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As eleições 2012 e a formação do voto

Para discutir o assunto foram convidados Carlos Manhanelli (especialista em marketing político e eleitoral) e Rui Tavares Maluf (cientista político).

Em Novo Gama prefeito Everaldo vai à luta

everaldo do detranTodos os prefeitos estão peregrinando por gabinetes, órgãos dos governos federal e estadual e conversando com parlamentares, tanto de suas bases como de aliados. Este é o caso do prefeito de Novo Gama, Everaldo do Detran (PPL). Na semana passada ele fez uma via sacra em Goiânia buscando ajuda para infraestrutura, saúde e solução para a agência do Detran de Novo Gama.

Na Agetop, não foi muito feliz. “O presidente Jayme Rincón disse que está recolhendo as máquinas que estavam emprestadas para as prefeituras, para refazer os convênios”, lamentou Everaldo. Na saúde, o secretário Antônio Faleiros não pôde recebê-lo por causa de compromissos no Ministério Público. “O problema da saúde no Novo Gama é triste. São mais de 100 mil habitantes e não temos um hospital, só postos de saúde e assim mesmo, sem remédios e condições de funcionamento. Até a ambulância temos que pedir emprestada ao Samu.” No Detran, Everaldo foi mais feliz e recebeu garantias de que os motoristas do município não precisam mais emplacar veículos em Brasília ou em outro município próximo. “Uma comissão vai analisar a instalação de uma Ciretran na instalação moderna que existe em Novo gama.”

Por Wilson Silvestre

Fonte: Jornal Opção

Mais ação e menos discurso, parlamentares

camara_dos_deputadosNão é de hoje a impressão de que, por aqui, o trem do Legislativo corre sobre os trilhos do Executivo. Em outros termos, o Poder Legislativo é refém do Poder Executivo, em confronto com os princípios constitucionais da harmonia, autonomia e independência dos Poderes. A imagem ganha corpo ante a vocação legislativa do Executivo, que se materializa em edições sucessivas de medidas provisórias (MPs) pelo presidente da República. A banalização do uso de MPs, deixando de lado a relevância e a urgência expressas na Constituição federal, acentua o caráter imperial do presidencialismo e expande a convicção de que se cultiva no Brasil um “parlamentarismo às avessas”, modelagem enviesada que lembra a monarquia parlamentar de Pedro II.

Nos idos de 1847, sob o manto do Poder Moderador, criava o imperador um Conselho de Ministros, à semelhança do modelo inglês, para exercer funções do Executivo, assumindo ele, também, a prerrogativa de escolher o primeiro-ministro. Este organizava as eleições (que sempre ganhava), conferindo ao soberano a condição de todo-poderoso. Eis o chiste da época: “Na Inglaterra a rainha reina, mas não governa; no Brasil o rei reina, ri e rói – reina sobre o Estado, ri do Parlamento e rói o povo”. Hoje a imagem da inversão parlamentarista volta à baila com a percepção de que o Executivo governa com as leis que ele mesmo estabelece.

Não sem razão, a imagem do Legislativo é a mais borrada no cenário institucional. Basta compará-la com a dos outros Poderes. De um lado, desponta a extraordinária força do Executivo, que canaliza os efeitos das políticas sociais e econômicas, propiciando a elevação da figura presidencial aos píncaros da admiração popular. De outro, vê-se o prestígio do Poder Judiciário, o mais sagrado no sistema cognitivo da sociedade por causa da missão de administrar e distribuir a justiça. Nos últimos tempos, coroando o reconhecimento público, o Judiciário cumpriu extensa pauta de decisões sobre matérias de impacto social, fechando um ciclo de fama com a Ação Penal 470 (mensalão) e expandindo a visibilidade, a ponto de conferir alta popularidade aos seus componentes. Esses traços contribuem para empanar o retrato do Legislativo. A par da bateria crítica que corrói a imagem de atores que balizam suas práticas nas mazelas da política (patrimonialismo, mandonismo, coronelismo, fisiologismo, nepotismo), o conjunto parlamentar mostra-se débil em algumas frentes. Na esfera do Orçamento da União, que passa por seu crivo, a prerrogativa de liberar recursos é da chefe do Executivo. Com o “poder da caneta”, só com sua assinatura chegará às bases dos parlamentares o dinheiro a elas destinado.

Como se pode aduzir, há forte desequilíbrio na balança dos Poderes. O nó da questão pode ser cortado pela espada do próprio Legislativo. No caso das medidas provisórias, basta analisar sua pertinência e, ainda, expurgá-las de matérias exógenas que escapam ao seu objeto. Como se sabe, as MPs dão carona a uma pletora de temas estranhos à sua finalidade. No caso do Orçamento, basta que o Parlamento aprove emenda alterando sua natureza, de autorizativo para impositivo, pelo qual os recursos aprovados não carecerão da caneta presidencial para chegar ao destino. E por que essa decisão, que parece tão simples, não entra na pauta? Por não ser do interesse do Executivo. Cavalo comedor, cabresto curto. Sob esse axioma, embutem-se as metas de pleno controle do Orçamento, dos fluxos de caixa do Tesouro e, por fim, da estratégia de controlar os painéis de votação nas Casas congressuais. Afinal, administrar a parte mais sensível ao corpo parlamentar – verbas para as bases – faz parte da engenharia que mantém insuperável a capacidade do Poder Executivo de manobrar as rédeas do Parlamento. Por todos os lados transparece o poder descomunal do Executivo.

Mas há facetas que apresentam grau menor de dificuldades operacionais e estão a merecer tratamento prioritário do Legislativo. Uma delas é o vácuo infraconstitucional que se criou a partir da Constituição de 1988. Apesar da incrível marca de mais de 3,7 milhões de leis (há dois anos o número era de 3.776.364), o arcabouço legislativo está inconcluso. Ainda resta apreciável quantidade de dispositivos (cerca de 140) para ser regulamentado. Quando se atribui ao Poder Judiciário usurpação da função legislativa – pelo fato de interpretar a Constituição e ser acusado de invadir os domínios do Parlamento -, esquece-se que a “judicialização da política”, como se batizou o fenômeno, decorre também de buracos constitucionais não fechados. Eventuais tensões entre os dois Poderes se ancoram na omissão do corpo parlamentar no capítulo da legislação infraconstitucional a ser completada.

Distorções, vazios e desequilíbrios entre Poderes não constituem matéria nova. Deputados e senadores conhecem sobejamente os vãos e desvãos das cúpulas côncava e convexa do Congresso Nacional. O que parece faltar é coragem de avançar. Daí o flagrante descompasso entre o andar social, rápido e solto, e o lento caminhar do corpo parlamentar. Não por acaso, aponta-se grande distância a separar a esfera política da sociedade.

Pretende o Parlamento melhorar sua imagem perante a sociedade? Basta tomar atitudes. Assumir os princípios constitucionais da independência, harmonia e autonomia. Fechar os buracos abertos desde 1988. Respirar o ar das ruas. Gravar o eco dos grupos organizados. Reformar a pauta de costumes rotineiros. Se for preciso, cortar na própria carne. A reforma política deve deixar o plano da retórica.

Perguntaram uma vez ao grande Demóstenes (384-322 a.C.), famoso pelo dom da oratória: “Qual a principal virtude do orador?”. Respondeu: “Ação”. E depois? Voltou a repetir: “Ação”. Sabia ele que essa virtude, própria dos atores, era mais nobre que a eloquência. A razão? Porque é o motor da humanidade.

Mais ação, srs. parlamentares.

Fonte: Estadão

Vitor Belfort vence o UFC São Paulo por nocaute

Vitor-BelfortQuem foi ao Ginásio do Ibirapuera – em São Paulo – para assistir à principal luta da noite deste sábado (19/01) do UFC (Ultimate Fighting Championship) disputada entre o brasileiro Vitor Belfort e o inglês Michael Bisping não precisou esperar muito tempo para comemorar a vitória brasileira. Com 1 minuto e 27 segundos do segundo round, Belfort acertou uma canelada no rosto do oponente – seguida de uma sequência de socos – que levaram Bisping ao nocaute.

Depois de uma semana de muita tensão e expectativa por causa das provocações de Bisping, Belfort voltou a vencer um campeão dos médios. Na última vez que tentou foi derrotado por Anderson Silva com aquele chute de Spider que entrou para a história. Agora Belfort comemora a volta por cima e pediu para que Dana White deixe-o lutar contra Jon Jones de novo depois de ter sido derrotado no quarto round da luta que aconteceu em setembro de 2012. Vale a pena esperar o desenrolar dessa história e ver quem será o próximo que vai enfrentar a fúria do “Fenômeno”.

Fonte: Abril / Esportes

PPS contra Rafael Barbosa

rafael barbosaO PPS entra hoje com uma representação no Ministério Público contra o secretário de Saúde, Rafael Barbosa. “A Saúde está um caos e o secretário fica de férias”, criticou o presidente regional do PPS, Francisco Chico Andrade. Segundo o líder de oposição, a representação será redigida com base nos últimos problemas registrados na rede de atendimento público. “Teve grávida dando a luz dentro de banheiro de hospital. Esse caos está generalizado”, apontou o presidente regional. Em tempo, a previsão de retorno de Rafael para o comando da pasta é para a próxima semana.

Por Eduardo Brito
Fonte: Jornal de Brasília – Do Alto da Torre – 18/01/2013

Luiz Estevão: A volta do homem da borracha rumo ao Buriti

luiz estevamUm expectador de peso na política do Distrito Federal vem acompanhado atentamente nos bastidores, a movimentação ate mesmo de encontros de antigos inimigos para ceifar do poder o petista Agnelo Queiroz.

Considerado carta fora do baralho, o expectador tem nome e endereço, já foi senador por Brasília e considerado um dos mais ricos empresários do DF, Luiz Estevão, que enfrenta na justiça processos ate com condenação e tem a ficha suja, mas uma estratégia jurídica pode coloca-lo de volta no cenário político como o candidato de consenso para enfrentar a reeleição do governador Agnelo Queiroz. O ex-senador cassado não depende de financiamento de campanha e nem de inimigos como novos aliados.

Estevão vai puxar sua condenação no STJ para o juizado de primeira instância onde teria sido absolvido, a estratégia jurídica vai deixar o ex-senador um candidato ficha limpa, Joaquim Roriz, o cacique da política local sempre foi aliado de todas as horas do ex. senador Luiz Estevão.

A estratégia vem sendo aplicada com acordos judiciais, pagamento de multas milionárias tudo com a intenção de estar preparado para um embate político que pode ficar na história da política do DF.

O ex-senador cassado vem mantendo encontros com os caciques da alta cúpula da política nacional, como o atual presidente do Congresso José Sarney, o futuro, Renan Calheiros, Gilberto Kassab e ate Aécio Neves. A eleição da capital federal tem que passar pelas mãos de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, Roriz se não for o próprio candidato lançará sua filha a deputada distrital, Liliane Roriz como vice na chapa majoritária. Luiz Estevão sempre esteve alinhado com a velha raposa do cerrado, Joaquim Roriz, considerado junto com Arruda, o fiel da balança na sucessão de 2014.

Se este quadro se confirmar, novos candidatos serão aliados num consenso para não sofrer derrotas. O senador Gim Argelo que foi suplente de Roriz estará aliado com Paulo Octávio nesta chapa que será consenso, a quem diga que ate o ex. governador José Roberto Arruda inimigo de Estevão no passado pensa em apoiar.

Fonte: Blog do Mino

Julgamento de Arruda ainda deve demorar

jose-roberto-arrudaAposentadoria do relator Arnaldo Esteves Lima e possível desmembramento podem adiar para as calendas o processo contra o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda; fitas de Durval Barbosa também podem ser desconsideradas como prova.

O julgamento do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que perdeu seu mandato em 2008, na Operação Caixa de Pandora, ainda não tem data para terminar. E as fitas de Durval Barbosa, que teve grandes poderes na gestão de Joaquim Roriz, podem ser invalidadas. Leia, abaixo, na coluna Brasil Confidencial, de Paulo Moreira Leite, na revista Istoé:

Julgamento de Arruda pode demorar

Embora as últimas defesas tenham sido apresentadas no segundo semestre de 2012, ainda não há prazo para o início do julgamento do mensalão do DEM-DF pelo Superior Tribunal de Justiça. Acredita-se, em Brasília, que o relator Arnaldo Esteves Lima pode pedir aposentadoria antes de apresentar seu voto, o que atrasaria as deliberações. Felix Fischer, presidente do STJ, já deixou claro que é favorável ao desmembramento. Se essa posição for acompanhada pela maioria do plenário, como se prevê, o processo levará um tempo maior para ser concluído. A maioria dos réus, inclusive o ex-governador José Roberto Arruda, seria julgada em primeira instância e teria direito a uma segunda sentença antes de uma condenação definitiva.

Durval e suas fitas

No estágio atual do mensalão do DEM-DF, a disputa jurídica envolve as 30 fitas gravadas por Durval Barbosa, auxiliar de Arruda que fez acordo de delação premiada. Sem autorização judicial, as gravações são a base da denúncia. O julgamento será um, caso as fitas sejam aceitas como prova, e outro, se rejeitadas. Gravações autorizadas podem ser desconsideradas.

Fonte: Brasília 247

A bandeira de Aécio e Campos

eduardocampos-300x225O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), dois nomes cotados para a eleição presidencial de 2014, já estão afinados no discurso da necessidade de um novo pacto federativo no País. A desconcentração das receitas que estão com a União e o fortalecimento dos Estados e municípios são uma bandeira antiga do senador tucano – herdada de Itamar Franco -, que foi adotada mais recentemente por Campos. Os dois têm dito que os repasses federais devem permitir não somente custeio dos municípios e Estados, mas investimentos em saúde, educação, mobilidade, habitação e segurança pública.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Serra começa a definir seu futuro político na próxima terça-feira

jose-serraO presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra, estará em São Paulo na terça-feira (22) para se reunir com José Serra.

Embora Guerra afirme que a prioridade do partido agora seja a reestruturação da sigla, a conversa com Serra dará início a negociação do futuro político do candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo.

Serra, segundo aliados, já aceitou a ideia de que a vaga para disputar o Planalto em 2014 ficará, pelo menos até segunda ordem, com o senador Aécio Neves (MG). Ainda assim, as conversas com a cúpula tucana serão fundamentais para determinar qual espaço que o ex-governador terá na máquina partidária, ditando assim o tamanho do holofote que lhe será reservado no ano eleitoral.

O time de Serra o queria na presidência do partido, mas outras alas preferem vê-lo no Instituto Teotônio Vilela. Na esfera eleitoral, caso Aécio fique mesmo com a cabeça da chapa presidencial, a saída natural para Serra seria o Senado.

A conversa com Guerra servirá de ensaio para o encontro que Serra terá com o próprio Aécio. Nesse caso, a conversa está marcada para o fim do mês, após o senador mineiro voltar das férias.

Fonte: Poder on line

Lições da campanha Obama’2012

obama vitoriaA reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou algumas importantes lições ao marketing político. Muito mais do que o tão propalado uso da internet e das mídias sociais em sua primeira campanha presidencial em 2008, especialmente divulgado por oportunistas “expert’s de plantão” que a cada véspera de eleições no Brasil tentam vendê-la como a “grande revolução da vez”. A campanha de 2012 veio confirmar uma das premissas básicas do marketing: a segmentação. Tão básica que, na maioria das vezes, é esquecida nas campanhas publicitárias vendidas como marketing, e compradas por candidatos que erroneamente não distinguem o que é uma coisa e o que é outra.

Muito além da simples divisão do eleitorado em classificações como sexo, idade e região, para se ter uma segmentação sólida é necessário haver o maior número possível de informação acerca do eleitor, suas características, gostos, necessidades e costumes. Em comunicação política, mais do que quantidade, o que vale é a qualidade da mensagem. Foi esse o fator diferencial da vitoriosa campanha à reeleição de Obama, ao utilizar de forma inédita no marketing político o cruzamento de dados de uma enorme base unificada chamada de Big Data.

O sistema de análise de dados, gerando informações em alta velocidade em busca de tendências, cenários, motivações e reações, permitiu alcançar cifras recordes de arrecadação, definir e direcionar com precisão os meios nos quais se investiu em propaganda, especialmente nos estados onde a vitória de Obama era mais incerta, possibilitando a personalização e a segmentação das ações e mensagens. Essa capacidade de obtenção e processamento de informações sobre os eleitores foi decisiva ao desenvolver uma campanha nacional como uma eleição local, em que os interesses individuais eram conhecidos e abordados.

Depois dessa eleição, é possível afirmar que nunca mais uma campanha presidencial americana será igual. Os eleitores mudaram, e a equipe de campanha de Obama teve a exata noção. Por isso o resultado que, a princípio alguns agentes da mídia tentaram passar como “apertado”, não se concretizou. A considerável diferença (61,7% Obama, 38,3% Romney) demonstra claramente que os Republicanos, partido de oposição a Obama, não modificaram seu modo de fazer política, nem de fazer campanha. Assim como diversos políticos brasileiros. Talvez também por isso é que muitos, após longos anos de mandatos, hoje estão fora da cadeira que por tanto tempo ocuparam. Partidos e políticos devem entender e fazer parte dessa nova dinâmica, ou ficarão pelo caminho.

Dessa forma, a reeleição de Barack Obama serve como base de por onde caminhará o marketing político nos próximos anos. Em vez de intuições amadoras daqueles que enchem o peito para dizer que acompanham eleições há décadas e se guiam por instintos, a campanha de Obama baseou-se na precisão fundamentada em estatística, informação e estratégia, o caminho da vitória.

Por Leandro Grôppo

Fonte: Strattegy Comunicação & Marketing Político

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