Da redação
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve prestar depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, às 15h, em sua residência em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar. O depoimento faz parte do inquérito sobre a apreensão de uma pistola em seu nome durante uma blitz policial ocorrida na semana passada.
A audiência presencial foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a ida dos investigadores ao endereço de Bolsonaro. Moraes justificou sua decisão afirmando que o ex-presidente está impedido de utilizar meios eletrônicos de comunicação, sendo necessário o depoimento presencial.
O inquérito foi instaurado após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. O armamento foi encontrado no veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança do ex-presidente. Segundo a investigação, a arma estava sem o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF).
No depoimento à polícia, Estácio Leite da Silva Filho declarou que transportava a arma para manutenção, com a intenção de devolvê-la posteriormente a Bolsonaro. Em decisão recente, Moraes ainda informou que uma primeira tentativa de intimar pessoalmente o ex-presidente não foi bem-sucedida, devido à intervenção da equipe de escolta responsável por sua segurança.
As informações colhidas na investigação serão encaminhadas ao gabinete de Moraes, responsável pela execução penal de Bolsonaro no STF. Na próxima quinta-feira termina o prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente em março, para tratamento de um quadro de broncopneumonia.
A defesa de Bolsonaro alegou ao STF que a equipe de segurança retirou um item da arma com o objetivo de torná-la inoperante, já que medicamentos psiquiátricos administrados ao ex-presidente poderiam afetar sua cognição. Os advogados alegam que não houve qualquer irregularidade na posse do armamento.





