes.

A sugestão do Guarda Janio seria apagar esta faixa e colocar faixas no semáforo com temporizadores para os pedestres, igual as que existem no centro de Taguatinga.

Por Sandro Gianelli

PPS e PMN aprovam fusão e criam a Mobilização Democrática (MD)

roberto-freireCorrendo contra o relógio para garantir o repasse do Fundo Partidário e tempo no horário eleitoral gratuito, as direções do PPS e do PMN aprovaram, nesta quarta-feira (17), a fusão dos dois partidos. Dessa união, nascerá a Mobilização Democrática (MD), que reunirá, de início, 13 deputados federais, 58 deputados estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores. O novo partido promete fazer oposição ao governo federal e construir um “projeto alternativo” para o país na eleição presidencial de 2014. A ideia é aumentar a bancada no Congresso com a atração de políticos de outras legendas. A Mobilização Democrática sinaliza apoio ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), cotado para a sucessão presidencial, e flerta com o ex-governador de São Paulo José Serra, cada vez mais isolado no PSDB.

As direções do PPS e do PMN se reúnem, no início desta tarde, em Brasília, para confirmar a fusão e votar o novo estatuto partidário, que será registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A união entre as duas siglas foi aprovada, primeiro, pelo PMN, nessa madrugada. Depois foi a vez do PPS, que aprovou a fusão nesta manhã, por 62 votos a dois, durante congresso extraordinário. Em todo o país, os dois partidos somam 683.420 filiados.

Dinheiro e tempo

A decisão das duas legendas de se fundir foi acelerada com a votação do projeto de lei que restringe o acesso ao fundo partidário e do tempo de rádio e TV para novos partidos. O requerimento de urgência para votação da proposta, apresentada pelo deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), foi aprovado ontem pela Câmara. O projeto deve ser votado no início desta tarde pelos deputados.

A votação promete polêmica. Na semana passada, parlamentares trocaram acusações durante a votação do regime de urgência para a análise da proposta. Alguns deputados, como Alfredo Sirkis (PV-RJ) e Walter Feldman (PSDB-SP), alegam que o objetivo do projeto é inviabilizar o projeto político da ex-ministra Marina Silva, que colhe assinaturas para a criação de um novo partido, que deve se chamar Rede. Aliados de Marina, Sirkis e Feldman são nomes certos para a nova legenda da ex-candidata à Presidência da República, que obteve quase 20 milhões de votos em 2010.

Mudança nos repasses

De acordo com as leis que regulam os partidos políticos e estabelecem normas para as eleições (9.096/95 e 9.504/97), as verbas do fundo partidário são distribuídas da seguinte forma: 5% para todos os partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 95% para os partidos com representação na Câmara, na proporção de seus votos. Já o horário eleitoral gratuito tem a seguinte divisão: 1/3 para todos os partidos e 2/3 para aqueles com deputados federais, ainda na mesma proporção dos parlamentares eleitos.

Pela proposta, não deverão ser consideradas quaisquer mudanças de filiação partidária entre os deputados para o cálculo dessas cotas. Ou seja, caso os parlamentares resolvam mudar de partido depois das eleições, seja a legenda já existente ou não, a distribuição inicial do fundo partidário e do horário eleitoral será mantida.

Fonte: Congresso em Foco

STF concede dez dias para recursos no mensalão

joaquim barbosaO Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) aumentar o prazo de recurso para os condenados e o Ministério Público Federal (MPF) no processo do mensalão. Pelo Código Penal, as partes têm cinco dias úteis para contestar a decisão, mas os ministros decidiram passar para dez dias devido o tamanho e complexidade do caso. Dos nove ministros presentes durante o julgamento, oito se posicionaram pelo aumento. Somente o relator e presidente do STF, Joaquim Barbosa, foi contra.

Aumentar o prazo para recursos foi um pedido formal feito à corte por advogados de parte dos condenados. Anteriormente, Joaquim já havia negado pedidos semelhantes de forma monocrática. Também rejeitou acesso ao voto escrito dos ministros antes da publicação do acórdão. Com a entrega do voto do ministro Celso de Mello em 6 de abril, a expectativa entre os integrantes da mais alta corte do país é que o resumo da decisão seja publicada amanhã.

Durante a sessão, Joaquim, mesmo votando contra o aumento do prazo, entendeu que a duplicação do prazo era um pedido razoável. “Eu como pessoa refrataria a inovações feitas de afogadilho mantenho minha decisão. Mas faço um apelo de refletir em prol de uma mudança desse sistema arcaico de publicação de acordão”, afirmou o relator do mensalão. Ele, no entanto, rejeitou a proposta feita pelo ministro Teori Zavascki, de usar o Código de Processo Civil como base. O CPC permite dobrar os prazos em casos de processos com grande número de réus.

“Usando o CPC, o STF tem um critério impessoal e muito claro”, opinou Celso de Mello. Na visão dele, a duplicação do prazo garante o devido processo legal. “Essa garantia fundamental foi observada ao longo desse procedimento penal e não teria sentido que no processo civil, onde não se controverte esse bem preciosíssimo, que é a liberdade, se autorize a duplicação. E aqui esse tribunal vai estabelecer um prazo singular de cinco dias. Reconhecer a possibilidade da duplicação do prazo recursal com pleno apoio da jurisprudência dessa corte”, afirmou.

A divulgação do acórdão é esperada para amanhã. Caso isso se confirme, a data de publicação é sexta (20). Os prazos no Código Penal passam a ser contados no primeiro dia útil seguinte, a segunda-feira (23). “É razoável que se estenda o prazo não só em atenção ao CPC, mas ouso dizer tendo em conta a característica excepcional desse processos. Dizer que o processo é como outro qualquer é um eufemismo”, disse o ministro Luiz Fux.

Fonte: Congresso em Foco

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