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Bolsonaro proibido de acessar redes sociais e monitorado com tornozeleira eletrônica

Da redação do Conectado ao Poder

O ex-presidente é acusado de coação e obstrução à Justiça, e terá que cumprir medidas cautelares determinadas por Moraes.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi acusado de coação no curso do processo e obstrução à Justiça, o que resultou em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proíbe de acessar redes sociais e o obriga a usar tornozeleira eletrônica. A medida cautelar, imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, é parte das investigações que apuram possíveis crimes por parte do ex-chefe do Executivo.

A sessão extraordinária convocada pelo ministro Cristiano Zanin marcou a análise das ações contra Bolsonaro, que ocorrem na manhã do dia 18 de julho de 2025. O ex-presidente deverá se afastar de qualquer comunicação com seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, e ficará impedido de se aproximar de embaixadas e diplomatas estrangeiros.

Os agentes da Polícia Federal realizaram mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente e na sede do Partido Liberal (PL) em Brasília, onde encontraram aproximadamente US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie, além de um pendrive que será analisado. Moraes determinou as restrições após a PF indicar que Bolsonaro dificultava o andamento do processo penal que envolve uma tentativa de golpe de Estado.

O ministro Moraes enfatizou que Bolsonaro confessou uma tentativa consciente de extorsão contra a Justiça, agindo com seu filho para interferir na investigação. Esta situação desencadeou uma série de reações no cenário político, onde a defesa de Bolsonaro expressou indignação com a operação e as medidas impostas.

Essa decisão marca um momento significativo na história política recente do Brasil e reflete a tensão entre a justiça e as ações do ex-presidente, que continua sendo um ponto central de debate na sociedade brasileira.