Da redação
A 500 dias da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, Brasília consolida sua posição como referência esportiva no país. Com investimento de R$ 22 milhões em infraestrutura em 2025, o Distrito Federal aposta em reformas em estádios como Bezerrão (R$ 3,9 milhões), Augustinho Lima (R$ 4,4 milhões), Abadião, Rorizão e JK, preparando os espaços não só para o evento global, mas também para uso das seleções como centros de treinamento. O calendário esportivo mostra consistência: entre 2025 e 2026, a Corrida de Reis atingiu 30 mil pessoas, a Supercopa do Brasil lotou o Mané Garrincha com 71 mil torcedores e os Jogos da Juventude reuniram cinco mil atletas.
Brasília será palco de eventos inéditos. Em março de 2025, Sebastian Coe, presidente da World Athletics, anunciou que a cidade sediará, em abril de 2026, o Campeonato Mundial de Marcha Atlética por Equipes, primeira edição no Hemisfério Sul, tendo o medalhista olímpico Caio Bonfim como destaque local. Entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, a capital recebe jogos da Copa do Mundo Feminina, ao lado de outras sete cidades brasileiras.
Além dos grandes eventos, a política de esporte inclui formação de base. Os Centros Olímpicos e Paralímpicos atendem 45 mil alunos, de 4 a 90 anos. Programas como Compete Brasília, com R$ 9,1 milhões em 2025, beneficiaram 5.255 atletas e paratletas, enquanto o Bolsa Atleta apoia 132 olímpicos e 115 paralímpicos. Um novo centro olímpico está em construção no Paranoá.
Casos como o de Selma Bernardes, campeã mundial de jiu-jitsu, ilustram os resultados do incentivo. “Brasília está dando estrutura para que os atletas sonhem. E quando a gente planta no esporte, a gente colhe transformação social”, afirma.
Com obras concluídas, calendário consolidado e recordes de público, Brasília se posiciona como capital do esporte na véspera do maior evento do futebol feminino mundial — e desafia o restante do Brasil a acompanhar seu ritmo.





