Início Política Caiado diz que Brasil pode sofrer ‘mexicanização’ sob governo do PT

Caiado diz que Brasil pode sofrer ‘mexicanização’ sob governo do PT


Da redação

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira, 22, em Brasília, que o Brasil corre o risco de passar por um processo de “mexicanização” caso não haja um combate mais efetivo ao crime organizado, especialmente nas fronteiras.

Durante o evento “A indústria na agenda dos presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Caiado ressaltou sua preocupação com o avanço do crime organizado no país. Segundo ele, se medidas mais rigorosas não forem adotadas, o crime pode penetrar na economia formal e nos poderes constituídos.

O ex-governador declarou: “As pessoas falam que o Brasil vai virar uma Venezuela. Estão enganados. O Brasil, se continuar com a PT, vai virar uma mexicanização, onde a economia formal vai ser toda invadida pelo crime”. Ele também criticou a possibilidade de representantes do crime ocuparem cargos políticos e órgãos do sistema de Justiça.

Caiado enfatizou que, de acordo com sua análise, a lavagem de dinheiro dentro da economia formal pode levar à normalização desse tipo de atividade. “Se não abrir os olhos, amanhã tem pessoas representando aqui, como se tem no Congresso, na Justiça, no Ministério Público, defensor daqueles que acham que o dinheiro, ao ser lavado dentro da economia formal, ele passa a ser explicável”, afirmou.

O evento contou ainda com a participação de outros pré-candidatos à presidência, entre eles Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi convidado para o encontro, mas não compareceu, pois cumpre agenda no Rio de Janeiro.

A discussão sobre o fortalecimento do combate ao crime organizado, especialmente nas fronteiras, tem sido tema frequente entre os presidenciáveis neste ano eleitoral. A CNI busca, com esses encontros, apresentar pautas consideradas prioritárias para o setor industrial ao próximo presidente do país.