Início Brasil Caiado acusa Lula de vender Brasil ao comentar acordo sobre terras raras

Caiado acusa Lula de vender Brasil ao comentar acordo sobre terras raras

Da redação do Conectado ao Poder

Após críticas de Lula ao acordo de Goiás com os EUA, Caiado responde e acusa o governo federal de vender recursos

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), reagiu a críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o acordo assinado entre Goiás e os Estados Unidos na área de minerais críticos. Em agenda em Minas Gerais, na quinta-feira (23), Caiado afirmou que Lula é quem “vende o Brasil”.

Segundo Caiado, o acordo firmado por seu governo busca agregar valor à produção local. “Ao invés de exportar apenas o mineral concentrado eu vou poder, em Goiás, desenvolver a tecnologia capaz de separar os minerais”, explicou o político ao falar com jornalistas. Ele defendeu que a medida traria desenvolvimento e incremento de renda ao estado.

A declaração de Caiado ocorre após Lula criticar publicamente a assinatura do memorando, dizendo que houve concessão de algo que seria competência da União. Em entrevista, Lula afirmou: “É uma vergonha, inclusive o que o Caiado fez. O Caiado fez um acordo com empresas americanas fazendo concessão de coisas que ele não pode fazer porque é da União.”

O acordo, conforme o documento, é um memorando de entendimento entre o governo de Goiás e o Departamento de Estado dos Estados Unidos para cooperação no setor de minerais críticos. O texto prevê que todas as atividades devem observar as leis brasileiras e não impõe obrigações financeiras ou legais a nenhuma das partes envolvidas.

Durante sua defesa, Caiado reforçou a intenção de investir em tecnologia para transformar a extração mineral em desenvolvimento econômico local. “Se eu puder vender amanhã 20g de térbio, ou de disprósio, eu vou enriquecer o meu estado, vou trazer tecnologias, vou aumentar renda, vou ampliar com isso”, afirmou o ex-governador.

A assinatura do memorando gerou reações negativas em setores do governo federal, que manifestaram preocupação quanto à soberania nacional e à necessidade de coordenação centralizada em negociações internacionais desse tipo. O episódio ampliou o debate sobre gestão de recursos minerais estratégicos no Brasil.