Da redação
O Brasil, em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), lançará na segunda-feira (16), durante a 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP31), em Antália, na Turquia, o Instituto de Inteligência Artificial para o Clima (Aici). A iniciativa busca apoiar países em desenvolvimento na criação de soluções climáticas éticas e eficientes no uso de recursos.
Com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da União Internacional de Telecomunicações (UIT), o instituto ficará hospedado na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em Brasília. A estrutura oferecerá aos países capacidade técnica e institucional para projetar, implantar e governar soluções próprias.
A decisão de criar o Aici surgiu na COP30, em Belém, diante das barreiras enfrentadas por países vulneráveis às mudanças climáticas. Entre elas estão a capacidade computacional restrita, a governança fragmentada de dados e a falta de profissionais com habilidades técnicas. A expansão da infraestrutura de inteligência artificial também eleva o consumo de energia e água e as emissões de carbono.
Guilherme Canela, diretor da Divisão de Inclusão e Políticas Digitais e Transformação Digital da Unesco, disse que “uma IA verdadeiramente sustentável também deve ser inclusiva, e seus benefícios devem alcançar países e comunidades com diferentes níveis de capacidade tecnológica e institucional”.
No lançamento, as partes apresentarão o plano de trabalho para 2026 e 2027 e aplicações piloto escaláveis, entre elas a prevenção do desmatamento com inteligência artificial na Bacia Amazônica. Governos, instituições de pesquisa e parceiros financeiros internacionais poderão se filiar ao instituto a partir da data.




