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Bomba mata 14 e fere 38 na Colômbia durante série de ataques violentos


Da redação

Um ataque com bomba matou 14 pessoas e deixou pelo menos 38 feridos, incluindo cinco menores de idade, neste sábado, 25 de maio, no departamento de Cauca, sudoeste da Colômbia. O atentado ocorre pouco mais de um mês antes das eleições presidenciais e foi atribuído a dissidentes das Farc pelas autoridades locais.

Imagens do local mostram veículos destruídos, corpos das vítimas e uma cratera na estrada. Segundo Francisco Javier Betancourt, agricultor e testemunha, “estávamos esperando a liberação para avançar e essa bomba explodiu bem ali”. Relatos indicam que o impacto lançou pessoas por vários metros.

De acordo com o governador de Cauca, Octavio Guzmán, o número de vítimas ainda pode aumentar, já que equipes de resgate buscam desaparecidos sob risco de fogo cruzado. Uma fonte da polícia informou que a situação dificulta a contabilização dos mortos devido aos conflitos com dissidentes em três estações policiais da região.

Em declaração na rede social X, o presidente Gustavo Petro classificou os responsáveis como “terroristas, fascistas e narcotraficantes” e pediu “os melhores soldados para enfrentá-los”. O presidente responsabilizou Iván Mordisco, apontado como o criminoso mais procurado do país, comparando-o a Pablo Escobar.

Ataques na região têm se intensificado nos últimos dias. Na sexta-feira, um atentado contra uma base militar em Cali deixou dois feridos e iniciou uma onda de 26 ataques em Valle del Cauca e Cauca, conforme o comandante das forças militares, Hugo López. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, reforçou a presença militar e policial local.

O clima de tensão ocorre às vésperas da eleição presidencial marcada para 31 de maio. Segundo pesquisas, lideram a disputa o senador Iván Cepeda, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia — todos sob ameaça de morte e acompanhados por esquemas de segurança. Grupos armados frequentemente buscam influenciar o pleito por meio da violência.