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Caiado dispara contra Lula e chama empréstimo do governo federal de “armadilha com juros abusivos”

Da redação do Conectado ao Poder

Governador de Goiás critica gestão econômica do presidente, compara desempenho do seu estado com o governo federal e afirma que “o governo derreteu”

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao comentar a situação econômica do país e os programas de crédito anunciados pelo Palácio do Planalto. Segundo Caiado, “o governo derreteu” e não há nenhuma área com resultados positivos. “A cada dia que passa, a comida na mesa está mais cara, a inflação está cada vez maior e a taxa de juros é de 14,25%. Você não tem nenhuma área de atuação do governo com resultado”, afirmou.

Durante entrevista, o governador mencionou de forma irônica o que chamou de “empréstimo do Lula”, referindo-se ao programa que permite antecipar recursos do FGTS. “Qualquer problema que você tá com dinheiro, vai lá e pega um dinheiro, faz o empréstimo do Lula”, disse, acrescentando que as taxas cobradas são abusivas. “O cinegrafista me disse que foi pegar um empréstimo de 50 mil reais e teria que pagar 109 mil. Isso é mais de 100% de juros”, criticou.

Caiado também destacou a diferença entre a gestão federal e a administração em Goiás. Ele listou os avanços alcançados em seu estado nas áreas de educação, segurança pública, combate à pobreza, transparência e equilíbrio fiscal. “Se você pega o governo federal e compara com a modesta parte com o meu estado, eu peguei ele nessa situação. Hoje ele é o primeiro lugar na educação, na segurança, no combate à pobreza, na transparência e na liquidez. Isso é boa gestão e seriedade com o dinheiro público”, declarou.

A crítica mais contundente do governador foi direcionada à estratégia de comunicação do governo Lula. Para ele, o atual governo se escora exclusivamente na imagem do presidente. “Eu não vou em coativo, porque o PT tinha o Lula, botou ele pra falar, a aprovação dele tá em 56%”, afirmou, ironizando a confiança da gestão petista na popularidade do chefe do Executivo para sustentar o governo em meio à crise econômica.