Início Site Página 4860

O PT quer eleger dois deputados na RemDF

brasilia.qxdO Partido dos Trabalhadores de Goiás tem como meta eleger de seis a oito deputados estaduais. Deste número, lideranças da Região Metropolitana do Distrito Federal (RemDF) acreditam que elege no mínimo dois: vereadora Cassiana Tormin, de Luziânia, e o secretário de Desen­volvimento da Região Metro­politana do governo do DF, Arquicelso Bites. Ele é marodor de Valparaíso. A corrente que apoia o deputado estadual Mauro Rubem (PT) articula lançar um nome ligado aos movimentos sociais, principalmente da agricultura familiar, para disputar uma vaga na As­sembleia Legislativa. Mauro Rubem confirma, mas não revela quem. “Ainda estamos discutido o nome, mas garanto que vamos ter um candidato oriundo deste movimento de trabalhadores.”

Ao conquistar a prefeitura de Valparaíso com a professora Lucimar Nascimento, derrotando a também professora Lêda Borges (PSDB) – uma forte aliada do governador Marconi Perillo -, o PT viu uma brecha para ampliar o projeto político de chegar ao governo estadual. Os petistas avaliam que, ao perder as Prefeituras de Luziânia, principal município da RemDF, Valparaíso e Novo Gama, o grupo liderado pelo ex-prefeito de Luziânia Célio Silveira, que tem Lêda Borges, deputada estadual Sônia Chaves e Sônia Melo, de Cidade Ocidental, ficou fragilizado. “O PT terá como argumento em 2014 a necessidade de alternância de poder e a RemDF, até então um tradicional reduto tucano, deixa de ser um ponto de desequilíbrio em favor do PSDB. Temos, além do apoio do governador Agnelo Queiroz, a Prefeitura de Valparaíso, e provavelmente o apoio do prefeito de Novo Gama, Eve­raldo Detran (PPL)”, analisa um dos aliados de Lucimar.

De fato, o argumento é realista, mas a base do governador Marconi Perillo, liderada pelos prefeitos Luiz Attié (Cristalina), Cristóvão Tormin (Luziânia) e Itamar Barreto (For­mosa), ambos do PSD, mais os prefeitos de Águas Lindas, Hildo do Can­dango, e de Cidade Ocidental, Gisele Araújo, ambos do PTB, tem um capital político próximo de 300 mil votos contra, no máximo, 120 mil do lado do PT. É bom lembrar que o PSDB liderado por Célio Silveira também está à frente de duas importantes agências do governo estadual: Esportes e Lazer (AGL) e de Desenvolvimento Regional (AGDR).

Mesmo tendo perdido prefeituras importantes, o PSDB, conforme pesquisas na região, não anda assim tão ruim de voto. Em Novo Gama, por exemplo, Sônia Chaves conta com a simpatia do eleitor para se reeleger, sinal de que a derrota para Everaldo Detran foi um recado do eleitor: queremos Sônia deputada e não prefeita. Em Valparaíso, Lêda é lembrada para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, projeto que ela nega de joelhos. Ela teme que sua aliada Sônia Chaves interprete isso como traição já que as duas são unha e cutícula. Sem dúvida será um bom combate. A pergunta que se faz é: Lucimar e Arquicelso dão con­ta de liderar uma onda contra Marconi Perillo?

Por Wilson Silvestre

Fonte: Jornal Opção

Ronaldo livre de processo no TSE

ronaldo queiroz“Agora sim, posso de­dicar-me 100% a Ale­xâ­nia”, comemorou o prefeito Ro­naldo Queiroz (PMDB) na semana passada quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por maioria, arquivar o processo que o Tribunal de Contas da União (TCU) movia contra ele quando era prefeito em 2004/2008. “Fica difícil você tocar uma gestão tendo sobre sua cabeça uma pendenga judicial. Graças à Deus, a Justiça reparou um erro do qual eu vinha lutando para ser corrigido.” Ronaldo disse também que o  “caos encontrado no município foi sanado e agora é modernizar os processos de gestão”.

Por Wilson Silvestre

Fonte: Jornal Opção

Marqueteiro de Lula, João Santana dá dicas de campanha

joao_santanaO jornalista baiano João Santana, de 59 anos, é hoje o principal marqueteiro político em atividade no Brasil. Depois da campanha de reeleição de Lula em 2006 (onde criou um brilhante mote no segundo turno, o “Deixa o homem trabalhar”, síntese do sentimento majoritário dos brasileiros naquele momento), feita sob o intenso calor da acirrada disputa política que durara quase dois anos, Santana navegou em águas mais tranquilas (embora não mais fáceis) em 2010, quando teve a tarefa de transferir a grande aprovação de Lula para a neófita candidata Dilma, transformá-la em herdeira de seu legado e, por consequência, sucessora, num cenário político que pedia continuidade. O fez, com enorme sucesso.

Santana é egresso do jornalismo político (foi um repórter destacado à época das denúncias que culminaram na renúncia do Presidente Collor), o que lhe dá sobre as questões da comunicação política um olhar em geral diferente de alguns dos seus colegas, oriundos da publicidade. Faz parte desse olhar diferenciado uma preocupação com os aspectos mais científicos da comunicação política. Ele é um estudioso do assunto. No sábado em que conversamos (10 de março) ele falou com conhecimento e paixão sobre os desenvolvedores das teorias da moderna propaganda política (como Sergei Tchakhotine) e sobre aqueles que as materializaram na prática, muitas vezes intuitivamente (como Napoleão Bonaparte, Simon Bolívar, Getúlio Vargas, Fidel Castro , Hugo Chavez e Lula), para uma silenciosa e atenta plateia de centenas de futuros candidatos. É um marqueteiro peculiar, que pensa a relação entre a história, a política e as campanhas eleitorais.

Além do trabalho que faz para a Presidente Dilma, João Santana está presente atualmente em, segundo ele, “quatro ou cinco países” (Angola, El Salvador, República Dominicana e Venezuela são alguns que conseguimos lembrar). E foi logo após chegar de Angola (“Estou há mais de 24 horas aceso”, disse) e de participar de um seminário sobre as Eleições 2012, que ele conversou com o blog “Campanhas e Mandatos” sobre questões importantes para quem pretende se candidatar a Prefeito ou Vereador este ano e para quem trabalha ou pretende trabalhar no mercado de marketing político brasileiro. Agradecemos a atenção, principalmente porque sabemos o quão raramente ele fala à imprensa. A seguir, os principais destaques da entrevista.

Que conselho você daria para a pessoa que vai se candidatar pela primeira vez?

Primeiro, se tornar conhecido. Segundo, tornar cada vez mais claras as suas propostas. E terceiro, saber enfrentar a conjuntura, examinando se a comunidade quer mudança ou quer continuidade. O equilíbrio entre esses três pontos é fundamental. Não se elege pessoa que não é conhecida; não se elege pessoa que não tem propostas que apaixonem, seduzam. Então, é preciso juntar isso: índice de conhecimento, capacidade criativa de propor e afinidade com o momento que as pessoas vivem no município.

É na TV onde o marketing político brilha. Mas a realidade de 99% dos candidatos é que eles terão de fazer campanha sem TV. Como fazer campanha sem TV?

As campanhas nasceram sem TV. Depois se expandiram através da TV, e a TV é realmente a grande ferramenta. Mas numa cidade pequena tem que se descobrir a forma mais eficiente de atingir o eleitor. A internet hoje, para os municípios que tem uma boa cobertura, é a melhor [coisa] possível. Os meios mais sofisticados também, meios eletrônicos como os smartphones, o celular, apesar das restrições da legislação eleitoral do Brasil, que está defasada neste aspecto. À medida que não haja restrições, se pode usar smartphones, a internet, e se pode usar, antes de tudo, a parte gráfica no dia-a-dia… Quer dizer, com TV se faz muito bem, mas sem TV, também se faz.

Depende do candidato, da criatividade que ele tenha de driblar e descobrir meios de fazer a sua campanha da maneira mais eficiente possível. Porque na verdade, o que a TV faz e os meios de comunicação de massas ajudam, é fazer a campanha que sempre se fez. Antigamente a gente fazia no porta a porta, no corpo a corpo com as pessoas. Os meios de comunicação ampliaram, amplificaram essa capacidade de se atingir as pessoas. Nas cidades pequenas se pode fazer também, até sem nenhum meio eletrônico, e fazer uma campanha eficiente.

[na palestra dada minutos antes, João Santana apresentou sua visão sobre o uso da internet e as redes sociais nas eleições. Ele avalia que a internet é a síntese evolutiva dos meios de comunicação e que, em alguns anos, ela vai mudar a forma de votar, a própria democracia. Que a sua importância cresceu ano a ano e que será muito mais importante nestas eleições que em eleições passadas. Acha que a internet não é a solução para tudo, mas que os candidatos tem que estar nas redes sociais (com Facebook e Twitter). Que não deve ser usada apenas para fazer campanhas negativas (“a internet virou uma lixeira”, disse), mas ser usada de forma criativa].

Você disse há pouco [na palestra] que o político tem que fazer as pessoas sonharem. Você acha que a política está perdendo a capacidade de fazer as pessoas sonharem? O marketing político está pasteurizando a política? O que está acontecendo?

Eu não acho que a culpa é do marketing político, ao contrário. Acho que a culpa, se houver culpa, é da própria política. Houve uma tendência de perda mas no Brasil, nem tanto. Porque o Lula trouxe uma descarga de sonho enorme. A Dilma, à maneira dela, também tem trazido. Tem países vizinhos onde isso acontece muito forte. Mas há uma tendência da busca de “eleitoralismo de resultados”, isso é verdade.

E nesse aspecto, o marketing passou a ser também um elemento inibidor dessa capacidade de provocar sonhos, de provocar esperança… Por que? Quem tem medo de sonhar? É quem tem medo de mudar, e as pessoas muitas vezes se acomodam à busca desse “eleitoralismo de resultados”, pra usar um termo. Isso, na verdade, dominou um pouco. Mas a própria sociedade cobra. Então, cada vez mais, a cada eleição, vão ser cobradas propostas. Mas a culpa não é necessariamente do marketing, acho que é da própria política.

E também a política ainda vive um pouco, no mundo inteiro, um choque de reciclagem, de reposicionamento ideológico, a dita falência do modelo esquerda-direita, a tragédia do socialismo, a sua extração… Mas a gente vai vivendo, e a nossa geração ainda vai acompanhar, eu acho, um momento mundial de ressurreição política muito forte.

Nos anos noventa o marqueteiro era visto como uma espécie de salvador das campanhas. As revistas semanais davam capas aos “gênios da publicidade”. O que mudou nessa profissão dos anos noventa para cá? Qual é hoje o papel do marqueteiro na campanha?

Cada vez mais o sentido da… Não é bem desmistificação, mas do conhecimento pleno dos limites e das potencialidades do que é marketing eleitoral e do papel do consultor político fica claro. Por que? Porque o conhecimento sobre isso é cada vez mais amplo.

É como o futebol, um pouco parecido. A cada dia o futebol não é mais um domínio de alguns brasileiros geniais, é do mundo inteiro. Agora, não se pode subdimensionar, nem superdimensionar o papel do marketing eleitoral, ou da comunicação política, no sentido mais amplo.

Você diria que hoje existe um mercado de marketing político no Brasil? E, tirando as grandes “estrelas” do marketing, é possível alguém viver disso?

Tem, tem e é surpreendentemente um mercado grande, onde está havendo baixa renovação. Porque pela capacidade que o mercado oferece, seja como resultado empresarial, já era para ter muito mais profissionais atuando, mais empresas profissionalizadas.

É surpreendente que a oferta de bons e experientes profissionais esteja muito aquém do que o mercado pode oferecer…

Os Estados Unidos tem uma tradição de “thinks tanks”, instituições voltadas à pesquisa, e de formar gente para pensar essa área. Tem a universidade George Washington, por exemplo…

Isso o Brasil precisa ter. Tem uma carência e as universidades ainda não estão muito atentas pra isso, nem as universidades mais tradicionais, os centros , digamos, mais aprimorados. Houve uma enorme proliferação de universidades privadas e, se você examinar, verá que pouquíssimas, ou quase nenhuma, oferecem curso de comunicação política, de marketing político, eleitoral. É surpreendente isso. Talvez porque não tenham pessoas especializadas para formar, ou falte uma atenção mercadológica a isso. Há mercado, deveria ter muito mais profissionais capacitados para ocupar esse mercado.

Fonte: Campanhas e mandatos

Os parlamentares mais assíduos em 2012

Ao todo, 17 deputados e dois senadores foram a todas as sessões destinadas a votação. Veja a lista dos parlamentares que registraram presença mais vezes ano passado, de acordo com levantamento da Revista Congresso em Foco.

deputados-mais-assiduos-2012_nova-versao

senadores-mais-assiduos-2012_nova-versao

Encarregado da propaganda, João Santana torna-se o homem forte de Dilma

joao santanaO jornalista João Santana exerce um papel fundamental no cotidiano do atual governo. Ele é o idealizador da bem-sucedida campanha da reeleição de Lula em 2006 e alquimista com o dom de transformar “postes” em candidatos vitoriosos, feitos notórios na eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República e na condução de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo no ano passado. Ninguém discute sua eficiência na construção da imagem de um postulante a cargo público. Comete um erro fatal quem menospreza sua precisa leitura dos hemisférios invisíveis das massas eleitorais. Santana é capaz de mapear os pontos fracos dos adversários com a precisão de um acupunturista. São habilidades inquestionáveis que ampliaram sua contínua influência na administração Dilma mesmo depois de fechadas as urnas, a ponto de ele ter se tornado um poderoso ministro sem pasta, um conselheiro político sem partido, o estrategista sem gabinete e, mais recentemente, o principal roteirista das ações do governo.

Fonte: Veja

Dez conselhos para falar bem em público

falar em publico oratoriaTodo político sabe que a palavra é uma das principais armas de persuasão. Conhecendo algumas dicas práticas, fica muito mais fácil potencializar sua força, convencendo o eleitor de que você é o melhor candidato para o cargo em disputa

Falar em público não é apenas falar alto para todos ouvirem. Falar em público é sustentar um outro tipo de comunicação, diferente da maneira usual. Não é por outra razão que desde os clássicos gregos a oratória foi tratada como uma disciplina a ser ensinada e uma arte a ser praticada pelos políticos. Trata-se da produção de um ato que, mesmo na sua forma mais simples, envolve uma certa dramaturgia. Na representação teatral, o texto é fixo, pré-determina o comportamento dos atores e a relação ator/platéia é previsível, porque parte do pressuposto do interesse que a platéia tenha pelo ato.

O que torna o ato de falar em público uma arte é que nele, contrariamente à representação teatral, o conteúdo da comunicação é variável, de livre determinação do orador e o interesse da platéia não está previamente assegurado por sua mera presença. Conseguir ser ouvido, reter a atenção, emocionar pessoas e persuadí-las com argumentos são desafios que se renovam sempre, na medida em que muda a platéia. Alguns conselhos básicos, extraídos da experiência prática são sempre úteis:

Saiba o que quer falar: Decida antes exatamente o que você quer dizer para aquele público. Essa será a mensagem que você deseja que eles levem na cabeça depois que terminar o ato. Organize o discurso mentalmente em torno daquela idéia e apresente-a clara e convincentemente. Ela deve receber um destaque no discurso equivalente à força persuasiva que você deseja que ela tenha a seus ouvintes.
Seja relevante para o público que o ouve: Um político em campanha fala para múltiplos públicos. E cada um é sempre diferente do outro. Isto não significa que você deva mudar a sua mensagem, o seu discurso básico (Atenção: a repetição é um defeito na comunicação pessoal, mas uma qualidade na comunicação política). Significa, isso sim, que você deve adaptar seu discurso – relevância dos assuntos que vai abordar, tempo, eloqüência, tipo de linguagem, recursos de oratória (humor, narrativa, dramaticidade) para aquele público específico e real diante de você.
Crie o clima para lançar sua idéia ou argumento: A idéia central não pode ser tratada de golpe, subitamente. Ela exige que você faça uma preparação prévia, crie o clima para que ela seja apresentada no momento certo para produzir o efeito desejado. A criação do clima pode ser feita apresentando estatísticas – poucas, simples de lembrar e contundentes – ou contando uma história, usando um fato recente de conhecimento do público ou, ainda, dramatizando o problema para dar atrativo à solução.
Apresente sua solução: Se você pretende falar sobre um problema, comece relacionando-o com a vida das pessoas que estão na platéia; valorize o problema – descreva-o, ilustre-o, apresente exemplos (as pessoas tendem a dar mais atenção à doença e aos seus sintomas do que à cura). A seguir, faça um diagnóstico preciso para só depois apresentar a sua solução, da forma mais atraente, resolutiva, viável e realista que conseguir. Não esqueça de levar as pessoas a visualizarem os benefícios concretos que advirão da solução que propõe.
Crie uma relação com sua audiência: O ritmo que você der à sua fala, a repetição de uma expressão ou frase em seqüência para abordar diferentes temas e as pausas que você deve fazer no discurso devem articular-se com reações do público, acima de tudo com os aplausos, criando um diálogo entre você e sua audiência.

Fale olhando para as pessoas: É importante para criar a relação com a audiência. Alterne o olhar de conjunto com o olhar para diferentes lados da sala, concentrando em grupos de pessoas e, até, numa delas de maneira focada. Estes grupos que recebem o seu olhar direto tendem a reagir primeiro à sua fala e responder com reações que se estendem para o conjunto.
Seja flexível e esteja preparado para surpresas: Toda reunião está sujeita ao imponderável. O som falha, o público é maior ou menor do que o previsto, o clima muda, a luz falta, as manifestações da audiência – como brigas e discussões, o bêbado de plantão, as provocações de adversários etc. Tenha bom humor, paciência e serenidade. O objetivo é transmitir sua mensagem, mesmo diante do inesperado.
Seja ouvido: Parece óbvio, mas não é. Reuniões políticas são também reuniões sociais, nas quais conhecidos se encontram e aproveitam a oportunidade para conversar. A menos que seu discurso seja feito num contexto de maior formalidade, a regra será o ruído e a movimentação de pessoas. Gradue o tom e a intensidade de sua voz de acordo com ele. Mas isso não basta. Se você falar mais alto, a ponto de as pessoas não se ouvirem quando conversam, elas também aumentarão o tom. Só há uma saída: você precisa de um mínimo de silêncio inicial para conquistar a atenção deles. Por isso, encontrar um vínculo emocional é tão importante. Atenção! Emocionar não significa ser piegas. Se você iniciar seu discurso falando sobre um assunto relevante para eles e que vá ao encontro de um sentimento forte que nutrem (temor, preocupação, indignação, desejo, esperança etc), você terá maiores chances de conseguir conquistar a atenção do seu público e ser ouvido.
Procure ser pontual: Pontualidade não tem a ver diretamente com o discurso em si, mas muito com o estado de espírito do seu público. Pessoas reunidas por muito tempo, esperando pelo orador tendem a desenvolver uma má-vontade para com ele. Não é necessária, no caso brasileiro, uma pontualidade britânica, mas o atraso não deve exceder 30 minutos.
Faça referência pessoal a todos os líderes locais: As pessoas que se reuniram para ouví-lo foram, na sua maioria, trazidas por lideranças locais. O momento do encontro com o candidato é também, para tailideranças, o momento de provar que são figuras conhecidas, respeitadas e possuem acesso ao candidato. Sua referência a eles – todos, se algum for omitido ele não esquecerá – é indispensável para que continuem trabalhando na campanha com entusiasmo.

Cumprimente todas pessoas que conseguir, tanto na entrada, como na saída
Finalmente, a entrada e saída do candidato são também parte do ato público. Cumprimente o máximo de pessoas ao entrar, sem deixar de avançar em direção ao local do discurso. Tenha sempre a seu lado um ou mais assessores para receber bilhetes, pedidos, convites etc. À saída, dependendo do tempo disponível, volte a cumprimentar todas pessoas que conseguir.

Entregue aos assessores a tarefa de interromper suas conversas, insistindo que você está atrasado para o próximo compromisso. Instrua-os para que peçam às pessoas que colaborem, para que você possa cumprir agenda. Você deve dar a impressão de que tem todo o tempo do mundo para os interlocutores. São seus assessores que, queixando-se de você (“Se a gente não forçar, ele não sai daqui, é sempre assim”), conseguirão tirá-lo da situação, deixando ainda a sensação de que você queria continuar lá, conversando.

Fonte: Política para Políticos

Ainda é cedo para a campanha, mas não é cedo para começar (II)

campanhaAlém de começar a elaboração do plano de governo (executivo) ou plano de ação legislativa, e a montagem das listas, o período atual é também apropriado para outras atividades.

Começar a organização da equipe de campanha

Não se trata ainda da montagem da equipe definitiva de campanha, nem tampouco de contratar profissionais especializados. A chave é o verbo começar. Há, certamente, algumas pessoas que podem ajudá-lo, nesta fase, a custo zero, e, com as quais você pode iniciar a sua preparação. Se você pretende ser candidato, ainda que pela primeira vez, é porque é sociável, sente-se bem no contato com as pessoas e por certo possui um círculo de relações amplo e diversificado. É dentre estas pessoas que você vai escolher o seu primeiro grupo de trabalho.

Esta é uma boa hora para começar a organizar sua equipe de campanha

Você vai valorizar, acima de tudo, nesta seleção, a confiança que deposita nelas, a experiência e a sensibilidade política e a qualificação pessoal para as tarefas. Destes critérios, o único que inspira preocupações é o que se refere à experiência, que só é útil numa campanha quando se fizer acompanhar de abertura mental e de sabedoria. A experiência dos que já viveram tudo, sabem tudo, passaram por tudo, e que, para cada fato atual, encontram um precedente no passado que os explica, não apenas não interessa como pode ser fatal.

Já a experiência entendida e vivida como um saber acumulado, aberto às novas realidades, disposto a continuar aprendendo e a aceitar as novas formas de fazer as mesmas coisas, é valiosa, não tem preço, e você vai descobrir isso sobretudo nos momentos difíceis. Estas pessoas vão se constituir no seu círculo mais próximo. Algumas delas farão parte da sua equipe de campanha, outras permanecerão com você como conselheiros ou especialistas, aos quais você poderá recorrer quando necessitar.

A equipe básica inicial deve reunir, além dos assessores políticos, um advogado, um contador, e um jornalista. Você deve também ter um coordenador de campanha, alguém que reúna capacidade política com capacidade organizacional. Neste período você vai testá-lo para saber se ele possui as condições de ocupar esta função na campanha. O advogado e o contador devem assessorá-lo nas suas respectivas áreas e não precisam participar das reuniões políticas. Para estas, você vai reunir seus assessores, seu coordenador de campanha, e o jornalista. Para as reuniões com especialistas nas áreas de governo (saúde, obras, educação etc) você vai designar um dos seus assessores políticos, além do coordenador e do jornalista. Com este grupo você começa a sua “campanha silenciosa”. Com ele, e as ramificações que dele podem ser extraídas, aquelas tarefas previstas para este período, assim como as discussões sobre táticas e estratégias, serão realizadas. Muita atenção. O que você busca neste grupo não é número e sim qualidade. O que importa é que sejam pessoas capazes, responsáveis, confiáveis, que tenham iniciativas e que saibam trabalhar em conjunto. Este grupo equivale ao motor de um carro. Deve possuir peças de qualidade, bem ajustadas entre si, e força suficiente para movimentar e impulsionar a estrutura.

Tendo recursos suficientes para pesquisar, de sempre prioridade a valores pessoais dos eleitores

Pesquisa

Pesquisa nunca é demais. Mas nesta fase não é indispensável. Com a eleição ainda afastada no tempo, os eleitores não sentem a necessidade de focar nela as suas atenções. Não apenas os eleitores, mas a mídia também está concentrada em outras pautas. Assim, a opinião do eleitor não possui, nesta fase, a cristalização suficiente para que se possa, confiadamente, conceber uma estratégia.

Se houver recursos suficientes para uma pesquisa, ela deve dar prioridade aos valores pessoais dos eleitores, em detrimento de suas opiniões. Deve ser concebida para medir sentimentos e atitudes mais permanentes, em detrimento do momento conjuntural.

Trata-se pois, de uma pesquisa de survey de maior profundidade, para a qual você vai necessitar de especialistas mais versados na ciência política, tanto para conceber seu questionário, como para interpretar os seus resultados. De qualquer forma, esta pesquisa, se for realizada, não é ainda a pesquisa de diagnóstico, que deve ser realizada num período mais próximo do início da campanha.

Levantamentos

Se a pesquisa não é indispensável para esta fase, levantamentos de problemas e prioridades dos bairros e da cidade, feitos junto aos moradores, podem ser realizados. Estes levantamentos, sob a forma de “varreduras”, são muito úteis. Desde logo porque os problemas e prioridades tendem a possuir permanência. Então, as informações colhidas nesta fase, continuarão válidas durante a campanha.

Além disso, é uma forma simpática de “começar a campanha neste período em que não há campanha”, ouvindo as pessoas; também é um modo sutil de descobrir apoios potenciais, lideranças locais, e de produção de lista; também, levantamentos deste tipo são baratos, costumam ser executados por jovens estudantes – filhos e amigos dos filhos do grupo inicial de apoio do candidato; finalmente, resulta num rol de problemas, localmente identificados, que vai alimentar a elaboração de projetos, o discurso de campanha e a publicidade da candidatura.

Poucas coisas “mexem” mais com o eleitor do que o candidato referir-se à realidade dele, aos seus problemas, referindo nomes de ruas, de pessoas e outros elementos que revelam um conhecimento que somente os “locais” possuem. Mas cuidado. Não confunda o levantamento com propaganda eleitoral, que ainda não pode ser feita.

Fonte: Política para Políticos

Ainda é cedo para a campanha, mas não é cedo para começar – Parte I

imagemEste é o momento ideal para você, entre outras coisas, reunir pessoas experientes e qualificadas que o apóiam para buscar dados atualizados e informações sobre as diversas áreas da administração.

Este período, pouco mais de um ano e meio antes da eleição, é uma época muito peculiar. É muito cedo para anunciar sua candidatura e começar o trabalho de proselitismo, mas não é nada cedo para começar a preparar sua campanha. Talvez até você já tenha perdido um tempo precioso. Então, mãos à obra.

Lembre-se que, no Brasil, a legislação define começo/final de uma campanha

Por que é muito cedo para fazer a campanha?

Em primeiro lugar, por causa da lei. No Brasil, a lei define com precisão o período de campanha. Ele chega, após os períodos, que também são legalmente determinados, de registro de candidatura junto ao partido, que, por sua vez, depende de convenção partidária prévia e homologação formal pelo Tribunal Eleitoral. Assim, ainda que por decisão pessoal você seja já um candidato, formalmente não o é, e como tal não pode se apresentar nem colher fundos para a campanha.

Em segundo lugar, por razões políticas e não legais, não é este o momento de fazer campanha. O eleitor ainda não está focado na eleição – que a ele parece um acontecimento remoto – e não vai se interessar por campanhas, candidatos e propostas.

Também a mídia não vai dar destaque à eleição agora, com tanta antecedência. Ela tem outras pautas a cobrir, que são mais atuais e atraentes, sobretudo as novas administrações e legislativos municipais. Portanto, é cedo para fazer campanha, mas como alerta o título desta coluna, não é cedo para começar a preparar a sua campanha.

Por que não é cedo para começar a preparação?

Antes de tudo, pela simplória razão que este é o único período em que pode-se dizer que “sobra tempo”. Como as atividades que mais consomem tempo não podem ser realizadas agora, há uma sobra de tempo que deve ser bem aproveitada pelo candidato precavido.

Quando a campanha começar, esta “sobra” vai desaparecer por completo e ser substituída por um “déficit” permanente que não mais poderá ser resolvido. Não esqueça que numa campanha pode se comprar tudo menos o tempo.

Se, na ocasião da campanha, sofrendo o drama do “déficit”, você perceber que está perdendo tempo, fazendo o que poderia ter feito antes dela começar, não apenas você vai se sentir culpado, como merece sentir-se assim. Então será tarde demais e você terá que desviar o limitado tempo que dispõe para o contato com o eleitor para se dedicar a fazer aquilo que podia ter feito meses atrás.
O que então deve-se fazer nesta fase pré-campanha?

Como regra geral, tudo, absolutamente tudo que pode ser feito agora para uso posterior.

Reúna pessoas experientes, com boas qualificações, que o apoiam e busque as informações atualizadas e confiáveis

Preparar plano de governo (projetos de lei e programas de ação para candidatos a funções legislativas)

É o momento para reunir pessoas experientes e qualificadas que o apoiam, para buscar dados atualizados, informações sobre as diversas áreas da administração, ouvir especialistas no estado, país e até no exterior, fazer reuniões de criatividade para gerar projetos originais, pesquisar na internet, etc. O produto deste trabalho não será ainda o projeto definitivo de campanha ou plano de governo.

É preciso esperar uma maior proximidade da campanha para ter uma visão mais realista das prioridades do eleitor, às quais o plano de governo deve corresponder. De qualquer forma, você entrará naquela fase com grande parte do trabalho já concluído, amadurecido e formatado em alguns projetos básicos, inovativos e originais.

Preparar listas

Você terá tempo, nesta fase, para preparar suas listas. Há muitas listas que podem e devem ser feitas, e que somente o serão neste período anterior à campanha. Não pense que por lista deva se entender apenas um rol de nomes. Cada lista é feita para um objetivo específico e deverá conter todas as informações relevantes sobre as pessoas listadas para aquele objetivo. Você vai querer fazer sua lista de contribuintes potenciais. Na verdade, você terá pelo menos duas destas listas: uma para grandes contribuintes, e outras para contribuintes médios. Também você poderá fazer a sua lista de contribuintes que não o apoiam financeiramente, e sim com materiais, equipamentos, serviços, pessoal etc.

Você também vai fazer lista de seus apoiadores. Desde os cabos eleitorais, até eleitores conhecidos seus e de seus amigos, familiares e auxiliares. Você vai querer também ter uma lista de potenciais eleitores (aqueles que você pretende conquistar), se possível com endereço e telefone, para as ações de mala direta e de telemarketing durante a campanha. Você tem que fazer sua lista de associações (clubes, sindicatos, sociedades) onde se encontram eleitores potenciais seus. Você vai tentar obter a listagem dos associados, com endereço e telefone, vai registrar os nomes e funções dos respectivos dirigentes, dias e horários de reunião etc.

Você vai tentar produzir uma lista de líderes e formadores de opinião. Não apenas jornalistas e intelectuais, mas também (com informações de seus cabos eleitorais) líderes informais de opinião nos seus respectivos bairros, que podem ser donos de bar, farmacêuticos, líderes comunitários, presidente do clube/associação, diretor de escola, ex-político, etc. Em resumo, você poderá e deverá fazer tantas listas quanto for possível e realista.

Você quer listar seus apoiadores e eleitores potenciais. Não vai pretender listar todos os eleitores de seu estado. Estas listas, como é óbvio, somente podem ser feitas agora, no período pré-campanha. Durante a campanha, você vai usá-las e elas serão muito úteis se tiverem sido bem feitas.

Fonte: Política para Políticos

Candidatos sem chances de vencer IV: o pregador

aperto de maoO político convencional quer do eleitor apenas o voto, enquanto que o candidato pregador quer a sua conversão.

É na figura do candidato pregador que aparece, com maior visibilidade a confusão entre a política e a religião. Ao contrário do político convencional, que quer do eleitor apenas o voto, sem se interessar nos motivos, o candidato pregador está interessado, em primeiro lugar, em mudar o pensamento do eleitor, transmitir-lhe “a verdade”, torná-lo “consciente”, e, como conseqüência dessa “conversão”, o seu voto.

O candidato pregador não quer só o voto, ele quer a conversão

Em outras palavras: o político convencional quer do eleitor apenas o voto, enquanto que o candidato pregador quer a sua “conversão”.

Essa “conversão” não necessita ser, nem comumente é de natureza religiosa. O mais das vezes, na política, ela assume ou uma dimensão ideológica, ou moralista.

A mensagem do candidato pregador é sempre um Credo, isto é, um conjunto de princípios aos quais o eleitor deve aderir, repudiando aqueles que possuía e que entram em contradição com os novos.

Este Credo pode ser uma teoria política rígida e logicamente articulada, como pode ser uma teoria feita de uma peculiar combinação de elementos factuais, com normas e valores, estereótipos, preconceitos, interpretação histórica, informações imprecisas, tudo amarrado numa idéia força que, a um só tempo, condena o status quo e promove as virtudes de sua utopia.

Este tipo de mentalidade, que dá origem tanto ao candidato como aos seus seguidores, tem assumido, ao longo da história, em diferentes países, as mais variadas formas como:

“O salvacionismo”;

Os surtos “moralizantes” na política, como o “progressivismo” nos EUA;

Movimentos políticos como o “nazismo”, o “fascismo”, o “stalinismo”;

Movimentos políticos-religiosos-nacionalistas do tipo dos fundamentalismos islâmicos;

Movimentos políticos monotemáticos, que resumem sua mensagem a apenas um projeto que supostamente teria o poder de resolver todos os demais.

O que há em comum entre esses movimentos é:

Tendência ao fanatismo;

Divisão do mundo político entre “nós e eles”;

Preferência pela ação direta sobre a institucional;

Submissão a uma rígida ortodoxia;

Ação baseada em princípios/rejeição à transação;

Prioridade da mensagem sobre a candidatura;

Variados graus de desajuste com a realidade;

Forte envolvimento emocional com o movimento, sua mensagem, sua história e suas lideranças;

Submissão voluntária a uma rígida disciplina;

Rejeição ao enfoque “processual” da política;

Baixíssima disposição para aceitar compromissos, acordos, negociações.

A figura do “pregador” colide, pois, frontalmente, com as disposições do eleitorado, e com o comportamento dos demais candidatos.

Por essas razões, salvo situações de crise aguda, quando os mecanismos institucionais do sistema político entram em paralisia e não mais conseguem reter sua autoridade e um mínimo de eficiência para governar, a política da pregação não tem sucesso eleitoral.

Em condições de normalidade social, a enorme maioria dos eleitores, não está interessada em rever seus códigos de valores e dispor-se a converter-se a um credo político que pretenda mudar sua maneira de viver e de perceber o mundo.

Mais ainda, que lhe impõe sacrifícios e pouco ou nada lhe oferece de vantagens tangíveis. De fato, apenas o convoca para ser um dos “eleitos” em um mundo futuro e remoto.

O senso de realismo do eleitor comum tende a rejeitar essa visão como alternativa política. De outra parte, o político convencional relaciona-se com o eleitor de maneira inversa.

Ao invés de pretender convencê-lo para aderir à sua crença, procura saber com o máximo de precisão, o que o eleitor está precisando, desejando, reivindicando, para delas fazer a sua plataforma de campanha. Ao invés de converter o eleitor, o político convencional se faz convencer pelo eleitor do que ele deseja, e é isso que ele oferece como seu projeto eleitoral.

O pregador encara a eleição como uma oportunidade excepcional para fazer sua pregação. Vencer a eleição é uma meta secundária.

O candidato pregador oferece como estímulo ao eleitor um paraíso futuro. O candidato convencional oferece uma vantagem, um alívio, um apoio, para o eleitor real e sua família. É menos que o paraíso, mas é bem mais realista, atende alguma necessidade muito sentida, se realiza no curto prazo e não num futuro remoto, longínquo e pouco provável.

Para o candidato pregador, o que é importante para ele e para seus companheiros de “seita”, tem que ser importante também para o eleitor comum. Se não for, é porque a eles falta consciência; é porque têm sido enganado pelos outros. Cabe-lhe então, como pregador, levar a luz para ele, educá-lo, torná-lo consciente. O que se faz pela pregação. Para o candidato comum é o inverso. O que é importante para o eleitor deve tornar-se importante para ele.

Por fim, o pregador encara a eleição como uma oportunidade excepcional para fazer sua pregação. Vencer a eleição é uma meta secundária. A principal é fazer convertidos. Já para o candidato convencional, o que importa é vencer a eleição. Se o eleitor tiver valores diferentes do seu, e assim mesmo votar nele, vale tanto quanto um que tenha os mesmos valores que ele.

O candidato pregador, portanto, é um candidato vocacionado para a derrota eleitoral, com a exceção antes referida, de que se a sociedade estiver passando por uma crise de graves proporções, abre-se o espaço para rediscutir tudo sobre o sistema político, e aí o pregador adquire força e importância.

Nessas situações, as pessoas, desiludidas com a realidade passam a buscar uma outra interpretação dela, que explique porque se chegou à crise, e como sair dela. É neste espaço que o pregador pode ganhar eficiência política, conquistar adeptos, e chegar ao poder, por eleição, por um golpe de estado, ou por uma revolução.

Fonte: Política para Políticos

Escolas terão curso livre de prevenção ao uso de crack

luzia de paulaA Lei nº 4.970/2012, resultante de um projeto proposto pela distrital Luzia de Paula, obriga o GDF a oferecer curso livre aos professores da rede pública de ensino sobre o uso do crack e outras drogas ou substâncias entorpecentes que ocasionam dependência física ou psíquica, incluindo o fumo e o álcool. Os conteúdos e procedimentos didático/pedagógicos do curso deverão se alinhar às diretrizes curriculares nacionais, as exigências da Política Nacional Contra as Drogas e as determinações do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, o Conanda.

A deputada salienta que a norma visa assegurar o desenvolvimento de ações preventivas através do treinamento dos professores das escolas públicas, objetivando capacitá-los para atuar na prevenção ao uso do crack e outras drogas.

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -