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Estudo indica múltiplas origens para buracos negros observados por LIGO, Virgo e KAGRA


Da redação

Uma grande investigação internacional reforçou a ideia de que o Universo produz buracos negros por diferentes processos. O estudo, divulgado nesta semana, analisou quase 400 eventos de ondas gravitacionais detectados pelos observatórios LIGO, Virgo e KAGRA, que monitoram colisões de buracos negros em diversas regiões do espaço.

Os dados fazem parte da atualização GWTC-5.0, maior catálogo internacional de ondas gravitacionais já publicado. Os registros mostram que as colisões entre pares de buracos negros são comuns e produzem objetos cada vez mais massivos, abrindo espaço para analisar suas origens e trajetórias evolutivas.

De acordo com os cientistas, os sistemas binários de buracos negros não se formam a partir de um único processo. Os pesquisadores apontam diferentes “linhas de montagem cósmica”, como o colapso de nuvens de gás gigantes, a formação em aglomerados estelares densos e combinações decorrentes de múltiplas fusões prévias.

As análises identificaram dois grupos principais: um com massas entre 10 e 20 vezes a do Sol e outro, mais raro, com mais de 45 massas solares. Alguns desses buracos negros giram milhares de vezes por segundo, em contraste com o Sol, que completa uma rotação em cerca de 25 dias. Essa rotação acelerada pode indicar origens distintas.

Segundo os cientistas, há fortes evidências de que parte dos buracos negros mais pesados resulta de fusões anteriores. Ao colidir, dois buracos negros podem formar um novo objeto, que mais tarde participa de novas fusões. Esse processo em cadeia pode explicar as massas e velocidades incomuns encontradas.

A ampliação do catálogo, envolvendo colisões ocorridas a bilhões de anos-luz da Terra, permite observar tendências estatísticas inéditas. Desde a primeira detecção direta de ondas gravitacionais na última década, a astronomia nesta área avança rumo à compreensão aprofundada sobre a evolução estelar e os mecanismos de formação das galáxias.