Da redação
O senador Hermes Klann (PL-SC) defendeu nesta segunda-feira, 22, o endurecimento das punições para atos de vandalismo e pichação no Brasil. O posicionamento foi apresentado durante pronunciamento no Senado Federal, onde Klann destacou o Projeto de Lei 3.241/2026, de sua autoria, que propõe aumento nas penas e exige reparação financeira pelos danos aos cofres públicos.
No início do seu discurso, o parlamentar elogiou moradores de Santa Catarina que se engajaram espontaneamente em iniciativas para recuperar espaços públicos danificados. Klann citou o caso de um morador de Blumenau que limpou um muro pichado por iniciativa própria, além dos mutirões do projeto “Joinville é Nossa Casa”.
Durante sua fala, o senador questionou: “Por mais importante que seja a ação desses voluntários, existe uma pergunta que precisa ser feita: por que cidadãos de bem precisam gastar seu tempo limpando aquilo que outras pessoas decidiram destruir?” Segundo ele, casos como esses refletem um problema recorrente nas cidades brasileiras.
Klann apresentou ainda dados sobre os custos que cidades como Belo Horizonte e Manaus têm enfrentado com repintura e remoção de pichações. Ele argumentou que esses gastos geram prejuízos significativos, desviando recursos de áreas prioritárias como saúde e educação e impactando o orçamento municipal.
O senador afirmou que “durante muito tempo, essa prática foi sendo relativizada, foi sendo tratada como algo menor, como uma simples travessura, como uma manifestação sem maiores consequências. Mas quem administra uma prefeitura sabe que não é assim. Quem é dono de um comércio sabe que não é assim. E a conta chega, e chega para todos.”
Ao encerrar, Hermes Klann apelou à população para que continue denunciando o vandalismo e incentivou o apoio a ações voltadas para o cuidado e preservação das cidades, reforçando a importância da participação da sociedade no enfrentamento do problema.





