Da redação
A campanha de Flávio Bolsonaro se preparou para um cenário eleitoral mais desfavorável do que o apresentado pela primeira pesquisa Datafolha após a crise que envolveu o pré-candidato do PL e Daniel Vorcaro. O levantamento foi divulgado na sexta-feira, 22, refletindo movimentações do cenário político nacional após os fatos recentes.
Segundo os dados do Datafolha, houve um aumento da vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno, saltando de 3 para 9 pontos em relação ao levantamento anterior. Em uma simulação de segundo turno, Lula teria 47% das intenções de voto, enquanto Flávio apareceria com 43%.
Um integrante da campanha de Flávio declarou que o resultado “é algo claramente reversível”, apontando que “Lula não subiu na mesma proporção”. Segundo ele, muitos votos que Flávio perdeu migraram principalmente para o grupo dos indecisos, o que mantém uma margem de recuperação possível para a candidatura.
Um deputado do PL avaliou o resultado como “um tombo razoável, mas não fatal” e reforçou que “ainda há jogo”, indicando que a equipe mantém confiança na possibilidade de reverter parte das perdas até as próximas etapas do processo eleitoral. O entendimento predominante entre aliados é que o país segue dividido e o antipetismo permaneceu forte, mesmo após a crise envolvendo Flávio.
A orientação do grupo político era concentrar esforços a partir da tarde de sexta-feira, 22, explorando a repercussão da decisão italiana relacionada a Carla Zambelli. Nos bastidores de Brasília, Zambelli vem sendo citada por diversos interlocutores como uma das responsáveis pelo resultado eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022.
Dados anteriores indicavam uma disputa eleitoral mais equilibrada, e o salto observado na diferença de pontos reacendeu discussões estratégicas entre os coordenadores de campanha. A expectativa atual é que a concentração de votos indecisos desempenhe papel decisivo na próxima etapa.





