Da redação
Aliados de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, encaminharam materiais críticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pessoas próximas de Donald Trump nos Estados Unidos. A movimentação ocorre na véspera do encontro entre Lula e Trump, previsto para esta quinta-feira, 8, em Washington, com o objetivo de influenciar a recepção ao petista.
O grupo bolsonarista nos Estados Unidos é liderado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro e pelo empresário Paulo Figueiredo, ambos com proximidade a assessores de Trump. Eles já atuaram em episódios ligados às tarifas e sanções Magnitsky contra autoridades brasileiras, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Interlocutores confirmam uma operação para apresentar críticas de Lula a Trump à equipe da Casa Branca. Jason Miller, conselheiro de Trump, passou a divulgar mensagens listando episódios de atritos entre Lula e o ex-presidente, incluindo divergências sobre a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro em ação do Pentágono.
Aliados de Flávio Bolsonaro destacam a imprevisibilidade de Trump, mas avaliam que Lula deve ser bem recebido. Em situações anteriores, Trump teria promovido situações constrangedoras a outros líderes estrangeiros, como Volodimir Zelenski, da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, durante visitas oficiais.
Ainda segundo aliados de Flávio, a intenção é desgastar Lula com a visita, independentemente do seu resultado, apontando que o encontro pode enfraquecer discursos de soberania e oposição ao ex-presidente americano. O governo Lula, por sua vez, afirma que o encontro reforça o perfil diplomático e de estadista do presidente.
Outro tema sensível da agenda envolve a possibilidade de designação das organizações CV e PCC como terroristas pelos Estados Unidos. O governo Lula tenta evitar essa medida, alegando riscos de intervenção e impactos para o mercado financeiro, enquanto bolsonaristas defendem a designação e intensificam a crítica ao presidente petista.







