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Pautando destinos

rorizO Diário da Justiça Eleitoral publicou, ontem (19), o recurso ordinário (2362/2009), impetrado pelo PCdoB contra a candidatura ao Senado em 2006 do ex-governador Joaquim Roriz (sem partido). Depois de ter sido redesignado a relatoria quatro vezes, a ministra Laurita Vaz (TSE), última a analisar o pedido, desde de novembro de 2012, pediu a publicação do recurso. Assim, o mesmo pode entrar em pauta no TSE e ser julgado. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carmem Lúcia, teria a intenção de limpar a pauta de julgamentos até o final do seu mandato em novembro de 2013, mas o caso de Roriz poderia entrar em pauta já em abril.

Desdobramentos

As implicações são da maior relevância para o momento pré-eleitoral, pois implicaria em grandes mudanças no cenário político. O PCdoB entrou com o recurso alegando que Roriz utilizou-se do número 156 como candidato, em alusão ao telefone de atendimento da Caesb, enquadrando o caso como conduta velada a agente público. Caso julgado procedente o recurso, Roriz, que renunciou ao mandato de senador em 2007, assumindo o 1º suplente, Gim Argello (PTB), perderia o mandato, ou seja, Gim também seria penalizado. Neste caso, assumiria o segundo mais votado para o Senado, no caso, o governador Agnelo Queiroz. Como o governador teria de renunciar para assumir o mandato, quem seria empossado é o atual administrador regional de Brasília, Messias de Souza (PCdoB), na época, primeiro suplente de Agnelo.

Novos planos

Diante deste cenário, Gim e Roriz teriam de repensar seus passos para 2014. Quanto a Roriz, fontes dizem que ele não deixará de colocar em disputa os cerca de 35% do eleitorado simpatizante a ele, nem mesmo deixar de colocar alguém de sua família no processo político, caso não possa ser candidato. O nome de sua filha, a distrital Liliane Roriz (PSD), é bem cotado para integrar a chapa majoritária para disputar o Buriti em 2014. O que ninguém imagina é que o cacique pode ter outros planos. Após sua saída da eleição de 2010 e a candidatura de sua mulher, Weslian Roriz, que continua filiada ao PSC, o ex-governador tem apostado no “media training”, preparando a mulher para uma nova relação com a mídia. Embora improvável, Weslian pode sim ser o nome de Roriz novamente para integrar uma chapa ao Buriti.

Fonte: Coluna Ons e Offs

Pedidos parados

cldfOs dois pedidos de cassação do mandato do deputado distrital Chico Vigilante (PT) estão parados na Mesa Diretora da CLDF. Segundo o presidente em exercício da Casa, Agaciel Maia (PTC), ele deixará o encaminhamento dos pedidos para o presidente Wasny de Roure (PT) encaminhar a corregedoria, caso a procuradoria da Câmara acolha as razões jurídicas apresentadas. Nos bastidores, as apostas é de que não há consistência nos pedidos feitos.

Fonte: Coluna Ons e Offs

Articulando a revanche

cldf 3Circula nos corredores da CLDF o boato de que um distrital, alimentado pelo Buriti, estaria articulando a criação de uma nova comissão na Casa, objetivando a volta dos projetos da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Assim, os projetos não passariam na comissão de Assuntos Fundiários, presidida por Cristiano Araújo (PTB). Outra possibilidade seria a adequação dos projetos para que tivessem o mérito analisado apenas na comissão de Meio Ambiente. Para tanto, seria necessária a aprovação em Plenário por 16 parlamentares. Verdade ou não, os dissidentes dos acordos do Executivo já trabalham para segurar a manobra.

Fonte: Coluna Ons e Offs

Puxando votos

PAULO-OCTAVIOO Partido Humanista da Solidariedade (PHS) pode contar com um reforço de peso nos quadros partidários. Circula no meio político a noticia de que o empresário e ex-vice-governador Paulo Octávio se filiou ao partido. A informação é do jornalista Odir Ribeiro. A chegada de P.O. ao partido pode agregar filiados, trazer recursos e, o principal, fazer com que o nanico PHS garanta pelo menos duas cadeiras na CLDF em 2014 – atualmente, a sigla não tem representação no legislativo local. Pela projeção do empresário e sua ampla relação política, Paulo Octávio poderia se eleger e ajudar a puxar ao menos mais um candidato da legenda, concorrendo a uma vaga de deputado distrital. Pelo “poder de fogo”, P.O. já chegaria à CLDF em condições de assumir a presidência da Casa, dando suporte ao pessoal da chapa “fora da casinha”, que está sendo articulada pela oposição.

Fonte: Coluna Ons e Offs

Quadrilha de Cachoeira perde mais de R$ 100 milhões

carlinhos-cachoeira-2005Justiça esclarece sentença, estipula multa e decreta perdimento de bens dos sentenciados e em nome de “laranjas”.

O cálculo dos prejuízos causados pela organização criminosa comandada por Carlinhos Cachoeira e dos bens adquiridos com o produto dos crimes cometidos é, objetivamente, complexo. De acordo com o Ministério Público Federal de Goiás (MPF), até que seja possível estipular um valor do ônus, os membros da quadrilha vão pagar, por enquanto, uma parcela dessa dívida com a sociedade que chegam a mais de R$ 100 milhões.

Em esclarecimento à sentença proferida em dezembro de 2012, após acolher parcialmente os embargos de declaração do MPF, a Justiça Federal decretou, em março deste ano, a perda dos bens dos condenados e de terceiros, além de fixar multa de R$ 156 mil, em favor da União, como valor mínimo dos danos acarretados pela conduta de alguns membros do grupo criminoso.

Os bens estavam em nome dos sentenciados, de “laranjas” e de empresas. No nome de Carlinhos Cachoeira, por exemplo, tinha apenas um terreno em condomínio de luxo em Goiânia, com 904 metros quadrados, no valor de R$ 1,5 milhão.

Já José Olímpio teve decretado o perdimento de cinco apartamentos –  dois em Águas Claras (DF), no valor de R$ 800 mil, dois também em Águas Claras (DF), estimados em R$ 1,5 milhão e um em Taguatinga (DF) –, e duas fazendas (uma em Mimoso de Goiás e outra em Valparaíso de Goiás, no valor de R$ 450 mil), além de um prédio comercial no valor de R$ 8 milhões, no Riacho Mall Fundo I (DF) e um posto de lavagem e lubrificação, com 1.833 metros quadrados de área construída.

As perdas no nome de Lenine Araújo são de dois carros e três terrenos (dois de 360 metros quadrados e um de 200 metros quadrados) em Valparaíso (GO), além de dois imóveis em Caldas Novas, estimados no valor de R$ 300 mil.

Enquanto para Idalberto Matias a perda, em seu nome, consiste em dois carros e um apartamento em Brasília (Asa Norte) no valor de R$ 600 mil. Por último,  Raimundo Queiroga, com uma fazenda de 10 mil metros quadrados em Luziânia, cujo valor é estimado em R$ 1 milhão.

Em nome de “laranjas” e de empresas, está uma lista de bens que ultrapassa a casa dos R$ 100 milhões: apartamentos de luxo (no Rio de Janeiro, nos bairros nobres de Goiânia) fazendas e até uma aeronave (no valor de R$ 750 mil), além de carros importados.

Embargos

Ao receber a sentença da primeira ação penal – outra acusação foi protocolizada contra a quadrilha em novembro do ano passado –, o MPF apresentou embargos de declaração solicitando o esclarecimento de pontos considerados obscuros e contraditórios em três sentidos.

Na visão dos procuradores da República, os condenados deveriam pagar a “conta” dos gastos que o Estado teve para coibir a criminalidade. Essa sempre foi uma das principais linhas de trabalho dos procuradores da República Léa Batista de Oliveira e Daniel de Resende Salgado.

Além do perdimento de bens adquiridos com proveito do crime, outro ponto questionado pelo MPF foi quanto à reparação do dano causado. Para os procuradores da República, a sentença da Justiça deveria contemplar a condenação de Carlinhos Cachoeira e Gleyb Ferreira com a reparação proporcional ao dano causado na “Operação Apate”.

Os custos da investida policial foram estimados em R$ 156.985,50 (valor semelhante da multa aplicada agora com a sentença integrativa), calculados com base no reforço policial e no aumento de custos com diárias de servidores.

Por último, o MPF trabalhou no sentido de mudar o regime para cumprimento da pena para os sentenciados Wladmir Garcez Henrique e Gleyb Ferreira. Eles foram condenados a cumprir a pena privativa de liberdade em regime, inicialmente, semiaberto, apesar de o juiz sentenciante reconhecer a quadrilha com contornos de organização criminosa, o que, no entender do MPF, ensejaria o início do cumprimento de pena em regime fechado. Nesse ponto, porém, o juiz federal substituto Daniel Guerra Alves não acolheu o pedido do MPF.

Condenações

Os crimes cometidos pelos oito condenados na primeira denúncia foram formação de quadrilha armada, corrupção ativa, peculato e violação de sigilo perpetrado por servidores públicos federais, estaduais e municipais.

As maiores penas aplicadas foram contra Carlinhos Cachoeira (39 anos e 8 meses), Lenine Araújo (24 anos e 4 meses), José Olímpio Queiroga (23 anos e 4 meses) e Idalberto Araújo, o Dadá (19 anos e 3 meses). Os sete condenados fazem parte da lista de 80 pessoas denunciadas pelo MPF no começo do ano passado.

Esses sete também estão entre os 16 processados na segunda denúncia do MPF, também resultado da Operação Monte Carlo. Na segunda acusação, eles responderão pelo crime de depósito e exploração comercial de caça-níqueis compostos por equipamentos eletrônicos sabidamente contrabandeados (artigo 334, § 1º, alínea “c”, do Código Penal).
Confira os bens da quadrilha perdidos em favor da União:

Idalberto Matias

– Dois Carros.
– Apartamento em Brasília (Asa Norte) no valor de R$ 600 mil.

Lenine Araújo de Souza

– Dois carros e três terrenos (dois de 360 m² e um de 200 m²) em Valparaíso (GO).
– Dois imóveis em Caldas Novas, estimados no valor de R$ 300 mil.

Raimundo Washington Souza Queiroga

– Uma fazenda de 10 mil m², em Luziânia (GO), no valor de R$ 1 milhão.

José Olímpio de Queiroga

– Cinco apartamentos: dois no Real Celebration Life Club, em Águas Claras (DF), no valor de R$ 800 mil, dois no Edíficio Ângela Maria Janusi, em Águas Claras (DF), estimados em R$ 1,5 milhão e um em Taguatinga (DF).

– Duas fazendas: uma em Mimoso Goiás e outra em Valparaíso de Goiás, no valor de R$ 450 mil.

Prédio comercial no valor de R$ 8 milhões, no Centro Comercial Riacho Mall Fundo I (DF) e um posto de lavagem e lubrificação, com 1.833 m² de área construída.

Carlos Augusto Ramos Cachoeira

– Terreno em condomínio de luxo em Goiânia no valor de R$ 1,5 milhão.

Bens em nomes de terceiros e empresas “laranjas”

– Vários apartamentos, lotes, casas, fazendas, empresas, carros, aeronave (valores devem ultrapassar os R$ 100 milhões).

Fonte: ohoje.com.br / MPF-GO

Direto do Facebook – Flavinho Morais

flavinho moraisEm resposta ao pedido de cassação movido pela Unitrailers, Flavinho Morais, filho do Deputado Distrital Chico Vigilante fez este comentário em suas redes sociais.

“Pq o Senhor Luiz Ribeiro presidente dessa entidade não falou que a filha dele foi nomeada pelo Raad Mansur e teve que entrar com essa representação pra compensar a nomeação, tudo isso pq o meu pai acusou o Senhor Raad Mansur de compactuar com a Máfia dos Postos e foi o único a votar contra o Bolso do consumidor? isso deve ser bonito né? vamos ver se essa ação não vai pra lata do lixo, vamos ver se tem procedência. Valeu Fera!”

Fonte: Facebook

Perfil – Todi Moreno

todi morenoTodi Moreno começou a vida como produtor de eventos em boates de Taguatinga, depois virou locutor da Rádio Atividade, formou-se em Comunicação Social e há 10 anos é apresentador do programa acesso livre, atualmente na Rede TV.

Isso muita gente já sabe, o que poucos sabem é que Todi Moreno vem realizando um excelente trabalho de gestão pública à frente da Subsecretaria de promoção dos Diretos Humanos, ligada a Secretaria de Justiça do DF.

Em entrevista a este Blog, em suas primeiras falas, Todi Moreno agradeceu o apoio que tem do GDF e principalmente do Secretário e Deputado Distrital licenciado, Alírio Neto.

A frente de uma pasta pouco conhecida, Todi Moreno nos apresentou os principais projetos que são de sua responsabilidade:

Projeto Brasília sem Pedofilia, tem como objetivo alertar, mobilizar e incentivar a sociedade a enfrentar a violência sexual contra a criança e o adolescente e, ainda, estimular a denúncia pelo disque 100. As atividades do projeto consistem em palestras e peças de teatro sobre o tema nas escolas das redes pública e privada do Distrito Federal; bem como blitz em locais estratégicos e de grande circulação, onde são distribuídos materiais gráficos relacionados à prevenção e combate à pedofilia.

Projeto Jovem Cidadão consiste em promover ações para os dispensados do serviço militar, auxiliando na construção da cidadania e na formação sócio-educacional e cultural de cada jovem. Na solenidade de Juramento à Bandeira Nacional. Os jovens dispensados recebem orientações referentes ao ingresso no ensino superior e são informados ainda sobre oportunidades de empregos em empresas parceiras do projeto. Durante os juramentos, são ministradas palestras educativas sobre o combate às drogas.

Projeto Brasília Para Todos, tem o objetivo de proporcionar entretenimento e lazer para idosos e crianças de baixa renda, realizando passeios aos pontos turísticos de Brasília e ampliando o conhecimento dos participantes sobre a história política e cultural de sua cidade.

Projeto Alma Gêmea, tem como objetivo realizar casamentos comunitários nas regiões administrativas do Distrito Federal e proporcionar a muitos casais carentes o sonho de oficializar a sua relação e desfrutar de todas as prerrogativas legais que um casamento oferece.

Projeto Não Bullying Comigo, cujo objetivo é alertar os estudantes das redes pública e privada de ensino do Distrito Federal sobre as consequências do não respeito às diferenças e da intolerância entre crianças e jovens, é realizado através de peça teatral sobre o tema e distribuição de material gráfico informativo.

Gerência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, tem como objetivo principal criar mecanismos que estabeleçam a execução de políticas públicas para o enfrentamento do Tráfico de Pessoas, desenvolvendo um trabalho de divulgação e prevenção favoráveis à proteção das vítimas. O trabalho da Gerência é realizado de forma multidisciplinar, tendo em seu corpo funcional Psicólogo, Assessor Jurídico e Assistente Social.

Sandro Gianelli

Não para, não para, não para não…

guarda janioCeilandense, humilde e predestinado como ele mesmo se intitula, o 1º suplente de Deputado Distrital Guarda Janio não para. Na última eleição teve quase 14 mil votos e por conta da legenda ficou de fora das 24 cadeiras da Câmara Legislativa do DF.

Para quem vive em cidades como Ceilândia, Taguatinga e Águas Lindas é comum encontrar com o Guarda Janio, nos comércios, visitas, caminhadas e diversas mobilizações.

Guarda Janio encanta a todos com sua simpatia. Será que este é o segredo do Guarda?

Sandro Gianelli

PMDB cresce

pmdbOs presidentes do Senado, Renan Calheiros, da Câmara, Henrique Alves, e o vice-presidente Michel Temer vão sacramentar na tarde desta sexta, em conversa com a presidente Dilma Rousseff, os nomes e as pastas dos ministros do PMDB na reforma ministerial: Moreira Franco (atual ministro de Assuntos Estratégicos) na Secretaria da Aviação Civil, na vaga de Wagner Bittencourt, e o deputado Antonio Andrade (MG) na Agricultura, no lugar de Mendes Ribeiro.

A única indefinição no PMDB até aqui ainda é a Secretaria de Assuntos Estratégicos. Ao informar Mendes Ribeiro de que seria substituído, a presidente ofereceu a pasta a ele, que inicialmente recusou, mas depois admitiu aceitar.

Com o PDT, Dilma acertou a substituição de Brizola Neto por Manoel Dias no Ministério do Trabalho. Dias é o secretário-geral do partido, comandado pelo ex-ministro Carlos Lupi.

Ainda há dúvidas sobre a participação de PR e PSD na reforma ministerial.

Fonte: Blog da Cristiana Lôbo

Kassab fora

kassab1A saída de Kassab do jogo da reforma segue a máxima de que quem chega primeiro bebe água limpa e tem mesa farta. Agora, o PSD só pegaria o “resto”.

À primeira vista, a recusa do presidente do PSD, Gilberto Kassab, em colocar sua legenda como parte do governo Dilma Rousseff nesse momento pode transmitir um quê de liberdade para a eventualidade de um projeto alternativo prosperar, leia-se, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mas, na verdade, é muito mais do que isso. Com o seu gesto, Kassab segue a velha máxima de quem chega primeiro bebe água limpa e encontra a mesa farta. Quem chega por último, tem que se contentar com os restos.

A atual reforma ministerial, para o PSB, teria essa cara de “resto”. O novo partido encontrou ocupados todos os postos que poderia sonhar, caso do Ministério das Cidades, a Integração Nacional, a Agricultura, área na qual o PSD trafega muito à vontade na figura da senadora Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA). Se Dilma mexesse em algum partido para abrigar os novos aliados, fatalmente teria problemas. Daí, ficou para os pessedistas a “sobra”, ou seja, o novo Ministério da Pequena e Micro Empresa. Esse ministério precisa de, pelo menos, um ano para ser organizado. Sendo assim, quando o ministro, seja quem for, tomar pé do serviço, já estará na hora sair para a campanha de 2014.
Diante dessa constatação, bem pragmática, o PSD dispensou o convite, mas deixou claro o interesse em um ingresso para a próxima temporada. “Ela está mais forte do que nunca no partido”, diz o ex-prefeito paulistano. Kassab não vê hoje nenhum adversário capaz de comprometer a reeleição da presidente Dilma Rousseff, embora considere que a campanha não será um passeio. Na visão dele, a economia caminha para uma melhora. Ainda que a recuperação seja bem menor do que o otimismo do ministro da Fazenda, Guido Mantega, será suficiente para dar à presidente o discurso de que ela segurou as rédeas da crise. E, sendo assim, o alcance dos programas sociais completará os votos rumo ao segundo mandato. Daí, o aceno de Kassab à presidente.

Enquanto isso, no futuro…

Ao anunciar desde já o apoio à presidente Dilma numa campanha pela reeleição, o PSD tenta garantir um passe para os camarotes vips do segundo mandato, leia-se ministérios de ponta. Entre quatro paredes, o PSD não descarta inclusive, quem sabe, ocupar o lugar do PSB na correlação de forças da base governista, se houver uma segunda temporada de Dilma no comando do país. Eduardo Campos, ao que tudo indica, será candidato a presidente. Logo, a presidente, se reeleita, terá mais espaço para acomodar os aliados de primeira hora.

O PSD repete o PSB ainda em outro aspecto. Em 2010, o partido de Eduardo Campos decidiu não apresentar a candidatura de Ciro Gomes contra Dilma com a justificativa de não prejudicar os candidatos a governos estaduais. Agora, é o PSD quem faz essa leitura. O fato de não ter cargos e facilitar hoje a vida de Dilma dá ao PSD mais moral para, logo ali na frente, pedir ao PT e à presidente uma parceria nos estados no ano que vem. Na Bahia, o vice-governador, Otto Alencar, é pré-candidato ao Palácio de Ondina. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que, por sinal, participou do jantar da última quarta-feira com a presidente, também deve concorrer à reeleição.

Além de todos esses aspectos, o PSD, ao não entrar agora no governo, consegue ainda manter intacta a imagem de independência em relação ao governo federal. E, de mais a mais, na política assim como na vida nada é definitivo. Se algo desandar até 2014, o PSD sempre poderá mudar os rumos sem ficar com aquela pecha de que largou o governo em busca do novo. No momento, entretanto, o PSD não acredita muito no sucesso de Eduardo Campos para 2014 e, como não deseja seguir com o PSDB, joga suas fichas no futuro governo Dilma.

O fato de não querer se aliar a Eduardo Campos, entretanto, não representa um rompimento do PSD com o PSB. O partido de Kassab apenas considera que não haverá amplitude da base socialista para o ano que vem. Seus aliados acreditam que nem mesmo o PDT, hoje com setores para lá de empolgados com o governador pernambucano, dá sinais de que abandonará o barco de Dilma. Em 2018, pode até ser. Mas, agora, avalia o PSD, não é hora. Por enquanto, o PSD ficará mesmo de pé, atrás da mesa de jogo, observando como Dilma movimenta as cartas que tem na mão e só vai se sentar à mesa na hora de fechar 2014, quando seu passe estará mais valorizado. Agora, o cacife seria baratinho.

Fonte: Blog da Denise Rothenburg

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