Da redação
As buscas pelos irmãos quilombolas Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4, desapareceram em uma área de mata em Bacabal (MA), completaram dez dias nesta terça-feira (13). De acordo com o prefeito Roberto Costa (MDB), as operações mantêm ritmo “intenso e permanente”. Na segunda-feira (12), houve troca gradativa de agentes da força-tarefa e mudança de estratégia, com os trabalhos em linha para ocupação da área delimitada da mata.
A Polícia Civil do Maranhão investiga o desaparecimento dos irmãos, enquanto equipes percorrem a região. O governador Carlos Brandão (sem partido) afirmou nesta terça-feira que Anderson Kauã, 8, primo das crianças e encontrado na quarta-feira passada (7), não sofreu violência, conforme exames médicos.
Anderson está sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar devido ao trauma. Segundo Brandão, técnicos do IPCA (Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente) realizam a escuta especializada do menino “com técnica e sensibilidade”.
Ágatha e Allan sumiram em 4 de junho, após saírem para brincar com Anderson nas proximidades do povoado quilombola de São Sebastião dos Pretos, onde vivem. As autoridades foram acionadas ainda na noite do desaparecimento, conforme relatou o prefeito.
Após ser encontrado com sinais de desidratação e desorientação, Anderson direcionou os esforços de busca para a área em que foi localizado. Participam da força-tarefa Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Força Estadual Integrada de Segurança Pública, com apoio de voluntários, drones, veículos especiais, dois helicópteros e cães farejadores.






