Da redação
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomaram negociações comerciais após a Casa Branca impor tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras no final de julho. As conversas voltaram após telefonema entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em que o brasileiro afirmou considerar as tarifas infundadas.
De acordo com o governo brasileiro, além do aumento de 25%, os produtos nacionais também foram alvo de uma nova taxação de 12,5%, implementada pelos EUA sob o argumento de falhas no combate ao trabalho forçado. Essa justificativa foi adotada para taxar exportações de 59 países e da União Europeia.
Integrantes do Executivo brasileiro afirmam que os Estados Unidos elaboraram a tarifa de 12,5% como alternativa após a Suprema Corte do país derrubar a medida anterior em fevereiro. O governo de Trump foi acusado por Brasília de buscar novo argumento legal para restabelecer as tarifas anteriormente extintas pelo Judiciário norte-americano.
No caso da tarifa de 25% específica para o Brasil, a justificativa apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA foi de supostas “práticas desleais” em temas como pagamentos eletrônicos e acesso ao mercado de etanol. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, os EUA exigiram abertura de mercados brasileiros sem oferecer contrapartidas.



