Da redação
As bolsas de Nova York encerraram a sessão sem direção única em semana marcada por volatilidade no mercado, alta dos juros dos Treasuries, valorização do petróleo e o primeiro aumento da taxa básica pelo Federal Reserve em três anos. O índice Dow Jones recuou 0,19%, aos 51.681,93 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,16%, a 7.650,23 pontos, e o Nasdaq avançou 0,39%, fechando em 26.522,55 pontos.
Segundo analistas do Charles Schwab, “o aumento de 25 pontos-base do Fed na quarta-feira foi, sem dúvida, sobre ancorar as expectativas de inflação, que podem sair do controle quando não estão ancoradas”. O presidente do Federal Reserve de Kansas City, Jeff Schmid, afirmou que apoiou a decisão do Comitê Geral do Mercado Aberto, mesmo não sendo membro votante, classificando como um passo para reduzir a inflação, que está “muito alta por muito tempo”.
A maioria das ações negociadas em Wall Street ficou em território negativo, sob pressão dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, que voltaram a atingir 5% após renovarem o maior nível desde 2007. Entre os destaques de queda, General Motors caiu 5%, Qualcomm recuou 5,8% e Netflix perdeu 4,7% após rebaixamento do Wells Fargo. No setor financeiro, Goldman Sachs e Bank of America lideraram as perdas, ambos próximos de 8% de recuo na semana.
Entre os papéis em alta, Coinbase Global disparou 11% e Robinhood avançou 9%. As ações da Berkshire Hathaway subiram 0,11%, após o investidor Warren Buffett, de 96 anos, anunciar que deixará a presidência do conselho. No mesmo período, o Banco do Japão elevou sua taxa de juros ao maior nível em 31 anos. A sessão também foi marcada pelo “triple witching”, quando vencem vários contratos de futuros e de opções, elevando a volatilidade.





